2006/11/29

Legalização do Aborto ou...

Actualização às 21h45:
O Presidente da República, Cavaco Silva, anunciou hoje a sua decisão de convocar o referendo sobre Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) para 11 de Fevereiro.
"Nos termos que me foram propostos pela Assembleia da República e cuja constitucionalidade e legalidade foi dada por verificada pelo Tribunal Constituc ional, decidi convocar para o dia 11 de Fevereiro de 2007 a realização do refere ndo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez".
A campanha para o referendo sobre o aborto vai decorrer entre 30 de Janeiro e 09 de Fevereiro.
(Agência Lusa)
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19h00
O Presidente da República Portuguesa, prof. Cavaco Silva, vai hoje falar na Televisão sobre as suas razões e da data de marcação para o referendo sobre a legalização da interrupção voluntária da gravidez. Há quem use a expressão directa "aborto".
Em bom rigor qual a diferença visível entre estas duas formas de expressão?
É que o público em geral (o povo) é constituído pelos "entendidos" na matéria e os que se baralham com estes subterfúgios de linguagem.
(A foto deste post apareceu-me nos ficheiros temporários do Windows, hoje que estava a fazer uma limpeza ao \temp)

6 comentários:

asn disse...

Já que me posso permitir a primazia de comentar:
Não concordo com a realização deste aborto de referendo. O Parlamento é que deveria ter-se pronunciado ou não é ele representativo do Povo?
Chamam-nos a referendo quando é preciso decidir sobre os privilégios concedidos aos próprios políticos e a outras classes sócio-políticas!?
Muito provavelmente não irei votar.

Luisa disse...

Acho que mem o referendo se devia fazer porque a vida não é referendável´. Mas já que insistem, irei fotar NAO!

José Manuel Dias disse...

Porque sou contra a realização do aborto, designadamente os que não constam das estatísticas, vou votar SIM no referendo.
Cumps

Danilo disse...

Convido os amigos a serem meu artigo "Aborto: liberdade ou tirania?" no blog http://familianazare.blogspot.com

Espero que lhes seja útil!

asn disse...

Penso que não devemos invocar motivações religiosas para tomarmos a opção pela vida "plena" ou pela IVG (mais uma sigla que vamos usar pelo menos durante os 40 dias que medeiam até ao dito referendo).
Repito: não deveria haver lugar a nenhum referendo. Se os políticos que nos representam acham que se devia discutir esta questão tão transcendente, pois que a discutissem no Parlamento. E se não se sentissem suficientemente motivados/encorajados para deliberar em nosso nome, que viessem conversar com os eleitores que representam. Teriam assim a nossa opinião, talvez até mais formada do que aquela que vai resultar do referendo. A maior parte dos portugueses não vai votar, temos disso paticamente a certeza. E lá voltamos à pescadinha de rabo na boca. Os parlamentares não têm coragem de assumir esta responsabilidade e mandam-nos para um plebiscito nacional; nós não estamos mentalizados para assumir uma posição definitiva e vamos abster-nos; quem vai decidir? O Sócrates, que já anda a dizer, segundo depreendi de alguns comentários que li na imprensa, que vai avançar com a legislação necessária para a legalização da IVG, mesmo que o referendo não seja vinculativo de acordo com a contituição? Isto é, mesmo que 50% dos eleitores não votem, desde que o SIM ganhe já está decidido? Então, altere-se a Constituição na parte qe respeita aos referendos!
Tudo teria sido mais fácil e coerente se o Parlamento e o PR assumissem as suas responsabilidades.

Anónimo disse...

O referendo à IGV é a prova que os governos falharam nas políticas de educação e prevenção. Mais, não sabem lidar com a situação.
Vou votar NÃO.