2007/03/28

Outdoors a conspurcar o ambiente

(clicar em cima da imagem para ampliar)

Não me quero manifestar a favor ou contra o sentido e alcance políticos das palavras de ordem contidas no outdoor da fotografia.
Manifesto-me, isso sim, veementemente - como já o fiz em relação a placards colocados noutros locais estratégicos da cidade de Leiria - contra a sua localização. Na minha opinião, os partidos políticos não se podem arvorar o direito de desvirtuarem a aparência duma cidade com estes monstros propagandísticos instalados em sítios que nos perturbam, a nós, cidadãos que nos queremos livres de apreciar a urbe onde vivemos, trabalhamos e/ou que visitamos.
Penso que nos devíamos manifestar mais e reivindicar para que esta forma de propaganda fosse banida duma vez por todas.
Tanto dinheiro que se gasta para dotar uma cidade de um bom visual e de equipamentos (rotundas, fontes luminosas com repuxos de vários estilos, jardins com árvores para nos ajudarem a manter o nosso equilíbrio emocional, rio e margens requalificadas a rigor) para, de seguida, nos taparem o olhar com estes gigantescos outdoors a impingirem-nos meia dúzia de slogans políticos e às vezes também de natureza comercial!
Não posso concordar com esta actuação dos partidos políticos, pelos vistos com o beneplácito dos órgãos representativos do Município (Câmara e Assembleia Municipal) e até da própria Junta de Freguesia, que tinham o dever de imporem mais rigor nesta matéria.
Eu prefiro olhar e ver a cidade...sem "tapumes"!
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ps: 29/3/2007 - pelos vistos, em Lisboa, o PNR (Partido Nacional Renovador) também colocou um painel monstro em local destacado e público, a apelar a atitudes xenófogas. A rádio está a falar muito neste cartaz e das suas intenções...
Já se está a levantar a questão da Constitucionalidade da campanha que este partido está a querer levar avante:
O Partido Nacional Renovador (PNR) lançou uma campanha contra os imigrantes em Portugal, afirmando que não podem ser apoiadas políticas que promovam a Imigração enquanto “houver portugueses a viver na miséria”.
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5 comentários:

al cardoso disse...

Na cidade inde resido sao pura e simplesmente proibidos, mas isto e na terra dos incultos americanos.
Mas isto e na minha cidade, porque logo nas outras ao lado, e ve-los nascer como cogumelos.

Mas que ai era bem desnecessario isso e verdade!

Um abraco d'algodres.

asn disse...

Ora aí está Al Cardoso.
Penso que seria do mais elementar bom senso que se acabasse com esta bagunça. Afinal andamos a gastar dinheiro para alindar as coisas e, ao mesmo tempo, desfiguramos tudo com esta praga de cartazes, placards, outdoors, como lhe quiserem chamar. Nos pontos mais incríveis. Sem preocupações estéticas de espécie alguma!
Insensatos ou brutos ignorantes?

Zé Lérias disse...

Amigo António:
Este poste fez-me lembrar o tempo em que o manholas de santa comba mandava colocar arvoredo (cortinas vegetais) na margem das vias que davam acesso à capital para encobrir dos turistas as barracas e a miséria que por trás havia.
Ironicamente, hoje, parece haver saudades desse tempo, copiando o manholas, mas fazendo ao contrário: esconder a beleza com toda a espécie de tapumes, incluindo os que consporcam a nossa sanidade mental.
Gosto da objectividade dos teus textos.
Um grande abraço

Filipe Brás Almeida disse...

As câmaras, juntas (ou quem quer que seja) como querem maximizar os lucros que possam tirar da venda de espaços publicitários, tentam escolher sempre locais de maior afluência e visibilidade, porque serão sempre as mais concorridas. Penso eu.

É claro que esses monstros em nada embelezam o panorama, mas não sei até que ponto é que seria possível proibir a afixação.

Já agora em relação a um comentário que deixou no meu blog acerca do Zé Beirão lhe parecer um bocado tendencioso e faccioso.

Hoje desloquei-me à redacção do Jornal e encontrei-me com ele pessoalmente. Nunca antes tinha estado com ele.

Nem faz ideia.

Mas vá lá pronto. Sempre me publica aquilo.

asn disse...

Como diz o nosso amigo "Zé Lérias" este que o antecede, o snr do jornal deve ser do género "manholas".
Repare, caro amigo, eu até sou dos que pensam que Salazar tem o seu lugar na História de Portugal. Provavelmente até estaria convencido, na sua chico-espertice, que o papel de que foi "divinamente" incumbido, era a mais correcta para o nosso País. Mas que não merece, de modo algum, o epíteto do "maior português de sempre", não me parece que possa haver grandes dúvidas...A forma de orientar o programa televisivo é que foi dramaticamente "foleira". Nem parece obra da Dra. Maria Elisa!
Haja quem divulgue o seu artigo aqui na Net. Ontem tive que ir, de emergência, a Viseu, para acompanhar à sepultura, um tio meu, também meu padrinho de baptismo. Tentei comprar o Jornal de Tondela ali perto, na estação de serviço ao pé da Barragem da Aguieira, mas não o tinham.
António