2009/04/11

Plátanos e o Mosteiro da Batalha

(clic para ampliar)

Capelas Imperfeitas no Mosteiro da Batalha.
Há que acrescentar que as podas dos Platanus também não são nenhuma perfeição. Pelo contrário, são ambiental e tecnicamente imperfeitas. Incorrectas, inadmissíveis. Só se pode tolerar parcialmente um argumento de peso. O facto destes Platanus terem sido plantados num local e de forma a que, em poucos anos, ficariam, irremediavelmente, a tapar a vista sobre um dos mais espectaculares monumentos do Mundo. Mas, assim como não se estropia um ser humano só porque é demasiado alto e gordo e está a tapar a vista das pessoas que estão à sua frente para ver um espectáculo raro e Belo, também se devia ter tido a devida atenção quando os Platanus foram plantados naquele local. O Mosteiro da Batalha já lá estava há muito tempo, de certeza absoluta!...

De qualquer modo:
HÁ ALGUM MONUMENTO MAIS IMPORTANTE QUE A NATUREZA?
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7 comentários:

Mariazita disse...

Querido António
Mais uma prova, a juntar às milhentas que existem, de que o planeamento é todo feito em cima do joelho, que é como quem diz - não existe!
Adoro ver árvores nas ruas, mas há que ter em atenção o tipo de árvore, a sua envergdura depois de adulta, etc. Mas isso dá muito trabalho... e depois cometem-se barbaridades dessas.
Que nos valham todos os deuses dos céus!

Feliz Páscoa

Beijinhos
Mariazita

arte por um canudo disse...

Sempre interventivo António!..Tens toda a razão e a natureza é aquilo que nós queremos que ela seja.Para ser mal utilizada mais vale não mexer.Para que foi plantado naquele sitio o platanus? Só para dizer que até se tem cuidado com o ambiente. Não chega e é preciso que as consciências se alterem na mudança de atitudes.Mais uma vez faço votos que tenhas uma Excelente Páscoa. Gr. Abraço

tulipa disse...

AMIGO ANTÓNIO

MUITO OBRIGADO PELA BELA ROSA VERMELHA QUE NOS OFERECES.

A todos os membros amigos dos meus blogues (Tulipa) desejo uma Páscoa recheada de amor, carinho, fraternidade, prosperidade, sucessos e bem estar, muita alegria e agradeço a existência de cada um de vós.
Somos unidos em Amizade.
Que o Universo conspire a nosso favor e sejamos pessoas do Bem.

Contigo partilho o meu sentimento de carinho.
Uma Santa Páscoa para ti e tua Família.

Beijinhos.

Justine disse...

Mas o plátano vinga-se, enchendo-se de ramos e folhas não tarda nada! É só esperar umas semanas...:))

as-nunes disse...

Sem dúvida Justine
O Plátano vinga-se em pouco tempo. Recupera das feridas resultantes daquelas podas desregradas. Mas o espectáculo degradante destas podas seria perfeitamente evitável se, na altura da sua plantação, se estudasse as características desta árvore.
E se o que se pretendia era arborizar aquela zona ou permitir a maior visibilidade ao monumento.
Está visto que esta questão não foi analisada a tempo. E agora, nem se resolve o problema da protecção das árvores nem se protege a visibilidade do Mosteiro da Batalha.
Enfim, falta de estudos prévios antes de se tomarem decisões com impacto no futuro.
António

Paulo disse...

Não sei se a ideia é apenas limpar as vistas do mosteiro, António. E as árvores que são podadas por aí sem que estejam a tapar monumentos?

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Diante de um dos mais significativos monumentos nacionais, este acto é um fiel retrato do país que somos; um país que não respeitando as árvores, não respeita o seu próprio património e não se respeita a si próprio enquanto povo e nação.

E de pouco consolo serve saber que o problema destas podas sem qualquer justificação não é exclusivo nosso e é comum noutros pontos da Europa, a começar pela vizinha Espanha. Com o mal dos outros...

Este caso espelha e bem, como muito bem assinalou o António, a falta de planeamento de quem decidiu plantar estas árvores, diante do Mosteiro, sabendo que facilmente atingiriam grande porte.

É a nossa crónica falta de planeamento. Na gestão dos espaços verdes, como um pouco por toda a parte.

Numa coisa concordamos todos, a "emenda é bem pior que o soneto", ou seja, pior que a beleza de um plátano a fazer sombra a quem visita o Mosteiro da Batalha é este triste e horrendo espectáculo de mutilação de ávores no espaço público (trabalho este que, por suprema ironia, deve ter sido pago com os impostos de todos nós).

Triste povo a quem a sombra da árvore tanto incomoda!