2009/05/14

Leiria - Adro da Sé e as suas árvores


Faz hoje, precisamente, um ano. Da janela do meu escritório o Adro da Sé de Leiria, nas suas belas e antigas árvores, uma Tíia tomentosa e um Jacarandá grandiflora tinham este belíssimo aspecto. Este ano, não sei o que se passa, os Jacarandás ainda não estão em flor. Pelo aspecto, talvez comecem a florir daqui a 10 a 15 dias.

Esta zona da cidade de Leiria, uma das mais emblemáticas, já foi um centro vital. Hoje, aparte o alarido próprio dos estudantes, na Queima das Fitas e uma ou outra Serenata nos degraus da Sé, tem vindo a ser votada praticamente ao abandono. As casas que fazem a moldura do Largo, estão, quase todas num estado deplorável, a requerer uma recuperação urgentíssima.
Uma cidade não pode perder a tipicidade do seu núcleo urbano. Da sua zona histórica.
O que caracteriza e humaniza qualquer cidade, é, sem dúvida, o seu Centro Histórico.
Estamos à espera de quê?

Não me poderei esquecer: Quem foi da ideia de arrancar as árvores centenárias ( padreiros ou acer pseudo plátanos, cheios de vida, com aves de pequeno porte, às centenas, que alegravam o nascer e o pôr-do-Sol daquele local?) que emolduravam o Largo da Sé, antes de lá se plantarem Jacarandás, há uns 8 anos atrás? Vou à procura duma fotografia de 1974 que mostra como era aquele Largo nessa altura.

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4 comentários:

Paulo Roberto Wovst Leite disse...

A mão do homem, ainda bem que há mãos como a tua para estabelecer um contraponto, já que para estabelecer um equilibrio haverá de muitos despertarem, que despertem!
abraços

as-nunes disse...

Viva Paulo Leite

Muito obrigado pelas tuas palavras, sempre serenas mas objectivas.
Um abraço
António

Justine disse...

Se não houver muitos gritos como o teu, não tarda nada que em vez das árvores e prédios centenários estarão grandes arranha-céus "modernaços"...

Nocturna disse...

Caro amigo AS- Nunes,
Bela vista a que se observa a partir da sua janela. Jacarandás em flor é uma visão de beleza,de cortar a respiração.
Confesso que um dos meus sonhos é ter um quintal, suficientemente grande para ter um Jacarandá.
Aqui onde moro(São João do Estoril), também os há nas beiras da estrada mas florescem um pouco mais tarde(falta de rega,disseram-me).Em Lisboa há uma ou duas ruas cheias deles e, sobretudo, no Parque Eduardo VII, que nesta altura já é um mar azul de jacarandás em flor.
Até quando ? A tendência actual é arrancar árvores e «plantar» monstros de cimento-armado. Não o podemos permitir. É uma questão de cidadania.
Estão a descaracterizar as nossas cidades e a apagar delas, aquela que é realmente a sua história.
Defenda como puder Leiria e mobilize os seus vizinhos, que eu vou tentando fazer o mesmo cá por baixo, sobretudo agora que tenho mais tempo livre e quero ocupá-lo em assuntos como este.
Um grande abraço e obrigado pela vista de Leiria, cidade onde não vou à vários anos.
Nocturna