2009/09/13

A Política e as Eleições


Afinal em que é que ficamos? Ganhe o PS ou o PSD, parece que a maioria de qualquer dos dois maiores partidos portugueses não vai ser suficiente para governarem sozinhos. Consequentemente, terá que haver um entendimento partidário.
Ora, se nem um nem outro estão disponíveis para conviver num Governo de coligação, que solução se vai encontrar?
É claro que temos que esperar pelo resultado das eleições. Mas as perspectivas não auguram solução fácil!

Cá para mim, teremos que ir para a solução dum Governo minoritário, só com um partido.
Que acontecerá depois? Só uma forte convicção patriótica e a prevalência do interesse comum sobre os interesses pessoais e partidários poderá permitir a governabilidade deste País! Será que temos partidos com esse sentido de responsabilidade Nacional ou vamos passar a assistir a intrigas político/partidárias em que o Presidente da República terá que intervir mais activamente?

Ou muito me engano ou vamos voltar aos dias de Governos a durarem meia dúzia de meses!

E o País a afundar-se cada vez mais, tanto mais que a Crise Global ela aí está instalada e para durar! Apesar de todos os inefáveis pareceres técnicos que dizem que já estamos a sair da recessão. Já se notam avanços de indicadores na ordem dos 0,0001 pontos ou coisa que o valha!?

Alguém está em condições de fazer previsões para o que aí vem? Quer Nacional quer Globalmente?
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7 comentários:

Milu disse...

Por alguma razão o nosso país tem mantido um longo atraso em relação à maioria dos países europeus, apesar de termos tido as mesmas oportunidades. Foi por altura dos descobrimentos, em que se espatifava as riquezas no lugar de as investir, foi com os fundos vindos da comunidade, que foram parar aos bolsos de empresários e até de políticos, enfim, está-nos na massa do sangue. Não há nada a fazer. O interesse do país não nos interessa, o que conta são os nossos interesses particulares. Se a nossa mentalidade não mudar, se continuarmos a olhar para o nosso umbigo em vez de olhar em frente, virá o dia em que ocuparemos o último lugar na cauda da Europa dos 27! Dos 27, note-se!

Já agora um pequeno aparte, que me intrigou bastante:
Como é possível que uma candidata ao lugar de 1º ministro e, ainda para mais, economista, tenha confundido a taxa do IRC com a taxa do IRS. Você, António, cuja actividade profissional o obriga a lidar com taxas, penso, visto que é TOC, que me diz disto? Por mim, penso que desde que se saiba o que são estas taxas não é fácil confundi-las!

S. Levy Lima disse...

Nem sei que lhe diga porque vamos de mal a pior.
O governo Sócrates tem sido um governo totalmente megalómano, não sei se é do nome, mas o homem julga que é faraó.
A Ferreira Leite não tem expressão política e é antipática a muitas pessoas...de modo que a nível nacional qual as alternativas?
Bom qualquer coisa menos maioria absoluta seja a quem for.
Quase apetece colocar lá o D. Duarte Pio, conforme vemos em Espanha, sai mais barato um rei que uma república.

as-nunes disse...

Milu

Muito sinceramente não aprecio o estilo de MFL. Pressente-se muita dificuldade na arrumação de ideias mobilizadoras e concretas para o futuro dos Portugueses. Demasiado pessimista, faz-me lembrar Medina Carreira, nos seus discursos fúnebres acerca da situação económica, financeira, social, política, etc etc. Se nem no Primeiro Ministro pudermos ver e sentir uma postura corajosa e optimista para enfrentar os muito sproblemas que temos, então vamos baixar os braços e gerir a nossa desdita de não sermos um país rico?

Digam o que disserem, penso que não temos, de momento, substituto à altura das circunstâncias, para Sócrates.

Concordo, Milu, aquela da trapalhada da confusão entre taxas de IRS e de IRC, para além de muitas outras hesitações em momentos fundamentais e com referência a questões importantíssimas para a gestão mais equilibrada do nosso País, não auguram nada de bom, se os Portugueses decidirem que a Sra. deverá ser a próxima Primeira-Ministra.

O problema que se vai levantar é como é que se vai formar Governo, se as últimas sondagens se consumarem?

Beijinho
António

as-nunes disse...

Levy Lima

Agradeço os comentários ao que escrevi logo após o debate na Televisão entre Sócrates e Ferreira Leite.

Temos, de facto, um grave problema em mãos. Temos que votar em alguém. Penso que será melhor do que não votar ou votar em branco.
Penso que uma questão decisiva é que nós não podemos avaliar o desempenho de Sócrates como Primeiro Ministro, porque, precisamente, no momento em que nos estávamos a preparar para ver até que ponto é que o País poderia entrar numa fase de recuperação depois de muitas medidas gravosas que nos foram impostas, estalou esta Crise Geral que se propagou a todo o Planeta. Desde então tem sido um corropio a tentar apagar fogos que apareciam de todos os lados. O que mais me espanta é como é que se conseguiu arranjar tanto dinheiro para salvar o BPN da falência. Dinheiro que tinha dado muito jeito para ajudar à revitalização das condições das nossas vidas.

Agora que estamos com uma batata muito quente em mãos lá isso é uma verdade insofismável.

E não vejo que a disposição dos Portugueses seja arriscar numa nova maioria absoluta. Ou seja, temos que nos preparar para dias complicados!

António

arte por um canudo 2 disse...

Foi um debate ao nivel a que já nos habituaram estes gurus da politica.Falam muito e prometem como se não fossem eles os principais culpados do estado em que o país está. Dão a entender que o que fizeram foi sempre bem feito e fazem-nos acreditar que assim é.Não deviamos acreditar nestes dois politicos porque não cumprem o que prometem. Têm sempre uma forma de fugir ao prometido. Mas quem temos então? ninguém...estamos orfãos.Gr. abraço.

as-nunes disse...

Já que estamos em maré de falar de políticos de direita e de esquerda, vou-me permitir parafrasear um escrito de Silva Resende (escritor que conheci aqui em Leiria, actualmente reformado e a viver em Braga):
"Direi sem medo de errar que só há políticos de direita. Pois uma coisa é teoria e outra a prática, uma as palavras e outra as obras.
A História tem demonstrado que os pregadores dos areópagos das nações que manobram a turba-multa, mais ou menso desfavorecida, com juras e promessas vãs, acabam sempre por amesendar-se com chorudos cargos e prebendas, refastelados e dignos e, sobretudo, beatificamente alheados das causas que apregoam em seus arrotos oratórios.
Haverá políticas de direita, centro, esquerda e extrema-esquerda. Mas políticos, esses são todos de direitas! São uns puros da dialética e uns impuros da praxe..."
In "POVO, MEU POEMA" de Silva Resende.

Austeriana disse...

Concordo consigo. A crise veio «baralhar» as opções dos eleitores. É que, de facto, a conjuntura do governo Sócrates foi atípica e, conforme já referiu, de resto, MFL, a crise acaba por se constituir vantagem para o PS, pois ficamos sem saber como teria sido sem ela...
Também me debato com as dúvidas que expõe. Discordo da generalidade das medidas tomadas por Sócrates e MFL revela desorganização do discurso, falta de preparação e ideias avulsas e contradictórias sobre vários assuntos fundamentais. Agora, como vai ser governável um país sem maioria absoluta? Já passámos por isso e as coisas não correram bem.
Os debates ainda me baralharam mais. Irei, obviamente, votar, mas continuo indecisa na opção e quanto mais tento esclarecer-me, mais perplexa fico. Isto está difícil.