2009/10/24

Mais um ícon de Leiria que desaparece




Vivo em Leiria há 43 anos
Julgava-a imortal
A recordar antanho
Até ao momento final.


Mais uma árvore do Jardim Luís de Camões, Leiria, que desaparece da nossa vista, mas não das nossas recordações…


Nos últimos anos, que me lembre:


Duas tílias monumentais
Uma árvore do ponto (tulipeiro)
Uma Faia púrpura
Agora, um Cedro de muitos anos, quantos nem eu sei.


Espero bem que aquele recanto do jardim seja requalificado sem o descaracterizar. Há que conservar os espaços do núcleo urbano e histórico da cidade. Só assim poderemos afirmar que Leiria é e será uma cidade diferente das outras. Que vale a pena visitar, olhá-la e nela permanecer!
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5 comentários:

Anónimo disse...

A propósito do nosso património arbóreo, lembra-se de uma polémica, há meses, em que se falava da intenção de abate de choupos no Lg. Cónego Maia? Talvez a resposta à fúria anti-choupos (felizmente parada a tempo pelo movimento de opinião pública) seja a que resulta desta informação: http://leiriadeverdade.blogspot.com/2009/10/edificio-garage-aumentaram-as-janelas.html

Afinal, a sua amiga ID tem esta e outras faces ocultas: o que acha disso? Talvez a explicação da derrota esteja em situações como esta! Um abraço.

as-nunes disse...

Como já tive oportunidade de referir não me incomoda por aí além o facto de ID ter saído derrotada das eleições para a Câmara de Leiria.
Lidei de perto com a Dra. Isabel Damasceno em determinada altura, e, muito francamente, apreciei o seu estilo e capacidade de trabalho.

Saiba que fui eu que iniciei o movimento anti derrube dos choupos do Largo Cónego Maia através do Diário de Leiria. Ainda bem que se consegiu travar aquele abate que estava previsto no projecto inicial.

Quanto ao resto a ver vamos...

Não sei com quem estou a tercer ideias e argumentos mas parece-me pessoa de bem.
Assim, um abraço.

Pandora disse...

Olá,
é triste quando vemos as arvores morrerem...havia tres cedros como esse mesmo em frente de minha casa, mas dois estavam mortos à já uns anos e a cair aos bocados. Caíam vários ramos sempre que havia vento e era perigoso mesmo á beira de uma estrada principal. As autoridades competentes não faziam nada e cheguei mesmo a telefonar para a cãmara municipal, mas nada. Um dia lá vieram cortar um que se desfez completamente ao cair. meses depois foi o outro e agora resta um que não tem melhor saúde, mas que vai dando sementes que germinam no meu quintal e que transplanto para vasinhos e os levo para uma quinta (a Quinta do Azevinho) onde são bem recebidos.

Beijos

as-nunes disse...

Olá Pandora

Neste caso também se tratou de abater uma árvore que secou.

É uma pena sempre que uma árvore já com história, morre.

Mas é assim a vida.
De qualquer modo aqui ninguém terá aproveitado as sementes para germinar.
Se mais ninguém faz, eu tenho aproveitado as pequenas plantas que vão nascendo das sementes das árvores de Leiria e já tenho uma razoável maternidade cá em casa, no jardim. Vamos lá a ver se a vida ainda me reserva o tempo suficiente para observar os seu crescimento até um tamanho razoável para serem transplantadas.


Beijinho
António

Pandora disse...

Fazer germinar sementes e deixa-las crescer é uma das coisas que gosto de fazer, e agora tenho uma série de palmeiras de leque a crescer, fora as trepadeiras que já não sei onde colocar e também umas sementes que me deram, mas que não têm nome (sei que são árvores).
Quanto ao sabão é muito facil e ecológico. Se quiser mando a receita, mas se procurar na net , encontra fácilmente.
Beijos