2009/11/07

Quem nos faz como somos?



Comprei há tempos um livro com este título, de J.L. Pio Abreu.

O título seduziu-me e, depois de desfolhar as suas páginas, pensei que ia gostar de as ler para aprender algo mais sobre mim e os outros, meus semelhantes.
O tempo entretanto, corre tão rapidamente, que já decorreram dois anos.
Só agora é que me decidi a lê-lo com mais atenção.

Hoje, por exemplo, li e reli um capítulo que nos explica como é que o corpo humano assume a forma masculina ou feminina.
Pode concluir-se (?) que tudo se resume, duma forma básica, ao resultado da permanente luta entre dois cromossomas, o X e o Y, sendo que o X é muito mais forte que o Y. O cromossoma X determina que um corpo humano será feminino, pelo que se pode antever que, em consequência, acabam por nascer muito mais mulheres que homens.


E mesmo assim, para que o genoma possa transformar um corpo em masculino, foi necessário que o cromossoma Y se dissimulasse de forma a resistir aos ataques poderosíssimos do seu co-habitante do corpo humano, concentrando-se num dos seus genes, o SRY, transformando-se, assim, no cromossoma XY, esse sim com força bastante para vencer a luta contra o cromossoma X.
Só assim é que o homem vê a luz do dia.


Por ser macho este cromossoma apenas pode sobreviver e preservar a sua identidade transmitindo os seus genes ao corpo duma mulher. Para que essa transmissão ocorra são necessários centenas de milhões de gâmetas, uns com o Y, outros com o X.


Como consequência das dificuldades de êxito dessa transmissão se processar de forma a se conseguir o cromossoma XY, a Natureza dotou o Homem e a Mulher de uma incomensurável força de atracção entre si.


É assim que o Homem tem sobrevivido através dos tempos. Mas também porque o corpo masculino foi dotado duma arma poderosíssima, a testosterona, a hormona que determina toda a impetuosidade do homem, para o bem e para o mal.


Poder-se-á inferir desta breve introdução que é como resultado de toda a violência, impaciência e actividade do homem, induzidas pela testosterona, que o Homem ainda não sucumbiu?


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4 comentários:

Eddy Nelson disse...

fascinante caro Nunes, vou procurar...

um abraço

as-nunes disse...

A ciência já nos ensina muitas coisas, indecifráveis para o Homem durante milhões de anos.

Mas continua a ser pertinente a interrogação:
Quem nos faz como somos?

Um abraço, Edddy Nelson

Manuela Freitas disse...

Realmente é fascinante a nossa concepção!... A ciência pode explicar muita coisa, mas de modo nenhum «Quem nos faz como somos?» e todos somos diferentes...
Bj,
Manuela

Anónimo disse...

Muito interessante e, além do mais, um poderoso argumento científico, para além dos morais, para que se devam considerar os casamentos gays uma verdadeira aberração, desde logo contra a natureza.
Mas isto é politicamente incorrecto de afirmar nestes desgraçados tempos em que nos é dado viver... Qualquer crítica ao poderoso lobby LGBT (particularmente activo nos meios políticos e jornalísticos) é logo anatemizada com o labéu da homofobia!

Um abraço,

RM