2009/08/29

Raminho em festa - Ilha Terceira


Clic para ampliar - Estes tons de azul a partir dos verdes e rochas de terra, são como que visões etéreas que nos enchem o coração.
Não sou Terceirense, mas de, em ambiente familiar, tanto ouvir falar do Raminho, de Angra, do Porto de Pipas, do Monte Brasil, etc. e de ter visitado esta Ilha maravilhosa ,há dois anos, não mais poderei esquecer a sensação de infinito que nos assalta quando se olha o mar, o céu, as paisagens e se convive com as gentes da Terceira.

Está a decorrer entre hoje, dia 29 de Agosto e 3 de Setembro, a Festa do Raminho. A comissão de festas e a Junta de freguesia informam que irão transmitir em directo todos os festejos através do site www.raminho.org

Programa detalhado, aqui.
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Lamego - Sol e Sol


Nestes últimos três dias fiz um périplo por terras da Beira Alta, com base em Viseu. Estas fotos vêm das terras de Lamego. Enquanto uns trabalham de Sol a Sol outros passeiam-se ao Sol da descontracção.

Lamego estava em Festa. A hora era de almoço num Restaurante simples mas de bom comer e vinho do lavrador. Do Douro, digo eu. Da janela observei o que a objectiva captou para encaixilhar neste blogue. A Sé de Lamego em fundo, os enfeites na Avenida que vai dar à Sra. dos Remédios.

Há quantos anos não vinha eu a Lamego! Vivi aqui menos de meio ano e estávamos nos anos 50 do séc. passado. Não me lembro de cá ter voltado desde então! As minhas memórias só conseguiram acompanhar a escadaria da Sra. dos Remédios e de duas árvores que já nessa altura me assombraram: dois castanheiros enormes. Do maior já só restam dois metros de tronco, aí com 10 metros de perímetro!

(clic para melhor ler)

O outro ainda lá está, já muito velhinho mas ainda a dar castanhas. Há-de ter para aí uns 300 anos ou mais, contas feitas por mim e pelo jardineiro que por ali andava. Este cuja foto aqui deixo a ilustrar a bela poesia que alguém pregou no tronco do seu companheiro já morto mas de pé.


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2009/08/28

Ribafeita - Recuperação interior da Igreja de Nª Sra. das Neves

Este ano, nas minhas mini-férias de Agosto, fui ao Casal de Ribafeita. Ao conversar com os meus pais tive conhecimento de que a Igreja da paróquia estava a ser restaurada por dentro. Claro, tinha que ver que tipo de restauro estava a ser feito.
Um aspecto da parte lateral traseira da Igreja de N. Sra. das Neves - Igreja Matriz da freguesia de Ribafeita - Viseu. Do lado esquerdo pode ver-se uma pequena parte do cemitério local. Como se sabe é muito frequente colocarem-se nas lajes tumulares fotografias das pessoas sepultadas. Foi desta maneira que eu consegui algumas fotografias de meus familiares, mais ou menos chegados, como a minha avó materna da qual guardo algumas recordações antigas. A mais comovente resume-se assim: quando em 1969, fui mobilizado para Moçambique, no cumprimento do serviço militar obrigatório, já era casado. A minha avó Queiriga, já muito velhinha, dizia com frequência: só quero ver a filha do Tonito. Depois, posso morrer. Esperou para ver a minha filha Inês, quase 2 anos. A verdade é que pouco tempo depois morreu, dizem-me, duma forma serena... Paz à sua alma, avó!
No interior, os altares estão numa fase avançada de recuperação. Os suportes e apoios em madeira já se encontravam em adiantado estado de degradação. Graças à actuação conjunta duma Comissão Fabriqueira e da Diocese de Viseu, o Altar-Mor e os dois laterais, estão a ser restaurados de forma a poderem suportar a acção corrosiva do tempo (quem sabe mais algumas centenas de anos). Este trabalho está a ser conduzido por uma empresa da especialidade e por pessoas qualificadas na matéria, técnica e cientificamente.
(clic para ampliar e melhor se apreciar os frisos)
- foi o melhor que consegui. Cheguei in extremis. Os trabalhos de restauro da talha dourada dos altares já se encontrava na parte final. Pura sorte a minha. De qualquer modo, segundo me informaram, na altura devida, será elaborado um relatório que conterá fotografias de toda a zona restaurada. Espero bem que sim.

Fui informado no local que, ao se proceder ao desmantelamento cuidadoso dos altares laterais, foram encontrados frisos lindíssimos e de alto valor artístico/histórico. Fiquei com a informação de que, com muitas probabilidades, esses frisos terão sido pintados/trabalhados por alturas do séc. XVII. A sua recuperação de forma a ficarem à vista dos visitantes foi posta de parte dada a necessidade de se ter de investir muito dinheiro, que não se sabia da forma de o conseguir. De qualquer modo, a partir de agora, passa a ser do conhecimento público a existência destes frisos e a possibilidade de os estudar mais em pormenor e, eventualmente, de os tornar visíveis.
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2009/08/25

Viseu - D. Afonso Henriques nasceu aqui há 900 anos


(clic para ampliar)
"Viseu defenda, desde agora, o que lhe pertence, com isso defenderá a verdade"
A. de Almeida Fernandes
Baira Alta, L-3 (1991)
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Consegui, finalmente, adquirir o livro de A. de Almeida Fernandes,
"Viseu, Agosto de 1109,
Nasce D. Afonso Henriques"
Ed. SACRE - Fundação Mariana Seixas - Março de 2007
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Muito sinceramente, depois de ler este livro, de que já tinha ouvido várias opiniões, e de ler as de Professores Catedráticos e de nome e idoneidades reconhecidíssimas, não posso senão corrobar a tese excepcionalmente conseguida pelo autor:
D. Afonso Henriques não pode ter nascido senão em Viseu.
Permita-me a Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Dra. Maria Alegria F. Marques que transcreva uma pequenina, mas significativa parte do seu Prefácio à obra em apreço:
" Fosse como fosse, a obra ficou. A doutrina encontrou silêncios, mais sintomáticos em quem pedira o estudo: mas não suscitou polémicas à altura, muito menos capaz de a infirmar, por um argumento que fosse. Passado o tempo, verifica-se que, ao contrário, a hipótese colheu ecos, favoráveis. Demonstra-o a recente biografia de D. Afonso Henriques, da autoria do Professor José Mattoso, editada pelo Círculo de Leitores (2006)."

Desculpem-me os leitores deste meu blogue, todo o entusiasmo que estou a imprimir a este post, mas, agora que já tenho o livro de minha posse e, face às opiniões favoráveis aqui expressas e mais as que estão registadas na contra-capa, penso que podemos perfeitamente, sem dúvidas nenhumas, afirmar:
D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, fundador da Nacionalidade, nasceu em Viseu, em 5 de Agosto de 1109.
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Estive em Viseu, por estes dias e consegui comprar, creio que o 6º dos últimos livros desta edição. Sem pretender ser mais uma voz para alimentar polémicas bairristas, não posso deixar de manifestar o meu regozijo por este facto, dada a minha naturalidade.
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Antes de partir de Leiria para Viseu, de férias (pequeninas mas férias) também tinha revisto o livro abaixo, sobre VIRIATO. Será que a minha alma está a querer regressar às origens?
"Ontem, por momentos, pareceu-me ouvi-lo, mas foi num seu voo raso, que me apercebi dela, da águia, real como ele, o seu grito estridente acordou-me da letargia em que me encontrava mergulhado, por momentos consegui revê-lo! E ouvi-o, acho eu, mas nestes dias já de nada tenho a certeza...!"

Daqueles tempos em que a justiça andou na Terra empunhada por uma espada na mão de um homem, na mão de Viriato...

Talvez valha a pena ler e encher o peito dos ares puros e frios das terras dos montes Hermínios e ganhar novos alentos para não nos deixarmos derrotar!

VIRIATO - O FILHO REBELDE
Sónia Louro
Ed. Occidentalis 2005

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2009/08/23

Guerra dos cartazes

Chega!
Deixem-nos ao menos uma nesga para podermos olhar e apreciar a beleza duma árvore, dum jardim, até dum monumento!

Se a maior parte das pessoas fizesse a mais pequena ideia dos milhões de euros que se estão a gastar com estes piropos eleitoralistas que nos plantam à frente dos olhos, nos pontos mais estratégicos, a impedir-nos de apreciar os locais que nos atraem a atenção, até se arrepiavam!
E quem é que paga a maior parte dessa despesa, quem é? Somos nós, os cidadãos vulgares, os que são obrigados a pagar ao Estado toda a espécie de impostos e taxas!...
Num momento em que tanto se fala de crise, que bem a sentimos no bolso, e os políticos enchem os ares de pregões a propagandear como a resolver, é uma vergonha e um atentado à nossa inteligência, todo este desperdício!
Já sabemos bem em quem devemos votar! E até já decidimos, muitos de nós, pura e simplesmente, não dar o nosso voto a nenhum partido! Uma chatice! Sempre são menos 3 €uros que entram nos cofres do partido, por eleitor, em quem poderíamos inscrever a cruz no boletim de voto!
Só que esses milhões de Euros acabam por sair, de qualquer modo, dos cofres do Estado! São é repartidos na proporção dos votos de cada partido!
O Voto em Branco quando muito poderá penalizar o/s partidos circunstancialmente menos votado/s!

E a procissão ainda nem sequer vai no adro!...
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2009/08/21

A Rádio Batalha: Soares Duarte à conversa com...

O meu amigo Soares Duarte, um veterano destemido, andarilho da Rádio, desde os tempos da antiga Emissora Nacional, um profissional de reconhecidos e multifacetados méritos nas áreas da comunicação. No sentido mais lato possível que se pode atribuir a esta expressão. Pelo que sei, no percurso da sua vida pessoal e profissional esteve sempre a sua vontade indómita de participar na nobre e ciclópica missão de informar e partilhar ideias e conhecimentos acumulados ao longo de várias décadas.
Mesmo agora, que podia descansar de todas as deambulações duma vida sempre em acção, cá temos no ar ou no palco, a presença incontornável deste grande senhor da cultura e da comunicação. É vê-lo, de gravador ou microfone em punho, sempre na busca de motivos de intervenção na vida do homem em sociedade.
E a declamar poesia? Sua e de outros autores! A última vez que o ouvi, podem crer, senti que chorava o sentir do poema que dizia. Sem chorar, chorava, acompanhando o espírito do poeta!...

Actualmente faz um programa na Rádio Batalha (*), 104.8 FM, às quartas-feiras, das 15 às 17 horas. Lá temos, a sua voz característica, a propalar através do éter, as ideias dos seus convidados, sempre no intuito de manter os seus ouvintes informados do que as pessoas dos mais variados quadrantes sociais, têm para dizer no sentido do fomento da Cultura, da Arte, da vida do homem em sociedade, enfim.

Na última edição, como se pode ver na composição fotográfica acima, esteve à conversa com Zaida Paiva Nunes, poetisa e pessoa interessada na divulgação dos sãos princípios da formação humana, tendo sempre como alvo preferencial, o aperfeiçoamento espiritual de cada um de nós, através da Cultura, particularmente através da Poesia. E foi assim que muito falaram sobre Acácio de Paiva, um dos poetas de referência, nascidos em Leiria e que, como ela própria não se cansa de dizer, um dos Ilustres Esquecidos desta cidade. Porque, na verdade, pouco se tem feito no sentido da divulgação da sua actividade literária, apesar de a sua qualidade estar mais que reconhecida, pela versatilidade dos seus poemas, das suas críticas literárias, da sua propensão para o Teatro, quer escrevendo peças, quer através da sua actuação na imprensa nacional da primeira parte do século passado. Ora apresentando-se com um estilo bucólico e romântico, ora através da ironia da sua fina crítica à sociedade de então.
Mesmo ali, em plena emissão, ficou lançado um repto vigoroso, não só às autoridades competentes, mas também à restante família e a todos os interessados, no sentido de que se comece, desde já, a preparar um evento suficientemente honroso, tendo em vista não se deixar cair no esquecimento tão ilustre personagem.

Como não podia deixar de ser, no meio de vários outros temas, veio à liça, a referência aos livros que Zaida Paiva Nunes, já escreveu, 3 de poemas e um ensaio biográfico e monográfico sobre o seu pai, José Teles de Almeida Paiva, já falecido em 1994 e à própria cidade de Leiria.

Muito mais se poderia continuar a relatar deste meritoso trabalho de Soares Duarte.
Mas porque já vos ocupei muito tempo, nada melhor para terminar por agora, que um poema inédito do próprio Soares Duarte.
(clic para melhor ler)
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(*) Consultar e ouvir on-line em http://www.radiobatalha.com/)


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2009/08/17

Museu Maria da Fontinha e o seu poético bosque ajardinado


(clic para ampliar)
Uma pequena Mostra da zona de bosque ajardinado e ornamentado com motivos poéticos e artísticos. Na segunda foto de cima, da equerda para a direita pode ver-se o momento em que o Mentor do Museu e da ACLAL, Dr. Arménio Vasconcelos, entrega à viúva de António Argentino um Diploma de homenagem "in memoriam".
António Argentino , ficará para sempre indelevelmente ligado ao Teatro e ao Cinema, particularmente através dos conhecidos filmes "Sertório" e "O homem que matou o Diabo".
Atente-se, ao lado, na precisão do quadro com a sua imagem.


Também se pode observar, engravatado contra o que lhe é habitual, o autor do blogue e, na outra extremidade, a descansar um bocadinho à sombra duma árvore, o casal "Soares Duarte". O ambiente em Além do Rio, Gafanhão, Castro Daire, era de festa. Mas estava cá um calor naquela linda Serra de S. Macário, que só visto e sentido! Apesar disso, lá ao fundo, no vale, corria em direcção ao Vouga, o agora, sempre e justamente, envaidecido Rio Paiva.

Por coincidência, dá-se o caso, de, muito perto, se localizar a povoação de ALVA, terra de origem dos Paivas que, no século XIX, fundaram a célebre "Pharmácia de Leonardo da Guarda e Paiva", em Leiria. Na sua descendência encontramos homens como José de Paiva Cardoso, que chegou a ser Vice-Presidente da Câmara de Leiria e cujos restos mortais se encontram num jazigo quase capela no Cemitério de Sto. António do Carrascal da mesma cidade, o próprio Leonardo Paiva, que foi Presidente da Junta da Paróquia de Leiria (equivalente à actual Junta de Freguesia), Acácio de Paiva(*), lídimo poeta, humorista e crítico literário, e de Teatro, já homenageado pela Câmara Municipal de Leiria e um seu filho, também Acácio de Paiva, que chegou a Governador Civil do Distrito de Leiria, para já não falar de José Teles de Almeida Paiva(2), desde muito novo ligado à gestão dos Teatros (a começar pelo memorável e já demolido Teatro D. Maria Pia) e do Cinema, em Leiria, desde a inauguração do Teatro José Lúcio da Silva, em 1966, até à sua morte, em 1994.
De notar também que se pode ver a sobrinha/neta de Acácio de Paiva(*) e filha de José T.A.Paiva(2), poetisa de mérito reconhecido, na 4ª foto da última fila da composição acima, acompanhada de Luísa Soares Duarte e Nélia Amaro. É a Zaida Paiva Nunes, a minha mulher.
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2009/08/15

Vozes de Manhouce

Mais uma gravação do magnífico grupo de cantares "vozes de Manhouce", no decorrer da dos actos e cerimónias alusivas ao Museu Maria da Fontinha e ao Nascimento da ACLAL.

Destaca-se a voz e interpretação inconfundível de Isabel Silvestre. Esta "Lenda Viva", como tão bem a trata Arménio de Vasconcelos no seu livro "Musealização do Vale da Paiva e das Serras que a beijam", em conjunto com o Dr. Alexandrino Matos (ao piano conforme se pode ver no vídeo) e as restantes componentes desde Grupo Etnográfico e de Cantares de Manhouce, estão a trabalhar no sentido da reanimação da arte musical desta terra. Manhouce fica situada no concelho de S.Pedro do Sul, mas perfeitamente integrada no Vale da Paiva.

Isabel Silvestre é natural de Manhouce e foi ela quem, em 1978, fundou este Grupo de Cantares. Já gravou vários discos, colaborou com outros outros grupos e cantores, nomeadamente Rão Kyao, os GNR, Sérgio Godinho, Madredeus, entre outros.

Em 10 de Junho de 2005, foi agraciada com a Ordem do Infante.

Notas: Lamentavelmente, o servidor "YouTube" nem sempre consegue reproduzir, sem pausas, os vídeos lá colocados. Deve-se ter em conta este aspecto sempre que tal aconteça. Quero também pedir desculpa pela gralha na edição do vídeo quando se inscreve "Malhouce" em vez de "Manhouce".

2009/08/13

ACLAL e Museu Maria da Fontinha - as magníficas vozes de Manhouce com Isabel Silvestre em destaque

video
No decorrer dos actos solenes de Nascimento do Museu Maria da Fontinha, precisamente no 25º aniversário da "Casa-Museu Maria da Fontinha." Simultaneamente foi inaugurado o Museu do Território do Vale da Paiva e Serras, compreendendo 50 núcleos museológicos.
Nesta bela tarde de Sábado, dia 8 de Agosto de 2009, no Auditório "Memorial José Vasconcelos" integrado no conjunto do Museu, foi feita também a apresentação da Academia de Letras e Artes Lusófonas - ACLAL, com o apadrinhamento de centenas de convidados vindos dos mais variados lugares, donde sobressaía uma significativa caravana de ilustres Brasileiros, para além da Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire e outras figuras relevantes do campo da Cultura em geral e das Artes do saber fazer.
Mais se vai escrever aqui neste blogue e noutros meios de comunicação. Uma tarde Cultural recheada de tantos, variados e Belos momentos não se pode confinar a esta meia dúzia de imagens escritas e sonoras que aqui já estão gravadas para a posteridade.
Digamos que este registo constituirá a nota 2-n de um conjunto que se está a construir, ao jeito do autor.
Registe-se que esta reportagem em vídeo amador é da autoria do municiador deste blogue. Inevitavelmente com as limitações que se compreenderão.

ACLAL - Academia de Letras e Artes Lusófonas




No passado dia 8 de Agosto de 2009, no Auditório do Museu Maria da Fontinha, em Além do Rio, Castro Daire, sob a égide do Dr. Arménio de Vasconcelos e cerca de 500 outros fundadores, nasceu a "ACADEMIA DE LETRAS E ARTES LUSÓFONAS - ACLAL", de que me orgulho de passar a fazer parte.
O acto solene foi muito emotivo e participativo ou não tivesse como cenário o Território do Vale da Paiva e Serras.

Muito mais se vai escrever sobre este excepcional evento, o que não acontece desde já dada a exiguidade de espaço própria dum blogue.
Pode-se ler da Vida e Obra do Ilustre homem de Letras, Artes e Mestrando em Museologia, Dr.. Arménio de Vasconcelos seguindo este link.
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2009/08/10

CENTRO HISTÓRICO DE LEIRIA

Sejam Felizes

(foto de 2003 - António Nunes)

Pedi ao meu marido, o autor deste blogue, autorização para escrever algumas palavras de desabafo sobre o "Centro Histórico de Leiria". Poderia "postar" este meu desabafo no meu "avozaida". É o meu blog. Porém, isso seria "pregar aos peixes" como Santo António!
Ele concordou. Aqui estou.
Há algum tempo prestei-me a oferecer a minha modesta colaboração num projecto de desenvolvimento cultural do Centro Histórico de Leiria. Pouco, ou quase nada, me foi dado fazer. No entanto já me apercebi do "reverso da medalha". Nasci no "Centro Histórico de Leiria", no Largo da Sé, no nº 7 da casa que na foto está em primeiro plano, fachada de azulejos com gravuras, pintados no séc. XIX, há já umas largas dezenas de anos. Aqui tenho vivido sempre (apesar de ter outra casa, acusação de que já fui alvo...). Adoro este cantinho da minha querida cidade - o seu coração, E aqui tenho o meu coração. Sempre me habituei a ver em todos os que por aqui cirandam, como eu, uns bons amigos.

Há uns tempos a esta parte, porém, tenho reparado que afinal não foi bem aceite por alguns esta minha decisão. Tenho pena! Mas sempre detestei hipocrisias e "guerrinhas" sem cabimento.
Por isso, é minha intenção desligar-me completamente de todo e qualquer projecto relacionado com o Centro Histórico da minha querida Leiria. Volto a dizer: tenho pena!

Espero que aqueles que desejam abraçar este ou outros movimentos o façam com "cabeça, tronco e membros". E que acima dos seus possíveis interesses pessoais ponham, isso sim, o interesse da nossa cidade.

Sejam Felizes

-
O riso

Já reparaste, Homem,
Que só tu consegues rir?
Então, ri-te!
Ri do Mundo
Ri de Ti
Ri da Vida

E sê Feliz!

Zaida Paiva Nunes
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2009/08/06

Árvore que já foi de Leiria - Eucalipto-de-flor-vermelha



Seguindo-se este link deparamo-nos com uma das árvores mais bonitas e carismáticas que havia em Leiria: O Eucalipto-de-Flor-Vermelha.

Há dias fui surpreendido com o seu desaparecimento. Ainda não consegui indagar se terá sido transplantada, mas não me parece. Um dia destes vou perguntar do destino que terão dado àquela árvore!...Receando que ela tenha sido, pura e simplesmente, derrubada. Deus queira que esteja enganado!
(Infelizmente confirmei hoje, 7/8/2009, que esta árvore foi abatida. Impiedosamente. Não era uma árvore velha, doente, carcomida pelo tempo. Era duma beleza extraordinária. A Câmara de Leiria invocou que não tinha meios para proceder à sua transplantação!?... Há árvores que deviam morrer de pé. Esta era uma delas!) (*)
Posso informar os leitores deste blogue que o post acima linkado tem sido o que mais curiosidade tem suscitado aos bloguistas de quase todo o Mundo. As pessoas não se cansavam de admirar aquelas belas flores e os frutos típicos e muito originais em forma de pipo, de tamanho razoável, bem visível e agradável de observar. Chegaram a pedir-me para tentar enviar-lhes sementes pelo correio.

Já não é a primeira vez que envio sementes de árvores que tenho mostrado neste blogue, principalmente para o Brasil. O Freixo é uma outra árvore cujas sementes também já me solicitaram.

É muito provável que as obras em curso nesta Escola sejam consideradas inadiáveis e imprescindíveis para o bom desempenho deste excelente estabelecimento de Ensino. De qualquer modo, espero que, no mínimo, tenham poupado aquele belo e espectacular espécime de "Eucalipto-de-flor-vermelha", que é bastante raro em todo o Mundo. Em Portugal tive conhecimento que haveria poucas dezenas destes espécimes espalhados pelo País fora. Posso dizer que já vi outros, mas nada que se compare com a maravilha que era este que agora foi derrubado.

Uma pena, se não o aproveitaram.

Vou indagar se alguém teve a sensibilidade suficiente para poupar aquela bela árvore!... (*)

Lamento profundamente que este Eucalipto possa ter sido derrubado, como tudo indicia.

O local é a Escola Secundária Domingues Sequeira, em Leiria. Observei obras de vulto e em grande ritmo. A aproveitar o período de férias, com toda a certeza.

2009/08/04

Promessas

Não quero ser desmancha-prazeres.

Mas ocorrem-me estas perguntas:

1) O que é que a Dra. Manuela Ferreira Leite acha que pode prometer?

2) Pode dizer-nos se tem a certeza que pode cumprir o que vai prometer?

É só isto, por agora.
Obrigado.
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2009/08/02

Coragem física e espiritual, precisa-se

Em Leiria. Do interior da Sé Catedral...

Rezemos a todos os santinhos para que:
1- O Presidente da República tenha tempo de esvaziar a carrinha que levou para férias cheia de diplomas para analisar e assinar, vetar, devolver à procedência ou pedir o conselho do Tribunal Constitucional...);
2- Os políticos se convençam que vivemos num País atarantado. E que TODOS os Portugueses têm direito à vida;
3- Nos alumiem o pensamento...

Entretanto, vamos de férias... Preocupaditos, mas lá vamos nós!...Os que ainda podem!...

2009/08/01

A pensar na vida!

...
Porque zangado, preocupado com o presente e com o futuro, só um lírico descontrolado é que não o estará, nesta altura das nossas vidas.
Espero bem que não venhamos a colocar a cruz nos mesmos quadrados das “europeias”. É que não é preciso ser-se muito inteligente para perceber que passaríamos a ter um país ingovernável, à mercê de muitos escolhos e de ameaças das mais diversas, como aconteceu frequentemente nestes últimos tempos, apesar do Governo ter apoio maioritário no Parlamento.

... (mais no Clube dos Pensadores)