2010/03/05

Destruição de livros pelas Editoras


Na capa do jornal I de hoje.


Já se sabia, mais ou menos veladamente, que as Editoras utilizam este processo para se desfazerem de milhares de livros que não conseguem escoar através dos circuitos comerciais.

Dificilmente se poderá aceitar que esta prática das Editoras tenha que ser a derradeira decisão para desocupar os armazéns dos seus livros por vender.

Tanta biblioteca, quer no território português quer nos restantes países lusófonos, para não falar de outros países em que se falam outras línguas, que receberiam esses livros de braços abertos!

Nesta oportunidade desde já me apresento como voluntário para receber uma parte desses livros e proceder à sua distribuição gratuita ou a preços simbólicos, em condições a combinar.

Destruir livros por mera estratégia mercantil?

Inadmissível!
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8 comentários:

arte por um canudo 2 disse...

O poder económico não se compadece com quem nada tem. Mais vale estragar do que ajudar. São assim as coisas António. É que desses pode haver 1 que vá comprar e então já é lucro.Não se entende e é cruel mas é mesmo assim. Gr.abraço e Bom Fim de Semana

Paulo Roberto Wovst Leite disse...

Inadimissível mesmo!
Tal atitude deve ser no mínimo reprovada.
Abraços do Paulo.

as-nunes disse...

É como os meus amigos podem ler aqui e no jornal I.

De facto é uma pena o que se passa.
Vou escrever às Editoras a pedir para me mandarem um livro de cada lote que pretendam destruir. Estou a organizar uma biblioteca que vai ter ligação com este blogue e que a vou colocar à disposição do público em geral, mesmo para efeitos de consulta.

Vai dar trabalho, já não terei muito tempo de vida para levantar uma obra desta envergadura até poder ser da utilidade qiue seria de desejar, mas vou deitar mãos à obra.

Um abraço, meus amigos
António

Tozé Franco disse...

Ora viva.
Ele há cada uma....
Não sei que raio de razões económicas estarão por detrás disto.
Um abraço e bom Domingo.

ManuelNeves disse...

Viva!

Pois, já tinha ouvido falar deste "assassinato" cultural, será que esta gente não pensou que tantas bibliotecas e pessoas estão famintas por leitura e não lhes chega o "pão"?!
Não acredito!

Um Abraço

João Celorico disse...

Olá!
Perdoe-me a intromissão. Muito embora esteja totalmente de acordo com a sua opinião, não posso deixar de referir que o mesmo se passa em relação aos milhares de litros de leite que os produtores deitam fora, para que lhes aumentem os preços. E, falaria de fruta, de batata e da laranja e tomate que é totalmente estragado nos festejos da "naranjada" e da "tomatada" tão do agrado de "nuestros hermanos". Decerto falaria de muito mais coisas e não só de cultura, com toda a importância que se lhe deve reconhecer. E tanta gente a morrer à fome, de tudo!
O princípio desta maneira de actuar, por parte dos produtores, é sempre o mesmo. Lucro! Porém, nalguns casos, é pura alarvidade!
Infelizmente é o mundo que temos e que pelos vistos não conseguimos mudar. Tentemos!!!

Cumprimentos,
João Celorico

as-nunes disse...

Muito obrigado, caros amigos, Tozé, Manuel Neves, João Celorico

Os vossos comentários constituem, sem dúvida, uma valorização sensível dos objectivos deste meu post.

E, é claro, a sua extensão na direcção de situações similares igualmente criticáveis, vem mesmo a propósito,
É completamente inaceitável a destruição de produtos alimentares para fazer publicidade à ambição de melhores preços de mercado.

António

Anónimo disse...

Tenho, na minha qualidade de autora de literatura infanto-juvenil, uma boa dúzia de obras publicadas numa editora que não pertence ao grupo Leya. Porque a referida editora vai deixar de o ser e para evitar a referida destruição em massa, adquiri, tal como outros autores, os meus próprios livros, aos quais vou tentando dar melhor destino até à sua reedição noutro lado. Ele há cada uma!
Manuela Ribeiro