2010/07/03

Nós, Deus e o Universo


A noite correu lenta
dorida, impertinente
desmazelada, cinzenta
ela, comigo, doente

Ao amanhecer pardacento
o galo ouvi cantar
a vida num momento
com outras cores ficar

Bom dia, Vida
És tão Bela
Tão sentida
Acabei a sentinela...

Graças a Deus...
(…)

Há momentos na vida em que nos pomos a pensar de forma diferente de outros em que nos julgamos indestrutíveis, sem males de maior que nos possam apoquentar.
Sabemos como é difícil viver. Como a luta por uma vida útil e digna é árdua. Constante. Mas a nossa racionalidade impele-nos a pensar que somos capazes de vencer todos os obstáculos. Quando muito com alguns arranhões.

Mas também há outros momentos na vida em que somos levados a reflectir sobre a natureza da Força Suprema que orienta O Universo. Nessas alturas, quantas vezes – quais náufragos - tentamos agarrarmo-nos a tudo e a nada de forma a nos mantermos à tona da água. Momentos em que a nossa perspectiva do que representa a existência, o ser/estar ou não ser/não estar, o nosso próprio mundo tecido à volta de imperceptíveis nadas, nos questionam a nós próprios e nos examinam como se nem a mais pequena parte do átomo fôssemos!...

E assim há-de continuar a ser, eternamente!...
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7 comentários:

Luís Coelho disse...

Olá Nunes
Hoje estamos numa de filosofia da vida. Vencer, ultrapassar....
Nem tudo por vezes vai do jeito que sonhamos e pensámos que deveria ser assim.
A nossa vida tem valor quando lutamos e remamos contra ventos e marés.

O poema está muito bom e as figuras literárias estão muito bem colocadas

as-nunes disse...

Boa tarde Luís

É como dizes, Luís.
A vida é feita de momentos. Temos que ser capazes de os saborear ou ultrapassar, consoante as situações com que somos confrontados.

Enquanto formos conseguindo superar os maus momentos com que somos confrontados já nos podemos dar por felizes e agradecer Beleza da Vida.

Um abraço
António

relogio.de.corda disse...

Destaco estas palavras escritas por si, porque são sem dúvida, fortes. As suas frases,levam-me a pensar que para além de nós, existem os outros e para além dos nossos pseudo "males", há males (ainda) maiores...portanto, há que darmos graças por estarmos de bem com a vida. Esta pode não ser uma interpretação muito correcta, mas é a minha.
"Há momentos na vida em que nos pomos a pensar de forma diferente de outros em que nos julgamos indestrutíveis, sem males de maior que nos possam apoquentar.
Sabemos como é difícil viver. Como a luta por uma vida útil e digna é árdua"

Manuela Freitas disse...

Olá Nunes,
De facto a nossa vida é feita de bons e maus momentos! Há quem diga mais de maus do que de bons, porque os maus entranham-se mais, enquanto os bons passam muito depressa!
A minha filosofia é viver o dia a dia o melhor possível, pensando que há quem esteja muito pior, neste entretanto um dia o que acontece aos outros me acontecerá a mim, é inevitável!
Um grande abraço,
Manuela

as-nunes disse...

Boa tarde de Domingo

Bem, seria suposto eu estar a deixar este comentário no Facebook ou coisa do género (redes sociais, não é?). Mas, muito sinceramente, não consigo alinhar a 100% com essa história destas redes sociais, em que somos todos "amigos" de todos!...

Está cá uma brasa de tempo. É 1 hora da tarde. Estou no meu escritório a ver se consigo enviar, dentro do prazo (15 de Julho) as declarações anuais fiscais (As chamadas IES - Informação empresarial simplificada, de preenchimento complicadíssimo para quem ainda não tem software completamente actualizado e parametrizado - coisa chata, enervante, reles, eiei...).
De vez em quando faço um intervalo e vou apanhar um bocadinho de ar exterior. Um bafo...parece que entramos no inferno (se há inferno deve ser uma coisa deste género, talvez pior, segundo se conta). O ar está abafadíssimo. E estou em Leiria, que será lá para o Alentejo interior?

Aproveito o ensejo para agradecer os gentis e sempre oportunos comentários das amigas "relogio.de.ponto" e "Manuela Freitas" ou melhor "Light" (com que então a visitar Itália, bem bom, tenho que arranjar maneira de fazer duas ou três viagens pela Europa nos próximos anos, têm que ser mesmo muito próximos!

Bom Domingo,
Abraço
António

as-nunes disse...

Acabei por colcocar o comentário anterior no meu lugar no FACEBOOK.

Pode ser que alguém queira dizer de sua justiça!
...
Bem, ao trabalho! O pior, é que em termos de contributo para a Produtividade do país, este tipo de trabalho em que envolveram os TOC, nesta fase, não acrescenta NADA, ZERO!... Vá lá, praticamente zero...

carol disse...

Bom, se eu tivesse de fazer essas declarações fiscais também teria noites difíceis e maus (muito maus) momentos... Livre-se disso, amigo Antonio, e vá dar um passeio pelo Pinhal do Rei que deve estar mais fresquinho...

Bjinho.