2010/10/01

Vem aí a IV República?


Alguma coisa se deveria fazer quando o sistema político e administrativo da Nação entra em plano inclinado em direcção ao colapso.
Mas, caros amigos e compatriotas.
Como é que vamos levar à prática tantas, tão diversificadas e tão "originais" propostas como as que temos ouvido por aí, a esmo?
Temos que ser realistas. Sabe-se que a sociedade humana funciona de acordo com regras que foi o próprio homem que as engendrou. Que se têm vindo a refinar com o decorrer dos tempos. Que estamos concebidos para lutar pela sobrevivência. Que, nesta sequência, somos egoístas.


Como dar a volta a este círculo vicioso?
No caso concreto dos países que vivem em regimes Democráticos. Quem vai tomar a iniciativa de alterar o sistema vigente em Portugal, por exemplo? Alguém sabe, no estado actual da Nação? A Assembleia da República nos termos precisos e estritos da Constituição?
A mudança radical que, quando confrontados com situações concretas como a que estamos a viver, somos levados (os que são lesados e ficam no limiar ou mesmo em estado de pobreza) a propor, será que alguma Assembleia da República irá levar avante tal iniciativa? Claro que não.


A alternativa seria uma Revolução. Quem é que encabeça e fica a liderar os processos revolucionários? A História já se encarregou de nos mostrar à saciedade em que é que esses PREC acabam. Experiências, teorias novas que não são mais que as mesmas de sempre envoltas em embrulhos ilusoriamente sedutores!...



Muito sinceramente, à medida que a marcha inexorável do tempo vai passando pelas nossas vidas, cada vez vamos ficando mais desiludidos com o animal que somos! Uma besta quadrada!


Resumindo e concluindo.
O que é que cada um de nós deve fazer? Vamos para a rua fazer manifestações contra o "sistema"? Vamos destruir o "sistema" partindo a louça toda?
Ocupamos a Assembleia da República e decretamos uma Nova Constituição? Nós, quem?!...
Vira o disco e toca o mesmo!
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(texto adaptado de um comentário escrito no "Clube dos Pensadores" no calor da "refrega" dum debate sobre o actual estado da Nação)
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7 comentários:

Luís Coelho disse...

Vira o disco e toca o mesmo

É esta música enfadonha que já não suportamos ouvir e que aqueles sem vergonha nos forçam a ouvir em sentido como se "eles" merecessem algum respeito.
Haja Deus.........

Manuela Freitas disse...

OLá Nunes,
Boa dissertação, mas além deste estado «surreal» em que se vive, umas pessoas puxam para um lado, outras pessoas para outro, não há receita universal e eficaz! Eu já só peço, equilibrio e ética, pode ser pedir muito, mas é pedir o óbvio!
Um abraço,
Manuela

Antonio Branco disse...

é pouco provável que o sistema mude. temos de ser nós a mudar. um a um.
de sair do sistema. de viver à parte. um dia, serão tantos a viver à parte que o sistema cai de maduro...
mas não é fácil. temos demasiados apegos. quem terá coragem de abandonar o conforto das suas dívidas pela casa, pelo carro, para se dedicar a viver da terra, de uns livros emprestados, de uma ida esporádica ao computador à tv?... serão cada vez mais. mas ainda são poucos.

arte por um canudo 2 disse...

Nem a luz ao fundo do túnel nos orienta.Está tão fraquinha que nem se vê.Bom fim de semana

as-nunes disse...

Bom dia, meus bons amigos.

Obrigado pela vossa visita.
Com um abraço amigo
António

carol disse...

A fotografia está do melhor! Muito apropriada. Ao texto e à "situação".

Micael Sousa disse...

Quanto a mim podemos e devemos dispensar uma revolução - especialmente daquelas à antiga. O que precisamos é de renovação, não de instituições, mas de valores. Precisamos de cidadãos activos e participativos. Caso contrário não há república, assente em pressupostos democráticos, que sobreviva.