2011/07/15

Alentejo abandonado

Café abandonado à borda da estrada. Não, não tem nada a ver com a zona de Leiria e do seu rio Lis (também há quem escreva Liz)
Nas Estradas Nacionais, fora do IC1, do IP1 e/ou da A2, sentido Norte-Sul, a caminho de Vila Nova de Milfontes, perto do Cercal, Santiago do Cacém, um panorama de abandono, até parece que estamos num cenário de pós-guerra, de retirada estratégica face ao avanço das vias de comunicação que encurtam as distâncias entre os grandes centros populacionais, e os fazem inchar, inchar, até rebentar como balões espetados por alfinetes.
Terras e terras a perder de vista, solos difíceis mas que já foram o "celeiro de Portugal"!...


Ficam as saudades dos velhos tempos em que as ligações do Centro/Norte de Portugal com o Algarve, por motivo de férias, nos obrigavam a preparativos de véspera, a partir de madrugada, ver o nascer do Sol a meio do Alentejo, parar para o pequeno-almoço, alcançar o local escolhido no Algarve, Lagos, Albufeira, Quarteira, Monte Gordo, sei lá. E não havia auto-estrada.
Acampar, alugar casa ao mês, fazer caravanismo, anos 60 e 70.


Eram assim aqueles tempos!...


E agora, Alentejo?
Que projectos têm sido congeminados para te rentabilizar, numa época em que tanto se fala de crise, de necessidade imperiosa de promover o Desenvolvimento, fomentar a Economia portuguesa?
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3 comentários:

Artes e escritas disse...

Oro contigo para que o Senhor ilumine os homens para que cuidem desses belos lugares. Um abraço, Yayá.

Luís Coelho disse...

Bom dia Nunes
Quando acabei de ler disse para os meus botões:
- Aquele apanhou sol a mais e turvou-lhe a visão.
I
Infelizmente é o que vêmos e ainda virão coisas piores. Não sou pessimista mas só te digo:
- Estão mexendo no meu bolso !......

Nem vale a pena mudar de moleiro porque a ladroeira continua......

Como se não bastasse a ASAE fechar a torto e a direito como poderão sobreviver estes pobres que nem um copo de vinho já podem vender ao compadre...??

Rui Pascoal disse...

Não havia auto-estrada, ar condicionado, liberdade...
Estaremos condenados a ficar eternamente amarrados?