2011/11/06

Leiria horizontal


Leiria, fim de tarde
olhar para ocidente
alto da quinta do rei
tentação de pintar
efeitos digitais
pena não ser em tela
só sei fotografar
ao meu modo
este modo desactualizado
não sou de modas
é este o meu olhar.


ave perdida no ar
à procura de pousar
dispersamente...

@as-nunes

12 comentários:

Catarina disse...

Gosto da forma como fotografa o que vê! Ou melhor, gosto do que vê e da forma como fotografa. Ligeiramente diferente... : )

as-nunes disse...

Olá Catarina

Há uns dias, semana e tal, talvez, que não posso esse seu sítio no Canadá, noutros sítios também, afinal onde é que cada um de nós está, num determinado momento?

Ai, esta globalização desalmada!

Obrigado pela sua apreciação à fotografia. Tento ser o mais criterioso possível,a verdade, porém, é que cada um de nós tem o seu jeito de estar e de ver as coisas, e depois os anos também nos vão moldando os gostos, a vontade, a sensibilidade e, até, o sentido do belo ou do que esteticamente nos sentimos mais próximos.

A Natureza há-de ser sempre o meu objectivo último!

:-)

Catarina disse...

O meu objetivo principal também é a natureza. Pensei em pessoas, em tempos, mas achei que estaria a invadir a sua privacidade e desisti antes de começar...
Abraço

Rosa dos Ventos disse...

Já hoje avistei os arredores de Leiria quando fui almoçar ao "alto" do Reguengo!
O dia está com um luz fabulosa!

Abraço

as-nunes disse...

Viva, Rosa dos Ventos

O "alto do Reguengo", que vista fabulosa!
Parece que vê todo o Ocidente, da terra ao mar!

Ao findar da tarde, então, parece que estamos envoltos numa atmosfera etérea!

O dia está fantástico, de luz e cor, um pouco frio, andamos mal habituados é o que é!

Abraço

carol disse...

Sabe fotografar e bem! Gosto bem das suas fotografias!

E pode (e deve) continuar....

Boa semana. Boas fotos a haver.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Foto intensa, carregada e até ameaçadora, logo desanuviada pela alma poética.
Equilibrio, portanto.

Abraço.

as-nunes disse...

Carolina

A fotografia, tal como eu a entendo, é um registo de momentos. Se as juntarmos em programas digitais que há por aí aos montes, acabamos por fazer um filme. Ou vários, claro.
Os temas objecto da fotografia tanto podem ser pessoas como a natureza em geral, como tantos outros aspectos que nos despertam os sentidos.
No que respeita às pessoas, é claro que teremos que ter mais preocupações, de variada índole, ao divulgar as fotografias. Até a tirá-las. Já passei por momentos, uns caricatos outros até algo problemáticos, com esta minha paixão pela fotografia, instantâneos normalmente. Tira-se? Não se tira a fotografia?

Quantas vezes não se perdem ocasiões únicas, por um momento de indecisão.
Bem, convenhamos que também não estaremos a falar de repórteres profissionais.

A/s minha máquina tem que estar sempre à mão. Até quando?
Só sei dizer que desde 1966, altura em que comprei a minha Kodak Retina S1 (tenho-a bem guardada, numa vitrina cá em casa, uma relíquia e uma saudade muito grande) que fotografo e fotografo, a tal ponto que, variadíssimas vezes olham para mim e perguntam-me se sou fotógrafo, para que jornal ou revista é que eu trabalho? E já me fizeram encomendas. E já "aceitei" a encomenda umas duas ou 3 vezes. De pessoas desconhecidas. Claro, por carolice, até sou capaz de mandar as fotos por e-mail...

eheh
Acho que vou montar uma loja virtual de fotografia. Se a minha neta Mafalda, que anda a estudar na área de Media (mais virada para a fotografia de modelo) estiver pelos ajustes ainda me disponho a ajudá-la a avançar com uma ideia do género.

Ena. Que grande futuro pela frente, ainda o estou a ver, lá ao longe, através da minha máquina digital...é que se fosse analógica não me iludia tanto!

Beijinho

Isabel Soares disse...

Já tive ocasião de o ver fotografar. Uma tarde na Praça Rodrigues Lobo em que, armado de máquina se ia sentando a observar. De repente levantava-se, dava uns passos e disparava.
Para fotografar é preciso saber ver.O António sabe. E faz registo óptimos do que vê.
Ainda bem que publica o que fotografa. Assim também nós nos podemos deleitar.

as-nunes disse...

Antes que se me varra da memória, mesmo antes de dizer da minha satisfação por ter lido a Carol, o Eduardo e a Isabel Soares, desculpem lá, fica aqui já o agradecimento antes que me despiste e vá por aí foram dispersamente...

Catarina

Quero deixar aqui expressas as minhas desculpas pela troca do nome, acima.

Chamei-a Carolina,
um erro sem querer
a pensar na menina
netinha é bom de ver.

É que estava à espera de notícias duma operação que ela foi fazer hoje a Lisboa. Às amígdalas e adonóides, mesmo assim o telefonema tardava, a dar notícias.
Correu tudo bem.

Um abraço, Catarina,

Eduardo Miguel Pereira disse...

"Antes que se me varra da memória", quero deixar aqui os desejos de rápidas melhoras para a netinha querida.

as-nunes disse...

É isso, Eduardo, vem carregada de mimo.
...
prendinhas, beicinhos, dorzinhas na garganta, já passa, são uns dias, o relógio a andar devagarinho, muito devagarinho, a ver se passa mesmo...
está tudo a correr bem.

Abraços a todos...