2011/11/25

Pode ser que depois da tempestade venha a bonança

Uma camélia "winter snowdown", agora.
Lourais-Cortes- Sra. do Monte: o amanhecer de um novo dia. 

Esperança em melhores dias
palavras mais animosas...
que estas fotografias
as insinuam bem airosas
muito mais que o azedume
destes tempos de queixume
que aqui tenho lançado
mais parecendo desanimado
não gosto deste fado
desafinado
desesperançado

Espero bem que o FADO venha a ser mais um património imaterial da Humanidade...

e que com ele
 possamos cantar
 as alegrias 
de melhores dias
@as-nunes

5 comentários:

Luís Coelho disse...

Olá Nunes
Peço desculpa pois não gosto de ser do contra mas o fado é Português e nunca poderá ser do mundo.
As sevilhanas sãs de Sevilha e não são do mundo.
O fado português. É uma ma vida e uma saudade só nossa. Os outros povos poderão amá-la como nós se a tanto forem dedicados.

O fado está no nosso sangue e no nosso pão com sabor próprio.

as-nunes disse...

Bom dia, bom dia,
Está lindo este novo dia, não sei se será o "novo dia", provavelmente não será, é este um dos nossos fados.

Mas o fado é uma forma de ser e de sentir a alma de um povo, um povo único:
o PORTUGUÊS

Sem dúvida.
Mas, porque não conseguirmos globalizar o gosto pela Fado, como forma de expressão musical e melódica. Só que o sentimento que perpassa pelo Fado, é e será sempre, concordo, o sentimento de se ser Português!

Já ouvi "fados" cantados por italianos, japoneses e até brasileiros. Não é a mesma coisa.
Flagrantemente, inapelavelmente.

O Fado é português. Mas nós não nos vamos incomodar com o facto de o tornarem como mais um elo de ligação e planetária...
Óptimo, é o nosso Fado...

Um grande abraço, Luís

Rui Pascoal disse...

"O nosso fado é sermos imateriais", dizia ontem o Ferreira Fernandes no D.N.
:(

as-nunes disse...

Caro Rui

Coincidências da vida, do calendário da vida, amanhã vou participar dum encontro de poetas
(eu, poeta? sim, a ler e a sentir, às vezes a escrever ao sabor do pensamento, qual métrica, quais regras literárias formais? é como me sai no momento, por umas nesgas de inesperadas musas difusas envoltas em névoa, as mais das vezes)
e lembrei-me de "O Fado Português" para o dizer, à minha maneira tosca.
Bem tenho ensaiado. Pior a emenda que o soneto. Não há ensaios que me valham...eu e o meu sentir na minha voz, mais nada!

O Ferreira Fernandes talvez tenha conseguido interiorizar a nostalgia dos marinheiros de quinhentos, que deles saíram, com toda a certeza, os primeiros lamentos e saudades, que depois lançaram aos sete mares, ao som dos ventos e das brisas que os acompanhavam incessantemente, até ao limite da esperança!

O Fado é património imaterial da Humanidade! Sem dúvida!

BlueShell disse...

A camélia é LINDA!!!
E os dias vindouros...bom, temos de ter esperança...
o Fado...somos um povo do Fado...
Bom fds
bshell