2012/09/20

Guerra aberta da Cultura contra Passos Coelho ?


Pedro Dias, investigador e professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Depois de Maria Teresa Horta ter esta terça-feira recusado receber o Prémio Literário D. Dinis, outorgado pela Casa Mateus, pelo seu Romance "As Luzes de Leonor", das mãos do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, sabe-se, menos de 24 horas depois, do teor da carta de demissão do diretor da Biblioteca Nacional de Portugal, António Pedro Dias, 60 anos.

Na missiva enviada a 11 de setembro ao gabinete do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, explicando que terminou uma ligação de quatro décadas com o PSD por ter deixado de se rever neste partido.
Pedro Dias sublinha estar “completamente contra a política” de um Governo ao qual não reconhece legitimidade para se manter em funções depois de “ter renegado todas as promessas feitas ao eleitorado” e do qual não aceita “ser cúmplice”.

Algo vai muito mal no “reino” de Cavaco e Passos Coelho …

Não é impunemente que um partido em geral e um político em particular ganham umas eleições legislativas com base em promessas enganadoras …
@as-nunes

5 comentários:

Rui Pascoal disse...

"O rei vai nu"... já todos lhe viram o cu.

Ainda há quem "os tenha no sítio".
Gostei dessa atitude.


Isabel Soares disse...

Vergo-me perante a coragem e coerência de Maria Teresa Horta. Quanto a Pedro Dias é de anotar, com grande relevância, o facto de se ter desligado do PSD.

Lídia Borges disse...


A impunidade de que os políticos gozam permite-lhes trair descaradamente quem os coloca nos cargos com o seu voto.
Os casos aqui apresentados são bem representativos da dignidade que, felizmente, ainda vai tendo expressão por cá.

Lídia

Luís Coelho disse...

Junto também a minha indignação para com estes malfadados governantes e porque nunca mais se faz justiças com aqueles que destruiram o nosso país

Graça Sampaio disse...

E quem se lixa somos todos nós. Que revolta!