2012/10/17

Antes que seja tarde


Há dias, a meio da semana passada, talvez, 
(o tempo está a passar tão depressa, as perspetivas deste país são uma miséria, bem à vista de todos,  mas nós a querermos que tudo isto não passe dum sonho, um pesadelo que nos está a atormentar mas que ainda temos esperança que, de repente, acordamos, estrebuchamos, acendemos a luz, afinal era mesmo só um pesadelo),
pensei que seria uma boa altura para tirar uma fotografias das flores do meu jardim/quintal.

Ei-las, algumas, não fotografei a parte do quintal, que agora está em pousio, umas couves e alfaces numa estufazita pequenina, aí uns 12 metros quadrados. 
A foto do canto inferior direito mostra as folhas do meu liquidâmbar, aquele que já aqui apresentei em tempos (talvez ainda aqui deixe o link(*), vou consultar o índice temático deste blogue), com o típico mudar de cor das folhas, que irão ficar avermelhadas neste Outono, agora aí em pleno, já não era sem tempo.

Entretanto, a rádio, a minha companhia quando estou sozinho, que ouço  normalmente e por romantismo, a Antena Um, a anunciar aquilo que já estamos a ficar fartos de perceber. Os partidos da coligação governamental de candeias às avessas, estarão mesmo, não será só mais uma fita? para iludir os seus eleitores? raio de partidos que só servem para pensar nos votos que podem perder ou ganhar com as posições que assumem, importa lá o interesse do país, dos portugueses?

Se não quisessem ter de enfrentar a situação atual, assumindo-se com coragem e inteligência, tinham-se demarcado em devido tempo, impondo como condição uma investigação exaustiva ao estado calamitoso em que as contas Públicas estavam e o extremo grau de endividamento externo a que o nosso país tinha chegado. 
E que continua a aumentar, cada dia que passa, sem que se vislumbre a dose de esperança que seria indispensável para nós, os eternos pagantes, acreditarmos que vale a pena mais este descomunal sacrifício que nos está a ser imposto pela atual proposta de orçamento do Estado.

Que fadário o nosso! ...

(*) Esse liquidâmbar foi uma prenda da Junta de freguesia da Barreira por ter escrito um livro (um ensaio, que a mais não consegui chegar) sobre a freguesia.
@as-nunes

5 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Triste sina, negro fado! :-(
Bonitas as imagens!

Abraço

as-nunes disse...

Bom dia, Rosa.

Tiro e queda. Post no ar, comentário a chegar.

Obrigado, bom dia, haja alguma coisa que nos anime!

Um abraço

Rogério Pereira disse...

Como fotografo, está muito bom, como lamentador não lamenta nada mal. Agora apenas falta chegar ao "Que Fazer"...

as-nunes disse...


Que fazer?!
Pergunta muito bem, eu saberia responder mas não caberia aqui a justificação da minha opinião.

Uma coisa tenho como digna: não vou por extremismos exacerbados; mas exigiria que todos os responsáveis pelos descomunais desvios orçamentais, Tribunal de Contas e Presidentes da República incluídos, deviam ser incriminados judicialmente por terem deixado chegar as contas aos níveis incomportáveis a que chegaram.
Todo o dinheiro que tenha sido desviado devia ser reposto nos cofres do Estado.

Agora, o que é que se pode fazer?
Uma revolução armada?!

Lamento e continuarei a lamentar que o nosso sistema de organização política e administrativa da Nação tenha permitido que todos os governos dos últimos anos (décadas) tenham gerido tão mal e tão danosamente a coisa pública.

quem és, que fazes aqui? disse...


Ora escreveu bem " a coisa pública".

E já perguntou a esses gestores dessa "coisa" o que é a "coisa pública"? Para eles, como não é deles, passa a ser. É a chamada economia paralela. A do povo diminui e a deles aumenta. Investem na educação de novos quadros gestores (os familiares e amigos); adquirem mealheiros em nome dos netos e, visionários do futuro, desaparecerão do país quando deste já nem raiz houver.

Concordo consigo no que respeita à responsabilização dos crimes.

Beijo

Laura

ps - as flores estão lindas e os produtos da horta?