2012/11/11

Pela enésima vez...


O castelo de Leiria, perspetiva da margem direita do rio Lis, quem estaciona junto à frente do antigo Hospital D. Manuel de Aguiar.
Ontem passei por aquela rua, ia apressado, mais ou menos à mesma hora em que hoje, com mais vagar, parei para captar esta imagem, só possível nesta altura do ano. 
Pela enésima vez, talvez até já se estejam  a aborrecer comigo, cá deixo este registo, de qualquer modo na melhor das minhas intenções, que só quero aproveitar este ensejo para mostrar este recanto de puro encanto, nesta cidade de Leiria que me habituei a admirar, agora num misto de amor e de nostalgia. 
Cada vez frequento menos a cidade, por motivos vários, e isso provoca-me dor e um sentimento de enorme ingratidão para com a terra que me chamou em 1966... por telegrama...
E eu, jovem de 20 anos, meti-me a caminho, diretamente de Viseu, na carreira dos Claras, numa viagem de 7 horas, o meu pai lá me emprestou o seu relógio, para eu aparecer na Escola Industrial e Comercial de Leiria, dentro do horário combinado com o diretor para me apresentar ao serviço...

Sou capaz de estar a contar esta minha aventura pela enésima vez neste blogue...

Mas o tempo dá, quando menos se espera, um salto para trás.
Este filme é muito antigo e as suas imagens são devolvidas à realidade em momentos mágicos e hipnóticos como este...
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E a chanceler Merkel que aí vem fazer revista aos seus súbditos...e o que mais dói, é que dela estamos cada vez mais dependentes.
Que é feito do teu orgulho, da tua história, da tua antiga glória, Portugal? 

E não me venham dizer que é só lamúrias! Que fazer mais, senão renegociar a nossa colossal Dívida Externa? Rapidamente e com competência e sagacidade, onde estão os nossos governantes, não podem servir só para nos atolar em impostos e mais impostos?! ...
@ as-nunes

6 comentários:

elvira carvalho disse...

A imagem é muito bonita. A história será contada pela enésima vez mas para mim que não a conhecia é novíssima. Quanto ao resto, ou seja a capacidade dos nossos politicos para negociarem as dívidas que eles próprios criaram, não acredito nisso. Se eles vivessem com um salário mais baixo e sem regalias, isto é se eles sentissem na pele as dificuldades do povo, aí sim acreditava. Mas a eles não lhes falta nada. Nem lata para dizerem com a maior cara lavada do mundo que estão a trabalhar para o futuro. Ou seja em nome dum hipotético futuro a que a maioria não chegará, porque os mais velhos morrem e os mais novos emigram, roubam-nos o presente.
Um abraço amigo e um bom magusto.

Isabel Soares disse...

Nada me resta acrescentar depois de ter lido o comentário anterior. Só posso dizer que concordo com o que escreveu Elvira carvalho.

Quanto às suas histórias, venham elas, todas as vezes que lhe apetecerem ou achar por bem voltar a contá-las.
Eu gosto de o ler.

Rui Pascoal disse...

O castelo de Leiria é bonito de de qualquer ângulo, mas visto do meu antigo bairro é outra coisa. O mesmo já não posso dizer de quem nos (des)governa...

as-nunes disse...

Caros/as amigos

Peço desculpa por, sem sempre, responder individualmente às vossas visitas e comentário. Uma falta imperdoável, reconheço.
Hei-de modificar-me, a verdade é que continuo com alguma dificuldade em fazer uma gestão racional do meu tempo.

Vivemos um momento crucial para o futuro de Portugal.
Porque é que a sra. Merkel se está a dar ao trabalho de vir, pessoalmente, a Portugal. Tanta logística, tantas horas de trabalho produtivo deitadas borda fora.

O que pretende Angela Merkel? Pelo que se ouve não vem discutir medidas de suavização de tantas medidas de austeridade de modo a que Portugal, como um membro de pleno direito, na UE, possa sair do buraco financeiro em que se encontra.

Então, que vem cá fazer?

Isto traz água no bico da águia bicéfala!

hmmm!

Graça Sampaio disse...

Mais uma belíssima fotografia do "nosso" belíssimo castelo! Apaixonei-me por ele quando pela primeira vez o vi, encantador, a encimar a lindíssima Praça Rodrigues Lobo, tinha eu sete anos, a anos-luz de saber que anos mais tarde acabaria por vir viver - bastante contrariada, diga-se - para perto dele.

Nunca mais deixei de me surpreender de cada vez que aparece no meu campo de visão. Foi o que senti quando vi (mais) esta sua fotografia.

Nem sei como é que o Relvas ainda não o pôs à venda...

redonda disse...

Achei a fotografia fantástica, como muitas outras que tenho encontrado aqui, embora das outras vezes não o tenha escrito.