2012/11/23

Perdido e Achados

Rotunda dos Peregrinos/Fátima - S. Mamede, uma vista celestial, o liquidâmbar cor de outono a sobressair
A descer do cume da Sra. do Monte, o vale da zona das Fontes/Cortes, uma vista idílica
A alameda interior do acesso ao solar com capela privativa da Quinta de S. Venâncio, Vale de Lobos/Cortes, plátanos centenários e monumentais...
À entrada principal da Qta. de S. Venâncio, dois cedros, belos, simbólicos e de grande porte, ao fundo vislumbra-se, para quem conhece a zona, o viaduto aéreo do IC36 (liga A8, A17, A19, IC2 à A1...), sobrevoando o vale do liz em toda a sua largura, naquela zona vital, do ponto de vista de aproveitamento agrícola e ambiental em geral (rio Lis e sua fauna piscícola - barbos, bogas, ruivos, enguias - as suas bucólicas margens bordejadas de salgueiros, choupos, ulmeiros, freixos, a extensa variedade de aves que lá vivem e nidificam:  melros, patos, cotovias, canários, garças, verdelhões, estorninhos, piscos e tantas mais...)
 Placas e mais placas de sinalização, úteis, sem dúvida, para quem circula de automóvel, mas extremamente poluidoras do ambiente visual...

Há dias assim
Momentos distraídos
Pensamentos em turbilhão
Caminhos deslaçados
Viagem de automóvel
Trajeto curto
Semanal
Habitual
Leiria Pousos
Variante norte
A bezerra morreu?!
Embiquei no corte para a A1
Alerta erro vital
Sem hipótese de ressalva
Viagem alongada
Direção Fátima obrigatória
Regresso via S. Mamede
Sra. do Monte a encurtar caminho
Alô Pousos, há algo
Muito importante?
Que não, esta semana não
Regresso a Leiria
Sigo pela N 356-2
Já a referi aqui
Olha que cores fabulosas!
Quinta de S. Venâncio
Plátanos majestosos
E cedros
Uns e outros centenários
Rotunda de serviço
Acessos rodoviários
Caríssimos, desnecessários
Sumptuosos, perdulários

Pensamentos em correria
Tensão em demasia
Valha-me a fotografia
E a poesia …

4 comentários:

Rui Pascoal disse...

Deveria ter os meus 18 anos quando andei na Quinta de S. Venâncio (no final das férias grandes) a apanhar maçãs e pêras. Nesse tempo a semanada era curta, ("filho és pai serás") e eu tinha que a saber esticar...
:)
Boas recordações!

as-nunes disse...

Olá Rui. Também vivi esses tempos. Lá pelas bandas de Viseu, era as ceifas, eu a acompanhar a minha mãe, o povo da aldeia a trabalhar para o Dr. Samuel, com uma sra. Quinta no cimo do povo, as melhores terras eram da família (já escrevi várias vezes sobre o Dr. Samuel). Eu e a rapaziada delirávamos com o movimento, aproveitávamos e íamos às cerejas e aos figos e às uvas (de preferência aquela uvas de mesa, especiais...).

Seguindo o link "quinta de S. Venâncio") consegue-se ter acesso a muita informação sobre esta quinta e as famílias Oriol e Charters e d´Azevedo que estão associadas.

É uma das minhas marcas registadas da Leiria antiga.

Um grande abraço

Graça Sampaio disse...

Estão lindíssimas as árvores por Leiria! Todas vestidas de outono (tal como todos nós, se bem que por outras razões bem menos poéticas!) e as fotos estão belíssimas!

Gostei. Bom fim de semana.

lis disse...

Belíssima paisagem com árvores frondosas e chão coberto de folhas secas e coloridas,
e o poema diz bem em que turbilhão de sentimentos esteve o autor,
muito bom,