2014/08/23

Aldrabas em Leiria (Sé e ruas próximas). Ler também o que escreveu Aquilino Ribeiro.

Numa das ruas da zona histórica de Leiria
 
Na rua D. Dinis. O batente já lá vai.

 Uma pega na caixa de correio? 

É melhor limar os parafusos. Digo eu... 


Há dias foi publicado, num dos meus registos, um comentário dum amigo de Viseu, a esclarecer que há diferenças que devem ser consideradas, entre o que se deve entender por aldraba e por batente.
Fiquei com a nota (aliás essa dúvida já se me tinha levantado). 
Para mim, é assim: tudo o que não tiver o feitio duma mãozinha a agarrar numa bola e uma base metálica presa/incrustada na porta, deixa de ser batente para ser aldraba.
Discutível, claro, se tivermos em conta o que dizem os dicionários.

Interessante este trecho do romance de Aquilino Ribeiro, "Terras do Demo", p 266, Ed. Círculo de Leitores, 1983:
"Uma boa manhãzinha, a Teresa Zabana apresentou-se à porta do Joaquim Javardo, em Aris, a bater à aldraba.
- Olhe que não está; saiu para as fazendas - esclareceu uma voz ali perto."
Ou então n´O Malhadinhas", p 17, ed. Bertrand, 2008:
(...)
Nunca adiantei o pé em casa alheia, sem tocar a aldraba; (...)

5 comentários:

José María Souza Costa disse...

Olá, bom dia, desde o Brasil
Amei este espaço, belo e nobre
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com

Rui Pascoal disse...

O Malhadinhas é que a sabia toda...
:)

Rogerio G. V. Pereira disse...

"...a aldraba servia para fechar uma porta fácil de franquear... batia-se devagarinho e, lá de dentro, ouvia-se:
"entre, vizinho!"

E quando se ia num pé e se vinha noutro, ficava a porta na aldraba ou até mesmo encostada..."

Comentário deixado lá na Graça... e falando da Graça, Graça é também um bairro bem popular, prédio baixos e batentes nas portas das escadas...
uns com, outros sem... aldrabas :)

as-nunes disse...


Ora aqui está.
Não podem restar dúvidas...
que eu as tinha
o amigo de Viseu
é que tinha razão
agora tão bem corroborada
pelo meu amigo Rogério

Obrigado, camarada
a Inês e o Paulo (*)
lá estarão os dias
todos da festa do Avante

(*) A minha filha e o marido...
quarentões...

as-nunes disse...

Pois era Rui.

O Malhadinhas, Aveiro vai, Aveiro vem, é que não estava pelos ajustes, sempre que lhe queriam tolher as mãos.
A Rita é que se ficou a chuchar no dedo!
:)