2014/10/07

ADESBA - Um pouco da sua história entrelaçada na vida dos seus associados.



Um pouco da história da ADESBA entrelaçada na vida dos seus associados

Sou natural do Casal de Ribafeita – Viseu, onde nasci em 1947. Mas também sou do Porto, onde vivi até aos 8 anos. E de Lamego e da Sra. dos Remédios, por menos de um ano. E novamente de Viseu, cidade, que vivi em idade escolar primária e secundária. E novamente do Porto, depois, Leiria, para onde vim para lecionar na então Escola Industrial e Comercial. 
A tropa, a seguir, Mafra, Lumiar, RI7 (actual RAL 4, aqui mesmo ao pé, estávamos em 1969, já eu me tinha casado, lua de mel em S. Martinho do Porto e Alfeizerão, dois dias de licença militar...). E de Moçambique, onde a minha filha Inês nasceu, eu mobilizado em serviço militar, 
de 1969 a 1971. 

E tanto mais que fica para escrever ... Regressámos a Leiria. E cá ficámos...

Muitos anos a viver na casa da família no Largo da Sé, também muitos (uns 10) na Quinta do Bispo – Leiria. 

Em 1992 viemos (um casal perto dos 45 anos e dois filhos estudantes) para a freguesia da Barreira. Que me desculpem os que inventaram as “Uniões de Freguesia”, mas para mim será sempre a freguesia da Barreira. Acabei por fazer parte da Assembleia de Freguesia e até da própria Junta. E já criei raízes aqui neste torrão, barrento, altaneiro, com vistas a perder de vista!

Bem me lembro dos anos 90. Dos tempos da constituição da ADESBA em 1997. Dos seus Estatutos iniciais e da sua publicação em Diário da República. Fui eu que os disponibilizei na Internet (para o que tive de os digitar na íntegra) através de vários  ́sites`, alguns feitos de raiz por mim. Nos tempos românticos dos anos 90, em que não havia  ́Blogs` nem  ́Facebooks`. 
Ainda  estão disponíveis neste endereço http://barreira.no.sapo.pt/adesbaest.html .

E recordo a luta insana de pessoas como José Cunha (p. 153 do livro “Caminhos Entrelaçados na freguesia da Barreira”, António AS Nunes – ed. Junta da Barreira, 2005), Joaquim Cruz, Vitor Miranda, José Agostinho, sem descurar, obviamente, todos os fundadores na generalidade.

Em 18 de Abril de 1999 iniciou-se a valência de Centro de Convívio, numa sala do Solar do Visconde da Barreira, prestando apoio a 35 pessoas, com a colaboração de uma funcionária, da 
assistente social e de 22 voluntárias.

Em 2000 começou a funcionar a valência de Apoio ao Domicílio a 14 utentes e em 2002 a de ATL, com 30 crianças, na escola da Barreira e, posteriormente, na casa cedida por Isabel e Paula Borges.

Muitas outras actividades, culturais (Lançamentos de Livros, Exposições), Tasquinhas, Torneios desportivos foram sendo processadas tendo em vista o fomento da Cultura e a promoção de eventos que permitissem a angariação de receitas que proporcionassem o melhor equilíbrio possível do Orçamento da Associação.

Apesar de todas as dificuldades inerentes ao facto de a sua actividade se desenvolver em “casas emprestadas” ao longo de muitos anos, a verdade é que em 2004 a ADESBA dava assistência social a cerca de 110 pessoas, entre idosos e crianças e o seu quadro de pessoal era constituído por 12 funcionários e algum voluntariado.
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Dobados que são mais dez anos, eis que as novas e modernas instalações da ADESBA são inauguradas oficialmente. Que as funções de reconhecido e valioso serviço de utilidade pública que associações como a ADESBA prestam aos cidadãos não deixem de ter o devido e imprescindível apoio das instâncias governamentais. É o que nós, associados e utentes, julgamos que se justifica e impõe como uma das prioridades absolutas para a qualidade de vida em Portugal. 
...




António Almeida Santos Nunes

Sócio da ADESBA, desde 2001

Barreira-Leiria, 21 de Setembro de 2014

(Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico)





3 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Olá Nunes
Chegou e gostou do que viu. Trabalhou e fez pelo povo o mesmo que faria noutra terra.
Leiria agora é Rainha e já ninguem te roubará essa cartão de cidadão Leiriense.

Graça Sampaio disse...

Muito bem!! Cidadania é isto mesmo! Parabéns!

as-nunes disse...


Muito grato pelas vossas palavras, Luís e Graça.

Comovem-me.