Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Lopes Pires. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Lopes Pires. Mostrar todas as mensagens

2019/04/07

obrigado, amigo



a um amigo que vocês sabem

obrigado amigo
pelos teus poemas
por aquilo que escreves
e por aquilo que 
nos sugeres

por nos induzires
à reflexão
à ânsia de tentar perceber
que somos capazes de falar com Deus

Aquele 

quem quer que seja 
onde quer que esteja

basta sermos nós
tentarmos perceber
que afinal somos capazes
de ir muito mais além

basta sentirmos que estamos

a d´almeida nunes
7abr19

(um comentário no blog de Carlos Lopes Pires)

2019/04/05

aquele que não ouvirás mais : poesia de Carlos Lopes Pires 2019






Carlos Lopes Pires a dizer da sua poesia e do seu novo livro, o 26º.
No dia 23 de Março de 2019, no auditório do Moinho do Papel em Leiria.


Uma das excelentes gravuras de Fulvio Capurso insertas no livro de Carlos Lopes Pires


2019/03/30

A pretexto da apresentação do 26º livro de poesia de Carlos Lopes Pires: «aquele que não ouvirás mais»


No decorrer dum jantar com muitos e bons amigos, em Leiria, a pretexto (há que arranjar sempre um pretexto para se juntar os amigos à volta duma mesa a comer, a beber e a conversar) do lançamento do 26º livro de Carlos Lopes Pires, foi-me dada a oportunidade de dizer umas coisas para que ficasse registado o momento, que era de convívio e regozijo por mais um livro que foi dado à estampa pelo autor.
(Li vários fragmentos deste texto, penso que a partir de "Assim"...)
---


Palmilhar a luz

De há uns tempos a esta parte, mais precisamente desde que nos conhecemos nos Serões Literários das Cortes, que tenho dado comigo a constatar que a poesia de Carlos Lopes Pires é, também para mim,  algo de transcendente, que nos transmite uma sensação complexa de simplicidade com que devemos encarar os vários aspectos e momentos da nossa vida.
Ao lermos os seus poemas somos transportados para uma dimensão que não julgava tão acessível ao comum dos mortais.
Quando se fala de Poesia poderemos, talvez, encará-la sob três aspectos:
1) O autor, acima de tudo, escreve, observando regras quase matemáticas de métrica e rima;
2) O objectivo do que se escreve é passar uma mensagem de eloquência e de cultura primorosa em todas as áreas do saber e do estar, na literatura inclusive;
3) Um poema não tem de obedecer a nenhuma forma específica nem abordar temas e questões concretas, explicitando ao leitor o que se julga que ele deverá interpretar da linha de pensamento do seu autor.
Parece-me cristalino que a poesia de Carlos Lopes Pires só pode ser enquadrada no ponto 3 anterior, ainda que ele não precise que lhe seja atribuído nenhum rótulo. A Poesia para Carlos Pires é precisamente aquilo que nos tem deixado ao longo dos anos, e, particularmente neste seu 26º livro publicado, “aquele que não ouvirás mais”.
Não quero nem me devo alongar nesta minha singela intervenção, mas não podia deixar de referir aqui e agora dois pormenores decisivos que poderão justificar o tempo que vos estou a tomar.
Assim:
Todos nós temos altos e baixos no entusiasmo como encaramos a leitura e apreciação do que se vai escrevendo na área da Poesia. Acontece até que frequentemente nos inquirimos sobre o que é de facto a Poesia de que tanto se fala ultimamente. A verdade é que muito se está a escrever a pretexto de que se trata de poesia e ficamos naquela indecisão de sabermos se a poesia é ou poderá via a ser, algum dia, enquadrável num formato dito literário. Devemos integrar a Poesia na Literatura, nos precisos termos em que tradicionalmente esta se entrincheira?
É dos compêndios académicos e da tradição clássica que a poesia é a mais antiga das formas literárias. No entanto não será a Poesia muito mais que uma forma por que a Literatura se manifesta? Não deveremos nós alargar a ideia de Poesia para além do mero uso da palavra com que se constroem textos literários?
-
Está à vista de quem me estiver a ouvir que eu não sou a pessoa indicada para dissecar esta temática.
Permitam-me, no entanto, evocar algumas reflexões que o nosso querido amigo e poeta Carlos Pires já deixou escritas e à nossa disposição.
Diz Carlos Pires num seu texto de 2017 acerca de Poesia, começando pelo título: «Poesia: a revelação iluminada.»
Prosseguindo: “A poesia diz o que não pode ser dito, revela o segredo e, embora este escape, a poesia  deixa no Mundo e no Outro a marca desse segredo e desse mistério.”
“Por ser um olhar de espanto iluminado ele é e traduz no poeta esse estado de encantamento, talvez de epifania ou simplesmente de revelação iluminada. É por isso que toda a poesia tende para o misticismo (ou religiosidade ou transcendência). Em grande medida creio que a poesia pode ser entendida como um diálogo, uma ligação com o Universo.”

Há que ler com atenção este texto.

Tenho que o dizer agora, não me considero um poeta na acepção tradicional/convencional do termo, mas estou a dar comigo a ensaiar a escrita de poesia – pretenciosamente, talvez – sentindo que a mensagem de Carlos Lopes Pires me está a cativar sobremaneira.
O seu estilo e forma de encarar o Homem/Natureza  integrado no todo Universal estão a conseguir ser, para mim, como que uma trave mestra do edifício poético que eu imagino.
Por isso mesmo já me habituei a admitir a sua dimensão de Mestre e a minha qualidade de mero discípulo aprendiz.

Era só isto que eu queria dizer, que me sinto como que a palmilhar a luz rumo ao indefinido e com a intenção de aproveitar os anos que me poderão restar de ser terrestre para continuar com os meus ensaios poéticos nas abertas do tempo e do espaço em que me for possível situar.

Obrigado, Carlos, pela Mensagem que nos estás a conseguir transmitir duma forma decidida e contundente sob o rótulo da complexa e aparente brevidade do teu discurso poético.

Leiria, Museu do Papel e/ou Casa do Zé Manuel (S. Romão), em 23 de Março de 2019
António dAlmeida Nunes

2019/03/14

Primavera em 2019 ainda antes do calendário




A dificuldade de escolher e conciliar tanta fotografia com a poesia de Carlos Lopes Pires e a música de Pedro Jordão. 14-03-2019 após uma pequena sessão fotográfica num jardim dos Lourais - Leiria-Portugal numa tarde esplendorosa de luz, cor, sol....

2019/02/25

Ao meu mestre

Comentário que deixei no blogue de Carlos Lopes Pires


Hoje é domingo
consegui dormir
até ser acordado
primeiro pelo sol
logo depois pelo meu gato

os gatos são
talvez
os maiores psicólogos do universo

por isso hoje
o meu gato
deixou-me dormir até ao sol

durante o dia
foi ter comigo ao quintal
algumas vezes
e olhou-me no suor

voltou para casa
silencioso e dolente
enroscou-se ao calor do sol...

à espera 
que o cansaço 
me vencesse…

adalmeidanunes
24fev201
9

2019/02/17

Olhai e ouçam


Por alturas da publicação dum vídeo com pinturas, poema e música
de Salanga, Carlos Lopes Pires e Pedro Jordão.  (*)

Olhai e ouçam

ouçam a música de piano
que da inspiração do mundo
e da inteligência
dum monge da nossa irmandade
surtiu com tanto esplendor

e a poesia de outro irmão
tudo junto e harmonizado
louvemos o resultado
de todo este labor irmanado

sem esquecer outro irmão
que não sendo monge
da nossa congregação
reparem que da sua mão
também brota santidade

olhai os fragmentos do átomo
e o resultado do seu movimento
perpétuo...


a DA
11fev19-Lourais-Barreira


(*) https://www.facebook.com/613447628761736/videos/2277315232591224/?t=13

ou https://youtu.be/S5Ww_wDYSXY

2019/01/31

Bálsamo




é um bálsamo
ler poemas
que nos dizem muito
sabendo nós
contudo
que muito mais haverá a dizer

e é esta sensação indizível
que nos obriga a pensar
que o que nós somos
não sabemos

o que saber
o que fazer
para conseguirmos
entender
o quê e quem somos

não sabemos

saberemos ¿¡


a DA
jan19


(Talvez se possa melhor entender o que se passa consultando https://cmlopires.blogspot.com/  )

2019/01/02

Possivelmente




possivelmente



tempos de solstício de inverno
dias quedos e ledos
que possivelmente estão a contrariar
uma possível ordem cósmica

possivelmente
estamos em mudança

em vias de nos transformarmos
em algo que só se pressente
quando conseguimos
boiar na corrente 
que continuamente nos transporta
para sítios inimagináveis
mas que talvez estejam  

e que só quando lá estivermos
possivelmente encontraremos
tudo o que julgávamos perdido

possivelmente

a DA
31dez2018
-
Caros amigos, que esta passagem para o calendário de mais um ano,
vos seja muito favorável.
(ensaio dum comentário/resposta a um poema de Carlos Lopes Pires
por altura da passagem de ano de 2018/19. Troca de correspondência por emeile)

2018/11/18

Uma flor ao longe




Uma flor ao longe


Nas minhas deambulações etéreas
sintonizei uma emissão
cuja origem
só pode ser um mundo diferente
dos muitos em que nós outros
julgamos acreditar

e que alguns de nós
até olhamos e dizemos que gostamos do que vemos

só que não conseguimos descortinar
o caminho
rumo a algo que sentimos inalcançável

Demais sabemos que há outros mundos
que nos parecem cada vez mais distantes
à medida que reparamos neles

mas que talvez estejam
à mão duma simples flor
duma maçã acabada de colher
das pedras do caminho
dos detalhes do meu quintal

duma gota de chuva
nas areias do deserto
ou no fogo

redemoinhado pelo vento

nada será em vão

a DAlmeida
(comentário que deixei no blog de Carlos Pires)

2018/10/09

A poesia e o dia 5 de Outubro de 2018




Em dias d´ouro
(para o Carlos Pires e aqueles outros 4 amigos que nós sabemos)
(comovido/emocionado com o poema-prenda evocativa do 5 de Outubro de 2018)


a poesia é das coisas boas
que o homem pode usar
e com ela 
muito simplesmente
oferecer uma rosa aos amigos

em momentos de vida
determinados ou não

por isso mesmo
ficamos-te muito gratos
por esta tua prenda

das melhores 
que se podem receber

em qualquer altura

oh mas esta data
talvez por já a termos 
interiorizado como marcante
é uma das que se nos gravam
no coração

e queremos que fique esculpida
para todo o sempre
numa daquelas pedrinhas
que encontrámos
no nosso caminho

a guardámos religiosamente

e a conseguimos dourar


a d´Almeida
Por mim e pela Zaida
1968-2018

---
nota:
alguém terá reparado que eu, às vezes, também tento escrever uns ensaios de posia:
e aqui ficou publicado https://gazetadepoesiainedita.blogs.sapo.pt/a-dalmeida-nunes-em-dias-douro-48975

2018/09/12

Os poetas também escrevem poemas aos amigos



Acabei de ler no blog dum grande amigo um poema dedicado à minha mulher para a vida toda ( (´para Zaida no falecimento de sua mãe`). Senti o impulso de deixar este comentário:




Eva de Sousa Esteves Paiva (1919-2018) (1ª do lado esqº), em 1968, no casamento de sua filha Zaida Manuela Paiva Nunes.(5out1968)

houve momentos
de adeus esvoaçados 
talvez a sinalizar
o regresso migratório
do pássaro pousado
no seu coração
até que esse pássaro
levantou voo
rumo a perder de vista

a d´Almeida Nunes

(os poetas também escrevem poemas aos amigos)
(https://cmlopires.blogspot.com/2018/08/blog-post_30.html)


2018/08/20

Deus será imutável?!



Deus será imutável
e já decidiu
tudo é fogo

e nós fazemos parte dele
ainda que
não
durante um tempo

já estou cansado
de tentar minar
um trilho
desse fogo

na percepção
da impossibilidade
de cumprir
esta missão

a DA (ago18)
após ler “Poema de ouvir o Pablo”
de Carlos Pires

Os aniversário dos amigos

O Facebook é uma coisa impressionante.
Temos sempre à mão
um sítio onde deixar correio
com endereço ou não



Olá, Carlos

Recebe este abraço
que eu quero que seja
um poema

um hino
ao teu aniversário
no significado de tempo
embrulhado
em pássaros
e outras coisas simples

como aquelas
com que nos embalas
e tornas mais fácil
a nossa viagem
rumo ao infinito


encantado por ser teu amigo
antónio d´almeida nunes
(agosto 2018: a pensar, também, na minha mãe)

- entretanto,morreu a minha sogra EVA Paiva.

2018/08/13

No aniversário de um amigo






Ao Carlos Pires

há amigos que marcam
porventura para sempre
a marcha da nossa vida

pelos montes
vales
rios 
nos quintais

encontramos sinais

como sejam
peixes pássaros formigas
maçãs chuva
Deus a sorrir por entre as folhas
das macieiras

e coisas que nos falam
de coisas a celebrar
juntam seixos na areia
e mostram-nos desenhos

que significam sempre algo
de extraordinário

por exemplo um sete
do mês de agosto

salve amigo 

Lourais, no meu quintal, em 7 de Agosto de 2018

António Nunes (a DA)

(e-mail Có-Có)

2018/08/03

um poema do mundo



medito nos olhos
um poema do mundo

talvez mesmo uma pauta sideral

e vejo imagens de bruma
e de nuvens de chuva

nas reverberações de luz do farol
diz que vai chover amanhã
a pedido do homem

que os deuses concordem
que venhas chuva
por bom caminho
mas vem chuva

nós adoramos-te
mesmo quando dizemos
que te demoras
a limpar o céu carregado

libertando o azul infindo
e o sol

(bênção, poetas em S. Pedro de Moel)
- particularmente a Carlos Lopes Pires

Leiria, 2 de Agosto de 2018 - 39ºC
--- (foto de 28jul18 - Pª Pedrógão)

a DA

2018/06/30

Carlos Lopes Pires e o seu 25º livro de Poesia: «a noite que nenhuma mão alcança»





No "Jornal das Cortes" nº 386 de 7 de Julho de 2018 pode ler-se uma reportagem assinada por Carlos Fernandes, outro grande amigo, intitulada:
"Novo livro de poesia de Carlos Pires".

Estiveram na mesa, o autor dessa crónica, como apresentador da obra, Fulvio Capurso (ilustrador), o autor Carlos Lopes Pires e Rita Justino, anfitriã da Casa-Museu João Soares.
Carlos Fernandes  referiu o facto de Carlos Pires ter editado uma média de um livro por ano, de carácter literário, sendo que, ultimamente, o autor se esteja a dedicar à Poesia em exclusivo.

Dedico o vídeo deste "post" a Carlos Pires, que considero um grande amigo e que me tem seduzido com a natureza da sua poesia a ponto de o considerar, neste momento, como Mestre.
A pp 131 pode ler-se o poema "ontem Deus" que tem a dedicatória: a "António Nunes". Obrigado, Carlos Pires por tanta simpatia e pela amizade.

2018/06/23

a noite que nenhuma mão alcança. Um novo livro de poesia de Carlos Lopes Pires









Em complemento dum outro post anterior. Porque abri nova conta YouTube: Orelhavoadora.

Logo que este livro seja apresentado oficialmente irei permitir-me transcrever pelo menos um poema.

Repito o que já aqui deixei escrito acerca de Carlos Lopes Pires:


Ao mestre, amigo e ´irmão` Carlos Lopes Pires.

Mais um livro que vai apresentar - 30 jun 2018.

2018/06/14

Mais um livro de Carlos Lopes Pires: "a noite que nenhuma mão alcança"

https://www.facebook.com/orelhavoadora/videos/10204675341400412/



De há uns tempos a esta parte, tendo o acesso à minha conta YouTube cortada, e todos os meus vídeos, quase duas centenas, "apagados", passei a fazer upload daquilo que me vai ocorrendo com o recurso a esta formidável "ferramenta" virtual das redes sociais, usando o Facebook.

A legenda deste vídeo ficou assim:


Ao mestre, amigo e ´irmão` Carlos Lopes Pires.
Mais um livro que vai apresentar - 30 jun 2018.
Claro, não podemos deixar de referir, neste ensejo, também,
os nomes de Fulvio Capurso (ilustrador), Carlos Fernandes (editor e apresentador da obra) e Pedro Jordão, que me emprestou a sua espectacular música e piano, "Yomalay", em recordação duma flor mítica de campo do ambiente místico dos Himalaias...

Lamento profundamente o que se está a passar com a GoogleYouTube:

1) Admito que usei trechos de música muito conhecida e que já circula em tudo quanto é sítio na internet;
2) Demonstra-se facilmente que não fiz esse uso senão para fundo musical de vídeos amadores, a maior parte das vezes, simples montagens de fotografias minhas, sem qualquer intuito comercial;
3) Muitos desses vídeos constituíam peças importantes de documentação de momentos importantes da minha vida;
4) Pago cerca de 25 dólares à Google por ano para ter acesso a uma maior capacidade de armazenagem de fotos;
5) Espero bem que não me apaguem definitivamente aqueles vídeos e que um dia ainda mos possam facultar.

  

2018/04/14

No blog de Carlos Pires: https://cmlopires.blogspot.pt



No blog do meu amigo Carlos Pires, na zona de comentários:
---


foi-me dado a saber
que amanhã vai ser
tempo de mais um foco
da luz dos teus poemas

há um ponto no universo
na infinitude do tempo
e no incomensurável do espaço

onde os teus versos
se procuram

no princípio que não encontra o fim

uma luz indescritível
que não invisível
pressente-se
vinda dum buraco negro
não-dimensionável

luz filtrada por rosas
e pelo voo dos pássaros

abr18
a-porfírio


Há pessoas que encontramos na vida, e nem sabemos bem porquê. Pessoas que nos fazem sentir redondos. Pessoas que se acompanham de leveza e nos fazem sentir leves. Que usam as palavras como se fossem rosas. Pessoas que podemos ter conhecido apenas ontem, mas que sentimos conhecer desde sempre e de algum lado. Assim és tu.

-

Grato pelas tuas palavras, Carlos.