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2019/05/12

O meu neto aos 21 anos




(O Guilherme e a mãe agora, em 2019, 12 de Maio)


Ao meu neto Guilherme

O tempo impávido
faz contas de somar
com que eu contabilista

tenho dificuldade em atinar

continuo atido a tempos vários

e o resultado das contas desses tempos
tudo somado
mostra-me um filme

e nesse filme
várias cenas

e o Guilherme nelas


com uma cabeleira farta
a brincar comigo à bola
e eu a empurrar o baloiço
e o quintal era relva

e era nessa relva
que balançávamos
entre o baloiço
e a bola de futebol

se calhar já estou
a misturar vários tempos

os tempos com memórias dos meus netos



É dia de aniversário do Guilherme



que o tempo te seja favorável
meu querido neto do coração! 


a d´almeida nunes
12maio2019

2019/04/26

Moçambique terra de saudades, de emoções, de nostalgia dos anos 70


Para mais tarde memorar (ou não fosse este meu blogue, também o meu auxiliar de memória):



Às Belas e nostálgicas terras de MOÇAMBIQUE. 

Em tempos de aflição com os Ciclones terríveis com que os moçambicanos têm sido massacrados nestes últimos dias/semanas!
***


A minha filha INÊS, que nasceu em Moçambique, em 1969.

Apresentou-se:
Não me lembro dela, mas sinto um carinho especial por esta que é a terra que me viu nascer! Um dia hei de ir lá!

Eu comentei:
À minha filha Inês.
Tinha 22 anos e mobilizaram-me para a guerra em Moçambique. A tua mãe estava grávida de 7 meses quando partiu para Moçambique para viver a aventura do desconhecido. Ficaríamos em Lourenço Marques (hoje, Maputo)? Talvez... Não pudemos ficar mais que um mês. E lá fomos mandados para Nampula em aviões a hélice. Lembro-me de que se chamavam "Friendship" alguns desses aviões. Percorremos a África de Norte a Sul, de Oeste para Este; de Este Sul para Este Norte.Muitos milhares de kilómetros. Anos 60, 1969/71. Não te podes lembrar, não, mas chegámos a estar numa esplanada na Ilha de Moçambique e tu a comeres camarão. Tinhas menos de dois anos de vida. Estávamos com o cap. Trindade e ´avó`Gi ... os barcos à vela a chegarem à praia junto ao forte, os passageiros muçulmanos a virem às cavalitas para terra... o Oceano Índico, a Ilha cantada por Camões nos Lusíadas... 500 e tal km de picada de Nampula à Ilha... e volta. Seriam mais?

-----  COMENTÁRIOS NO Fmeu FB de hoje ----


Comentários

  • Rui Pascoal Quando pensar ir até lá avise.
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  • José Rocio Crespo Pois foram minutos, horas, dias, momentos, muitos momentos. Maus, bons, diferentes no dia todos dias. Conhecida a cidade e conhecido o interior do mato e capim, os dias vertiginosos eram lentos, muito lentos. Foi o passar agarrado aos pensamentos e expectativas do amanhã. Foi, foi tudo isso e muito mais. Mas estamos. Estamos não agarrados a um passado mas sempre com a presença desse passado. Abraço
    1
  • António DAlmeida Nunes Agarrados, sim, às vezes até às lágrimas, como bem deves saber, Zé. 🙂
  • Maria Padrão Palavras sentidas e com muita sabedoria de alguém que deixou uma parte de si naquelas terras , povos que os acolheram com todo o carinho. Como todos povos africanos sabem fazer. Felicidades António DAlmeida Nunes e Zaida Paiva NunesInes Paivapessoas lindas no seu ❤️❤️❤️ Sou grata por conhecer estas pessoas , lindas e de um grande ❤️ considero a minha Família do ❤️

2016/11/11

Ilha de Moçambique 1971


Tempo de rememorar Moçambique...
E aqueles tempos de 1969 a 1971 ...
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Fundo musical:
Música tradicional Moçambicana

ELISA GOMARA SAIA


Elisa wê, elisa wa

Elisa wê, gomara saia

Ava rapaji ni ma pôpa
Ava menina ni ma rabenta