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2019/06/01

a morte é uma flor

(Uma "alcea rosea" lado a lado com uma jovem macieira, jazida do tico, hortênsia de flores azuis)


cinco pontos 
estão marcados
indelevelmente
no meu quintal

qual o mais memorável
tais que neles jazem
animais inesquecíveis
companheiros de vida

tuiki lili lala tico rapazito

fragmentos cósmicos
do meio do meu ser

ele próprio um
que deixando de estar
continuará a ser

´a morte é uma flor`

a d´almeida nunes
1jun2019


2019/04/19

O homem gafanhoto


O homem gafanhoto
emocionalmente
não se cansa de invocar Deus
sem saber quem Ele é

Que sabes tu
homem de fé subconsciente
acaso já falaste com esse Deus?


Pensa um pouco
não foste tu que O inventaste
para justificar os teus medos?

Olha à tua volta
observa o que te envolve
repara bem nas coisas
tudo se move não vês?

Deus é o movimento
desde o interior do átomo
até ao infinito dos mundos


a d´almeida nunes
17Abr19

2019/04/17

São duas horas da madrugada




não sei bem 
o que pretendo
com estes ensaios
pretensiosamente poéticos
talvez

o que me está a motivar a escrever
neste preciso momento?

senti uma necessidade premente
de falar comigo
mesmo assim à janela do mundo

o que gostaria de dizer
antes de me deitar e dormir
seria tão só isto:

apeteceu-me escrever
e deixar este momento 
aqui afixado

qual instantâneo apalavrado
captado neste amontoado de palavras


(à falta duma fotografia)
a d´almeida nunes
17-07-2019





2019/04/15

Por terras do Bouro, Minho e Santiado de Compostela


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O que é viver senão
uma sucessão de momentos
quantas vezes imprevisíveis
mesmo que previstos
pela mente do homem?

Monção pedra e vinho
verde tinto tinto
rio Minho 
e Miño logo ali
na outra margem.

Recontramo-nos
nos passadiços de Sistelo
ao longo do rio Vez
águas correntes 
límpidas
por entre seixos de todos os tamanhos
sons em chilreante sinfonia 

pássaros pássaros. 

Terras do Bouro
abocanhadas pelas serras
e a imensidão alcantilada
estradas serpenteantes
nas alturas da Peneda
do Soajo, do Gerês

abismando-se até ao fundo
da Furna de Vilarinho
voltando a encabritar serra acima
para logo a seguir afunilar
rumo ao Gerês 
e à imensidão azul da sua Lagoa.

Depois
é subir subir
fragas com águas em queda livre
afundando-se lado a lado 
com a vegetação luxuriante 
da Portela do Homem.

Retoma-se o rumo Norte
via Braga Valença Vigo

a caminho de Santiago
de Compostela 

uma estrela
de fé e força hercúlea dos homens
gentes vindas de todo o lado.

Deambulatório desgastado pelos passos
de milhões de peregrinos 
que há séculos tocam em Santiago
em sinal de promessa cumprida.

Sentem-se os pés doridos na Terra
os olhos nas alturas das cúpulas
a tentar descobrir os mistérios
do Infinito...

O corpo dorido 
inclinado sobre o bordão...

12/3/4 Abr 2019
ZAPI(=) a d´almeida nunes


2019/04/07

obrigado, amigo



a um amigo que vocês sabem

obrigado amigo
pelos teus poemas
por aquilo que escreves
e por aquilo que 
nos sugeres

por nos induzires
à reflexão
à ânsia de tentar perceber
que somos capazes de falar com Deus

Aquele 

quem quer que seja 
onde quer que esteja

basta sermos nós
tentarmos perceber
que afinal somos capazes
de ir muito mais além

basta sentirmos que estamos

a d´almeida nunes
7abr19

(um comentário no blog de Carlos Lopes Pires)

2018/09/16

(...) e o galo a cantar


Continuo a escrever (ensaiar) poesia. A dúvida persiste: escrevo para quem?!
Talvez para mim...


ººººººº

Olho o horizonte infinito
onde o próprio tempo
se confunde no turbilhão
dos seus pretéritos
mais-que-perfeitos

e rendo-me à dúvida
se com o tempo
aprendi ao menos
algo de nada

Oh não compreendo
a razão
de tanta interrogação
apesar de toda a luz
que emana das pedras

(…) e o galo a cantar
impassível
às horas costumeiras

a dalmeida
set18