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2019/06/08

Largo da Sé de Leiria





Largo da Sé de Leiria
(A todos os que tiveram o privilégio supremo de o viver no século XX)

anos 80 noventa
um entardecer
o olhar do Largo da Sé
deixa-me embevecido
um coro de cantos
anunciam o recolher
de bandos de pássaros
ao aconchego sobrenatural
da tília tomentosa e dos padreiros
e também do jacarandá
oh não esqueçamos as olaias
os pássaros
em estridentes
e melodiosos trinados
amanhecem o dia
fazem-nos companhia
das águas furtadas
da "pharmácia" e casa dos Paivas
cumprimenta-se de varandim
com a abrangência do olhar
e todo o Largo
a própria chuva
nas gárgulas da Sé
correspondem em uníssono
e sentimo-nos
como que em transe
a participar
daquela sublime comemoração
em sinfonia celestial
oh Largo da Sé
muito de mim
ficará para todo o sempre
contigo
um dia
onde quer que esteja
hei-de voltar

a d'almeida nunes
rev. junho 2019

2018/09/26

Num banco público no Largo da Sé de Leiria: o tempo a passar



Hoje publiquei no meu Facebook esta foto e o seguinte texto:


Olá. 
( antes de mais. Isto é uma selfy ou auto-retrato?!)

No meu blogue "dispersamente" criei um verbete para registar as memórias do banco público do Largo da Sé, em Leiria. Esta foto tem poucos dias (23 set 2018)

A sequência destes registos revela-nos, muitos anos passados, posso dizer, desde 2000, pelo menos, a vida a correr à volta daquele Largo de que eu tenho tantas memórias! ........
A minha ideia de guardar memórias. A verdade é que estes registos se estão a transformar num verdadeiro auxiliar da minha própria memória....



2017/10/31

O banco públido do Largo da Sé em Leiria - 2014



O Google Fotos mostrou-me, há dias, estas fotos tiradas em 2014.
Já nem me lembrava delas. Devo tê-las tirado da varanda da nossa casa no Largo da Sé.
Esta casa foi vendida em 2017.

Eis mais duas fotos tiradas dessa varanda, nessa altura:




2015/10/08

Largo da Sé - Leiria : Quico e Sílvia Hingá e Zaida Paiva Nunes


No sábado, 3 de Outubro de 2015, Dia de Música em Leiria.
Quantas décadas de vida a ajudar a preencher o Largo da Sé em Leiria.
O meu amigo Quico Hingá, sempre aqui viveu, desde há quase 90 anos.

2015/06/07

Largo da Sé em Leiria: banco público

Continuando o meu arquivo de momentos relacionados com o banco público no Largo da Sé, em Leiria, o que está situado junto à rua D. Sancho II:


Vista da casa da família (Paiva) num dia destes numa manhã de Junho. Turistas a fazer ciclismo. Não consegui aperceber-me da sua nacionalidade mas parecia-me um casal na casa dos 6o e tal anos.

2015/03/31

Largo Sé de Leiria, para memória futura


Em 2000?

Andava o Largo da Sé de Leiria, em obras... Pinos com fartura!...
Ainda lá morávamos, na casa dos Paiva.

O banco, que tenho andado a mostrar,  seria colocado pouco tempo depois...
(ver  neste link)

2014/06/25

Largo da Sé de Leiria - uma história para contar


Nestes dias, no Largo da Sé de Leiria. 
Foram muitos anos (1971 a 2012);  aqui casei com a Zaida e passámos a viver e a trabalhar durante este tempo todo, a ocupar o 1º andar do nº 7 da casa "Pharmácia Paiva".
O Centro Histórico de Leiria, no seu fulgor, vários empedrados naquele chão sagrado, por onde caminharam, lutaram e morreram, muçulmanos, cristãos, judeus, onde ainda se sentem os espíritos de mercadores, artesãos, poetas e trovadores ...
D. Afonso Henriques, D. Dinis, Rainha Santa Isabel, Francisco Rodrigues Lobo, Eça de Queiroz, Acácio de Paiva, Afonso Lopes Vieira, Miguel Torga,  são figuras que me ocorrem e que por ali pairam nas memórias que nos legaram ...


Há muitos anos atrás
memória mais recente
anos 70 e oitenta
aqui estavam padreiros*
lar e palco duma das melhores orquestras do mundo
dezenas e dezenas de pequenos pássaros
cantavam inebriadamente
do nascer da aurora ao sol-pôr
ininterruptamente
aqui havia vida para além da noite

a câmara decidiu que estavam velhos
caquéticos
carcomidos pelo tempo

chorámos
em coro com os pássaros
escrevemos nos jornais
reclamámos

Hoje
esta imagem é bela
mas não se fez justiça
mesmo assim

-
* o mesmo que ´acer pseudo-plátanus´
as-nunes14

2014/03/12

Olhar sobre a Sé de Leiria ...



Olhar sobre a Sé 
de Leiria, 
com saudade
do antigamente de ontem
de hoje
e do que há-de vir
este meu olhar retido
instantâneo
vivo e vazio ao mesmo tempo
documento etéreo
símbolo volátil do
próprio pasmar do tempo ...


-

Tenho andado pelo Facebook mas é aqui que me sinto mais resguardado. Quero eu dizer, continuo a preferir este meu blogue para aqui anotar as minhas ocorrências. Esta aconteceu há uns quinze dias atrás...


2013/04/18

Coração de mulher... em Abril: mais uma "Fita da Semana" de Acácio de Paiva...


À atenção da Marinha Grande:

Eis a forma, como num distante mês de Abril, num dia dos idos anos 30 do século passado, «Fitava» Acácio de Paiva, lídimo poeta Leiriense, como bem deveis saber e conhecer da sua poesia:

Coração de mulher 
(titulo eu, que o autor não se dava a esse trabalho… escrevia em verso uma Fita por Semana e pronto. ..
Fama e proveito pelo que escrevia? Tanto se lhe dava... como se lhe deu!..”.

Aqui nasceu Acácio de Paiva
1863-1944

II
Passo adiante, mas não largo o assunto
Sem lhes dizer que na Marinha o hotel
Se não é dirigido por Vatel
É por Vatel há muito ser defunto.
Só lhes digo que havia entre os manjares
Um doce, julgo eu, de claras de ovo,
Alvo como as toalhas dos altares
E capaz de fazer subir aos ares
    Clero, nobreza e povo!
    Era renda, era espuma,
Uma carícia de anjo, uma esperança,
Uma quimera, um beijo de criança,
    Era um amor, em suma!
E, para mais encanto, a criadinha
Que serviu ao jantar (a mais gentil)
    Das «sopas» da Marinha,
Fresca como um botão no mês de Abril,
Que uma abelha cobiça mas não fere)
Quando, sorrindo, a sobremesa trouxe
    Disse o nome do doce:
    «Coração de mulher»!
Estão a ver como o comi então:
Tomei-o, com respeito, na colher,
Rezei-lhe mentalmente uma oração
E meti-o na boca perturbada
Como quem mete a hóstia consagrada
No dia da primeira comunhão!
Coração de mulher! Ficai sabendo,
Senhoras minhas, quando me enganardes,
Que não castigarei o crime horrendo,
Pois que os enamorados são cobardes,
     Mas que peço à servente
A receita do doce, e ao chá das cinco,
     Voluptuosamente
     O coração vos trinco!

In “Fitas da Semana”,  Diário de Notícias de então…  entre 1934-1938.

---
Em tempo:
Pode apreciar-se um vídeo no facebook em 
https://www.facebook.com/orelhavoadora/timeline/story?ut=96&wstart=0&wend=1383289199&hash=-5968785361241313102&pagefilter=3&ustart=1

@as-nunes

2013/03/23

Salve-se a alma da cidade de Leiria



Carlos do Carmo - Sou o ferro velho

O Largo da Sé, em Leiria, é um dos icons da zona histórica de Leiria. Uma cidade só se conseguirá impor no contexto turístico e económico se os seus administradores não permitirem que ela perca a sua alma. E isso só será possível com um forte impulso na recuperação da sua zona histórica, a área da cidade que a distingue de todas as outras. Já vai sendo tempo de todos os que querem voltar a ter uma cidade bem definida, com as suas caraterísticas próprias, pugnem pela recuperação dos edifícios, ruas, praças, jardins, árvores e comércio tradicional, única forma de manter a identidade Leiriense.

Leiria transferiu-se, de armas e bagagens, para um campo de concentração a que chamamos "Leiria Shopping".
Vamos aceitar, sem contestação, a degradação a que Leiria, como cidade histórica, está a chegar?

É que, entretanto, começamos a ver sinais preocupantes de que não há interesse em preservar a identidade de Leiria. 
Em vez de uma Praça na zona histórica, constrói-se um "equipamento" com linhas modernaças mas completamente fora da traça original da alma da cidade. Árvores que ainda se podiam e deviam manter em pé, abatem-se às dezenas, decapitando pontos de referência e de vida.

O ferro velho.
É isto que queremos para o Centro Histórico de Leiria?!

2012/06/22

"Aquele riso com que a vida dais", Leiria é, e muito mais...


Regresso ao Largo da Sé
O meu centro de Leiria
As calçadas empedradas
Quantas vezes palmilhadas
Milhares e milhares
Tanto tempo
Tanta gente



Jovens
Escola
Zaida
(será a moura encantada?
na lenda tão badalada?)
Filhos...
...netos...


Dentro de ti ó Leiria
Minha alma fugidia
Vive e revive o dia
Sozinho te reconhecia
Quanta ansiedade sentia


Dentro de ti continua...
A minha vida, Leiria!...
@as-nunes

2012/06/19

Hoje não quero salvar o mundo.


Volto para trás
nesta paz
de ver nos meus passos
o único sinal profundo
da tarde lilás...


Que bom! Hoje não quero salvar o mundo.


José Gomes Ferreira
Poeta Militante I

2012/05/29

Conciliação difícil...mas não impossível, como se pode ver



O meu mundo nestes últimos dias tem-se cingido a umas espreitadelas para a Sra. do Monte, a nascente...

Aproveitando esta pausa nas contas para o fisco:
-


AUGUSTO GIL

Amigo: um bom soneto não tem graça
consagrado a poeta assim perfeito;
vou, pois, fazê-lo com cuidado e jeito
a ver se por estranho, agrada e passa.

Forçada a rima, indefinida e baça,
cadência frouxa, que é maior defeito,
tudo produzirá tão mal efeito
que talvez desse modo satisfaça.

As quadras já lá vão. É nesta altura
que se torna difícil o soneto
por ter de preparar-se a fechadura.

Enfim, cheguei ao último terceto.
Mas se a vates de tal envergadura
mil versos dedicar, eu seja preto
!
 


Acácio de Paiva

escritor, poeta, crítico de Teatro, literário, tauromáquico, peças de teatro;
grande humorista e improvisador;
também desenhava.
Nasceu em Leiria, no Largo da Sé, nº 7, em 14/4/1863
Faleceu na sua Casa das Conchas, no Olival, em 29/11/1944

-
A páginas tantas não seria de se reler algo de Augusto Gil (*)
Pelo menos eu, que até podia aproveitar este ensejo de na 5ª feira próxima ter de dizer umas palavras acerca da vida e obra de Acácio de Paiva e ele, pelos vistos, ter em boa conta este seu ilustre amigo.
(*)http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Gil
@as-nunesPosted by Picasa

2012/03/07

Finalmente: Largo da Sé de Leiria sem estaleiro




Finalmente.
Um dos ícones de Leiria, o seu largo da Sé, está, finalmente, desimpedido dum inestético estaleiro que lá foi montado há uma quantidade de anos e que lá se manteve, contra a vontade da população. Quanto a mim esse estaleiro podia e devia ter sido instalado noutro local, que não o Largo da Sé, uma das principais salas de visita de Leiria.


Hoje mesmo deparei-me com novas placas sinalizadoras no Centro Histórico. 
Boa ideia, principalmente porque têm como função primordial servir de guia para os visitantes que circulam a pé pela cidade.
@as-nunes

2012/01/26

Leiria à noite, a "minha" Leiria

 Vim à rua (não me vou embora definitivamente tão depressa, ai não, não), era já noite cerrada, o relógio da Torre Sineira até parece que me quer contradizer...
 Aqui começa a Rua Direita (Barão de Viamonte)...então, mas aquele "Centro Cívico" não vai ficar com uma arquitetura assim a modos que um pouco fora do contexto da urbe histórica de Leiria?
 O banco do Largo da Sé... parece que na noite anterior andaram por ali uns vândalos a partirem placas de sinalização. Não sei se sabem que isto é um crime grave.
 Aqui já é a Rua da Vitória
 O Tomé a cortar o último cabelo do dia, fiquei eu a pensar...
 BP - Banco de Portugal Leiria (desativado)
 Na fachada do BP - quem, o Banco?!...
 Gosto do número 7. Este é da Rua da Vitória
 Vitória difícil, a da II Guerra Mundial

Aqui também é um nº 7
Na porta ao lado funciona um dos bares emblemáticos de Leiria: "Pharmácia Bar".
-

CANÇÃO DE ALTA NOITE

Alta noite, luz quieta,
muros finos, praia rasa.

Andar, andar, que um poeta
Não necessita de casa.

Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.

Um poeta, na noite morta,
Não necessita de sono.

Andar…Perder o seu passo
Na noite, também perdida.

Um poeta, à mercê do espaço,
Nem necessita de vida.

Andar… - enquanto consente
Deus que seja a noite andada.
Porque o poeta, indiferente,
Anda por andar – somente.
Não necessita de nada.

Cecília Meireles


(Porque amanhã (28) é Sábado, dia de Encontro de Poetas em Alcanena)




(Acabei por deixar aqui mais uma rosa, desta vez, branca como a neve, lindíssima, fotografada há dias no meu jardim. Já que estamos a falar de poesia, seja da Leiria à noite, seja das rosas do meu jardim.
Aproveito o ensejo para, com ela, homenagear também a grande poeta Cecília Meireles.)
@as-nunes