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2018/07/04

Hoje voltei a falar com Deus








Hoje voltei a ver Deus

E ouvi-O também
No sítio do costume
No meu quintal

E dizemos coisas de cismar
Um ao outro
O vento na sua melodia intemporal
Acariciando o tempo-momento

Estes momentos embora indefiníveis
São momentos infinitamente plenos
Duma melifluosidade muito para além

Daqueles em que as palavras
Se entrechocam umas com as outras
Incapazes de se ajustarem
De forma a que consigam transmitir
Aquilo que elas próprias
Não sabem definir
Mesmo que em cifras
Desdobrando-se nas suas sílabas
Tocando as suas próprias letras
Desconjuntadas ao sabor do vento
Que passa passa passa

O vento vento
O vento começa por levar as letras
E sem mais delongas
As sílabas
E as próprias palavras


Agora lá estão à vista
Naquele recanto do meu quintal
Duas papoilas espontâneas
No meio de outras coisas

E tudo isto só pode ser Deus
Impossível de descrever por palavras
talvez a Poesia o consiga
um dia

a DAlmeida
(obrigado, Carlos Lopes Pires)

2018/03/21

Poesia, Primavera, Árvore - Um dia para lembrar que a Vida é bela; mas o Homem não pode sobrepor o seu bem estar material à Natureza e ao Universo.

Este "post" vai abordar a questão candente, cada vez mais premente, de que o Homem tem que cuidar da sua saúde e bem estar material, mas não esquecer a NATUREZA. Nunca!
O Homem não é um ser omnipotente como, demasiadas vezes se julga! O Homem é uma coisa infinitamente pequena ainda que integrando o Universo, ao mesmo tempo Infinitamente Grande e Pequeno...  

Vejamos:
1- Fomos, eu e a Zaida, à procura de papoilas, de preferência vermelhas. Seguimos pelas Cortes, Alqueidão, Reixida, Rio Seco, Garrucha, Golpilheira e só demos por uma ou outra, algumas solitárias, de pequeno porte e de cor alaranjada.
A ideia era colher algumas destas belas e significativas flores para a Zaida manufaturar duas "Maria Papoilas", com e sem capa. 
Lembrei-me que nos campos do Lis, ali junto à Barosa/Amor é costume nascerem muitas papoilas à mistura com malmequeres e uma variedade infinita de outras pequenas flores de campo e da época. 
Os campos apresentavam-se ensopados pelas águas das chuvas recentes e superiores à média. Parece que 3 vezes superiores à média para este período do ano. Deu-se o caso que este ano também fomos visitados, até à data, por três depressões atmosféricas de nomes, ´Emma`, ´Félix` e ´Gisele`, que nos deixaram muita e boa água, que bem necessitados já estávamos, aqui em Portugal e Espanha.
Eis que, num retalho de terreno, lá estavam elas. Bonitas, como se pode observar nas fotos a seguir:

Esta selecionei-a, também, para publicar no meu Facebook.








...

Entretanto, já a Zaida publicou o ´post´que se pode observar no endereço:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=413074279116442&set=a.263425154081356.1073741828.100012416207081&type=3&permPage=1

Ali se pode observar o trabalho que ela tinha acabado de fazer. Só com o pé e a flor da papoila.

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Já cá volto para vos apresentar, então, a sessão com os alunos da Pré-primária da EB Cruz da Areia - Leiria, que vai ter lugar às 2 da tarde ......

...

em edição
......
11h45

2015/04/25

O 25 de Abril está aí; os cravos onde estão?


NÃO

A chuva cai lentamente
Discursos, ideias ocas
Tanta palavra que mente
Saiamos das nossas tocas

O 25 de Abril está aí
Os cravos onde estão?
Esperanças que perdi?
Digo já e agora: NÃO!

Tantas ilusões
Tanto entusiasmo
Tantas canções
Agora, este marasmo...

Levantemos a moral
Lutemos com nossas mãos
Arraial, arraial, por Portugal
Voltemos à luta, irmãos!
-

as-nunes
(hoje, como em 2012)

2014/06/04

A papoila dormideira na Estremadura portuguesa


 A papoila/papoula tem o nome científico Papaver  (esta será a Papaver somniferum ?)

 Através de incisões na cápsula destas plantas obtém-se um látex que, depois de seco, se transforma no ópio, produto que contém numerosos alcalóides, incluindo a morfina que é o mais importante, substância esta cujo uso como analgésico é por demais conhecido, o mesmo se podendo dizer, aliás, de outros usos dados ao próprio ópio.
Das sementes também se  extrai um óleo que é usado na alimentação e para fins industriais.
(in blogue O Botânico Aprendiz )


2013/04/27

Falar às aves e ver papoulas... papoilas...

Uma papoila vermelha!... Há que tempos que andava para a fotografar, uma papoula vermelha! Só encontrava papoulas cor de laranja! Credo!... 

Julgo ser um milhafre. Fotografei-o na zona das Garruchas, logo a seguir à Cumeira, a caminho da Batalha ou do Reguengo do Fétal, aqui em Leiria. Tive que fazer várias ampliações mas não consegui melhor.
A máquina é de boa resolução mas a ave voava alto e deu por mim a apontar aquela coisa...não quis falar comigo...
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Cá continuo de volta do livro! Estou nos dois primeiros lustres do séc. xx!...
@as-nunes

2008/04/25

25 ABRIL 2008

(foto de Gui Nunes de Moura- 9 anos)

Há 34 anos cantávamos na rua,:

Uma gaivota voava, voava,

asas de vento,

coração de mar.

Como ela, somos livres,

somos livres de voar.

E as papoilas gritavam livremente os seus hinos de Solidariedade e LIBERDADE, na senda da luta travada ao longo de muitas décadas...
Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

Duas gerações pós 25 de Abril: a que nasceu no próprio ano da Revolução (Que revolução? Que resultados práticos para o povo?: a ilusão do voto, com o qual se perfilaram imediatamente fulgurantes carreiras políticas e, logo a seguir, económico/financeiras?!?); as gerações do pós revolução, algumas que já nem sabem o que é o 25 de Abril, a maioria que não estamos a conseguir sensibilizar para o interesse nacional que poderia advir da sua participação na próxima e necessária reestruturação do sistema político e administrativo do nosso país.

............................................(foto de Gui Nunes de Moura- 9 anos)

A geração dos jovens que fizeram a guerra colonial, arriscaram carreiras pessoais e profissionais a militarem no PS e outros partidos de esquerda, viveram, sofreram, porque acreditaram piamente nos ideais do 25 de Abril. Sempre na sagrada Esperança da melhoria das condições de vida dos Portugueses! Hoje, muitos de nós, andamos desanimados e o Balanço que fazemos destes 34 anos não é nada positivo! Quantos dos que apanharam o comboio em andamento não se serviram dos idealistas, para singrarem a todo o gás no assalto aos lugares de relevo político, económico e social! Lugares que deviam ocupar por tempo limitado aos seus mandatos populares e que se estão a eternizar, na Assembleia da República, nos cargos públicos ocupados pela força do seu partido quando no poder, nas Câmaras Municipais, nas Juntas de Freguesia, nos Governos regionais? Esta situação não é tolerável para quem, ao fim duma carreira profissional, dura, muito trabalho mal remunerado, olha para as suas reformas e conclui que só uns quantos privilegiados do sector público, recebem pensões 6, 7 e muito mais vezes superiores ao salário mínimo nacional. Muitos desses privilegiados com pouco mais de 50 e poucos anos de idade, enquanto que os do regime geral ( os das empresas privadas, algumas que não actualizam salários há meia dúzia de anos, uma vergonha!...) ou esperam pelos 65 anos, independentemente das suas condições físicas e psicológias, ou se querem fazer a opção de anteciparem a pensão a que têm direito porque já descontam há 40 e mais anos (e desgastaram a sua vida nas guerras coloniais, onde está a força das associações dos ex-combatentes?....) para a Segurança Social, esta tem vindo a ser, ano após ano, reduzida, pela aplicação de factores de redução, os mais variados e injustos, em muitos casos.

Viva o 25 de Abril! Não aos oportunismos do 25 de Abril!

27 Abr 2008: Dois dias depois: tenho que admitir que estava muito zangado com os que se infiltraram por dentro do verdadeiro espírito do 25 de Abril e o boicotaram, quase até à sua eliminação completa. Hoje em dia os trabalhadores continuam a ser explorados, salários de miséria e o sistema de solidariedade e segurança social já nem sei para que serve.

Sim, finalmente, temos a liberdade de votar em quem quisermos. Tem-nos valido de alguma coisa, com o rumo que o país tem levado? Onde estão os verdadeiros timoneiros capazes de guiar este povo a bom porto?

Não nos devíamos deixar governar por quem não demonstre ser capaz dum verdadeiro espírito de missão!...

...

Posted by Picasa