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2018/03/19

Chuvas de Março de 2018




Andarilhos do infinito

Suplicam as almas perdidas
dos irmãos que se definham no presente
fugitivos da clausura do infinito
e choram preces mudas
na tentativa vã
de apaziguarem o seu desassossego.

Oh chuva que transbordas
o caudal das ribeiras
para assim germinarem
as sementes
das nossas interrogações infinitas
enquanto caminhamos
para além
de nos perdermos de vista…
 -
A d´almeidaN
Mar18

2017/11/19

Seca extrema em Portugal - ano de 2017







O texto que se segue retirei-o do FB da Rosário. Voz de poeta.
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Maria Rosário De Oliveira
Não se reconhece a beleza do céu rosa ao pôr do sol. Melhor fora se cinzento fosse.

Perde-se o verde por toda a Península. A água escasseia e mostra aldeias perdidas e monumentos alagados. 
Nas fontes escorre um fiozinho ou vê-se o aviso de corte de água.
Pastores, agricultores, apicultores olham o longe do céu em busca de nuvens, que não estão.
O turista já não vem e nem os cogumelos crescem. Perde-se o ditado "crescem como cogumelos" nesta paisagem castanha, inóspita, nestes lugares beges, tristes. Por ora, remedeia-se a situação com soluções temporárias: vai água, vai alimento seco para os animais... mas todos sabem que isto não resolve. Deitam olhares de esperança à imagem da santa na igreja da aldeia. Será que lhes (nos) vai valer ou já nada há a fazer neste andamento que o homem iniciou, há muito tempo, sem pensar no tal desenvolvimento sustentável?
As paisagens da nossa terra parecem-se assustadoramente com aqueles filmes do futuro, apocalípticos e longínquos. Isto faz -me triste. 
Eu agora ficava mesmo feliz com um dia cinzento, cheio de chuva. O sol é magnífico e o tempo bom fantástico, mas já chega.

2012/03/28

Cores do sentir estes tempos que correm...


Da minha varanda sobre a Sra. do Monte...

Cores do sentir
Estes tempos
Que correm
Desgarrados
Desatentos
Ao que as pessoas
Sentem
Os malfadados
Vidas à toa
A insinuar desistir!...

Mas não
Algo mais se vê
Sem ser o chão
Duro e seco da terra
Que se adivinha
No meio da escuridão…

Amanhã
Cá estaremos
Melhores serão
Os dias próximos
Quem sabe choverá
E o campo florescerá…


2012/02/11

Mimosas à vista!


O tempo está esquisito. Parece que as estatísticas garantem que há mais de 80 anos que não havia um mês de Janeiro tão seco como o que decorre no presente ano de 2012. 
Já se aventa a necessidade de recorrer a Bruxelas para pedir ajuda para socorrer os agricultores portugueses dependentes da parca produção que ainda se processa em Portugal. Aliás, em Espanha o problema também é o mesmo. Como se já não bastasse estarmos no mesmo barco da pré-falência financeira, eis que mais um problema sério atinge a Península Ibérica.

Apesar de tudo as acácias mimosas aí estão, no tempo certo, como que a querer demonstrar que os ciclos vitais da Natureza se renovam, independentemente da vontade do Homem.

Esta perspectiva fotográfica, de hoje, foi captada da Rua Ramalho Ortigão(*)
(novo traçado, ainda em terra batida, ao lado da rotunda de Vale de Lobos/N 356-2 Leiria-Cortes-Fátima e do acesso ao IC36, sentido Pousos-Alto Vieiro).
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(*)
Nem de propósito: chegou-me às mãos o livro (1724-AZ-Biblioteca) "Portugal - a terra e o homem", antologia de textos de escritores dos séculos xix - xx , por Vitorino Nemésio, ed. da Fundação Calouste Gulbenkian, 1978, impresso na tip. Guerra - Viseu, em que a propósito de Ramalho Ortigão se escreve, a dado trecho:

"Ramalho prega a necessidade de o Português aceitar os seus limites, aprendendo «lá fora» o indispensável para uma técnica do «cá dentro». Não o preocupa, como a Oliveira Martins, definir o génio nacional incarnado na história, mas recensear as coisas pátrias e diagnosticar os pequenos e grandes males do homem que vive delas." (p. 63) foto da Net

Talvez nos possamos especializar a lavar e secar a roupa dos Alemães
(v. comentários)
@as-nunes