2006/09/30

OUTONO PRIMAVERIL

Quem é que diz que já entrámos no Outono, no ocaso do ciclo da vida?
Uma reportagem relâmpago, hoje, em poucos metros quadrados de jardim...

Lágrimas de Nª Senhora...


Dálias e não só...Flores no Outono!...

Flor do Jasmim...

Uma rosa amarela como que a desdizer da nostalgia do Outono...

2006/09/29

UM HOMEM EMPREENDEDOR

5.000


CIIIIIIIIIIIIIIIIINCO mil

Cinco mil visitantes
E um homem tão feliz!
"E vou chegar ao milhão"
É ele ainda que o diz.

E nós cá vamos estar
A acompanhá-lo, também
Agora, amanhã, depois
P´ra todo o sempre, amém.

Zaida

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CAROS AMIGOS/AS, LEITORES

Meter mãos à obra de publicar um Blogue com a maior regularidade possível, neste caso pessoal, como se fosse um Diário com intermitências ocasionais de poucos dias, não é tarefa fácil. De qualquer modo nada mais me move que o gosto de participar, de partilhar ideias, informações, algum conhecimento, sem qualquer intuito comercial ou de propaganda ou promoção pessoal. Mesmo assim é muito agradável sentirmos o feedback desta nossa militância em defesa da informação democrática e tendencialmente gratuita. Nestas circunstâncias, só me resta agradecer todas as visitas com que têm privilegiado este blogue, na esperança de que não tenham ficado defraudados por terem tomado a opção de clicar no link para o endereço do "dispersamente". Pela minha parte reassumo o compromisso de publicar informação correcta e que possa ser eventualmente utilizada por quem quer que seja. Quero, também, reafirmar a minha vontade de promover trabalhos ensaísticos que se possam apresentar duma forma original e até experimentais. Assim as musas inspiradoras me ajudem! Não posso terminar sem agradecer todas as colaborações que me têm prestado, seja através de comentários, seja através de posts propriamente ditos, como tem sido o caso da Zaida, minha mulher, apesar de, ela própria, também ter assumido o encargo de blogues próprios, como sejam http://gatimanhos.blogspot.com e http://aavozaida.blogspot.com

Muito obrigado a todos,

António

2006/09/26

A fome faz sair o lobo do mato



Não há duas sem três. Há dias, num rasgo de inspiração fiz um textozito com provérbios que o António aproveitou para postar no seu “dispersamente”. Na onda, fiz outro que postei no meu “gatimanhos”.
O mal é começar e cá estou eu pela terceira vez!
Se bem que me arrisque; é velho o ditado – à primeira tem graça, à segunda chalaça e à terceira desgraça. Mas também é velho aquele que diz livra-te do homem que não fala e de cão que não ladra! E eu calada não fico, porque quem cala consente.
E isto tudo a propósito do despropósito que tem sido nos últimos dias com o receber de notas e mais notas de dívidas a instituições do Estado – dívidas que não existem!
Uma desgraça! E o meu medo é que uma desgraça nunca vem só!
Começa a ser-me difícil perceber o mal da nossa Terrinha! Será que, para apanharmos os “outros” se vai pondo o carro à frente dos bois? Será que, seguindo a voz do povo (porque voz do povo é voz de Deus) se vá pensando que para grandes males, grandes remédios? Pois, mas é tarde para economia, quando a bolsa está vazia…Ou será que a fome faz sair o lobo do mato?
Também, lá diz o ditado, quem não deve não teme…e com direito por teu lado nunca receies dar brado
Assim deveria ser…mas sempre me disseram para não falar ao mestre do que ele ensina mal! Mas como a falar é que a gente se entende lá andamos nós, numa roda-viva, papéis na mão, de porta em porta, pergunta aqui, pergunta acolá, porque perguntar não ofende e quem pergunta quer saber.
O problema é que a ignorância e o vento são do maior atrevimento! E pena é que em plena República haja tanta gente com o Rei na barriga!
Mas pronto, o melhor é com calma procurarmos ser os primeiros a ouvir e os últimos a falar! E termos esperança que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe!
E vou mas é calar-me. Não é por grandes orelhas que o burro vai à feira

Zaida
A 2ª parte do post
http://dispersamente.blogspot.com/2006/09/vida-em-outono.html
foi modificado! Hacker´s? OVNI´s?

2006/09/24

O Círculo Eterno/Etéreo da Vida...



Imagem: extraída da capa do livro "Terras de Lobos" de Nicholas Evans, Ed. Círculo de Leitores, 1999.
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O texto acima, símbolo da filosofia índia, consta daquele livro a título de introdução. Perfeitamente ajustada ao tema, o Homem como elemento integrante da própria Natureza, com a qual deveria viver em perfeita sincronismo.

2006/09/22

A Vida em Outono...

Tons e sons à época do ano a condizer,

Verde e flores silvestres na Primavera,
Às vezes o milheiral ou o batatal
Vicejantes à conta da água aspergida,
Regas no Verão, a terra entontecida.

Amarelos, castanhos, rudes pinceladas
Rodopios outonais, varrendo no quintal.
Branco imaculado, manhãs geladas.
O marulhar nas folhas do pinhal.

Corvos, gaios e gralhas voam no alto
Riscos entre o pinhal e o eucaliptal.

Fragrâncias, sons, memória fremente,
Murmúrios em visões,
Desvanecidas em recordações,
Retidas no meu olhar o presente.

Por quanto tempo mais?
O eucaliptal a Norte há dias derrubado?!...
Os prédios a surgirem de todo o lado.
Por quanto tempo mais?...

António S Nunes

...

Estava o autor a coligir notas cobre a freguesia da Barreira, em 2003/4. Daí a referência expressa ao eucaliptal, que tinha sido efectivamente derrubado na altura. ...

NOTA em 26/9/2006: Seguia-se um texto justifcativo do contexto em que este poema foi escrito. Inexplicavelmente, a partir de parte do poema, o texto que surgiu, a partir do 2º dia, foi adulterado, surgindo em seu lugar um excerto dum texto em Inglês alusivo a uma marca internacional de material electrónico...Que se terá passado? Algum ataque de hacker´s? Alguns bits transviados? Uma alteração momentânea na orientação magnética do planeta Terra? Ou algum "spitfire"?!...

... Imaginem o que seria se se tratasse dum blog dum personagem mediático, dos jornais, das televisões, da política...Era logo, aqui d´El Rey que andam hacker´s a querer calar-me, etc e tal.

...Mas tenho pena porque já não sou capaz de repetir o texo... e já não teria piada nenhuma se o recompusesse com aquilo de que me lembro ter escrito. Falava eu em eucaliptos e de como gosto do cheirinho do

...

Ena, parece que até consegui recapitular o que tinha escrito!...

Façam favor de ser felizes!...


2006/09/21

AS FAIAS

De acordo com o "Atlas das Árvores de Leiria" ed. de 1992 da C.M.Leiria:
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Fagus sylvatica var purpurea
-
Nome Vulgar:
Faia
Família:
FAGACEAE
Género:
Fagus
Nome científico:
Fagus sylvatica var purpurea
Folhas:
Ovadas, de margens onduladas e, por vezes, denticuladas,
exibindo dentes muito pequenos
verde-escuras, caducas.
Flores:
Flores masculinas em amentilhos;
inflorescências de flores unissexuadas e nuas ou sem pétalas, que se destacam pela base
flores femininas geminadas, com um invólucro.
conjunto de brácteas, livres ou aderente, que se inserem perto de certas flores ou na base de certas inflorescências e que as rodeiam mais ou menos.
Frutos:
Aquénios,
Fruto seco, indeiscente e monospérmico, isto é, provido de uma só semente.
geralmente agrupados aos pares, numa cúpula
invólucor duro, formado por numerosas brácteas imbricadas ou eriçado de espinhos, revestindo total ou parcialmente os frutos.
castanha coberta de espinhos.
formação pontiaguda e rija, resultante de modificação de um ramo, pecíolo, estípula, etc.
Altura:
Até 40 m.
Tipo de Solo:
Fértil, com boa drenagem, preferencialmente calcário.
Origem:
Europa Central e Ásia Menor
Floração:
Abril a Maio
Utilidades:
Aproveitamento da madeira, ornamental.
Observações: Resistente à poluição urbana.
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As fotos abaixo datam de 1992 e retratam uma Faia, no caminho em calçada (Marachão) junto ao Rio Lis e no percurso entre o "Turismo" e a Ponte que liga o Largo Papa Paulo VI ao Bairro dos Anjos (Ponte do Bairro dos Anjos é o seu nome actual).
http://leiriana.net/images/blogs/faia_jardimrio.jpg (Pode observar a mesma Faia em foto
tirada em17 de Setembro de 2006 pelo autor).

TEMPESTADE...

Acordámos, alta madrugada, com muito vento e chuva. Afinal o "Gordon", entretanto convertido em "tempestade tropical especial", depois de atravessar todo o Atlântico Norte, acabou por vir bater à porta da Península Ibérica e cá anda ele a fazer estragos...
Na foto, uma vista sobre a Sra. do Monte - Leiria, ao amanhecer de hoje. Chovia a cântaros. A água corria velozmente pela rua abaixo, direitinha ao Rio Lis, ali perto.
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Nota a publicar brevemente:
A faia deste post está mal referenciada.

O Mundo nos Blogs (2.n)

BLOG DA SABEDORIA

O QUE NÃO SEI DAVA UMA BIBLIOTECA QUE TODA A GENTE GOSTARIA DE TER

Blogs são pessoas, mas você não é um blog

17 Setembro 2006

A invisível ética dos blogs

"Blogs são pessoas, mas você não é um blog".
(Henrique Costa Pereira)

In http://blogdasanta.blogspot.com

2006/09/20

Uma FAIA em Leiria

ACTUALIZAÇÃO em 21 de SETEMBRO de 2006:
Esta árvore não é uma Faia. A Faia é a que está na foto do link a que se faz referência no post acima: AS FAIAS. Da confusão eventualmente gerada, o autor deste blog apresenta as suas desculpas.
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Esta árvore é uma Liquidâmbar.
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Família: Hamamelidaceae
Nome vulgar: Liquidâmbar, árvore do âmbar.
Lugar de origem: Sul dos EE.UU, México e Guatemala.
Etimología: Liquidâmbar provém de liquidus =líquido y âmbar =âmbar, em alusão à resina aromática que se obtém da sua casca
.
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De qualquer modo a seguir se mantém o texto original. Incorrecto quanto ao nome da árvore mas perfeitamente adaptado às caracterísicas e beleza da árvore. Muito usada, aliás, em jardins.
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Com um caixote do lixo mesmo ao pé, aqui temos uma FAIA, ela própria. Esta vista é do caminho/passeio calcetado, ao lado do Rio Lis (margem esquerda) mesmo no centro da cidade de Leiria. Do lado esquerdo, as obras ditas de requalificação do Jardim Luís de Camões e demais no âmbito do Programa Polis, trazem a cidade num reboliço. Particularmente a zona do Rossio (daquilo que foi o antigo Rossio...).
Finalmente, identifiquei uma faia (erro) em Leiria. A verdade é que já tinha dado pela presença desta árvore e até já lhe tinha tirado, por várias vezes, fotografias nas várias épocas do ano. De facto, os vários tons com que a Faia nos presenteia, desde a Primavera até ao Outono e mesmo no Inverno, assumem uma beleza digna de ser apreciada. Simplesmente, nunca me tinha debruçado sobre qual seria o nome daquela beleza de árvore. Esta, a da foto, tirada hoje, não tem grande envergadura nem tem sido das árvores públicas, de Leiria, mais bem cuidadas, pelo contrário. Tem, inclusivamente, pelo menos um aplique de ferro aparafusado no seu tronco, pesumivelmente para ser utilizado como suporte de alguma espia ou fio eléctrico aquando da instalação das barraquinhas dos festivais gastronómicos que se têm ali realizado nos últimos anos.
Só espero que lhe seja dada a devida atenção, agora que se está a renovar toda aquela zona do centro histórico de Leiria.
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2006/09/19

ALÔ AÇORES - Alô TERCEIRA

Boa sorte para esta noite!...
Que o temporal não vos cause muitos transtornos!

Vou ficar no msg orelhavoadora@hotmail.com
Indicativo de Radioamador: CT1CIR (no ar nos 20m +- 14.200 Mhz)

Um abraço de Solidariedade!
António

2006/09/18

Hoje, na aproximação a Leiria, ao pôr do Sol

Descia a Av. Sá Carneiro, em Leiria, no sentido Nascente-Poente, cerca das 19 horas locais, o Sol já se estava a aconchegar no horizonte, um avião a jacto riscava o espaço com o seu rasto de condensação...

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NOTA SUPLEMENTAR: Temos faias em Leiria. Voltarei ao tema.

2006/09/17

Conferência Internacional - Concorrência Fiscal



Decorreu, entre 15 e 16 de Setembro, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, uma Conferência Internacional, subordinada ao tema "Competitividade e Concorrência Fiscal".

Na primeira foto pode observar-se a composição da mesa que deu início aos trabalhos: Eduardo Paz Ferreira (Director do IDEEF), Daniel Bessa (Presidente do Gabinete de Estudos da CTOC) e Domingues de Azevedo (Presidente da CTOC).

Na segunda foto, o prof. da Universidade de Louvain, Bélgica, Jacques Malherbe, no uso da palavra. Realço a sua observação de que a luta da economia dos países da CE deve ter como adversário principal os USA e não a Índia e a China, como geralmente se constata. E justifica esta afirmação argumentando que os Estados Unidos se assumem, abertamente, defensores acérrimos do estímulo ao consumo doméstico dos bens produzidos internamente.

De destacar, da intervenção do Dr. Paz Ferreira, a explicação da noção de "corrida para o zero": a competitividade internacional pode estimular os Governos dos vários países a incentivar as empresas a investir em troca da redução da carga fiscal. Nesta perspectiva, já é possível observarem-se fenómenos de concorrência fiscal entre os países da própria CE, o que, inclusivamente, já tem originado alguns conflitos internacionais e levado a Comissão Europeia e o próprio TJCE a intervir no sentido de dirimir esses casos.

2006/09/16

ELOS CLUBE - Movimento em prol da Cultura Lusíada

O ELOS CLUBE de LEIRIA , em Assembleia Geral Extraordinária, no passado dia 14 do corrente mês, na cidade de Leiria, sob a presidência do Engº Carlos Fernandes, no decorrer da qual de trataram, entre outros, temas como:
  • Projectar para o imediato a Homenagem dos 100 anos de José Maria de Almeida (dia 4 de Outubro próximo, em Mangualde, Distrito de Viseu);
  • Encontro de Poetas Lusófonos na Batalha (dia 14 de Outubro);
  • Apadrinhamento da criação do Elos Clube de Arouca;
  • Propostas para o Plano de Actividades 2006/7.

As bandeiras expostas são: à esquerda na foto: Elos Clube de Leiria; à direita; Elos Clube do Rio de Janeiro, que apadrinhou a criação do Elos de Leiria.
A cadeira vaga, ao lado direito do Presidente da Direcção, Dr.
Arménio de Vasconcelos, era, por acaso, a do autor desta foto.
No uso da palavra, no momento da fotografia, de pé, o Vice-Presidente da Direcção, Adélio Amaro.

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Pormenores da Bandeira do Elos Clube de Leiria
Enviada do Brasil, conjuntamente com a do próprio Elos Clube do Rio de Janeiro, demonstrando-se, assim, a vontade de os vários Clubes espalhados pelo Mundo, particularmente, do Mundo da Comunidade Lusófona, reforçarem, nas mais diversas oportunidades, os seus laços de cooperação, no sentido da promoção das Artes e da Cultura em geral. Mais pormenores sobre este movimento internacional podem ser obtidos através do blog do Elos Clube de Leiria e outras presenças na Internet.
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NOTA:
Já agora aproveito para reforçar a informação de que todas as fotos que integram este blog são da autoria de António Nunes, salvo as que tiverem outra menção específica.
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...A GERAÇÃO BLOGUE ( parte II)


In "CORREIO de LEIRIA", Ano I, Nº 3 - Setembro de 2006
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GERAÇÃO BLOGUE (Blog)

Deu à estampa, há dias, o livro, de recente edição em Portugal, com o título “Geração Blogue”. O seu autor, Guiseppe Granieri, parece-me ser uma pessoa muito bem informada sobre a evolução das tecnologias associadas à Internet e das variadas formas como ela tem vindo a ser usada ao longo dos tempos. A um ritmo alucinante.
Uma constatação evidente: a Internet através dos blogues está a constituir-se como um meio de informação privilegiado e uma forma incrível de comunicação pluri-geragional e transdisciplinar.
Aqui chegados, somos imediatamente confrontados com a evidência do progressivo incremento do uso dos blogues (blogs). Com esta poderosíssima ferramenta, disponível na Net, duma forma gratuita e muito eficaz, nomeadamente através do “Sapo” e da “Blogger.com”, para referir os servidores mais em voga, estão a aparecer excelentes iniciativas comunicacionais, mais que editoriais, com autores, individualmente, ou constituídos em autênticas tertúlias, a afirmarem-se com qualidades tais, que parece impossível como é que tanta gente de elevado nível artístico e intelectual se tem mantido no anonimato. Os seus contributos para a qualidade da informação que circula na Net estão a revelar-se imprescindíveis. A informação assim publicada ficaria irremediavelmente perdida/esquecida nos computadores individuais até à próxima avaria e consequente formatação dos discos.
Concordo plenamente com a ideia de que existe, actualmente, uma geração muito particular. Que é caracterizada não pelo escalão etário a que cada um de nós pertence, mas sim, pelo facto de participarmos em conjunto num novo mundo, potencialmente muito mais que meramente virtual, o mundo dos bloguistas.
Uma geração a que se deverá prestar cada dia que passa mais e mais atenção.
Nesta sequência ocorreu-me que poderia utilizar este jornal para proporcionar aos seus leitores algumas dicas que os possam ajudar a integrar-se nesta nova geração dos blogues.(*)
Porque a verdade é esta: a geração blogue (blog) ainda está em gestação... apesar de muitos de nós já estarmos à luz do dia, alguns há já uns anos. Muitos mais engrossarão as nossas fileiras, com toda a certeza. Inevitavelmente!
Nunca é tarde para se aprender!
... A interdependência dos contributos de cada um de nós, independentemente das nossas idades temporais, é fundamental. O conhecimento e a experiência que cada um de nós armazenou na sua própria memória, ao longo da sua vida, desde que colocado à disposição de todos, de certo que poderá proporcionar a criação das condições indispensáveis ao surgimento duma nova geração em que todos nos passamos a conhecer melhor.
Talvez que estejamos a caminhar a passos cósmicos para uma sociedade mais justa e democrática, social e solidária no sentido da Felicidade...
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(*) Que já não é assim tão recente como isso mas que nos últimos dois anos tem vindo a impor-se exponencialmente. Em Julho de 1998, Pitas (http://pitas.com) lançou o primeiro serviço de blogging gratuito. Imediatamente a seguir surgiu o Blogger (http://www.blogger.com), pouco tempo depois adquirido pela Google, que deu um impulso decisivo para a difusão dos blogues em todo o mundo.

António Nunes
http://dispersamente.blogspot.com/ (onde se poderão encontrar muitos links de outros blogues)
nunes.geral@gmail.com
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2006/09/14

ATLAS das ÁRVORES de LEIRIA...e de outros lugares!

Fiz um telefonema para a Câmara Municipal de Leiria e pedi para falar com alguém do departamento que pudesse estar ligado à edição do "Atlas das Árvores de Leiria". A reacção inicial foi quase de estupefacção quando falei nesta "coisa" esquisita. Depois de alguma insistência da minha parte, que havia sim senhor, aquele Atlas, que até se fazia referência ao dito na Internet, etc e tal e de me terem respondido para ir à Biblioteca Pública, que lá é que se encontram os livros (então e do lado de cá da linha estava um pacóvio?!... assim sem mais nem menos rotulado?) lá me passaram para o Departamento do Ambiente. Fui simpaticamente recebido e, afinal, até havia a possibilidade de me facultarem um CD com esse tão procurado Atlas. Já o tenho de minha posse e já dei uma vista de olhos. Parece-me conter informação muito interessante mas algo desactualizada.
De qualquer modo já terei material mais disponível para identificar as árvores da cidade de Leiria.
Só um reparo a quem de direito: Quem consultar a Net à procura deste Atlas, depara-se com respostas deste género: "Consulta reservada", não disponível, o site não abre, o site abre mas não funcionam os links para o Atlas das árvores de Leiria. Mesmo no site da própria Câmara não há nenhum link para obter informações sobre este assunto. Lamentável, tanto mais que esta informação é de incontestável interesse público.
É que gosto mesmo de árvores. E de arbustos. E de jardins. De passear, devagar, com calma, a cheirar os seus aromas e olhar as suas figuras, os tons com que se nos apresentam, variados, com mais ou menos luz, mais ou menos juventude, e até com mais ou menos sons envolventes ou neles residentes.
E que dizer das fotografias que nos proporcionam?...E das pinturas?

2006/09/12

Cova das Faias - Leiria; Faias ou choupos?


Através do link acima e outros relacionados toma-se contacto com a aparência visual da Faia.No entanto: qual a razão do nome "Cova das Faias" à área entre Leiria e Boavista, melhor dizendo, entre a Boa Vista e Pousos? Só lá consegui encontrar choupos!...ou serão faias? Vejam-se as fotos agora aqui colocadas, tiradas hoje.
Já li que as Tílias, conjuntamente com as Faias são as rainhas das árvores. Tenho que confirmar, in loco, as Faias, a sua apresentação geral, as suas folhas, o tronco, a sua copa harmoniosa… Ainda tenho dúvidas se consigo reconhecer uma Faia ou a vou continuar a confundir com um choupo.
Sem querer ser maçador para os entendidos na matéria aqui deixo mais uma vez a interrogação: As árvores destas fotos serão faias? Ou serão choupos?
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Obs.: Siga o link relacionado com o tema deste post e observe as faias do Passeio Alegre, Porto, que são uma maravilha! Muitos de nós até conhecemos o local. Quantos é que repararam na beleza daquelas faias?
--> nota já em mar2007: são choupos. Pode-se confirmar esta afirmação mais adiante, noutros posts. Pode consultar-se o blogue

2006/09/10

FAIA/CHOUPO? - Sombra refúgio para trabalhar (ver também actualizações e poema - ao fundo)

Em Leiria, no Largo Cónego Maia. Com as requalificações de toda aquela área, será que esta árvore vai sobreviver? Outra, talvez com a mesma idade já foi derrubada no decorrer das obras de requalificação do Jardim Luís de Camões. Recentemente. Aquela que ficava junto à estátua aos Combatentes do Ultramar, quem seguia para a Avenia Heróis de Angola. Sei que há um projecto, que foi aprovado, que talvez ninguém tenha reclamado nos tempos e termos legais, mas não concordo que, no centro duma cidade da actualidade, não se adaptem os projectos às árvores já existentes, algumas há mais de 100 anos.
É um choupo? As faias são choupos? Confunde-se bastante quando se diz que um determinada faia é um choupo ..., mas vou rever esta matéria.
De qualqer modo se quiser deixar um comentário sobre este tema agradecemos, o editor e os leitores deste blog.
Este post foi colocado com a intenção deliberada de provocar. Podem-nos esclarecer? Talvez os serviços da Câmara Municipal de Leiria que têm um mapa com as árvores da cidade devidamente(?) catalogadas.
Será possível alguém prestar a informação requerida por esta via?
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  • ACTUALIZAÇÃO: 10/9/06 - 22H35
Este link proporciona informações interessantes sobre as faias. Da sua leitura fiquei com a ideia que a árvore deste post será um choupo.
Um outro sítio na Net sobre este tema é http://dias-com-arvores.blogspot.com
Muito interessantes os posts aqui colocados.
  • ACTUALIZAÇÃO: 10/9/06 - 23h50
Onde se poderá encontrar este célebre ATLAS das Árvores de Leiria?
Alguém nos pode informar pf?
Mostrem-se rapazes! Digam coisas sobre as árvores de Leiria.
Parecem-me ser muito jovens, não desanimem! Vejam se sabem porque é que substituiram as árvores centenárias que viviam no Largo da Sé, por Jacarandás, que podem ser muito azulinhos quando estão em flor mas que JAMAIS substituirão as árvores que já lá estavam e que tinham direito a continuar a viver, a dar albergue a centenas de pássaros dos mais variados, de pequeno porte, mas que enchiam o Largo e a alma das pessoas que lá viviam, com os seus gorjeios, trinados e VIDA.
  • ACTUALIZAÇÃO: 11/9/06 - 19h00
Confirmando as informações que fui colhendo parece-me que não restam dúvidas que estamos na presença dum choupo. Há vários choupos em Leiria.
Acontece que entre Leiria e a zona da BoaVista, existe uma zona a que se chamam, desde sempre, a "Cova das Faias". A verdade é que sinal de faias só as haverá do lado direito da variante auto-estrada que liga Pousos ao IC2, desembocando numa rotunda aérea (Esse troço, de 2 km, tem o traçado de auto-estrada, mas tem a velocidade limitada a 90 Km. Resultado. Quando a GNR decide que está na hora de cobrar umas multas é só assentar arraiais por ali, normalmente na Rotunda aérea. Quem vem dos Pousos, é certo e sabido que aí uns 95% dos condutores são apanhados com excesso de velocidade. Muito naturalmente dado o tipo de via que se vai a usar. É quase impossível circular a menos de 90 Km!... Enfim!).
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POEMA às ÁRVORES
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As árvores morrem de pé

Da minha janela eu via-as

Eram lindas com suas ramadas verdes
Pululantes de cantares e passarinhos;
Eram majestosas com seus troncos
Esculpidos pelo tempo, já velhinhos.

Eram sombra apetecida e procurada
Por muitos, que em devota oração,
A Leiria vinham e ali mesmo esperavam
Para ver passar a procissão.

Mas um dia alguém pensou que aquelas árvores,
Talvez por serem velhas de cem anos,
Já não tinham mais direito à vida
E que apenas lenha, eram seus troncos e seus ramos.

E vieram os homens e as máquinas
E às árvores, sem dó nem piedade,
Infligiram golpes e mais golpes
Num ritual de morte e saciedade.

Das árvores escorria-lhes a seiva
Quais lágrimas de tristeza e de dor!
E os homens continuavam a cortar
Isentos de bom-senso ou amor.

Também pela minha cara me escorreram
Lágrimas de revolta, sofrimento e dor
Pelas árvores que morriam a meus olhos
No meio de um espectáculo de horror.

E quando ainda hoje pela janela eu olho
Fico triste e por vezes choro até
Por pensar que os homens não deixaram
As Árvores morrer de pé!
-
Zaida

2006/09/08

LARGADA À BALEIA

Monte Brasil-TERCEIRA - Posto de vigia das baleias
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LARGADA À BALEIA

Blocos de Ponta Delgada,
Torres de Angra,
Céus da Horta,
A hora é soada,
Um peito sangra
À nossa porta.
.
Furnas da Graciosa,
Fajãs de São Jorge,
Neves do Pico,
Alguém me forge
O ferro, que eu não fico!
.
Grotas das Flores
Chaves do Corvo,
Santa Maria!
Oiço tambores,
O ar é torvo,
A noite fria
.
Lá vamos todos, todos,
Como lobos do mar,
Co as bandeiras dos bodos
As canoas varar:
Se o tubarão der à costa
Não falta quem no sangrar:
É perto o porto,
E o livre ilhéu, mesmo morto,
Não cora, se espernear.
.
Essas lanchas, aí, na carneirada,
Que se aguentem entretanto
No balanço e no remar:
Mar alto, terra salvada,
Co Senhor Espírito Santo
Estamos quase a chegar.

13-3-1976
Vitorino Nemésio (1901-1978)
-
(In “Portugal – A Terra e o Homem/ Antologia de textos de escritores dos séculos XIX-XX.
Em 1978, aquando da entrada no prelo da referida Antologia, a Fundação Calouste Gulbenkian, responsável pela edição, em homenagem ao seu autor, Vitorino Nemésio, que falecera entretanto, resolveu prestar-lhe uma merecida homenagem publicando, como Adenda, dois dos seus poemas: “Largada à Baleia” e “O Pico”.)

2006/09/07

MEMÓRIAS da TERCEIRA

Desde sempre me habituei a ouvir a minha mãe falar da sua Terra. A suas memórias, como que em sonhos, a ser as minhas memórias! Eu “via” o Monte Brasil, o Porto de Pipas, a baía de Angra. Eu “via” o Relvão e o Castelinho. Eu subia, com a minha mãe, as escadarias do Jardim do Duque da Terceira, até à Memória. Eu “brincava” com ela no coreto
Eu “ia” com ela às touradas na praça de camarotes de madeira (lá para os lados da Madre de Deus), que voavam em dias de temporal…Eu “viajava” com ela até ao Raminho, terra dos seus queridos avós. Eu habituei-me a amá-los como ela os amava. Eu conheci-os, sem os conhecer: o avô José Garcia, alto e magrinho, sempre de calças pretas ou castanhas, camisa branca e colete; a fazer os seus cigarritos com o tabaco por ele cultivado. Cigarros que acendia com pedra de ferir lume e fumava continuamente; a avó Maria Cândida, baixinha e gorda, a cheirar o rapé que guardava em bocetas, algumas feitas de “castanhas do mar”…Eu “vivi” com ela as festas do Senhor Espírito Santo.
E ao fim de 61 anos pisei a terra da minha mãe! E não sou capaz de explicar o que senti! As minhas “memórias de sonho” tornaram-se realidade! E agora compreendo as saudades da minha mãe. Porque são as minhas saudades.
Como desejo voltar a ver-te, a sentir-te, Terceira, minha Terra, Ilha de encantos!...


Zaida

2006/09/06

Dinheiro compra pão, mas não compra gratidão.

Os doze provérbios, tela de Brueghel (o Velho) (Museu Mayer der Bergh, Antuérpia).
Pode-se indagar do significado de cada uma das figuras desta tela seguindo o link
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Uns comem os figos…

Pois é “uns comem os figos, outros rebenta-lhes a boca”…
Eu bem o avisei que “não há fumo sem fogo”; mas ele acreditava que o “hábito não faz o monge”! “Não há pior cego que aquele que não quer ver”…
É bem certo que “a ocasião faz o ladrão” e “a ambição cerra o coração”.
- “Quem te avisa, teu amigo é.” – repetia-lhe eu. “Fazer bem a vilão ruim é lançar água em cesto roto”.
Que não, que não! – respondia-me ele – “não julgues mal de ninguém, nem para mal nem para bem”.
Pois é…”o mundo nos vê, Deus é que nos conhece, ninguém é como parece”.
Pois, e agora “depois de casa arrombada, trancas à porta”…
E grita: - Ah vilão! “Pai não tiveste, mãe não temeste, diabo te fizeste”!
É bem verdade que “quem não tem vergonha, todo o mundo é seu”!
Pois… e “quem se engana, aprende”…

Zaida

2006/09/04

Um dia em Leiria

O dia amanheceu, rabugento, o nevoeiro mal deixa vislumbrar as ovelhas a pastar... A propósito, a figueira que se vê, foi ela que deu os figuinhos que estão no cesto do post anterior(+). Atenção que os ditos figos tinham destinatária.
Neste local, dum lado e do outro do Rio Lis (à direita) realizam-se as feiras semanais, Terças e Sábados, os feirantes a venderem de tudo, incluindo comes e bebes. A preços convidativos (quando não somos endróminados!).


A tarde já vai no fim, o Sol a fugir por entre as árvores e o Castelo de Leiria.

Será que entendi bem?

16:03 (JPP) desta data no seu blog

(Pequena parte da letra M, entre Maio 68, Marcuse e Música.)

TRABALHO DE LOUCOS

"Há coisas que ninguém com bom senso faz, e uma delas é escrever uma enciclopédia ou um dicionário. É, pela sua natureza, um trabalho colectivo e mesmo o célebre Dr. Johnson tinha uns "negros" para o ajudar. Eu, que estou a escrever um dicionário que na prática é uma enciclopédia, sei bem até que ponto é do domínio da loucura meter-me nisto.

...Quanto mais se sabe, mais falta saber, como naquelas histórias borgeanas sobre o mapa perfeito, que tem o tamanho do território a representar ou o olhar dos fractais para a linha da costa, do conforto da fotografia aérea, com a costa talhada a rigor, para passar para a terra, rocha a rocha, e depois duna a duna, areia a areia..."

-

Quem sou eu para discordar?

Escrever uma enciclopédia, Dr. Pacheco Pereira, nos tempos que correm, sozinho ou com ajudas espontâneas?!...

2006/09/01

ANIVERSÁRIOS de PESSOAS IMPORTANTES

Hoje faz anos a minha filha Inês!

A Inês com 1 ano de idade, Setembro de 1970, Nampula, Moçambique. O pai, "este que vos está a escrever", estava a cumprir o serviço militar obrigatório. A mãe, a Zaida, levou-a para Moçambique, já com 7 meses e tal de vida. Convém referir, no entanto, que só viu a luz do dia, umas semanas depois. Conseguimos este feito porque eu era alf. miliciano do Serviço de Administração Militar e passei os dois anos nesta cidade. Bem bonita, por sinal, com acácias vermelhas, muitas acácias, pelas ruas/avenidas e no jardim "Felgueiras e Sousa" e com um perfume que perdura na minha memória, até aos dias de hoje. Mangas e papaias colhidas directamente da árvore. Fabuloso! Que saudades! Como será Nampula na actualidade?

Já com 10 anitos! Um dia de passeio, algures pelo pinhal de Leiria, um raminho de flores para oferecer à mamã! Lembras-te Inês?

2006/08/30

FIGOS vs UVAS...Aproxima-se o Outono

"Quem quer figos, quem quer almoçar?!..."
Pregão típico de Lisboa em tempos idos...
-
Vem esta fotografia tirada a figos colhidos da minha figueira do meu quintal/jardim, a propósito dum post sobre "as colheitas" - assim deste género, segundo creio, num outro jardim que também tem umas árvores de fruto, como que a dizer que também elas são dignas de fazer parte do conjunto - com que a 3za nos presenteou recentemente.
Como prometido!

2006/08/29

Os bolos da Terceira e a Rainha D. Amélia



Os Açores não são só beleza para os olhos, são também um consolo para o paladar...

A alcatra, o pão de massa sovada... e estes bolinhos que encontrei numa das pastelarias mais conhecidas em Angra!...

Gostei particularmente das "Donas Amélias". Feliz e deliciosa homenagem à Rainha D. Amélia, que, certo dia, em 1901, visitou a ilha Terceira. As gentes da Ilha ofertaram-lhe os melhores bolos da região que, por esse facto, se chamam agora, Donas Amélias (*).

Conta a minha sogra, que nasceu há 87 anos no Raminho, que quando da visita de Suas Majestades D. Carlos e D. Amélia, foram escolhidas as mais bonitas meninas solteiras para os servir; entre elas uma sua tia-avó, dos Altares.

(*) O dito bolo saborosíssimo que não me cansei de provar e degustar é o que se pode ver no canto superior esquerdo da foto acima.

2006/08/26

Rochas - Mar - AÇORES


As rochas sobre o mar da Terceira!
Uma vertigem
Um sonho
Pasma-se!
Cisma-se

O Mar e as Rochas
da Terceira

A Natureza
Nua
Crua

DEUS!
-
Não admira, pois:

(Praia da Vitória, na Rua de Jesus, a Rua central da cidade, ou noutra, um dos muitos painéis de azulejos, expostos nas paredes em locais bem visíveis, em justíssima homenagem aos poetas portugueses de todos os tempos e das mais variadas projecções mediáticas, incluindo os poetas locais com quadras de enlevo pela sua cidade, Natália Correia,Vitorino Nemésio (que aqui nasceu), Almeida Garrett (que aqui viveu alguns períodos), Antero de Quental, Fernando Pessoa e tantos outros lídimos representantes da escrita lusíada, universal e que se deseja perene...)

2006/08/24

GERAÇÃO BLOGUE (Blog)

1ª Edição, Lisboa, Agosto, 2006
  • Para além da excelência da forma de tratar do tema dos blogs e do seu contributo decisivo para transformar a Internet numa imensa infra-estrutura de discussão e de memória do conhecimento humano, há a realçar a extensa e interessante Bibliografia, que muito poderá ajudar os interessados.
-
PLANO NACIONAL DE LEITURA

A Resolução do Conselho de Ministros nº 86/2006 aprova este plano e cria a respectiva comissão.
De relevar, nesta oportunidade, que uma das acções previstas com vista à prossecução dos objectivos preconizados por este Plano Nacional de Leitura é o apoio a blogs e chat-rooms sobre livros e leitura para crianças, jovens e adultos.
Pela leitura, reconheço que superficial, para já, retive como o objectivo fundamental do PNL:
Criar um ambiente social favorável à leitura
(Mais pormenores:
http://dispersamente.blogspot.com/2006/07/plano-nacional-de-leitura.html)

-
No texto daquela Resolução usa-se expressamente o vocábulo blog.
Entretanto, começamos a sentir a necessidade de adoptar uma palavra portuguesa quando nos queremos referir a este recente e revolucionário meio de comunicar via Internet. Devemos começar a utilizar a expressão blogue como já se encontra impresso em título do livro cuja capa se apresenta?
A tradutora da versão original, Maria das Mercês Peixoto, optou por o fazer. Está-se mesmo a ver que no futuro próximo as hesitações vão ser frequentes. Na minha opinião, atendendo a que esta palavra não tem correspondência, na plenitude do seu significado, a nenhuma palavra do vocabulário da língua portuguesa, penso que deveremos utilizar a expressão blog em vez de blogue.(1) Por enquanto…
-
A blogosfera é o lugar da conversa sobe o mundo. Nela existem pessoas que trocam opiniões sobre a realidade e contribuem para enriquecer a percepção que cada um tem do meio social, político e cultural em que todos vivemos”. Através dos blogs (ou blogues) os indivíduos “participam no grande jogo de influências chamado opinião pública”.
-
Os blogues e o jornalismo tradicional são complementares, são duas áreas diversas do ecossistema dos media, fortemente interligadas mas com regras e equilíbrios diferentes.
Os blogues são, entre outras coisas, uma grande oportunidade para o jornalismo
”.
-
(1) Veja-se o caso da expressão inglesa “scanning”. A dificuldade em traduzir esta palavra é flagrante. Só inventando uma palavra ou adoptando a versão inglesa no vocabulário do português. Começa a vencer a segunda opção. Scanning é a actividade de um cidadão que examina muitas fontes e que lê apenas aquelas de que necessita para os seus objectivos. O mesmo se passa com o scanning que se faz às estações emissoras de rádio. Tenho a experiência de radioamador há mais de 20 anos e desde então não conseguimos substituir aquela palavra sem que se perdessem as tonalidades evocativas daquele vocábulo inglês.

2006/08/23

Choro já de saudade!

(Antigo porto baleeiro de S. Mateus - Terceira. Em terra decorria uma largada de toiros à corda, mesmo aqui ao meu lado. 18 de Agosto de 2006)
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TERCEIRA
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Tantas vezes me falaste da tua Terra, Mãe!
Tantas vezes sonhei poder vê-la, senti-la…
Tantas vezes pensei ser isso apenas um sonho!

.
Mas aqui estou, Mãe, na tua Terra.
.
Um sonho tornado realidade!
Um sonho de beleza que fundo nos toca!
Um sonho de contrastes, de tranquilidade!
.

Vou partir.
E choro.
Choro já de saudade
Desta Terra tão linda
Que é a tua, Mãe!
E que agora, sinto, é também a minha!
.
Terceira, ilha encantada.

.
Zaida

2006/08/22

TERCEIRA- Açores (I)


Um dia destes da semana passada, na zona de Feteira, seguíamos em passeio auto, já com a Ilha da Terceira na cabeça do nosso guia-mor (o Carlos Moura) e tirei esta foto.
Ao fundo, os Ilhéus das Cabras, zona de protecção especial. Um ponto de referência inigualável.
-
Nota: Após uma estada de 8 dias na Ilha Terceira, depois de uma viagem perfeita, melhor aterragem, aproximação ao Aeroporto de Lisboa com as reverberações douradas e alaranjadas do amanhecer a projectarem-se no horizonte marítimo e nas luzes da cidade, apesar de já virmos com quase 24 horas de atraso devido a problemas técnicos de última hora, ainda no Aeroporto, cansados mas felizes, cá regressámos ao "contenente".
Quantas recordações de todos os cantos e recantos daquela Ilha fantástica nós não trazemos! Da sua capital Angra, património histórico da Humanidade, da cidade da Praia da Vitória e dos múltiplos painéis de azulejos colocados nas paredes das ruas, com pequenos excertos de poesia e respectivos bustos de autores portugueses, e de tantos outros lugares e momentos! O Carlos Moura (prof.) está a compilar material para colocar na Net.
Vão espreitando o
http://clubedearqueologia.blogspot.com

2006/08/17

2006/08/12

FOGO!...

Foto que tirei hoje, dia 11 de Agosto de 2006. Um avião ligeiro, já a tarde caía no horizonte, de regresso à base, depois de ter lançado 2.500 litros de calda retardante sobre o fogo que lavrava na floresta ali perto, Leiria, Portugal. Uma desgraça que traz este povo português mais ansioso, como se já não tivéssemos motivos mais que suficientes para tal.

2006/08/10

IV - Maomé e o Islão

Em 476 d.C. o imperador do Ocidente Rómulo Augusto é deposto e termina o Império Romano do Ocidente.
Em 484 após peripécias várias consuma-se a ruptura entre as igrejas do Oriente e Ocidente que teve por ponto de partida oficial o edital de união o Henotikòn, que foi rejeitado por ambas as partes em conflito.
Mudemos a fasquia do tempo e situemo-nos entre 567 e 573, provavelmente em 570. Em Meca (Makka) nasce de Abd Allah e de Amina, Maomé (Muhammad) do clã Hashim da tribo dos Quaraysh.
Neste tempo, os Árabes tinham uma fé muito simples. Tal como os antigos Babilónios, adoravam as estrelas e também uma pedra que acreditavam ter caído do céu, que estava (e lá continua…) num santuário, o Santuário de Caaba, na cidade do oásis de Meca. Ainda hoje, os Árabes de todo o mundo, fazem peregrinações para irem lá rezar.
Desde muito novo que Maomé, a quem apelidavam de “Confiável”, mostrava muito interesse pelas religiões e gostava de conversar, não só com os peregrinos árabes que vinham ao santuário de Meca, mas também com cristãos que vinham da Abissínia, e Judeus, que viviam em grande número nas cidades dos oásis da Arábia. Nessas conversas o que realmente o impressionava era que todos esses peregrinos falavam dum Deus único, invisível e todo-poderoso. Em consequência, também ouvia falar de Abraão e José, de Jesus Cristo e de Maria.
Por volta do ano de 582, diz a tradição, Maomé, é preanunciado por um frade de nome Bahira como o Profeta que se avizinha.
No ano 610 d.C. Maomé recebe a inspiração divina para a primeira fase do alcorão. À terceira visão do arcanjo Gabriel, Maomé ficou a saber que ele era o Profeta através de quem Deus – Alá em árabe - ia dar a conhecer os seus desejos para a humanidade.
A nova religião que Maomé começa a pregar entre os Árabes é o Islão, que significa “abandono à vontade divina”. Os líderes tribais que guardavam o santuário começaram a ver em Maomé um adversário perigoso, razão pela qual, o Profeta acabou por se refugiar numa cidade noutro oásis, que mais tarde se haveria de chamar Medina, “a Cidade do Profeta”. Esta fuga ficou conhecida como Emigração – “Hégira” em árabe e aconteceu no dia 16 de Julho de 622 (calendário cristão). Os seguidores de Maomé passaram a contar os anos a partir desta data, começando assim a era muçulmana. (**)
Em Medina, Maomé explicou aos seus seguidores como Deus se revelou a Abraão e Moisés, como falou aos homens através da boca de Cristo e como o tinha escolhido a ele, Maomé, para ser seu profeta.
Deus único – Alá, revelado aos homens pelo Profeta Maomé, recompensa eterna para os justos, castigo eterno para os descrentes e maus e guerra santa contra os infiéis (jihad em árabe) constituem os fundamentos básicos desta religião, passados a escrito para um livro, que agora se chama Alcorão (ou Corão).
A descrição do Paraíso prometido aos seguidores da doutrina de Maomé é, de facto, uma maravilha irresistível para os crentes: (*)Maomé com as suas pregações ganhou enorme poder e prestígio, o que lhe permitiu organizar um exército com o qual derrotou e conquistou a cidade de Meca, da qual havia sido expulso.
Antes de morrer Maomé exortou os seus seguidores a rezar cinco vezes por dia, virados para Meca, a não beber vinho e a serem corajosos.
Maomé morreu em 632.
Os futuros representantes de Maomé eram os designados “califas”, os primeiros dos quais foram Abu Bakr e Omar, que se lançaram numa ofensiva vertiginosa em todas as direcções a partir de Meca. O zelo religioso era tal que os guerreiros árabes em pouco mais de 10 anos já tinham conquistado a Palestina, a Pérsia e o Egipto (que ainda fazia parte do Império Romano do Oriente, embora já muito enfraquecido). Este fogo religioso e militar avançou rapidamente da Pérsia até à Índia, do Egipto para todo o Norte de África.
A partir de 670, os exércitos árabes tentaram mas não conseguiram tomar Constantinopla, a antiga capital do Império Romano do Oriente. É nessa época que os Árabes conquistam as ilhas de Chipre e da Sicília, a partir de bases em África. De seguida, atravessaram para a Península Ibérica, que conquistaram aos Visigodos. O objectivo seguinte era tomar as terras onde hoje se situam a França e a Alemanha, que não foi atingido porque Carlos Martel, rei dos Francos, venceu duas decisivas batalhas, estávamos em 732, em Tours e em Poitiers. Se tal tivesse acontecido provavelmente hoje, na Europa, poderíamos ser todos muçulmanos.
Entretanto, este ímpeto expansionista Árabe, acalmou. A história continuou a seguir o curso dos séculos.

Sem dúvida que, em jeito de balanço sintético e apesar de todas as lutas sangrentas em que se envolveram em nome do Islão, muito do que é a civilização actual se deve à capacidade de síntese que os Árabes acabaram por demonstrar, fazendo o aproveitamento científico e cultural do que de melhor existia entre os povos que iam subjugando.
Resumidamente:
1) Os chamados arabescos resultaram do uso de belos padrões intrincados e entrelaçados de linhas de muitas cores, com os quais decoravam os seus palácios e mesquitas, já que a sua religião lhes proibia a reprodução de pessoas ou animais;
2) Com os Gregos aprenderam a coleccionar e a ler livros em vez de os queimarem. Traduziram para Árabe, os escritos de Aristóteles e, desta maneira, iniciaram uma autêntica revolução nas ciências; os nomes de muitas das ciências têm origem Árabe como a química e a álgebra;
3) Com os Chineses aprenderam a fabricar papel;
4) Durante séculos os Árabes contavam histórias de maravilha para transmitirem os seus conhecimentos e os factos e tradições da vida das suas Nações e tribos. Mais tarde passaram-nas por escrito. Quem não recorda a leitura das histórias de espantar do livro “As Mil e Uma Noites”?;
5) O sistema de numeração decimal que hoje usamos, em vez do sistema Romano (por exº 112 em vez de CXII) e que tantos benefícios trouxe ao cálculo matemático, devemo-lo aos Árabes que, por seu turno, o recolheram dos Indianos.

O rumo da história da humanidade levou a que os Árabes tivessem sido derrotados antes de conseguirem entrar na Europa Central, Oriental e parte da Ásia, mesmo assim conseguiram, através das suas conquistas que as ideias e os conhecimentos dos Persas, Gregos, Indianos e Chineses (através de prisioneiros de guerra) se reunissem numa cultura geral que muito veio beneficiar o homem.
Moral da história. Os conquistadores não conseguem governar para sempre mesmo em nome de Deus!


(*) Os Fiéis descansarão em grandes almofadas, reclinados e virados uns para os outros. Entre eles andarão mancebos imortais com taças e cântaros cheios de um néctar puro, que não produzirá nem dor de cabeça nem embriaguez. Lá haverá de todos os frutos, e carne de todas as aves, tanta quanta desejarem, e donzelas com olhos de corça tão belas como uma pérola oculta. Debaixo de árvores de lótus sem espinhos e bananeiras carregadas de frutos, a sombra prolonga-se e a água corre, e os Abençoados descansam. Os frutos estão a seu alcance e as taças de prata andam sempre a circular. Sobre si usam vestes de rica seda verde e brocados, adornadas com fivelas de prata.
(**) A era Cristã começou com o nascimento de Jesus Cristo.
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(continua: – O Médio Oriente no séc. XX e XXI)

@as-nunes

O Médio Oriente – Síntese Histórica

2006/08/07

III – Judeus, sem pátria


Como já foi dito, Jesus Cristo nasceu na Palestina, ocupada pelos Romanos.
Augusto reinou de 31 a.C. até 14 d.C.
Cristo foi acusado de querer ser o Rei dos Judeus e, por isso, por ser considerado um judeu rebelde e que não queria colaborar no endeusamento do César dos Romanos, foi condenado por Pôncio Pilatos a ser pregado numa cruz, o que constituía a maior humilhação para a época.
Esta cruz de vergonha e sofrimento passou a ser o símbolo do novo ensinamento e passou a ser anunciado através do Evangelho, ou Boa Nova (tradução do grego eu-angelion, ou Evangelho). Ter presente que os escritos que constituíam o Antigo Testamento já tinham sido levados para a Grécia e lá traduzidos.
Esta Boa Nova passou a ser a base do Cristianismo. Deus, que é Pai – símbolo de compaixão pelos pobres e oprimidos.
Este Deus único e invisível era o mesmo em que os Judeus já acreditavam antes de Cristo.
Por adorarem um Deus diferente que os próprios Césares dos Romanos, quer os Cristãos quer os Judeus passaram a ser severamente punidos pela lei Romana.
Alguns anos depois do reinado de Nero, estalou em Jerusalém uma revolta contra os Romanos. Desta revolta resultaram lutas sangrentas entre os habitantes de todas as cidades judaicas e as legiões romanas. Após vários anos de fome e cercos, os Judeus foram expulsos de Jerusalém (os que escaparam da crucificação e dos massacres), e assim começou a sua saga, espalhados pelos quatro cantos do mundo, ficando, a partir daí, sem pátria.
Mantiveram, apesar de dispersos pelo Mundo, as antigas tradições judaicas, liam a Bíblia e passaram a distinguir-se dos Cristãos pelo facto de manterem a crença que o Messias que os havia de salvar ainda não tinha chegado, o que acontece até aos dias de hoje.
Passaram a dedicar-se ao comércio e à finança, actividades em que se tornaram exímios e ainda hoje os destacam da maior parte dos povos.(1) (2)
Na Diáspora, tiveram que suportar muitos rancores e incompreensões, sofreram os horrores do fanatismo da Inquisição da Igreja Católica, foram expulsos e espoliados de Portugal e outros países e, mais recentemente, foram massacrados aos milhões pelos Nazis no decorrer da II Guerra Mundial. O Holocausto existiu!
A época pós II Guerra Mundial será tratada em capítulo destacado dado ser uma época determinante na evolução vulcânica de toda a zona do Médio Oriente actual e na orientação estratégica das políticas internacionais de vários países, com influência decisiva na vida económica, social e religiosa de toda a humanidade.
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(1) Tiveram mesmo de se dedicar a essas actividades, nos séculos passados, pois era-lhes negada a posse de quaisquer propriedades ou o exercício de profissões liberais; ademais, sendo forçados a viver em ghettos.
Alda Maia (ver comentário)
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(2)Também a prática bancária foi abraçada pelos judeus pelo facto de não estarem sujeitos às regras da Igreja Católica que proibia a prática da usura. Tal facto levou a que muitas vezes fossem vistos como aqueles a quem se devia dinheiro, facto esse explorado até à exaustão, por exemplo, pelas ideias racistas do século XX, nomeadamente o nazismo.
Portugal, depois da expulsão dos judeus, no reinado de D. Manuel I, não só expulsou o único grupo com capacidade económica para financiar os descobrimentos, como expulsou grande parte da elite intelectual do país e que tinha tido um papel fundamental nas viagens além-mar. Quem beneficiou com isso foi a Holanda, potência que, não por coincidência, se viria a impor no século XVII.
"Tozé Franco" (Ver comentário)
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Imagem acima:
O judeu errante, pintura de Gustave Doré
O Judeu Errante é um personagem mítico, que faz parte das tradições orais cristãs.
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(continua)

2006/08/04

II – O Judaísmo e a Palestina

A zona do Médio Oriente que com o decorrer dos séculos passou a chamar-se Palestina, foi, no princípio do segundo milénio antes de Cristo habitada por diversas etnias sedentárias designadas por cananeus. Mais a Norte, na Mesopotâmia (actual Iraque), na Síria e no Líbano, viviam, entretanto, povos semitas de variadas origens (Arameus, Amoritas, Caldeus).
No séc. XV a.C. tribos aramaicas instalam-se na região de Canaã (a Palestina) e dão vida à cidade que hoje se chama Naplusa. Esses povos passam a designar-se por “Ibrim(1).
Segundo narra a Bíblia (capítulo XII do Génesis) este acontecimento está directamente relacionado com o aparecimento de Abraão, vindo da cidade de Ur.
Muitos destes Hebreus prosseguem na caminhada até ao Egipto onde se sedentarizam em terras oferecidas pelos faraós e onde se cruzam com outros povos.
Por volta do ano de 1250 a.C. uma nova dinastia sobe ao poder no Egipto que acaba por reduzir os Hebreus à escravidão até que, no séc. XI a.C., dirigidos por Moisés, os Hebreus conseguem evadir-se, atravessam o Sinai, sobem os montes Moabe, na Transjordânia (actual Jordânia). Segundo a Bíblia, é desta época a revelação divina, através da qual se firma uma aliança entre Deus, o Único, Jeová, e o seu povo eleito, os Hebreus. Moisés, ainda segundo a Bíblia, recebe a tábua dos Dez Mandamentos, directamente de Jeová.
A partir daqui os Hebreus tomam Canaã, depois de destruírem Jericó, sob o comando de Josué. Para o efeito tiveram de franquear o rio Jordão.
Por volta de 1.200 a.C. chegam à Palestina os Filisteus (2), que se cruzaram com a gente de Canaã, por sua vez já uma mistura de povos completamente mestiçada com os Hebreus, e organizam numa confederação de Povos para entrar em disputa com os Hebreus vindos do Egipto.
Depois de muitas lutas, David, considerado o primeiro Rei dos Hebreus (1066-996 a.C.), vence os Filisteus e impôs um império hebreu que se estendia do Eufrates ao Nilo (3). No seu reinado foi tomada a cidade de Jebus (dos Jebuseus), que passou a ser designada por Jerusalém e a ser a capital dos Hebreus.
Salomão, filho de David, que lhe sucedeu como rei dos Hebreus, transformou Jerusalém na metrópole religiosa do Judaísmo (4)
Após a morte de Salomão há uma cisão entre as tribos deste enorme reino dos Hebreus que se cinde em dois: Judá e Benjamim que constituem o reino de Judá, que detém o poder sobre Jerusalém; as tribos de ISRAEL que formam o reino de Samária, entre 926 a 722 a.C. com a capital política em Sicheme (actual Naplusa).
As tribos de Israel lutam ferozmente entre si e acabam por ser deportadas para a Babilónia, depois de os Assírios e os Babilónios os atacarem e submeterem.(5)
O reino de Judá teve uma duração de 925 a 587 a.C. mas teve o mesmo destino que os de Israel, depois de duas revoltas a segunda das quais é esmagada por Nabucodonosor e durante a qual mandou arrasar o templo de Jerusalém.(6)
Depois dos Persas terem conquistado a Babilónia, em 539 a.C. o rei Ciro liberta os judeus e estes reentram na Palestina. O templo é reconstruído a suas expensas.
Depois de todas estas vicissitudes, o povo Hebreu, começa a afrontar-se por três tendências: integração, assimilação e racismo teocrático(7).
No decorrer dos 3 séculos imediatamente antecedentes a Cristo os Judeus conseguiram reconstituir praticamente todo o antigo império de David e houve inúmeros povos da zona que se converteram ao Judaísmo.
Os Romanos invadem a Palestina em 63 a.C. e ocupam Jerusalém. O célebre Herodes o Grande é quem reina no tempo em que surge Jesus.
Jesus é, então, identificado como “um certo palestiniano de fé judaica”.
Segundo algumas opiniões, só em 49 d.C. é que surgiu definitivamente o princípio da segunda religião monoteísta do Mundo: o Cristianismo. A partir duma cisão do Judaísmo.
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(1) Os que vêm da outra margem do rio já que eles transpuseram o Eufrates para se instalarem em Canaã. Do termo “ibrim” acabou por resultar no nome “HEBREUS”.
(2) Povos vindos de Creta e que fundaram as cidades de Gaza, Ascalon, Ecron e Gad ( a Pentápole). Formaram uma confederação com outros povos vindos das Ilhas do Mar Egeu a que se passou a chamar “a liga do mar”.
(3) Esta razão histórica fundamentou a teoria dos sionistas judeus que, a partir do séc. XIX, começaram a reivindicar um Estado que abrangesse toda aquela área.
(4) A primeira religião monoteísta do Mundo.
(5) Os babilónios povoaram então a Samária (reino de Israel), e mestiçaram-se com os hebreus. Estes povos, os Samaritanos, ainda têm descendentes a viver em Naplusa.
(6) O Antigo Testamento foi escrito no decorrer deste exílio.
(7) É nesta altura que se destacam dois sacerdotes que escrevem as chamadas “Crónicas”. São eles Esdras e Nehemias. É nessa data que é formulada a “Lei” que até hoje regula a vida dos judeus e do Estado de Israel: interdição do casamento misto, vida quotidiana pautada pela Lei, que os judeus são obrigados a conhecer, interpretar, explicar. Estes livros integram a “Bíblia2000” – publicações Alfa.
-
(continua)

2006/08/01

Uma visão pró-Palestiniana

Este livro deu entrada na minha biblioteca em 24 de Outubro de 1973. Poucos anos passavam desde a célebre Guerra dos seis dias em que os Israelitas derrotaram inapelavelmente os exércitos dos países Árabes de que se encontra rodeado.
A autora, Ania Francos, é de ascendência judaica, embora, segundo declara na sua "introdução" tal facto não tivesse grande significado para ela. E prossegue dizendo que o judaísmo foi a religião dos seus antepassados, mas que ela era ateia, à semelhança de seus pais; ele morreu deportado em Auschwitz e era apátrida, ela era Polaca. A autora nasceu em França no dealbar da Primeira Guerra Mundial.
Em deteminada altura escreve: "o inconforto irrompe nos meios europeus, recentemente convertidos à causa palestiniana, para os quais um judeu é sempre suspeito, sobretudo quando se recusa a entrar num molde. O anti-semitismo, o seu peso, senti-o bem na Europa; raro porém entre os Árabes; e jamais no convívio de palestinianos."
O livro é, declaradamente, uma apologia da causa palestiniana...
---
Ed. Portugal: Seara Nova - 1970

MÉDIO ORIENTE - Visão Bíblica 1-n


Primeiras genealogias da humanidade

As primeiras genealogias justificadas através das narrativas do Primeiro livro das Crónicas conduzem-nos biblicamente a Israel e David.
Segundo esses livros das Crónicas o fio condutor das primeiras genealogias seria como segue:



Jacob, ou Israel, é visto como o pai dos doze antepassados das tribos de Israel.
As tribos que tiveram maior predominância no desenvolvimento da genealogia desde Adão a Israel, foram:
- Judá: David e Salomão são descendentes desta tribo;
- Levitas (de Levi): estavam encarregados do culto de Javé (*);
- Benjamim: Jerusalém e o Templo estão situados no território desta tribo.

(*) “Javé é Deus”

---

Deus me ajude! E os homens sabedores desta matéria!

Para começar, as dicas que o prof. Carlos Moura já deixou aqui expressas em comentários ao post anterior, abriram-me alguns caminhos!

2006/07/29

Pedrógão Jul 2006


Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto ao mar

Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto

2006/07/28

COMO QUE UMA MENSAGEM DE AMOR...

Inesperadamente dois aviões, muito velozes, a grande altitude, sobre o mar junto à zona do enfiamento da base aérea de Monte Real, fizeram esta bela acrobacia aérea...
Eu estava na praia do Pedrógão e tirei esta foto, quase por instinto!

Guerra Israelo-Árabe ou Guerra Global?

O nº 2 da al-Qaeda, Al-Zawahiri, em vídeo-mensagem, a sétima já este ano, ameaça Israel e todo o mundo não Islamita:

"A guerra vai durar até o Islão prevalecer no Mundo".

Afinal parece que se confirma que estamos face a uma guerra global.
Tanto fundamentalismo, tanta incompreensão, tanta arrogância dos mentores religiosos! E o poder económico à espreita!

2006/07/27

HISTÓRIA da HUMANIDADE - Início


O Médio Oriente, a sua geografia política, a sua influência determinante e incontestável em toda a história da humanidade, estão na ordem do dia.
A guerra feroz e sangrenta que está em curso, que opõe o estado de Israel aos grupos guerilheiros do Hezbollah (guerreiros de Deus do Islão, de confissão xiita, a mesma que a al-Qaeda, sunita, tem atacado brutalmente em múltiplos atentados no Iraque) na parte leste (Líbano) e Hamas (Palestina), impeliu-me a procurar e rever o máximo de informação sobre esta área, mais precisamente, a parte do mundo, entre a antiga Mesopotânea (actual Iraque) e o Egipto.
De facto já está mais que provado que foi nesta parte do mundo que teve início a história do homem, as suas crenças religiosas, as suas movimentações ao sabor das guerras e do comércio e das primeiras viagens aventureiras dos navios mercantes.
O fundamental da História, a época do homem que nos marcou, divididos em variadíssimas Nações e Civilizações, até à actualidade, pode-se simplificar que começou por volta de 3.100 a.C. O Egipto e o Nilo são marcos definitivos dessa fronteira do tempo Histórico.
Não tenho em mente fazer uma narração exaustiva dos factos históricos que a humanidade viveu até à Modernidade. Nem para tal me sentiria habilitado.
Pretendo, muito simplesmente, fazer uma recapitulação de alguns factos que poderão justificar algumas das confusões e equívocos em que o homem actual vive. Para que eu próprio tente perceber as razões mais profundas de alguns dos acontecimentos mundiais da Actualidade.

Que Deus* me ajude!

*) Ora aqui está o cerne da questão!
nota: A imagem (parcial) acima consta do livro "Uma Pequena História do Mundo" de E.H.Gombrich - ed. "Tinta da China" - Maio 2006 (e-mail desta data para efeitos de autorização do seu uso neste blog)
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(continua)

2006/07/26

SOU AVÔ!

Os meus netos têm, ela, 10 anos e ele, 8. Tinha planeado escrever algo para marcar esta data tão simbólica para mim.
Entretanto, a Zaida, minha mulher, antecipou-se e "prantou" um post, muito a propósito, no seu blog
Que mais posso eu dizer, sendo que os netos que ela homenageia são também os meus?...
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Ainda que: Sabem que hoje se comemora o "Dia dos Avós" em homenagem a Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus Cristo?
No primeiro dia de catequese da minha neta mais velha, a Mafalda. Passou para o 5º ano, o Gui para o 3º.

Israel e Árabes não se entendem? - A vida continua.

São 11 horas da noite. Sinto-me estourado. Diz que estou de férias. Durante esta semana.
Estou a apreciar não ter que me sujeitar à rotina do dia a dia do trabalho profissional.
Vai para o terceiro dia que compartilho estes dias de férias, casa-fora-casa, com os meus netos. À Zaida acabam por calhar os trabalhos mais pesados de olhar por aqueles mariolas. Eu só a dar uma mãozinha. E estou para aqui todo partido. Digamos que hoje até tenho razões para isso. Fomos de manhã cedo para o Pedrógão-praia, uma catrefa de coisas para acartar, montar arraial na praia, mesmo ali juntinho ao mar. A maré estava baixa e tínhamos à vista umas piscinas naturais com ondas (pequeninas) e tudo. A água, assim às primeiras, estava fria, mas com alguma persistência e algum sangue frio lá me habituei àquela temperatura e participei numas brincadeiras.
Da parte da tarde, lá para as 6 e tal, voltámos à praia. Aí é que foi a machadada final neste físico pouco habituado a exercício mais activo. Organizámos uma jogatina de futebol, a marcar penalties, apareceu mais um miúdo, já éramos o Simão, o Ricardo, o Cristiano Ronaldo, eu sei lá que mais.
Estou todo quebrado e acabei por apanhar praia e sol demais, acho eu, que o estou a sentir.
Cansado(s) mas contentes. Parece que amanhã há mais. Vamos lá a ver se me aguento nas canetas!
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Seguem-se mais 3 posts com fotografias da Praia do Pedrógão. Para mim, esta praia é um sonho e recorda-me muitos outros sonhos e vivências, algumas com 40 anos...