(clic para melhor poder voar!...)
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Não repararam nunca? Pela aldeia,
Nos fios telegráficos da estrada,
Cantam as aves, desde que o Sol nada,
E, à noite, se faz Sol a Lua-Cheia.
No entanto, pelo arame que as tenteia,
Quanta tortura vai, numa ânsia alada!
O Ministro que joga uma cartada,
Alma que, às vezes, de além-mar anseia:
- Revolução! - Inútil. - Cem feridos,
Setenta mortos. - Beijo-te! - Perdidos!
Enfim, feliz! - ? -! - Desesperado. - Vem.
E as boas aves, bem se importam elas!
Continuam cantando, tagarelas:
Assim, António! deves ser também.
Colónia, 1891
António Nobre
SÓ
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«Nós gastamos metade do nosso tempo a desejar coisas que poderíamos ter se não gastássemos metade do nosso tempo desejando-as» Alexander Woollcott
A frase mestra do blogue http://quantotempotemotempo.blogspot.com/ da minha "colega" e amiga "relógio-de-corda".A mais pura e cristalina das verdades!...
Na foto: uma pêga, creio eu. Apanhei-a a levantar voo das antenas da minha estação de radioamador. Já não usamos os sinais telegráficos (ou de morse) como no tempo de António Nobre.
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«Nós gastamos metade do nosso tempo a desejar coisas que poderíamos ter se não gastássemos metade do nosso tempo desejando-as» Alexander Woollcott
A frase mestra do blogue http://quantotempotemotempo.blogspot.com/ da minha "colega" e amiga "relógio-de-corda".A mais pura e cristalina das verdades!...
Na foto: uma pêga, creio eu. Apanhei-a a levantar voo das antenas da minha estação de radioamador. Já não usamos os sinais telegráficos (ou de morse) como no tempo de António Nobre.

Olá António
ResponderEliminarTudo bem por ai?
Gosteimuito, li, reli e voltei a ler. Parabens. bj e resto de bom domingo
Viva, Tibéu
ResponderEliminarHá quanto tempo!...
Se calhar é mesmo como o António Nobre diz.
Tanto tempo à nossa disposição e tão mal que o aproveitamos!...
Bom Domingo também para si
Beijinho
António
Boa tarde, Senhor Radioamador e Fotoamador
ResponderEliminarObrigaram-no a aprender o alfabeto Morse ou já então fora banido?
Eu tive mesmo que dar exame de telegrafia!
Esqueci quase tudo e tenho pena. Interessava-me mais a fonia: falar e ouvir vozes com sotaques diversos.
A imagem da ave está bonita. Aliás, todas as suas fotos têm arte.
Parabéns ao fotógrafo.
Um abraço e um beijinho á Zaida
Alda
Belíssimo este poema! Boa escolha!
ResponderEliminarBeijinho.
Olá Alda
ResponderEliminarA pretexto do extraordinário que foi e ainda é, o Radioamadorismo, vivido intensamente por mim nos anos 80, cá vamos trocando umas impressões agradáveis.
Que saudades dessas horas infindáveis a fazer rádio, como amador, a nossa voz a dar a volta ao Mundo através do éter, antena a antena. As horas infindáveis que passei nos telhados das várias casas onde tive de montar todo aquele estendal de antaneas: as verticais para V/U/SHF (X510 por exº), o dipolo para os 40, 80 e 160m, mas que também faz as restantes bandas, com a ajuda do Antena Tuner; a Direccional para os 10, 15 e 20m, a Hi Ghain Explorer (uma antena fabulosa com os meus 700 Watts quando era preciso competir com os Americanos, os Alemães e os Italianos, principalmente). Uma maravilha! Que belas aventuras, ao chegarmos às Ilhas recônditas do Pacífico, ou aos países Asiáticos, como a Mongólia, China, Tailândia, Coreia, Indonésia, sei lá (só consultando a enorme quantidade de cartões de QSL).
Um grande abraço, querida YL. Quem sabe se não nos cruzámos nalgum QSO ou pile-up!
(Bem é melhor ficar por aqui, que, muito provavelmente, a maior parte dos nossos leitores não se conseguem sintonizar nesta onda, eheh)
António - CT1CIR
(pode ser que apareça por aqui mais algum radioamador, pode ser da nova vaga, das comunicações digitais e TV via rádio).
Meu amigo estou de férias e venho
ResponderEliminarpouco à Net. Vi o seu comentário,
que muito agradeço.
Desejo esteja bem.
Bj./Irene