Trabalho original em
http://madeiraviva.blogspot.com/ e no endereço
CANÇÃO DE..... OUTONO
No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.
Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.
Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.
1910
Fernando Pessoa (1888-1935)
Poema publicado em 1922
no Semanário "Ilustração Portuguesa"
nº 833
-
(Neste Outono de 2010, ano do 75º aniversário da sua morte...)


Poeta eterno,
ResponderEliminarmaravilha de postagem...
abraços,
Paulo.
Ler e reler estes poemas nos enche de uma paz maravilhosa.
ResponderEliminarParece haver música em cada palavra.
Desejo a continuação de uma boa semana.
Lindíssimo poema e original trabalho!
ResponderEliminarExcelente postagem...
Obrigada por nos dar a ler, aqui, Fernando Pessoa.
ResponderEliminarBeijos.
Depois de uma grande ausência, cá estou a tentar recuperar o ritmo antigo de quando trabalhava no meu blogue. Mas também a dar início às visitas aos amigos com quem deixei de privar aqui.
ResponderEliminarVejo que o seu trabalho não esmoreceu... antes pelo contrário, o que me dá uma grande satisfação.
Que continue tão activo como tem vindo a ser. Um beijinho e até breve
Uma escolha perfeita para qualquer estação do ano.
ResponderEliminarLindo Fernando Pessoa, sempre...
Obrigada....Beijinhos!!!
Muito bonito! Muito bem escolhido. E o trabalho em madeira é um espanto!
ResponderEliminarParabéns!
Beijo.
Maravilhoso!
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