2010/11/01

A úlima morada


Cemitério de Sto. António do Carrascal - Leiria, hoje
Ainda que só amanhã é que seja o Dia («oficial») dos Fiéis Defuntos
In extremis, ao findar do dia de hoje, 1 de Novembro de 2010

A última morada



Chamam-lhe a última morada...


Lugar mórbido,
Lugar sinistro...


Flores e velas, para quê?
Para quem?
Por uma recordação?
Por pó?
Por nada?


Porquê a última morada?


O que é eterno,
Subiu à Eternidade.


O que é da terra,
Morreu, já não existe.


De quem a última morada?
De quem?
Se aqui já não há nada!

1/11/2007
Zaida Paiva Nunes
in "Talvez" - ed. Folheto 2008

-
Mesmo assim, lá fomos, eu e a Zaida, cumprir o ritual de deixar flores na campa do meu sogro, que morreu e foi enterrado em 1994...
Em tempo, nós, também, fizémos questão de lhe prestar uma homenagem que julgamos merecida, escrevendo o livro "José Teles de Almeida Paiva - 1917-1994 - Uma Vida, Uma Época, Uma Cidade", Ed. Folheto - Leiria.
Posted by Picasa

4 comentários:

  1. Gostei deste post e não lhe sei explicar porquê. Aquela foto com aquele raiar laranja está maravilhosa.
    relogio.de.corda

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  2. A última foto e a frase -in extremis, dizem tudo desta passagem a que chamamos vida e que todos nos agarramos como se estivesse nas nossas mãos segurar essa magia.

    Aceito a morte mas não a compreendo.

    As nossas boas acções e uma vida vivida com dignidade deverá ser a chave que nos abre um Mundo Novo para lá deste desterro que construímos na ilusão.

    Um abraço de amizade neste tempo que se transforma diariamente e nos leva para lá do conhecimento.

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  3. A 2ª foto está linda!
    Gostei de o ler.
    Beijo.
    isa.

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  4. Caríssimo/as amigo/as

    Nestes tempos em que tanto se apregoa as virtualidades do "Facebook" (que, por sua vez vez destronou o "Twitter", que por seu turno já havia destronado o "Hy5" que...) é com imenso prazer que vamos recebendo o feedback das pessoas que, por um motivo ou por outro, acabaram por sentir que conseguiam sintonizar-se com o que vamos deixando expresso nos nossos blogues. Sabe muito bem e agradeço as vossas visitas e comentários, penhoradamente.
    Lamentavelmente, nem sempre consigo responder a cada comentário em particular. Espero poder merecer a vossa compreensão.

    De qualquer modo gosto desta minha morada na internet. Cá continuarei sempre à vossa disposição e com todo o meu empenho e carinho.

    Um grande abraço
    António

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Muito obrigado pela sua participação no possível debate que este registo possa suscitar.