2012/07/25

Quem define os limites da vida?!...

(A vida para além...)



Perfil

Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
Fica varejado.
Já nascido em pecado,
Todos os meus pecados são mortais.
Todos são naturais
À minha condição,
Que quando, por excepção,
Os não pratico
É que me mortifico.
Alma perdida
Antes de se perder,
Sou uma fome incontida
De viver.
E o que redime a vida
É ela não caber
Em nenhuma medida.

Coimbra, 2 de Março de 1979
Miguel Torga
@as-nunes

7 comentários:

  1. Torga com a sua visão, de resto muito bem explicada.

    Parecer meu: a vida não tem limites.

    Abraço

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  2. Meus amigos

    Confusos andamos todos, digo eu, que há sempre quem afiance que sabe muito bem qual o seu lugar na Vida, tem ideias precisas sobre o que é, donde vem, para onde vai, e até, muito simplesmente, sabe que existe.

    Sem limites, o que é a Vida?

    Abraços

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  3. Que belos versos nos deixou este Miguel Torga! E que nos conhecia!

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  4. Boa escolha de poesia que nos encanta.
    Pecado é...pecado não é...
    Se amar é pecado eu sou pecador mas Cristo também amou e é o Salvador.

    Então já está tudo bem por aí?
    Tem calma. Eu também sofri doze anos.
    ...e dizem que a vida é curta...

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  5. Sem dúvida. Grande Torga!
    E como ele nos conhecia! Por dentro e por fora, com o seu reconhecido mérito nas duas vertentes: a física e a mental!

    Luís, já tenho o trabalho despachado. Por ora. A outra questão é para aguentar...

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Muito obrigado pela sua participação no possível debate que este registo possa suscitar.