2015/06/28

herberto helder em debate na Biblioteca Municipal de Alcanena

 Óscar Martins e Zaida Nunes na coordenação da sessão de 27 de Junho de 2015 na Biblioteca Municipal de Alcanena. Abordou-se a vida e obra de Herberto Helder.
 Marta Moita a dizer um poema de herberto helder 
 Carlos Alberto a dizer um poema de herberto helder
 No próximo mês vai-se falar e dizer poesia de Bocage.

 A Zaida fez 70 anos no passado dia 15 de Junho de 2015. O Grupo de Poesia e Cultura da Biblioteca Municipal de Alcanena  aproveitou este ensejo para lhe cantar os "Parabéns a Voçê" ...
Ficou combinado por unanimidade que a sessão de Outubro incluirá a apresentação do novo livro de Poemas de Zaida Paiva Nunes, "SONHOS", já no prelo ...
O lançamento oficial será feito em Leiria, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira.
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Mais material alusivo a Herberto Helder em 
http://dispersamente.blogspot.pt/search/label/Herberto%20Helder

2015/06/26

Herberto Helder: um ensaio em fragmentos sobre a sua vida e obra

Fragmento duma foto da "Revista do Expresso" de Março de 2015
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Para amanhã, está acordado que se vai falar de Herberto Helder.

Sabe-se como Herberto Helder é um poeta difícil. Pela sua personalidade e pela sua obra.
De modo que me lembrei de deixar aqui algumas notas, soltas e dispersas, só para minha reflexão e aprendizagem. Ao mesmo tempo fica a partilha com os leitores que por aqui aportarem.

Os meios de consulta bio-bibliográfica que tenho à mão são:
- A Revista do Expresso - nº 2213 -  28/Março/2015
Herberto Helder 1930-2015;
- Um vídeo no Youtube https://www.youtube.com/watch?t=2237&v=-p0CnJ-FW_E;
- Ofício Cantante (poesia completa) - ed. Assírio & Alvim, 2009;
- O Bebedor Nocturno - poemas mudados para português, ed. Assírio & Alvim, 2ª ed. 2013.
- Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa - M.Alberta Menéres e E.M. de Melo e Cstro, Ed. Livraria Moares Editora, 1971; 
- Iniciação na Literatura Portuguesa - António José Saraiva - Ed. Público/Gradiva 1996.

É notóreo que Herberto Helder era avesso a entrevistas, chegando mesmo a pedir aos seus amigos que não respondessem a perguntas que lhes fossem endereçadas para efeitos de reportagens.
De qualquer modo, no vídeo acima referido, consegue-se um trabalho elucidativo sobre a vida e obra de Herberto. Vi esse vídeo várias vezes e fiquei bastante esclarecido sobre as inúmeras interrogações que tinha sobre quem foi Herberto Helder.
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Um dos seus primeiros poemas, escrito na parede da república ("Real República ´Palácio da Loucura´")  onde viveu em Coimbra, por volta dos 20 anos: 

História 

O senhor do monóculo
usava uma boca desdenhosa
e na botoeira, a insolência
duma rosa.

Era o poeta.

Quando passava
– figura sutil e correcta,
toda a gente dizia
que era o poeta.

– Era, portanto, o poeta...

Mas um dia
o senhor do monóculo
quebrou o monóculo,
guardou a boca desdenhosa
e esqueceu na mesa de cabeceira
a flor que punha na botoeira,
a insolente rosa...

Entrou na taberna e bebeu,
cingiu o corpo das prostitutas,
jogou aos dados e perdeu,
deu a mãos aos operários,
beijou todos os calvários
– e aprendeu.

E o mundo
que o chamava poeta,
esqueceu;
e quando o via passar
limitava-se a exclamar:
– O vagabundo!

Mas o senhor do antigo monóculo,
da antiga figura subtil e correcta,
sentia vozes dentro de si,
vozes de júbilo que diziam:

– É o Poeta! É o Poeta!... 

Herberto Helder

a última estrofe do poema acima, tal como se encontra na parede da "república".

(continua?)...

2015/06/22

ZAIDA PAIVA NUNES em festa do 70º aniversário promovida pela Marta Moita no Solar do Visconde da Barreira - Leiria

I Parte

Também aqui serão mostradas as fotos da exposição foto-literária de Marta Moita.
Marta Moita e a maestrina do Coral Polifónico Jubilare de Alcanena, Maria do Céu Lopes.


Marta Moita (licenciada em Estudos Portugueses), a cuja persistência e criatividade se ficou a dever esta sessão evocativa da figura e trabalho literário como poeta e amiga de Zaida Paiva Nunes (Pelos seus 70 anos).
Dr. Óscar Martins, Diretor da Biblioteca Municipal de Alcanena, animador incansável de há mais de 10 anos do Grupo de Poesia e Cultura da Biblioteca, do qual fazemos parte.
Zaida Paiva Nunes, ainda com ar de surpresa pela calorosa receção que lhe foi proporcionada com uma atuação magistral do Coral Polifónico Jubilare de Alcanena.

II Parte

Zaida Paiva Nunes, Maria do Céu Lopes, maestrina do Coro Polifónico Jubilare de Alcanena e Marta Moita, entre os elementos do Grupo Coral.



 Um aspeto muito parcelar da exposição foto-literária de Marta Moita, que ficou patente no salão do Solar do Visconde da Barreira.
 Zaida Nunes e Júlia Moniz, da Barreira, escritora e poeta de renome, muito ligada às coisas da sua terra e que não quis perder esta oportunidade de estar presente.
 A Zaida, o Óscar e o Carlos Alberto. O nosso querido amigo Carlos Alberto disponibilizou-se a transportar os elementos do Grupo Coral, para o que conseguiu a colaboração do Clube de Futebol de Alcanena e do Clube de Atletismo também de Alcanena.



No recanto do jardim de nossa casa, nos Lourais - Barreira, imediatamente após a sessão no Solar do Visconde. Os elementos do Coro de Alcanena foram inexcedíveis em aplicação e convívio. 
Aqui a cantarem mais um dos temas do seu vasto reportório. 
Uma alegria e saudável confraternização.

Colaborações a quem é de agradecer toda a disponibilidade demonstrada para que esta sessão fosse um sucesso.

2015/06/21

Grécia, também já fomos Grécia...





(...) "Tal como,um dia, prometi à «pátria de joelhos», assim agora o asseguro a esta nova pátria que é para mim Creta, mátria da Grécia e da «Europa toda», de que Portugal é o rosto com que fica «o Ocidente, futuro do passado»."

José Augusto Seabra in "A Luz de Creta", 2000. (No ano da sua morte, 2004, fomos nós a Creta, O seu "Diário Poético" é um arco-íris de cores e de tempo. Não é admissível que os portugueses não se revejam nos gregos! ... E também nos estamos a ver gregos com a nossa situação!)

2015/06/11

ESPAÇO-MEMÓRIA da NOVA-HÉLADE - primeira Parte - Almofala de Cima-Leiria

A entrada da primeira Parte do "ESPAÇO-MEMÓRIA  da "NOVA-HÉLADE" - Almofala de Cima - Leiria, criação do Dr. Arménio Vasconcelos.
INAUGURAÇÃO no dia 10 de Junho de 2015.




Deu-se o caso de a Zaida se ter lembrado do chapéu que comprei em Creta em 2004, quando lá fomos de visita e férias, em 2004.

Dr. Arménio Vasconcelos a saudar os visitantes para a inauguração da "Nova-Hélade"

Arménio Vasconcelos com uma adorável senhora da Confraria da Geropiga"













Arménio Vasconcelos a dizer da sua felicidade de poder homenagear, nesta oportunidade, as suas três netas, reservando-lhes um local próprio neste mágico "ESPAÇO-MEMÓRIA da NOVA-HÉLADE"












Zaida Paiva Nunes a dizer um poema de Florbela Espanca...
Adélio Amaro no uso da palavra: aproveitou para propor a instauração dum Panteon da Palavra; porque não?  Foi muito aplaudida esta ideia.









...no fim, saboreie os sumos de uva moscatel dourado e carmim, a
jeropiga, o MUSKAT da Casa Agrícola  R V, de 2011...






















Aqui chegados, o anfitrião apresentou e deu a palavra a António Nunes (autor deste blogue) para que falasse da sua inolvidável experiência que foi, em 2004, ano dos Jogos Olímpicos de Atenas, ter visitado, demoradamente, CRETA. E falou da sua ida a Knossos e ao Planalto de Lassíti onde nasceu Zeus, o deus dos deuses, de várias outras referências da Mitologia Grega e da forma como Zeus criou a Ilha de DIA (que também visitou), a 10 km a Norte de Creta...














Em breve: apontamentos descritivos sobre o que é e o que pretende vir a ser o "Primeira parte do Espaço-Memória da Neo-Hélade", criado por Dr. Arménio Vasconcelos, em Almofala de Cima, no distrito de Leiria, na zona de Avelar/Ansião.
nb.: Eu estive lá. Espero ainda aqui colocar mais algumas fotos; assim elas me cheguem às mãos.
montagem vídeo com um vigoroso manifesto anti ditadura financista da UE, particularmente contra a Grécia neste momento.
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Estatística: 771 visitas a este ´post´ até 15jun2015
------------- 811 às 02h00 do dia 18-06-2015
------------- 901 às 14:25 do dia 18-06-2015
---------- 1.012 às 21h00 do dia 19-06-2015

in CONVITE:

Dê-me a honra da sua presença, pelas 16 horas do próximo dia 10 de
Junho (Dia de Portugal), a fim de assistir à apresentação da “Primeira
parte do Espaço-Memória da Neo-Hélade”.

O local: Lagoa Joanina em Almofala de Cima, Aguda, Figueiró dos
Vinhos, à distância de um estádio (stadium) do Museu de Almofala.
  – Chegada de clássicos e antigos;
  – Passeio-leitura de mensagens, mitologia e figuras dos deuses e
heróis da Hélade: trono de Zeus; Safo; Penélope; Odysseus; Dioniso;
Hera; Athena; Dodonia; Delphi; Hades; as Três Graças; os cisnes de
Apolo e de Dirce; as coroas dos vencedores “ólea europeae” em Olympia;
“laurus nobilis”, em Delphi; “pinus pínia”...; Ytaca; Creta; Calypso;
as videiras de Dioniso...

CULTURA, ARTE e CULTO DO BELO.

...no fim, saboreie os sumos de uva moscatel dourado e carmim, a
jeropiga, o MUSKAT da Casa Agrícola  R V, de 2011...;

... e voltará um dia para conhecer a Segunda Parte do Espaço-Memória
da Neo-Hélade.

Nota: Durante vinte minutos serão referidos (vendidos a 5 euros, cada
exemplar) os livros: “Zélia Gattai, a bem-amada”, de Aurora Simões de
Matos e “Rimas Perdidas, Ensaio sobre Florbela Espanca”, de Claire
Leron; no âmbito da actividade da Academia de Letras e Artes
Lusófonas.
Serão lidos poemas...
Serão ouvidas vozes de rouxinóis...

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Assim aconteceu, de facto.