2013/06/18

Que dizer?


Que fazer?
Mais precisamente é este o caso!

Será que cada um de nós não pode fazer um pouco mais por este país?
Será que só as elites é que ditam o rumo a seguir?


@as-nunes

2013/06/14

O Zé Povinho encravado


Em 1919... caricaturizava-se o Estado da Nação ...

-

Fernando Pessoa escrevia, em tempos de Ditadura do Estado Novo de Salazar:

Sim, é o Estado Novo, e o povo
Ouviu, leu e assentiu.
Sim, isto é um Estado Novo
Pois é um estado de coisas
Que nunca antes se viu.
...

Hoje ouvi Passos Coelho na Assembleia da República.
Descarado, reforçou a ideia de que a Constituição não é para se cumprir.

Só falta proclamar uma Nova Constituição à revelia da Constituição em vigor!!! 

@as-nunes

2013/06/13

Sto. António era careca...



Olhem só o manjerico
Que aqui vos ofereço eu
Não tem cheiro, é só imagem
O original é meu.

O que vale é a intenção
Disso não vão duvidar
Para mim, dispersamente,
Sei que vos vai encantar.

Que o dia de Santo António
Seja dia folgazão
Que sobre alguma alegria
Pra S. Pedro e S. João. 

Zaida Paiva Nunes

notita:
Faço meus os versos da poeta precedente...

@as-nunes

2013/06/12

Como vai este país?! ...


Por alturas da implantação da República em Portugal...

E hoje?! ...
Que tal uma nova República?

2013/06/10

Abaixo os vendilhões da Pátria!...


 E Leiria, na senda do que vem acontecendo por esse país fora, a ser votada ao abandono, à sua desertificação e desvalorização da sua economia e património.
Lá virá o dia em que teremos de vender tudo ao desbarato, que para isso é que as medidas de austeridade extrema, é que estão a ser levadas a cabo.

Portugal (dos pequenos, dos que não estão no círculo do poder) está a saque...

Eleições Antecipadas, JÁ!...

Lembremo-nos, há que rever o que nos diz a história: não são as elites que dão os passos necessários para Portugal sair da crise para que, ciclicamente, é empurrado. Tem de ser o Povo a mostrar a sua força!



PORTUGAL a quem trabalha, luta e morre pela nossa Terra!
Abaixo os vendilhões da Pátria!...
@as-nunes

2013/06/06

Nenúfares no rio Lis


junto ao moinho do rouco
às cortes
hoje...

logo a seguir
rio abaixo
passaram 
por mim
dois patos
que às vezes
se veem a voar

e são lindos de olhar...
também...

@as-nunes

2013/06/03

Saudades de Mocambique ...

Shegundo Galarza - Saudades de Mocambique

Saudades, Moçambique!....


Em 1971, a Inês e a Zaida... na Ilha de Moçambique...
Este é um instantâneo dum filme em 8 mm, o operador de câmara, realizador, produtor, guionista, técnico de imagem e som (o som é que era o diabo, este ainda andava com o dito à solta...)...
ah, pois, esse génio do cinema e da fotografia era eu...

2013/06/02

As peras já aí vêm...


Aqui no Centro Oeste de Portugal, as peras estão nesta fase da sua maturação.

Sim, escreve-se pera, sem acento, segundo o acordo ortográfico de 1990, em fase de transição...até 2015.
Mas já andamos muitos a usá-lo.

Também anda por aí uma grande celeuma levantada pelos filólogos ortodoxos! ...

@as-nunes

2013/05/29

Conhecem o Salvador?



Hoje à tarde, ia eu em passo acelerado, mas de máquina a tiracolo, para o que der e vier, passava pela Praça Rodrigues Lobo, o Salvador por ali, como é hábito, trocámos umas palavras, pela enésima vez pergunta-me se quero uma aguarela, daquelas que ele já pinta de olhos fechados, que às vezes ficam uma obra de arte.

- Então, Salvador, quantas é que eu não te comprei já?
- Queres que te tire uma foto?

Entreguei-lhe a máquina e lá fomos para a pose habitual: junto ao Francisco Rodrigues Lobo.
Tenho a impressão que esta cena já se repetiu uma ou duas vezes. Lá vamos para a sessão fotográfica. 

Eis o resultado.

É um "habitante" típico do centro de Leiria. Bom pintor quando está para aí virado!...

@as-nunes

2013/05/27

retrato à pena de uma mulher sentada


desenho de jorge pinheiro

na minha mesa está pousado este
retrato à pena de uma mulher sentada.
a sua face rural e melancólica
debruça-se equânime como a fitar por dentro

as figuras de sombra no côncavo das vagas,
ou, citereia de trazer por casa,
sabe de mim, medita intimamente
as coisas certas sobre o meu trabalho.

não pergunto do olhar, nem do sorriso, nem da
serenidade. sei que é tudo inferior e devaneia
por artes da memória e de sibila, fixando uma ou outra
passagem dos sonhos e do indizível,

junto à janela quando escuta
as ressonâncias que chegam justamente ao
tampo da mesa e entram ou não entram
inquietas no papel.

Vasco Graça Moura
50 anos de atividade literária
(Não ao NAO, diz
Sim, mas, digo eu...)

@as-nunes