2016/08/26

No Largo da Sé em Leiria.


No dia 24 de Agosto de 2016 andei pelo meu Largo da Sé, em Leiria.
Fui ver como estava a nossa casa da fachada de azulejos.Um pretexto emocionante para sentir a emoção que é recordar os 50 anos da minha vida aqui nesta bela e romântica cidade.

Publiquei um álbum de fotos desses momentos no FB.
Não podia deixar de registar aqui, neste meu blogue, um desses momentos...
Mais uma foto para a etiqueta "banco público do largo da sé de leiria"

2016/08/17

O Rio de Janeiro continua lindo...



Fotografias da lua quase cheia, em 16 de Agosto de 2016
Por alturas dos Jogos Olímpicos Rio2016



Minha mãe, minha mãe...




mãe
agora que estou
a caminhar para velho
tem-me dado para poetar
dizer das minhas emoções
moldadas aos anos
que dobam o tempo
como a minha avó dobava o linho
há um dia no calendário
em que nele está marcado
o teu nome santo Encarnação
a marca é do teu aniversário
e é feita com o coração
rogo-te, mãe
que tenhas gosto em viver
os anos que te apetecer
nós cá estamos para te ver
não cuides que te vamos esquecer
Porque assim mesmo agora te vi
do mesmo modo
agora mesmo estas linhas te escrevi
Parabéns mãe
4 de agosto de 2016 (n: 1924)

2016/08/16

Poesia das coisas e dos momentos




Já tinha ouvido falar
João Luís Barreto Guimarães
Quetzal poesia a saldo
Como é possível, questiono eu?
Um transformador da realidade em poesia
Disponível para olhar e falar das coisas que vê
Conseguir que nós o leiamos enquanto vive
Os instantes que acontecem a cada momento
Conseguir reter as coisas que olhamos
Que sentimos
Com as palavras que nos ocorrem
No momento
´São essas coisas
Poesia
no seu estado mais puro`
as-nunes
15 de agosto 2016

2016/08/01

MONIZ PEREIRA 1912 - 2016: Valeu a pena ...

Em homenagem ao homem que nos fez acreditar que os 
portugueses podiam ser CAMPEÕES do MUNDO de Atletismo. 
Na presente montagem vídeo usei um fragmento de áudio do vídeo de 4FadoLisbon . https://www.youtube.com/watch?v=CvDDdS5NWHk




http://fadosdofado.blogspot.pt/2011/01/valeu-pena.html  (letra)


Com voz serena, perguntaram-me ao ouvido
Valeu a pena, vir ao mundo e ter nascido?

Com lealdade, vou responder, mas primeiro
Consultei meu travesseiro, sobre a verdade

Tive porém, que lembrar o meu passado
Horas boas do meu fado, e as más também

Valeu a pena
Ter vivido o que vivi
Valeu a pena
Ter sofrido o que sofri
Valeu a pena
Ter amado quem amei
Ter beijado quem beijei

Valeu a pena

Valeu a pena, ter sonhado o que sonhei
Valeu a pena, ter passado o que passei

Valeu a pena, conhecer, quem conheci
Ter sentido o que senti, valeu a pena
Valeu a pena, ter cantado o que cantei
Ter chorado o que chorei, valeu a pena


Guitarra portuguesa: Estêvão Lima, David Ribeiro, Luís Ribeiro
Viola de fado: Jaime Martins
Viola Baixo: Luís N´Gambi



2016/07/28

Dia dos Avós - Casal Ribafeita



Os meus avós paternos:
António Santos
Maria das Neves Nunes
que viveram em Casal de Ribafeita - Viseu até meados do séc. XX
(Ver mais em http://utilizadores.leirianet.pt/~anunes/casal.html )

Logo pela manhã, dia solarengo entremeado e quente, a minha filha Inês partilhou um vídeo no "feicebuque". Emocionei-me.
É produzido com base numa carta que Saramago escreveu aos seus avós. Nem me lembrava que ontem foi o "Dia dos Avós" e que este dia até já está institucionalizado com pompa e circunstância por "despacho" da própria Assembleia da República Portuguesa.
E dei comigo a cogitar:
Tenho quase 70 anos (vou a mais de meio caminho) e quatro netos no meu rol dos descendentes: a Mafalda, o Guilherme, a Carolina e a Alice. A mais velha (que caricata esta imagem. Mais velha, queria eu dizer, com mais anos de vida) tem 20 anos e a mais novinha tem 3. Gosto muito dos meus netos, digamos que, pelo menos, tanto como dos meus filhos.
O vídeo apela a que acompanhemos os nossos avós o melhor possível, que a vida é um lapso de tempo no qual ocorrem muitas e variadas sensações e alterações emocionais e físicas, e durante a qual não há tempo senão para viver. Só temos que viver. O que, inevitavelmente, obriga a que cada um de nós faça o que há a fazer para que se cumpra o desígnio cósmico, que é participar do seu processo imperscrutável.
A questão inapelável é que há sempre um momento em que cada um de nós decide que é chegada a hora de fazer um balanço da vida que nos obriga a aceitar sem contestação que o dobar do tempo é imparável.
Pessoalmente, não conheci um dos meus avós. Já morreram há muitos anos... Mas tenho-os a todos sempre presentes na minha memória. Imagens difusas, silhuetas mentais que ficaram a fazer parte da minha personalidade, quem sabe do meu próprio caráter.
...
E tanto mais que me apetecia escrever, agora, neste momento preciso, sobre os meus avós... Há quantos anos não ando eu a pensar que não quero morrer sem os conhecer melhor.
Desejo impossível de realizar, em tempo?!...
...
Tudo isto porque me atirei ao teclado do PC com ganas de dizer que tudo farei para que os meus netos possam vir a sentir que a sua existência faz parte integrante do meu próprio ser...
Vocês sabem que podem contar com este vosso avô. E, sem dúvida nenhuma, como bem sabem, da vossa avó Zaida.

A&Z (27 de Julho de 2016)

2016/07/01

Soneto de Acácio de Paiva aos amigos de "A Parceria", Ernesto Rodrigues, Felix Bermudes e João Bastos


Aos amigos que vierem do Facebook.
A propósito das últimas notícias, via TVI, acerca do 1º Hino Oficial do S.L.Benfica.

Prometo mais informação...

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p 116 do livro "Falando de Acácio de Paiva"
Ed. Junta de Freguesia de Leiria, 2013
António Almeida Santos Nunes

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Ernesto Rodrigues, Felix Bermudes e João Bastos

Apanham amanhã um bom almoço
E eu não somente aprovo a bela ideia
Mas se alguém propuser jantar e ceia
O alvitre aceitarei com alvoroço.

Não fosse eu um bom almoço
Que os sustentava a molho de lampreia,
A peito de faisão, mesmo a geleia,
Enfim, ao que quisessem, fino ou grosso!

E não era pagar com grande usura
As finezas que devo à troupe amiga
Nestes tempos que correm, de amargura.

O riso, já se vê, não se mastiga;
Mas devo-lhes pançadas com fartura
E sempre engano a pobre da barriga...

Acácio de Paiva
1921 - 1ª publicação no "Século Cómico"
de que o autor era Diretor.
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in Facebook:


(Biografia) Félix Bermudes - Benfiquista dos 7 oficios
Impôs-se desde muito cedo, ao lado de Cosme Damião, primeiro como atleta e, mais tarde, como dirigente.
Foi fundador [nº5] do S.L.Benfica e seu Presidente [1916-17; 1930-31; 1945], atleta do clube em futebol, remo, esgrima e ciclismo e campeão nacional de tiro (representou o país nos Jogos Olímpicos de 1920 e 1924); foi da sua autoria a sugestão para a bem conhecida divisa do SLB, "E Pluribus Unum", foi autor da letra do primeiro Hino do Benfica "Avante, Avante p'lo Benfica", de imediato censurado pelo governo. Fez parte das listas da oposição nas eleições de 1949, ao lado de Norton de Matos...

Gosto
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3 comentários
Comentários
Jose Manuel Leal Pires Obrigado por esta descrição que ouvi também na TVI.
Vou partilhar.

António Nunes Na p 116 do livro "Falando de Acácio de Paiva", de minha autoria, refiro e reproduzo uma fotografia onde estão os elementos da "A Parceria" e o próprio Acácio de Paiva. Acácio de Paiva escreveu um soneto a este triunvirato: Pode-se ler esse soneto no blogue http:\\dispersamente.blogspot.com . O livro está a ser distribuído gratuitamente: nunes.geral@gmail.com ou tm.

DISPERSAMENTE.BLOGSPOT.COM|DE AS-NUNES

2016/06/20

A lua, um pato e o solstício do Verão 2016




Um fragmento de vídeo
solstício do Verão
sobre a sra do monte - Cortes - Leiria
um pato cruzava o ar da lua
sobrevoava os ares do vale do Lis

2016/06/13

Ensino Público vs Escolas Privadas e/ou Cooperativas




( Ler Diário de Leiria – 13jun2016 – p 8)

Em modo DISPERSO… (XIII)

Ensino Público vs Escolas Privadas e/ou Cooperativas

Já deu para perceber que o lobby dos professores do Ensino Público (em Escolas do Estado) com a malha da FENPROF é muito forte e, talvez, intransponível. Veja-se que são raros os Ministros da Educação dos Governos Constitucionais pós 25 de Abril que tenham permanecido no seu posto até ao final do mandato e todos ficaram "marcados" para sempre com o ferrete de "incompetentes". É materialmente impossível que todos os licenciados, só por esse facto, possam ser professores do quadro permanente. As candidaturas a professor  do Básico e Secundário, apesar da regressão demográfica que se vem acentuando de ano para ano continuam a superar largamente as necessidades das Escolas, do setor Privado e Cooperativo, incluídas.
Claro que o Ensino Estadual é de se acarinhar, até porque é a contar com ele (mas também com o Ensino nas Escolas Cooperativas e Privadas) que temos a nossa sociedade organizada. A este propósito anda por aí muito radicalismo no que concerne à interpretação a dar aos artigos da Constituição da República Portuguesa que a esta secção da vida da nossa sociedade dizem respeito:
Vejamos:
Artigo 43.º
Liberdade de aprender e ensinar
1. É garantida a liberdade de aprender e ensinar.
2. O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
3. O ensino público não será confessional.
-
Artigo 73.º
Educação, cultura e ciência
 1. Todos têm direito à educação e à cultura.
2. O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais, o desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de responsabilidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida colectiva.
É mais que sabido que há locais onde as Escolas Privadas e/ou Cooperativas se conseguem substituir ao Público sem acréscimos da Despesa Pública. Talvez até com vantagens do ponto de vista do Orçamento do Estado. Tenha-se em conta que o OE não gastou dinheiro para construir essas escolas e só paga as despesas de funcionamento das turmas; por esse facto os estudantes não pagam propinas ou mensalidades, estudem numa Escola Pública ou Privada.  Ninguém, de bom senso, pode dizer que o Ensino Público, isto é, proporcionado pelo Estado, não tem qualidade e que nos Colégios é que se consegue preparar os alunos para terem êxito na vida. Mas que grande burrice fazer-se tal afirmação, como já se tem lido e ouvido por aí, nas televisões e nas redes sociais, pelo menos. Mas também não é a única via que a Constituição prevê para se atingir o nível Cultural que o nosso país necessita e nós almejamos.
A questão fulcral que eu coloco é esta: não é de boa gestão pública manter as turmas de Ensino Público obrigatório nas Escolas Privadas em locais onde já existam as infraestruturas adequadas em vez de estar a obrigar as crianças a fazerem deslocações incomportáveis com os tempos modernos e desfazendo os laços das comunidades em que estão inseridos?
É que, bem vistas as coisas, as infraestruturas que, em muitos casos, eram inexistentes, foram construídas pela iniciativa privada e estão em pleno funcionamento há já bastantes anos com provas dadas quanto à qualidade do Ensino a que os portugueses têm direito segundo a Constituição. Nestes casos, não seria muito mais sensato, dadas as dificudades orçamentais do Estado Português, manter os contratos de parceria com as Escolas Cooperativas e Privadas que já deram provas que reunem todas as condições para, paralelamente com a sua caraterística de propriedade privada (mas fiscalizada pelo Estado), proporcionarem em condições dignas e eficientes, o Ensino Público a que o Estado se obriga constitucionalmente?
E mesmo no que respeita aos professores porque não estabelecer um regulamento único que defina as mesmas condições sócio-profissionais para todos os Professores, legalmente habilitados para a função primordial que detêm na formação dos homens de amanhã?
Esta guerrilha permanente que chega a atingir laivos de corporativismo primário tem de acabar.
A Escola que vise o cumprimento do nº 1 do artº 43º da Constituição deve estar acima de tudo. Não importa que seja Privada, Cooperativa ou do Estado.
A Constituição da República Portuguesa não é, não pode ser, um mero instrumento de regulamentação das condições de funcionamento do Estado. Portugal não é uma República Corporativista.

Leiria, 13 de Junho de 2016

António Almeida Santos Nunes

2016/06/10

OLIVENÇA É PORTUGAL - reflexão em 10 de Junho de 2016.



É tempo de tomarmos posse administrativa de OLIVENÇA.
No reinado de D. Dinis, em 12 de Setembro de 1297, foi assinado o Tratado de Alcanizes que fixou definitivamente a fronteira terrestre de Portugal. Esta fronteira é a mais antiga da Europa. OLIVENÇA, mesmo em frente a Elvas, é PORTUGAL. 
Alíás, todos os tratados internacionais em vigor reconhecem esse facto. (ler também p 10 de "Notícias de Colmeias", Junho 2016).