2013/04/02

Por terras de Afonso Lopes Vieira e do Rio lis e de cheias...

O vale do Lis, belos freixos no seu hábito de folhagem primaveril e os campos, dos mais produtivos, alagados como desde sempre acontece... do lado de cá, os Lourais, do lado de lá, as Cortes, corrente da direita para a esquerda, na fotografia...


AS PAISAGENS

A cada uma, alegre ou triste,
Que inda haja, olhai-nos bem;
Que em breve já não existe
Onde poise o olhar de alguém…

Affonso Lopes Vieira
País Lilás
Desterro Azul
1922

-

Descansa em paz, Afonso Lopes Vieira.
Enquanto eu estiver ciente do que ando a fazer,
Mesmo que esta e outras paisagens
Deixarem de existir ,
Nelas continuará a haver
Alguém que lhe poise o olhar!

(aqui muito perto, na margem de lá do rio Lis, ainda hoje existe (em rápida decadência) a casa onde Afonso Lopes Vieira viveu alguns anos...)

@as-nunes

5 comentários:

  1. As cheias são bonitas de ver ,apesar do prejuízo que podem causar,
    conforme o poema vai chegar o dia que não estaremos aqui para espiar... é agora o momento de apreciar curtir amar,
    bonita foto.

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  2. Uma pena ver essa casa a degradar-se!
    Hoje também falo de cheias...

    Abraço

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  3. O ano passado andámos a rezar para chuver. Este ano é o que se vê.
    Resultados talvez de uma zanga da mãe terra pelos atropelos dos seus habitantes.
    Um abraço

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  4. Realmente o Lis desvairou no domingo com tanta chuva! Levava cá uma velocidade pelo meio da cidade!

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  5. E a primavera que não vem. Qual terá sido a prima que mandou em vez dela?

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Muito obrigado pela sua participação no possível debate que este registo possa suscitar.