2026/03/27
A Ana Guedes no 7º dia da sua morte: o Rodrigo faz 7 anos de vida
2025/09/16
Mais uma carta a um amigo que partiu para um lugar algures ...
(Carlos Lopes Pires, João Valente, António d´Almeida Nunes, Luís Vieira da Mota, Manuel Frias Martins)
♥♥♥♥♥
2025/08/06
Escrever e reparar com atenção redobrada na obra literária de Luís Vieira da Mota
Este livro de contos foi editado em 2000 pela Ed. Presença. É um dos que tenho na minha biblioteca. Coisa estranha, só agora é que me decidi a lê-lo, de fio a pavio. Abri-o, ontem, que não sabia do seu paradeiro. Bem o procurei quando escrevi a crónica acima. Coisa estranha mas já vista mais vezes. Tenho os livros de Luís Vieira da Mota na minha biblioteca, na prateleira ESC-1, mesmo ao lado dos livros de Carlos Lopes Pires, Manuel Frias Martins, Maria João Cantinho, Joaquim Jorge, Cândido Ferreira, Joaquim Pires Bento e outros. Este, por falta de espaço nessa prateleira, estava deitado, em cima dos outros. Não estava a reparar nele!!!!
***
Entretanto, Luís Vieira da Mota faleceu no Hospital de Leiria, já depois desta publicação. Como é do conhecimento público.
2025/07/06
Álamo Oliveira morreu hoje (6/7/2025), aos 80 anos de idade. Gostei muito de o conhecer, Álamo de Oliveira... RIP
Nas notícias do dia, hoje, 6 julho de 2025, eis que surge mais uma que nos toca fundo. Um grande escritor, poeta e dotado de muitos outros atributos sociais e culturais, morreu nos Açoes. Era natural do Raminho, Angra do Heroísmo, Açores.
Mais uma referência das nossas vidas (Zaida e eu) que desaparece... Estamos a começar a cismar...
(Outubro de 2011 – Alcanena)
Na recepção do hotel de Alcanena onde ficou
alojado Álamo Oliveira. Luísa Soares Duarte, para
praticar um pouco a área de fotografia que frequenta na Universidade Sénior da
Nazaré, tirou-nos este instantâneo. Esta foto tem uma dupla justificação:
em primeiro lugar pelo gosto mútuo em ficarmos com uma recordação destes
momentos e de eu também poder ficar na fotografia; em segundo lugar, porque vai
permitir que a mãe da Zaida, que também é do Raminho, na ilha Terceira, dos
Açores, a possa ver, nestas circunstâncias especiais.
(Esta, Álamo, já não a vou incluir no e-mail que lhe vou enviar.)
https://dispersamente.blogspot.com/2011/10/alamo-oliveira-embaixador-cultural-da.html
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Na sequência de troca de correspondência, em dada altura:
| 03/11/2011, 21:37 | ![]() ![]() ![]() | ||
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Meus Caros Amigos Zaida e António,
Já estou de volta à ilha, que me recebeu com uma grande carga de mau tempo. A ilha tem destes humores. Nem sempre deixa que lhe passem a mão sobre o pelo.
Pois bem, certamente o António já viu que recebi os seus mails com as fotos e o blogue. Obrigado por tanta espontaneidade na vossa amizade. Ainda estou a digerir a felicidade daqueles momentos, revendo amigos antigos e conhecendo outros. Foi uma tarde de afetos e de muito calor humano. Neste momento procuro contatar a D. Luísa e o Soares Duarte e não consigo. Desculpe pedir-lhes que me mandem o endereço eletrónico deles, bem como o endereço normal do Dr. Óscar Martins, para lhe poder mandar o que prometi. Desculpem!, mas não consigo arranjar informações mais depressa, face às circunstâncias e uma vez que estou de partida para o Brasil. Aguardo as vossas informações.
Mais uma vez, obrigado pela vossa amizade, recomendem-me com a minha conterrânea. Abraço.
Álamo
--- (Para que conste deste meu Auxiliar de Memória, que bem precisa, cada vez mais... (6/7/2025)
(nota: a conterrânea a que se refere tratava-se da minha sogra, mãe da Zaida Paiva Nunes, Eva de Sousa Esteves Paiva, que era natural do Raminho, tal como Álamo Oliveira)
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2007/04/13
É assim a Vida!
Vamos hoje, nós os familiares, amigos e colegas de trabalho, acompanhar o Zé Manel à sua última morada.
O Zé Manel tinha 57 anos de idade e trabalhava comigo há 16 anos. Um amigo que dificilmente se vai esquecer. Já se estava à espera deste desfecho...há uns meses. Acompanhámos o definhar inexorável da sua vida, sempre na secreta esperança (que nós sabíamos que também era a dele...) de que pudesse ocorrer um milagre, durante 6 meses... contados quase ao minuto...principalmente pela família.

Nestas alturas a nossa memória como que se aviva. E recordamos! Recordamos muitas passagens das nossas vidas entrelaçadas pelas circunstâncias de cada momento.
Como andámos os dois na tropa, no tempo da Guerra Colonial em Moçambique, fins dos anos 60, tínhamos frequentes conversas sobre o que então passámos, especialmente ele. Parece que o estou a ver a calcorrear com o seu pelotão(**), debaixo de qualquer tempo, sob o olhar felino do adversário (aqueles que nos diziam na recruta e na especialidade, que era o IN(*) ), aqueles trilhos e picadas ao longo do caminho de ferro do Zambeze, a fazer a segurança daquela linha de comunicação e comércio, vital para os objectivos militares dos altos comandos, que ligava a cidade da Beira à Barragem de Cabora Bassa. A sede que, no decorrer das operações militares, lançados à sua sorte durante semanas, no mato, os obrigava a beber água nas piores circunstâncias imaginárias. Bem que levavam uns comprimidos para "tratar" a água mas nós bem sabemos a protecção que essa precaução lhes proporcionava. Os ataques de paludismo que teve de suportar, as mazelas que essa espécie de malária nos deixou no sitema hepático. Digo-o com experiência própria. Não integrei grupos operacionais de combate , mas sofri na pele os efeitos do clima, particularmente o paludismo. E não só eu, também a Zaida(3).
O José Manuel Solipa era um dos que faziam parte de Associações de ex-Combatentes, que têm continuado a luta pela defesa de alguns reconhecimentos do Estado pelas condições difíceis que vivemos em defesa da Pátria Portuguesa, aquela que Camões e Fernando Pessoa tão magistralmente cantaram e louvaram. Mas que também, como nós, os vivos (ainda!...), recriminamos pela falta de solidariedade para com aqueles que deram os anos áureos da sua juventude, quantas vezes a própria vida, em sua defesa!
Que, no mínimo, em honra dessas vidas sacrificadas, se olhe pelas condições de vida dos sobreviventes, uma grande percentagem a sentir problemas de saúde. E que cada vez somos menos, como podemos constatar todos os dias. Nem quero acreditar que seja esse o objectivo ao se adiar, sine-dia, várias questões reivindicadas pelas Associações de Ex-Combatentes.
Muito mais(2) haveria para dizer da vida e do meu relacionamento com o Zé Manel!...

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