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2026/02/10
2019/11/23
ACÁCIO de PAIVA (Insigne poeta Leiriense) 1863-1944 e a homenagem que a Biblioteca Municipal de Ourém lhe prestou por alturas do 75º Aniversário da sua morte
Alguns dos familiares descendentes de Acácio de Paiva, presentes na sessão de homenagem na Biblioteca Municipal de Ourém
Esta sessão foi transmitida em directo pela Soutaria TV
***
Eis o que, entretanto, o seu Bisneto mais velho, Afonso de Melo, escreveu e tem dito acerca do seu avô, Acácio de Paiva:
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Já antes,
Um muito obrigado, amigo Alfredo Ribeiro, por este trecho da participação de Zaida Paiva Nunes, aquando da apresentação da III Colectânea de Poesia Lusófona de Paris - na Sala do Capítulo no Museu de Leiria, 23 de Novembro de 2019.
ps.: A Zaida, quebrando o protocolo, disse um pequeno poema de sua autoria, não integrado na Colectânea, aproveitando para referir a passagem dos 75 anos da morte do Poeta Acácio de Paiva que dizia não ter o poeta necessariamente de ser triste: pode e deve também manifestar-se duma maneira alegre, humorística.
(se não se oonseguir ver o vídeo aqui pode
seguir-se o link no FB)
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Os primeiros 10 minutos do vídeo gravado e transmitido em directo pela Soutaria.TV: podem ver-se: David Teles Ferreira (à esquerda); a directora da Biblioteca; Constança Paiva de Melo (neta mais velha); Afonso de Melo (bisneto mais velho); Luísa Marques da Cruz (trineta).
(Em edição - 28.11.2019)
(Um fragmento do vídeo acima, reportado aos primeiros 10 minutos da sessão na Biblioteca Municipal de Ourém)
Os primeiros 10 minutos do vídeo gravado e transmitido em directo pela Soutaria.TV: podem ver-se: David Teles Ferreira (à esquerda); a directora da Biblioteca; Constança Paiva de Melo (neta mais velha); Afonso de Melo (bisneto mais velho); Luísa Marques da Cruz (trineta).
Também se podem ver, logo no início, de perfil e de costas, os bisnetos Luís Camilo Alves e António Camilo Alves e a neta Margarida Paiva Camilo Alves.
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(In Diário de Leiria - 27 de Novembro de 2018)
Acácio de Paiva
Leiria, 14 de Abril de 1863
Ourém, 29 de Novembro de 1944
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Acácio de Paiva
Leiria, 14 de Abril de 1863
Ourém, 29 de Novembro de 1944
---
(Em edição - 28.11.2019)
2017/05/02
Ruy de Carvalho em Leiria a apoiar o livro "Felicidade 100Idade" e a APpeas
Em modo DISPERSO… (XXXVI) (in Diário de Leiria de 1 maio 2017 - p. 8)
Ruy de Carvalho em Leiria
a apoiar
o livro “Felicidade
100Idade”
Jorge
Gameiro é licenciado em Gestão de Recursos Humanos pelo ISLA com Pós graduação
pela Universidade Complutense de Madrid, entre outras qualificações e
experiências. Integra, desde a sua fundação, o núcleo dinamizador da APpeas-Associação Portuguesa para a
Promoção do Envelhecimento Ativo e Saudável, com sede em Leiria. No intuito de melhor se
dar a conhecer as suas finalidades, escreveu o livro “Felicidade 100Idade”, que
foi recentemente lançado em Leiria (19ABR2017), no Teatro Miguel Franco, e que teve
o apoio incondicional do Dr. Gentil Martins e do reconhecido e homenageado
Homem da Cultura, o grande Ator Ruy de Carvalho, que escreveu o Prefácio.
(Jorge Gameiro, Ruy de Carvalho, Gonçalo Lopes, Zaida
Paiva Nunes)
A
Câmara Municipal de Leiria também se associou a este evento com a participação
ativa de Gonçalo Lopes (Vereador da Cultura e Vice-Presidente) e das vereadoras
Anabela Graça e Ana Valentim, responsáveis pelos pelouros do Ensino e do
Desenvolvimento Social, respetivamente.
No
seu cap. 4 – “Se o tempo envelhecer o seu corpo mas não envelhecer as suas
emoções, você será sempre feliz.”- Augusto Cury, (1958- ) são apresentados
vários depoimentos sobre o tema, nomeadamente o de Zaida Paiva Nunes (72 anos),
pp 140-3, com o qual esta abriu a sessão do Teatro Miguel Franco, cheio, apesar
de ser um dia de semana.
No
ensejo desta crónica é de se destacar a necessidade premente de se promover a APpeas e de se congregar à sua volta
todos os meios e vontades que lhe permitam prosseguir com a requerida eficácia,
os seus objetivos.
De
facto, dada a sua juventude em termos de existência formal e o desafio
geracional do século XXI a que se propõe fazer frente (segundo as palavras do
seu Presidente, Baptista Cabarrão), todos os contributos que se possam reunir nunca
serão demais.
O
intuito primordial deste livro e da Appeas é o de sensibilizar a opinião
pública em geral e os idosos, instituições de Segurança e Solidariedade
Social e as autarquias locais, Câmaras e
Juntas, em particular, para a necessidade premente de se dotar a sociedade de
mecanismos que permitam contribuir para o Bem Estar Social e o Envelhecimento
Ativo e Saudável dos Idosos. É inquestionável que o apoio ao envelhecimento
ativo e saudável das populações tem de ser encarado como uma área fundamental
na boa organização da Sociedade atual.
“A
Organização Mundial da Saúde (OMS) define envelhecimento ativo como sendo o processo de otimização de condições de
saúde, participação e segurança, de modo a melhorar a qualidade de vida à
medida que as pessoas ficam mais velhas.”
A
verdade é que a promoção do envelhecimento ativo está a assumir-se como um dos
grandes desafios do presente e do futuro. Foi nesta perspetiva que surgiu a
ideia da constituição duma associação como a APpeas com uma visão
perfeitamente definida do que deve ser e como promover o envelhecimento ativo e
saudável, consubstanciada na própria letra dos seus Estatutos. Baptita Cabarrão
e Rita Andrade (vice-Presidente da Appeas), no seu depoimento no livro de Jorge
Gameiro escreveram: “A Appeas-Associação Portuguesa para a Promoção do
Envelhecimento Ativo e Saudável, é uma instituição particular sem fins
lucrativos e de âmbito nacional constituída em 2014, que não professa qualquer
ideologia política ou religiosa e propõe-se defender a pessoa humana e os seus
direitos individuais e sociais, qualquer que seja a sua condição, etnia,
cultura ou nacionalidade.” E prosseguem
dizendo: “Deve desmistificar-se a visão triste, penosa e decadente da velhice,
encarando-a como uma oportunidade de reconhecer os valores do ser humano de
modo holístico.”.
Do
Prefácio de Ruy de Carvalho, corroborado com as suas palavras de estímulo e
apoio à ideia da Appeas, que proferiu no decorrer da sessão no Teatro Miguel
Franco (ver/ouvir vídeo no youtube: https://youtu.be/XujjRWORrTs), deve dar-se a devida ênfase à forma com o termina:
“Dia a dia, passo a passo, embora um pouco
mais lentamente que antigamente, sigo o meu caminho, tentando mostrar à minha
geração a importância de fazer tudo com amor, com dignidade, com a força que me
advém de estar vivo, evitando rastejar, mentir a mim próprio, e sobretudo
mostrando a firme convicção de que parar… é morrer! É morrer, inutilmente.”
Pela
minha parte, tendo participado em todas as atividades ligadas a este evento
formidável, que foi a apresentação dum trabalho que o próprio Ruy de Carvalho
considera que deve ser um dos livros de mesinha de cabeceira de cada um de nós,
jovem ou idoso, não posso dar por encerrada esta crónica sem antes agradecer
todo o empenhamento e entusiasmo demonstrado por todos os intervenientes para
que este evento pudesse ter o brilhantismo e repercussão mediática que teve, em
prol da nobre causa da Appeas.
Vão
seguir-se sessões nos mesmos moldes na maior parte dos concelhos do país, se possível
em todos.
2017/02/07
Uma nova (des)ORDEM Mundial ?! Não é confundindo os muçulmanos em geral com o fundamentalismo islamita que se conseguirá algum dia erradicar tanto ódio no relacionamento entre os povos.
Em
modo DISPERSO… (XXX)
Uma
nova (des)ORDEM MUNDIAL?!
Nos
últimos dias, imediatamente após a tomada de posse de Donald Trump, como presidente dos Estados Unidos, estamos a ser
surpreendidos – porque nunca imaginámos que este sr. levasse a sua extravagante
retórica eleitoral à prática – com notícias chocantes e altamente comprometedoras
para todo o Planeta.
No
momento em que estou a escrever esta crónica tenho à minha frente o seguinte
título de jornal: “Sírios devolvidos a Damasco depois de 13 anos à espera para
ir viver nos EUA”. A reportagem informa que estes seis Sírios são cristãos. Ou
seja, está em causa ser-se de nacionalidade de um dos sete países de maioria
muçulmana, Iraque, Síria, Irão, Sudão, Líbia, Somália e Iémen, independentemente
da religião que professem.
Quem
conhecer a História das religiões monoteístas do mundo, originárias do Médio
Oriente, e a forma como o fundamentalismo Islâmico tem sido motivo de
sangrentos atentados e assassínios a
sangue frio perpetrados em nome de Alá, poderá tentar perceber o alcance desta medida
drástica e, da mesma forma, radical. Mas não é confundindo os muçulmanos em geral com o fundamentalismo islamita que
se conseguirá algum dia erradicar tanto ódio no relacionamento entre os povos.
É
natural que as pessoas se perguntem das razões que levam Trump a reagir tão
brutalmente na sua investida anti muçulmana. Do estudo da História das
religiões que têm estado no cerne dos confrontos religiosos e xenófogos que têm
vindo a assolar todo o mundo pode-se inferir que há memórias que afetam
doentiamente muitas mentes:
1-
Jerusalém é
sagrada para os judeus desde que o Rei David a proclamou como sua capital no
século X ac e para os Cristãos desde as referências que lhe são feitas no
Antigo Testamento mas também pelo seu significado na vida de Jesus (Cristo foi
crucificado no monte Gógota e é em Jerusalém que se encontra o Santo Sepulcro);
2-
Quando Maomé
fundou uma nova religião nos anos 600 que ficou conhecida como o Islão já o Judaísmo e o Cristianismo
tinham muitos seguidores, particularmente nas zonas do Médio Oriente;
3-
Maomé acabou por
entrar em confronto violento com os Judeus e os Cristãos, do que resultou muita
mortandade. O Islão entrou numa fase expansionista e os Cristãos e os Judeus
passaram a ser perseguidos. É destes tempos que vem a invenção da estrela amarela cosida nas vestes dos
Judeus para os identificar ao caminharem pelas ruas das cidades dominadas pelos
islamitas. Estava-se no séc. 9 DC e quem teve essa ideia “brilhante” foi o
Califa do Iraque “Al-Mutawakkil Al-Iraq” (ao contrário da ideia que ficou da II
Guerra Mundial e do holocausto nazi sobre os judeus);
4-
Os Judeus e os
Cristãos eram considerados cidadãos de segunda classe, os “Dhimmi” e só podiam adquirir
o direito à vida se pagassem a “jizya” (taxa de proteção) ou se se convertessem
ao Islão;
5-
Os homens
cristãos recebiam um “zunnar” (cinto). Será dessa época que ficou o hábito de
usar o cinto?;
6-
O Islão
conquistou Jerusalém e a esta cidade também o Islamismo ficou ligado pelo facto
de lá ter sido o local (monte do Templo) em que Maomé ascendeu ao Paraíso para
se encontrar com os Profetas anteriores ao Islão. Esta crença dos muçulmanos
ficou conhecida pela “Noite da Ascenção” e ficou registada como tendo
acontecido em 620 d.C.;
7-
O expansionismo
islâmico só foi travado em 11 de setembro de 1683, às portas de Viena, sendo
que este dia acabou por se transformar num símbolo de vingança dos islamitas
radicais. Não terá sido por mero acaso que Bin Laden organizou o famigerado
ataque às Torres gémeas de Nova Yorque para ocorrer precisamente num 11 de setembro (2011);
8-
Em 3 de março de
1924, a dissolução do califado e a expulsão dos representantes da última
dinastia pela Assembleia da Turquia, determinaram o fim dum ciclo de 600 anos
de poder do Império Otomano. Assim se encerrou um período da história mundial
que tanto influenciou a geografia política, religiosa e social no Oriente e na Europa.
Entre as principais reformas que garantiram a
ocidentalização da Turquia há que ressaltar: a concessão de direitos às
mulheres, a adoção da escrita romana, do calendário gregoriano e do costume
ocidental do sobrenome. Em 1926, aboliu-se também a poligamia.
Quer
dizer, o Califado Islâmico existiu durante 1.400 anos tendo sido extinto há
menos de 100 anos, portanto. Daí a tensão reinante em resultado de todas as
convulsões que têm sido originadas pela pretensão extremista de radicais
ultra-ortodoxos islamitas ao se lançarem na aventura da recriação dum Estado
Islâmico (EI/IS).
É
necessário e urgente educar as populações sobre a história do mundo.
Infelizmente, o que se constata é que as novas gerações estão muito mal
preparadas para enfrentar/compreender determinados fenómenos, como este das
guerras e assassínios bárbaros praticados pelo autoproclamado Estado
Eslâmico. E não se descure também o conhecimento de todos os outros
holocaustos que tiveram lugar à sombra das várias religiões e nacionalismos
exacerbados. Em última análise o que está em causa é a tentativa do domínio dos
pontos estratégicos do globo do ponto de vista da Economia usando a ignorância
e apatia das populações.
(Não resisti e escrevi esta crónica)
António Almeida Santos Nunes
2016/10/29
Dentro de ti, ó Leiria ou Balada do Encantamento
Este vídeo foi inspirado e complementa a minha crónica que irá ser publicada no Diário de Leiria, na próxima segunda feira, dia 31 de Outubro de 2016.
Fica aqui, desde já, o espaço para a sua reprodução...
Ei-la:
-
Ei-la:
-
Dentro de ti, ó Leiria.
Balada do
Encantamento
Letra e música de
D. José Paes de Almeida e Silva
Falemos,
agora, de duas das canções/baladas que mais simbolizam a cidade de Leiria, a
sua mística histórica, poética e artística em geral, e as suas gentes. Na minha
opinião, claro está, aquelas que mais contribuem para o badalar de Leiria pela
via da música, entretanto já muito divulgadas através de vídeos, serenatas de
estudantes e pelo Orfeão de Leiria, são:
A
“Canção do Porvir” e “Dentro de ti, ó Leiria”.
Vou
deixar para uma nova crónica, a história de “A Canção do Porvir”. Não é porque
para com ela tenha menos deferência, muito pelo contrário, mas porque hoje me
apetece ´ouvir` a “Balada do Encantamento”. Com certeza que me acompanharão neste gosto.
Quem
não conhece a sua letra? Pelo sim pelo não aqui fica:
Dentro de ti, ó
Leiria
Vive uma moira
encantada,
Não sabes, é
minha amada
E tem por nome
Maria.
Leiria foste um
ladrão
Leiria do rio
Lis.
Roubaste-me o
coração
E, vê lá tu, sou
feliz.
É
sempre com incontida emoção que ouço esta belíssima canção, que me habituei a saborear,
encantado, desde que cheguei a Leiria em 1966. Esta balada cantada ao modo do
fado de Coimbra acabou por se transformar num meio de consagração da histórica
- sempre bela e romântica - cidade de Leiria, que aprendi a amar como se a
minha terra natal fosse.
Conheço
duas interpretações vocais desta balada, as duas excelentes: Uma, de Janita
Salomé e outra do mesmo nível, de Manuel
Branquinho, esta gravada há 41 anos. Uma e outra versão podem ser ouvidas com
facilidade por consulta direta na internet através do motor de busca da Google.
“Dentro
de ti, ó Leiria” é uma das canções/baladas mais belas, significativas e
simbolicamente ligadas a Leiria. A sua letra e música enraizaram-se rapidamente
nas emoções de ser Leiriense e, mais tarde, adotada como balada indicativo das
serenatas da Sé de Leiria vividas pelos estudantes Universitários da cidade do
Lis… e do seu Castelo… e de Rodrigues Lobo… e do Eça, que por aí anda no Largo
da Sé… e pelo lídimo poeta Leiriense Acácio de Paiva, que nasceu na casa de
azulejos azuis “viúva lamego” em 1863… e onde se iniciou a família dos Teles e
Paiva, … etc. Foram muitas estas serenatas, no mês de Maio de cada ano, que eu
ouvi enquanto trabalhava no meu escritório no primeiro andar da casa de
família, a “Pharmácia Paiva”, naquele Largo. Foram muitos anos. Até que, por
volta do ano 2008, nos mudámos para a Barreira. Aquela balada, porém, ficou-me
nos ouvidos. Talvez para sempre…
O
seu autor, 1899-1968, D. José Paes de Almeida e Silva, nasceu em Vagos, mas a
sua ligação a Leiria ficou indelevelmente gravada no som da letra e da música
desta extraordinária balada/fado. Foi
eleito pela Academia de Coimbra como o seu filho dileto na música através de
Baladas, Canções, Operetas, Música Coral, Música Instrumental, que acabou por
ser tocada na sua Tuna, da qual chegou a ser Regente entre 1929 e 1931. Em simultâneo, sempre que necessário, foi o Maestro
do Orfeão Académico de Coimbra, o que lhe proporcionou excelentes relações de
amizade com os nomes mais sonantes do fado e da guitarra Coimbrã. O período de
1920-1930 passou para a história como a “Década de oiro da academia de Coimbra”
(Dr. Afonso de Sousa, que chegou a tocar a música de D. José à guitarra com
Artur Paredes, enquanto estudante nesta cidade).
Em
1929 a Tuna Académica de Coimbra deslocou-se a Leiria onde foi acolhida em
apoteose. Nesta altura, D. José Paes de Almeida e Silva, com a ajuda preciosa
do Dr. Américo Cortez Pinto (outro vulto Leiriense a não deixar que se perca
nas brumas da memória) conheceu D. Maria Isabel Sousa Charters de Azevedo,
daqui natural, e com ela acabou por casar.
Foi
esta ligação sentimental que o inspirou a escrever e musicar “Dentro de ti, ó
Leiria”, que ficaria celebrizada para todo o sempre como a “Balada do Encantamento”
de Leiria.
Esta
balada foi tornada pública no dia seguinte ao da sua chegada a Leiria pela voz
de encantar do célebre Edmundo Bettencourt, um dos seus amigos de boémia e
tertúlia Coimbrã. Logo a seguir voltou a ser cantada nos Paços do Concelho de
Leiria por um cantor conhecido de nome Vicente. E assim Leiria do rio Lis se rendeu
aos encantos da moura encantada que dentro dela vivia... e continuará a viver. Ad eternun…
D.
José acabou, mais tarde, por alturas de 1943, por se mudar para Leiria, onde a
família Charters de Azevedo tinha casa e propriedades nas Cortes.
A
sua paixão pela Música manteve-se inalterada e chegou a ser Maestro do Orfeão
de Leiria, que regeu, pela primeira vez em 7 de dezembro de 1948, no Teatro da
cidade, o magnífico e infamemente já demolido, Teatro D. Maria Pia.
Ler
mais no livro “D. José Paes de Almeida e Silva – Vida e Obra Musical” de Adélio
Amaro, ed. Folheto, 2015, com o apoio de Teatro Nacional de São Carlos e
Fundação Caixa Agrícola de Leiria.
Até
à próxima.
2016/10/17
2016/06/13
Ensino Público vs Escolas Privadas e/ou Cooperativas

( Ler Diário de Leiria – 13jun2016 – p 8)
Em modo DISPERSO… (XIII)
Ensino
Público vs Escolas Privadas e/ou Cooperativas
Já
deu para perceber que o lobby dos professores do Ensino Público (em Escolas do
Estado) com a malha da FENPROF é muito forte e, talvez, intransponível. Veja-se
que são raros os Ministros da Educação dos Governos Constitucionais pós 25 de
Abril que tenham permanecido no seu posto até ao final do mandato e todos ficaram
"marcados" para sempre com o ferrete de "incompetentes". É
materialmente impossível que todos os licenciados, só por esse facto, possam
ser professores do quadro permanente. As candidaturas a professor do Básico e Secundário, apesar da regressão
demográfica que se vem acentuando de ano para ano continuam a superar
largamente as necessidades das Escolas, do setor Privado e Cooperativo,
incluídas.
Claro
que o Ensino Estadual é de se acarinhar, até porque é a contar com ele (mas
também com o Ensino nas Escolas Cooperativas e Privadas) que temos a nossa
sociedade organizada. A este propósito anda por aí muito radicalismo no que
concerne à interpretação a dar aos artigos da Constituição da República
Portuguesa que a esta secção da vida da nossa sociedade dizem respeito:
Vejamos:
Artigo
43.º
Liberdade
de aprender e ensinar
1.
É garantida a liberdade de aprender e
ensinar.
2.
O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes
filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
3.
O ensino público não será confessional.
-
Artigo
73.º
Educação,
cultura e ciência
1. Todos têm direito à educação e à cultura.
2.
O Estado promove a democratização da
educação e as demais condições para que a educação, realizada através da
escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de
oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais, o
desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão
mútua, de solidariedade e de responsabilidade, para o progresso social e para a
participação democrática na vida colectiva.
…
É
mais que sabido que há locais onde as Escolas Privadas e/ou Cooperativas se
conseguem substituir ao Público sem acréscimos da Despesa Pública. Talvez até
com vantagens do ponto de vista do Orçamento do Estado. Tenha-se em conta que
o OE não gastou dinheiro para construir essas escolas e só paga as despesas de
funcionamento das turmas; por esse facto os estudantes não pagam propinas ou
mensalidades, estudem numa Escola Pública ou Privada. Ninguém, de bom senso, pode dizer que o Ensino
Público, isto é, proporcionado pelo Estado, não tem qualidade e que nos
Colégios é que se consegue preparar os alunos para terem êxito na vida. Mas que
grande burrice fazer-se tal afirmação, como já se tem lido e ouvido por aí, nas
televisões e nas redes sociais, pelo menos. Mas também não é a única via que a
Constituição prevê para se atingir o nível Cultural que o nosso país necessita
e nós almejamos.
A
questão fulcral que eu coloco é esta: não é de boa gestão pública manter as
turmas de Ensino Público obrigatório nas Escolas Privadas em locais onde já
existam as infraestruturas adequadas em vez de estar a obrigar as crianças a
fazerem deslocações incomportáveis com os tempos modernos e desfazendo os laços
das comunidades em que estão inseridos?
É
que, bem vistas as coisas, as infraestruturas que, em muitos casos, eram
inexistentes, foram construídas pela iniciativa privada e estão em pleno
funcionamento há já bastantes anos com provas dadas quanto à qualidade do
Ensino a que os portugueses têm direito segundo a Constituição. Nestes casos,
não seria muito mais sensato, dadas as dificudades orçamentais do Estado
Português, manter os contratos de parceria com as Escolas Cooperativas e
Privadas que já deram provas que reunem todas as condições para, paralelamente
com a sua caraterística de propriedade privada (mas fiscalizada pelo Estado),
proporcionarem em condições dignas e eficientes, o Ensino Público a que o
Estado se obriga constitucionalmente?
E
mesmo no que respeita aos professores porque não estabelecer um regulamento
único que defina as mesmas condições sócio-profissionais para todos os
Professores, legalmente habilitados para a função primordial que detêm na
formação dos homens de amanhã?
Esta
guerrilha permanente que chega a atingir laivos de corporativismo primário tem
de acabar.
A
Escola que vise o cumprimento do nº 1 do artº 43º da Constituição deve estar acima
de tudo. Não importa que seja Privada, Cooperativa ou do Estado.
A
Constituição da República Portuguesa não é, não pode ser, um mero instrumento
de regulamentação das condições de funcionamento do Estado. Portugal não é uma
República Corporativista.
Leiria,
13 de Junho de 2016
António
Almeida Santos Nunes
2016/05/22
Dia de Leiria: 22 de Maio, sim ou não?
in Diário de Leiria de 16 de Maio pp:
...
...
Aproxima-se o dia em que se comemora o Dia do
Município de Leiria, que ficou estabelecido que seria a 22 de Maio. A
justificação desta data tem emperrado com a data em que D. João III elevou
Leiria à categoria de cidade, que foi no dia 13 de Junho de 1545, conforme sua
carta dessa data expedida de Évora. Estas duas datas acabaram por ficar
intimamente ligadas.
Na verdade:
1- A Diocese de
Leiria-Fátima, que tem por padroeiros Nossa Senhora de
Fátima e Santo Agostinho, foi criada, a pedido do
rei D. João III,
pelo Papa Paulo III, com
a bula "Pro
excellenti", de 22 de Maio de 1545, então como Diocese de Leiria.
Extinta por motivos políticos
em 4 de Setembro de 1882,
foi restaurada pelo Papa Bento XV com
a Bula "Quo vehementius", de 17 de Janeiro de 1918.
Por decreto da Congregação dos
Bispos, de 13 de Maio de 1984,
confirmado pela bula pontifícia "Que pietate", com a mesma data, foi
dado à Diocese o título de Leiria-Fátima.
2- Leia-se o seguinte excerto do
parecer efetuado pelo Professor Doutor Saul António Gomes, emitido
em 20 de Agosto de 2002, a pedido do Executivo da Junta de Freguesia de Leiria:
"...
Permanece
em aberto, efectivamente, o facto histórico de grande relevância que é a
elevação oficial de Leiria ao estatudo de cidade, pelo rei D. João III, como se
referiu, em 13 de Junho de 1545. Curiosamente, um dia festivo na vida
religiosa, cultural e histórica portuguesa por ser, muito justamente, o dia de
Santo António de Lisboa. Santo que tinha na Leiria dos nossos avós grande
apreço e era popularmente comemorado na cidade e arredores.
..."
Ou seja, o Dia de Leiria, bem
podia ser o 13 de Junho e não 22 de Maio, como acabou por ficar."
...
António Nunes
Na II parte da crónica:
Na II parte da crónica:
Em qualquer caso, o 22 de Maio
pode ser uma boa oportunidade para dar realce a personalidades cuja vida e obra
contribuíram decisivamente para o seu bom nome e visibilidade.
Acácio de Paiva é,
incontestavelmente, uma dessas personagens cuja memória urge manter viva.
A casa onde Acácio de Paiva nasceu em 14.4.1863 é um ex-libris
inquestionável desta cidade, talvez, a par com o Castelo de Leiria, um dos
sítios mais fotografados pelos turistas de todo o mundo que demandam estas
terras extremenhas.
Passando pelo Largo da Sé
repare-se na placa
alusiva, que foi descerrada no dia 14 de Dezembro de 1963, conforme consta dum
“Auto do Descerramento das Lápides Comemorativas da Homenagem ao Poeta
ACÁCIO DE PAIVA”, cujo original se encontra no Arquivo Distrital de Leiria.
Detalhes pormenorizados sobre as origens
deste prédio podem ser obtidos pela leitura do livro “Falando de Acácio de
Paiva”, ed. Da Junta de Freguesia de Leiria, 2013. É de realçar o aspecto
singular do prédio em si e da sua frontaria em azulejos “Viúva Lamego”
presumivelmente pintados pelo pintor Pereira Cão, que viveu entre 1841 e 1921.
As figurações alusivas a Galeno (para sempre
e popularmente ligadas a Sócrates) e a Hipócrates, que ladeiam a entrada da
antiga farmácia, transmitiram ao prédio uma visibilidade ímpar na cidade de
Leiria. É de relevar a sua notórea ligação ao enredo do grande romance de Eça
de Queiroz, «O Crime do Padre Amaro», pois que era no seu rés-do-chão que
estava instalada a «botica do Carlos», um centro de reunião e cavaqueira da
sociedade Leiriense.
O “Carlos boticário” referido neste romance é
comumente aceite que se inspirou na figura de José de Paiva Cardoso, pai de
Acácio de Paiva.
Rematando esta crónica com uma particular
saudação a Leiria nada mais apropriado que transcrever um soneto de Acácio
de Paiva, um dos seus mais diletos filhos:
LEIRIA
I
A minha terra... Basta ser a tua
Para que mais nenhuma assim me agrade,
Na parte velha, a nossa mocidade
(A cegueira dos anos...) continua.
Ora me demorei vendo uma rua;
Talvez a mais antiga da cidade...
Conserva-te menina: ingenuidade,
Comedimento, a não ver Sol nem Lua.
Há bairros novos, casas de cimento,
Reparos brancos em ruínas, feira
mudada, restaurantes, movimento,
I
A minha terra... Basta ser a tua
Para que mais nenhuma assim me agrade,
Na parte velha, a nossa mocidade
(A cegueira dos anos...) continua.
Ora me demorei vendo uma rua;
Talvez a mais antiga da cidade...
Conserva-te menina: ingenuidade,
Comedimento, a não ver Sol nem Lua.
Há bairros novos, casas de cimento,
Reparos brancos em ruínas, feira
mudada, restaurantes, movimento,
Outras
línguas - política, suponho.
Recolhamos, afável companheira,
À capelinha rósea do meu sonho!
Recolhamos, afável companheira,
À capelinha rósea do meu sonho!
Até
à próxima,
António Almeida
Santos Nunes
2016/04/20
CARLOS EUGÉNIO - Uma Vida dedicada aos livros e à Cultura em Leiria
Crónica IX - "Em modo DISPERSO..." (IX)
Na sequência dum verbete publicado neste blogue, dias antes.
Em homenagem ao homem e ao meu primo Álvaro Lucas Pereira, agora com 81/2 anos e que vive na Lourinhã, de quem Carlos Eugénio era tio.
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Tem sido um privilégio para mim escrever crónicas quinzenais para o "Diário de Leiria". Privilégio acrescido porque na mesma página escreve o meu amigo e companheiro da ACLAL, escritor de reconhecidos créditos e advogado de mérito inexcedível, Dr. Prates Miguel.
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Nesse verbete anterior pode ver-se um vídeo em que Zaida Paiva Nunes diz um poema de Carlos Eugénio.
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Nesse verbete anterior pode ver-se um vídeo em que Zaida Paiva Nunes diz um poema de Carlos Eugénio.
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Prates Miguel
2016/04/12
CARLOS EUGÉNIO - poema dito por Zaida Paiva Nunes
CARLOS EUGÉNIO:
poema dito por Zaida Paiva Nunes
Somos Dois Rios
Somos dois rios: um macho outro fêmea.
Podemos ter nome: Lis e Lena.
Seguimos sorrindo alegres sonhando
Porém, mais aonde, indo adiante,
As águas se encontram em bosque de canas
Unidos partimos, cristal aventura
Clara manhã, paixão delirante.
Vimos dos montes, laranjos calcáreos
De mão atrevida trazendo uma rosa
Grandeza e instante são em nós vida
Em redor dos campos de selva formosa,
Amor te desejo em fonte - beleza
Sou eu, sou eu, que te espero
Seja tarde ou cedo, em flecha doirada,
Panorama solar, em chama te quero
Brotados desejos de goivos turqueza.
O mar aparece e desata a chorar
De crista sangrenta rompendo a sorte;
Desenha-se a rosa em alga de estrelas
Que vinha nos dedos, singrando na morte.
Somos nós que ficámos de mão levantada
Na fúria das ondas, no verde do mar
Somos nós que ficámos, na sombra encantada,
Da boca que beija e morre a cantar.
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Ver também crónica completa sobre Carlos Eugénio na próxima segunda feira, 18 de Abril de 2016, no Diário de Leiria.
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Ver também crónica completa sobre Carlos Eugénio na próxima segunda feira, 18 de Abril de 2016, no Diário de Leiria.
2016/04/05
DIÁRIO DE LEIRIA - O Cronista e a História - António Almeida Santos Nunes
Deu-me para me comprometer com o Diário de Leiria a escrever umas Crónicas de quinze em quinze dias. A verdade é que esta tarefa, que faço com muito gosto, aliada a uma crónica mensal para o «Notícias de Colmeias", acabam por me ocupar muito tempo. Eu gosto de ter o tempo ocupado a fazer coisas. Mas também tenho netos com os quais gosto de ocupar o tempo do resto da minha vida. E outras coisas... fazer sorna por exemplo. Só que não está no meu feitio fazer sorna. É que, afinal, fazer sorna - entendo eu - é nem sequer pensar que há coisas para fazer e deixar que o tempo passe sem as fazer. de modo que entro neste circuito vicioso e acabo por não fazer a sorna a que acho que teria direito nesta fase da minha vida.
Enfim...
Assim sendo, aqui fica a minha crónica nº VIII no «Diário de Leiria». Fiquei na dúvida. Será que disse bem ou mal dos Historiadores? Será que a idade e algumas circunstâncias nos levam a este estado calamitoso?!
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2016/03/23
2016/02/08
As minhas crónicas na imprensa de Leiria
Meti-me
numa empreitada nova. Convidaram-me para escrever umas crónicas na imprensa cá
do município e eu aceitei. É com um prazer muito grande que escrevo. Vamos lá a
ver como é que os leitores me vão aturar...https://www.facebook.com/diarioleiria (
quinzenalmente, às segundas feiras);
"Notícias de Colmeias" todos os meses, sai no princípio de cada mês.
Como o eu amigo e companheiro da ACLAL - Academia de Letras e Artes Lusófonas, Dr. Prates Miguel escreve uma crónica que sai todas as segundas feiras no "Diário de Leiria", cá nos encontramos de 15 em 15 dias. É uma honra para mim.
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2014/09/13
AQUILINO RIBEIRO: Leiria ingrata que nada faz pela divulgação da sua obra e da ligação a esta zona
(clicar para ler confortavelmente o texto todo)
in
Diário de Leiria
em 12 de Setembro de 2014
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2013/11/04
A Igreja da Misericórdia em Leiria e a Rede de Judiarias de Portugal
Esperemos bem que seja possível dar um aproveitamento condigno, como poderá ser este o caso, à Igreja da Misericórdia, em Leiria.
Registo 1479
AZ-Biblioteca
Ed. 2010
« consultar também: www.catedra-alberto-benveniste.org
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@as-nunes
Registo 1479
AZ-Biblioteca
Ed. 2010
Índice do livro de Saul António Gomes
"Neste livro apresenta-se, ao leitor interessado, uma história daquela que foi uma das mais prósperas comunidades judaicas do Portugal medieval. O autor, depois de proceder à avaliação da tradição historio-gráfica acerca da memória judaica e cristã-nova leiriense, passa à contextualização da fixação dos primeiros judeus nesta antiga vila extremenha, por finais do século XII e princípios de Duzentos, e avalia pormenorizadamente as particularidades económicas, sociais e culturais da comuna israelita local, na década de 1490, funcionou a tipografia da família Ortas, oficina impressora do célebre Almanaque Perpétuo de Abraão Zacuto. Estabelece-se, de seguida, um amplo corpo documental que elucida, para os séculos XIII a XVI, a presença e a sobrevivência do povo hebraico em Leiria e em toda a sua região."
in contracapa do livro supra-citado.« consultar também: www.catedra-alberto-benveniste.org
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2011/12/29
Eça em Leiria, um grafite a evocar "O Crime do Padre Amaro"
Cheguei ao Largo da Sé, em Leiria, descendo a Rua Cónego Sebastião da Costa Brites, aquela calçada que vem do Largo Manuel de Arriaga, ali ao Governo Civil (ex-Governo civil, que agora já não há governadores civis, sei lá), quem vem da zona do Castelo.
Reparo na azáfama dum fotógrafo, às voltas com o melhor ângulo para fotografar a gravura estampada na parede, como se mostra na foto. Arte Grafite, diz-se.
Se se ampliar, pode ler-se a seguinte legenda: "O seu nome era Amaro Vieira". Ficámos por ali um bocado à conversa sobre quem é o autor daquele mural, parece que já o "Correio da Manhã" andou a investigar quem será o artista mistério (actualização: ver vídeo TVI24), que já fez apresentações deste género, mas sempre originais e propositadas, em vários pontos da zona de Leiria.
Será Leiriense?
Será Leiriense?
Acabámos por chegar à conclusão que até já tínhamos trabalhado na mesma empresa, há muitos anos atrás, falámos imenso sobre máquinas fotográficas, objectivas, lentes, aberturas, velocidades, sensibilidade, tempos passados em que a fotografia era com rolos, etc. etc., trata-se do Filipe, repórter fotográfico profissional, pareceu-me pessoa já muito experiente e activa, falámos do "Diário de Leiria", de Agências de Informação, etc., a primeira página do DL vai trazer hoje, 29 de Dezembro, uma reportagem sobre esta história do artista mistério, acabei por lhe tirar esta foto, os fotógrafos raramente ficam nos "bonecos" está bom de ver, entretanto eu também acabei por tirar uma data de fotografias.
Fiquei com a ideia de que o Eça também estava metido nesta história e lá fui dar mais uma espreitadela no "O Crime do Padre Amaro". E lá está, na pág. 11 da edição da "Lello & Irmão - Editores", não tem a indicação do ano em que foi impresso, mas deve ser dos anos 50/60 do século passado:
"..., o pároco José Miguéis foi definitivamente esquecido.
Dois meses depois soube-se em Leiria que estava nomeado outro pároco. Dizia-se que era um homem muito novo, saído apenas do seminário. O seu nome era Amaro Vieira. ..."-
@asnunes
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