2009/04/02

Livro infantil - Dia internacional


Livro Infantil 2009: mensagem dia internacional


(desenho retirado daqui)

Hoje, lembrei-me de escrever algo relacionado com o dia do livro infantil. A rádio matinal chamou-me a atenção para esse facto. Tenho três netos, 13, 10 e 2 anos. Tudo temos feito, eu e a Zaida, para os motivar - nalgumas ocasiões, com a sensação frustrante de se remar contra a maré da actualidade - o mais do que somos capazes, para a leitura de livros. Tendo feito uma passagem por um blogue que me habituei a considerar como uma referência importante no mundo do Ensino em Portugal, aqui me atrevo a sugerir que se leia o post lá transcrito alusivo ao tema.
Entretanto, no livrinho de poesia, "Talvez", ed. de 2008, Folheto Ed.- Leiria, a Zaida deixou escrito este poema, que acho muito sugestivo e apropriado para o momento:

Magia
.
Quando eu nasci, nada sabia.
Quando eu nasci, nada podia.
.
Tu, Mãe,
Ensinaste-me a a sorrir
A falar, a amar.
.
Tu, Mãe,
Ensinaste-me a andar
A correr, a saltar.
.
Tu, Mãe,
Ensinaste-me a ler
A escrever, a cantar.
.
Então, um dia, eu li um livro
E descobri que também podia voar...


Zaida Paiva Nunes


3 comentários:

Isa disse...

Cada vez mais interessante o seu blog.Versos de embalar.Música linda.
Deixei uns ovinhos de Páscoa para si.
Esteja à vontade.
Beijo.
isa.

bugsnaEDucação disse...

Não há dúvida, o mundo é mesmo pequeno. E ainda mais pequeno para quem reconhece onde está a verdadeira excelência. A Teresa faz parte desse minúsculo mundo.
Não é a primeira vez que cá venho mas é o primeiro comentário que aqui faço. Gostei do ambiente e do texto da mulher-avó escolhido para celebrar o dia. Voltarei, certamente.

Milu disse...

Caro António, cá vim fazer a minha visita e deparei-me com este seu post, onde manifesta o esforço que tem feito para incentivar os seus netos a gostarem da leitura. Já agora deixo aqui expresso como é que eu e dois irmãos nos iniciámos na leitura. Nós três tomamos o gosto pela leitura em miúdos e com aquelas revistas de cowboys, super-homem e outros do género. De vez em quando lá vinha parar a casa um saco cheio. A seu tempo, chegava a vez de cada um de nós poder desfrutar daquele mundo de entretenimento. Havia como que um circuito de ler à vez, que incluía outros miúdos nossos vizinhos! Lia-mos muito, porém, isto só foi possível porque nós não tínhamos mais nada! Nem brinquedos dignos desse nome, nem televisão, nem nada!A leitura foi, no fundo, o nosso refúgio, e servia-nos para sonhar! Hoje os miúdos têm tanta coisa para dispersar a atenção! Eu até compreendo!
Um abraço!