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2026/01/04
2016/04/12
CARLOS EUGÉNIO - poema dito por Zaida Paiva Nunes
CARLOS EUGÉNIO:
poema dito por Zaida Paiva Nunes
Somos Dois Rios
Somos dois rios: um macho outro fêmea.
Podemos ter nome: Lis e Lena.
Seguimos sorrindo alegres sonhando
Porém, mais aonde, indo adiante,
As águas se encontram em bosque de canas
Unidos partimos, cristal aventura
Clara manhã, paixão delirante.
Vimos dos montes, laranjos calcáreos
De mão atrevida trazendo uma rosa
Grandeza e instante são em nós vida
Em redor dos campos de selva formosa,
Amor te desejo em fonte - beleza
Sou eu, sou eu, que te espero
Seja tarde ou cedo, em flecha doirada,
Panorama solar, em chama te quero
Brotados desejos de goivos turqueza.
O mar aparece e desata a chorar
De crista sangrenta rompendo a sorte;
Desenha-se a rosa em alga de estrelas
Que vinha nos dedos, singrando na morte.
Somos nós que ficámos de mão levantada
Na fúria das ondas, no verde do mar
Somos nós que ficámos, na sombra encantada,
Da boca que beija e morre a cantar.
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Ver também crónica completa sobre Carlos Eugénio na próxima segunda feira, 18 de Abril de 2016, no Diário de Leiria.
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Ver também crónica completa sobre Carlos Eugénio na próxima segunda feira, 18 de Abril de 2016, no Diário de Leiria.
2015/12/06
CALBERTO - Livro de poemas: UTOPIA CAOS POESIA; Sessão cultural/artística no artspace João Carvalho 6dez2015
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No dia 6 de dezembro de 2015, no SalãoAtelier «artspace João Carvalho», em Gouxaria - Alcanena, teve aqui lugar uma sessão cultural constituída por uma apresentação musical em Violoncelo, uma exposição de pintura de Emanuel Fernandes "Scenes of Vice, Scenes of Sacrifice", Exposição Permanente "O nu eterno" de João Carvalho e o lançamento do livro de Carlos Alberto, "UTOPIA/CAOS".
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2013/09/30
CARTA DE OUTONO
CARTA
DE OUTONO
Pensarás
que não te escrevi antes porque o verão
consome
a energia da alma com um apetite solar; e
porque
as tempestades do crepúsculo incendiaram as
palavras
com o rápido fogo aéreo. No entanto, eu
ouço
aquelas aves que gastaram as asas na travessia
do
Espírito, cujos olhos viram o que havia de duvidoso
nas
traseiras do invisível, onde um deus culpado
se
esconde e se ouvem as vozes sem nexo dos
anjo
enlouquecidos. Essas aves deixaram de saber voar,
agarram-se
aos ramos dos arbustos e, ao fim da tarde,
gritam
em direção às nuvens com os olhos secos e
sem
medo. Abri-lhes o peito: e encontrei as entranhas
verdes
como as folhas perenes do norte. Então,
ouço-te
bater por dentro de mim, embora estejas morto;
e
os teus dedos tenham perdido a força antiga que
desafiava
a sombra. Procuro uma entrada no átrio
desabrigado da página; avanço entre sílabas e versos
perdendo-me
do silêncio na insistência dos passos.
O
passado é todo o dia de ontem; a vida coube-me
neste
bolso do infinito onde guardei os últimos cigarros;
o
teu amor gastou-se com um breve brilho de
isqueiro.
Saio sem desejo dos desertos de outubro
e
novembro, arrastando o outono com os pés, nas planícies
provisórias
de um esquecimento de estações.
Nuno Júdice
Poemas
em voz alta (p.22)
Dito
por Natalia Luiza
Ed.
Presença, 1996
2012/06/24
Defesa do poeta - poema de Natália Correia, dito por ela própria
Natália Correia - Defesa do Poeta
in CD Amália/Vinicius
Gravado num serão em casa de Amália Rodrigues com Vinicius de Moraes, David
Mourão-Ferreira; José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia.
Vale a pena
ouvir a sequência de programas que a Antena Um tem transmitido aos domingos,
deixando que Fernando Dacosta nos conte toda a sua extraordinária vivência
política, social, cultural no decorrer da sua vida (nasceu em 1945), até ao
presente. Hoje foi o 14º programa.
Uma
enciclopédia viva, uma memória prodigiosa!
A terminar, já perto das 14 horas, neste primeiro
domingo do Verão que está agora a chegar... foi-nos proporcionada a audição
do célebre poema de Natália Correia, conforme vídeo acima.
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