2010/02/12

Portugal visto pelo "buraco da fechadura"


Tanto alarido! Tanta balbúrdia!

Afinal, que país é este em que vivemos?

Neste momento que Portugal atravessa, toda a estrutura política e administrativa da Nação, está a ser posta permanentemente em causa!

Os ataques feitos nos Media ao Governo e à Justiça, sucessivamente e duma forma demolidora, estão a pôr à prova a capacidade de resistência psicológica dos protagonistas imediatos, mas também da população em geral.

Em quem acreditar?
Afinal, o que é que se passa neste país?

Pelo que me arrisco a depreender, das duas uma: ou temos um Primeiro Ministro que tem andado a trilhar caminhos obscuros e que, portanto, deveria ser investigado com todo o rigor; ou então estamos face a uma campanha orquestrada com meios poderosos e que visam, pura e simplesmente, aproveitar a conjuntura económica, política e social desfavorável, para derrubar o actual Governo e abrir caminho à propalada mudança. Que mudança?!

A verdade é que já há fumo demais!
Acabe-se com esta intrincada telenovela, antes que acabemos por esticar o pernil, intoxicados!...
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9 comentários:

Anónimo disse...

A novela começa com os vira-casacas chamados de políticos.

Uma frase me vem à cabeça: "Maldito d'aquele que confia nos homens e por isso não segue o caminho da verdade, valor, moral, respeito, dignidade e rectidão."

Sigamos o nosso caminho, mas:
- O que disserem, não ouçam
- O que mostrarem, não vejam
- O que quiserem, não dêem
- O que mandarem, não façam
- O que oferecerem, não aceitem
- O que pedirem, não dêem.

Que acham?

Sérgio Oliveira

as-nunes disse...

Olá Sérgio

Tantos problemas que o País tem para resolver, um Governo que foi eleito para Governar e, afinal, andamos nestas tricas, todos os dias.

Já começa a ser demais para capacidade de resistência deste Povo do canto Ocidsental da Europa.

Afinal o que é que se pretende?

António

Anónimo disse...

As experiências socialistas são difíceis de ser entendidas, pois as intenções e metas de quem as faz são envoltas num nevoeiro, num secretismo, ..., mas vemos leis rotas e portas a fecharem-se. Os escândlos sucedem-se e a sorte deste tipo de conduta é o povo demasiado manso que, em vez de impôr justiça aos crimes dos governantes, limitam-se a pedir explicações.

Alguma explicação surgirá, estudada por alguma equipa de sociologos e psicologos da organização. Para calar a boca e deixar sem resposta, desarmado.

Cada vez que o responsável dos tribunais falava, se contradizia em entrevista. É esse tipo de gente que manda nos tribunais? Juiz não manda em juiz enquanto ocorre um julgamento.

Mas todo um povo e 90 mil assinaturas valeram menos que um único deputado da Assembleia da Republica, e foi regeitado, calado, o pedido de um povo para um assunto do interesse de alguns que querem derreter valores.

Aliás, quando a coisa escalda, inventam um assunto para distrair o pessoal. Aborto, eutanásia.

Qualquer hora faço uma carta aberta:

"Políticos, eu, cidadão português, não confio em vocês. Demito-vos. Faça-se uma junta de salvação nacional com verdadeiros profissionais."

Se este governo não tivesse um bom ministro das finanças, já tinha caído. Mas, coitado, luta quase sozinho em tantas medidas.

Como convencer o mundo que isto é melhor que a Grécia, quando quem representa a chefia tem o nome grego de Sócrates? Essa também está difícil.

O povo está cansado de orgulhosos, prepotentes, pessoas que usam o nome colectivo para interesses pessoais e protagonismos. Retiram o coração de um povo. Até no radioamadorismo se nota: tiram ARAL de Leiria e tiram FAT de Fátima. Haverá alguma analogia neste tipo de comparação? É provável.

Acredito que as pessoas mudem. Vamos interceder por isso.

As minhas desculpas mas eu sou assim,

Sérgio Oliveira

Anónimo disse...

Ah, a melhor vem no fim do seu artigo. "Que mudança?"

Mais grave que o delírio da ilusão deste governo, é a falta de uma alternativa fiável.

Sérgio Oliveira

Manuela Freitas disse...

Olá Nunes,
Determinei a mim mesma um alheamento de toda a «mixórdia» que estamos a viver...minha sanidade mental, a isso me obrigou...
Mas...
Um abraço,
Manuela

tulipa disse...

Pego nas palavras da Manuela Freitas para dizer o mesmo:
Determinei a mim mesma um alheamento de toda a «mixórdia» que estamos a viver...minha sanidade mental, a isso me obrigou...
Isto é, se quero, ainda viver mais alguns anitos sem me dar um AVC ou coisa do género.

Mas, o que me traz aqui, na realidade, é o meu Amigo António estar de PARABÉNS hoje - dia 13 de Fevereiro; também chamo os meus 2 blogues de "meus cadernos de notas".
Acredita que já serviu para ir procurar acontecimentos passados e relembrar datas...é mesmo um género de "DIÁRIO" mas mais semanal.

Marcou este dia para todo o sempre, dois nascimentos - um do Prof. Agostinho da Silva há 104 anos e o nascimento do Amigo António Nunes, há muito menos tempo, apenas 63 anos.

É isso mesmo, bem vistas as coisas, somos todos muito importantes. Muito mesmo. Mas todos sem excepção.
Votos de um dia muito feliz na companhia dos familiares e amigos.
Muitos mais anos de vida meu Amigo.
Abraços e beijos da Tulipa (Ester)

tulipa disse...

AH...
também lamento a partida da Lili.

Anónimo disse...

Mais importante que nos importarmos com o que os outros fazem, são ou pensam, é vivermos livres. Uma vez livres, que não retornemos à escravidão.

Parabéns a todos aqueles que, cultivando e procurando um dom chamado Sabedoria, tornam mansas as palavras e humilde a posição, vivendo plenamente a vida sem quebrarem a cana rachada ou apagarem o pavio que fumega.

Obrigado por pararem para apreciarem uma simples flôr, mais bonita que o próprio rei Davi que, com toda a sua riqueza, não conseguiu se vestir melhor que a mais simples das flores, mesmo que esta murche no dia seguinte.

Sejamos felizes,

Sérgio Oliveira

Carlos Ponte disse...

Não sei não, amigo António, mas lá que gostava de ter um governo que se ocupasse apenas da resolução dos graves problemas do país em vez de queimar a maior parte das energias a maquinar formas de se desculpar das alhadas que vão acontecendo e que, vá lá saber-se por quê, colam-se sempre ao primeiro ministro, lá isso gostava. Mas é o nosso fado que de qualquer modo não me inibe de gritar bem alto: Viva a gente boa que ainda a há!
Um Viva também para si António. Um Viva e um abraço.