2011/01/23

Um dia frio e cinzento...




No Centro-Oeste de Portugal
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À vezes quando menos se espera
em pleno dia de trabalho quando
a intriga aumenta e a descrença cresce
e todas as forças do cinzento
se conjugam para anular o sol

ou quando todas as palavras se degradam
no comentário na notícia no discurso
às vezes subitamente há uma corrente
um arrepio no espírito um sobressalto
um aviso que chega uma espécie de alerta.

Então eu sei que no mais fundo de mim
por entre pedras provocações insultos
enquanto D. Pedro avança eles atacam
às 20 em ponto na TV. E o poema escreve-se
no dia adverso como um sol inverso.

Manuel Alegre
canto 8
Sete Partidas
Ed. NM - 2008
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4 comentários:

Luís Coelho disse...

Realmente no final do dia e com os resultados eleitorais, fiquei gelado.

Enfiei-me no vale de lençóis e rapidamente sosseguei as ideias e tanta revolta.

Alguns portugueses nascem predestinados e antes da partida já são vitoriosos.
Peço aos deuses que o iluminem para que faça agora melhor trabalho e que saiba ocupar aquela cadeira.

as-nunes disse...

Bom dia, Luís

Muito sinceramente, não gostei mesmo nada do discurso de "vitória" de Cavaco Silva.
Eram escusadas as lamúrias pelos ataques que sofreu pelos outros candidatos. As campanhas eleitorais existem para isso mesmo, para se esclarecerem os eleitores. Coisa que não se conseguiu, pelo contrário, ficaram muitas dúvidas.
Isso não é bom para a Democracia.

Viva Portugal.
Subscrevo as tuas palavras:
"Peço aos deuses que o iluminem para que faça agora melhor trabalho e que saiba ocupar aquela cadeira."

Um abraço

Rosa dos Ventos disse...

O discurso de D. Cavaco foi um discurso que destilava fel!
Fiquei estarrecida, como diz uma amiga, com semelhantes palavras!
Há maus perdedores, que não os vi nesta eleição, mas ele foi um mau ganhador!

Abraço

as-nunes disse...
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