2008/10/19

Antigos combatentes discriminados



DN 18Out2008

Põe-se em causa o pagamento dum complemento de reforma resumido a 120 €uros/ano aos pensionistas, ex-combatentes das guerras coloniais, quando o Parlamento está a preparar-se para aprovar o Orçamento do Estado para 2009 em que se prevêm aumentos substanciais de regalias para os políticos, deputados incluídos, claro está. Uma Vergonha...

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6 comentários:

Justine disse...

É de facto uma ignomínia, o modo despudorado como os governantes já nem escondem que utilizam o poder para seu proveito e não para o bem geral do país.
Revoltante e ultrajante!

as-nunes disse...

É, de facto, revoltante saber que há uma diferença abissal no tratamento das elites políticas e de certos personagens do sector público do Estado e os outros.
Então este caso concreto, até parece que nos estão a empurrar para criarmos um Zorro para fazer justiça.

A. João Soares disse...

Caro AS-Nunes,
Era preciso um viseense que honrasse a memória de Viriato e se fosse a eles!
Dizia hoje o general Loureiro dos Santos que juízes, professores e diplomatas que, há cerca de uma década, recebiam o mesmo que determinado posto militar, hoje as mesma categorias recebem mais do que o dobro dos fardados. E ele diz porquê: porque não têm direito a reclamar e não têm quem os defenda. Agora vão sofrer todos os cidadãos que, por efeito do serviço militar obrigatório (SMO), foram obrigados a tomar parte na guerra que o governo decidiu.
Que lição se tira? Que os militares devem recusar-se a obedecer ao governo que os manda para o sacrifício máximo e, depois, «em compensação» lhes reduz o vencimento e lhes retira regalias. Retira-lhes as compensações que lhes tinham sido dadas pelos sacrifícios da tão falada «condição militar». Esta é apenas uma vigarice em que o Estado, tendo deixado de cumprir a sua parte do «contrato», ainda exige que os militares cumpram a sua. Tal «contrato» foi anulado pela desistência de uma das partes, o Estado.
Abraço
João

São disse...

Tão vergonhoso, que nem dá para comentar!!!
Feliz semana.

Zé Povinho disse...

Há quem confunda o servir a nação com o servir-se dela, e, infelizmente, na política há muitos desses senhores.
Abraço do Zé

Carlos Rebola disse...

Os actuais políticos, como se costuma dizer, estão a cuspir no prato onde lhes serviram a sopa, se não fossem os militares, estes políticos que estão no poder, provavelmente nem (engenheiros) seriam. Os militares nunca lhes pediram privilégios, infelizmente hoje vêem à rua exigir, respeito pela sua condição, dignificação que teimam em retirar-lhe, que se cumpram as leis que lhes garantiriam alguns direitos e que o governo lhes pague o que lhes é devido. É realmente uma vergonha e sem pinga da mesma continuam a cuspir no prato onde lhes foi servida a sopa.
Os militares que por imposição, sofreram no corpo e na alma pela sua condição de ajuramentados ao serviço da pátria até ao limite das suas forças e própria vida deviam ser tratados como cidadãos de plenos direitos, não como indigentes...

Abraço
Carlos Rebola