2009/08/25

Viseu - D. Afonso Henriques nasceu aqui há 900 anos


(clic para ampliar)
"Viseu defenda, desde agora, o que lhe pertence, com isso defenderá a verdade"
A. de Almeida Fernandes
Baira Alta, L-3 (1991)
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Consegui, finalmente, adquirir o livro de A. de Almeida Fernandes,
"Viseu, Agosto de 1109,
Nasce D. Afonso Henriques"
Ed. SACRE - Fundação Mariana Seixas - Março de 2007
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Muito sinceramente, depois de ler este livro, de que já tinha ouvido várias opiniões, e de ler as de Professores Catedráticos e de nome e idoneidades reconhecidíssimas, não posso senão corrobar a tese excepcionalmente conseguida pelo autor:
D. Afonso Henriques não pode ter nascido senão em Viseu.
Permita-me a Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Dra. Maria Alegria F. Marques que transcreva uma pequenina, mas significativa parte do seu Prefácio à obra em apreço:
" Fosse como fosse, a obra ficou. A doutrina encontrou silêncios, mais sintomáticos em quem pedira o estudo: mas não suscitou polémicas à altura, muito menos capaz de a infirmar, por um argumento que fosse. Passado o tempo, verifica-se que, ao contrário, a hipótese colheu ecos, favoráveis. Demonstra-o a recente biografia de D. Afonso Henriques, da autoria do Professor José Mattoso, editada pelo Círculo de Leitores (2006)."

Desculpem-me os leitores deste meu blogue, todo o entusiasmo que estou a imprimir a este post, mas, agora que já tenho o livro de minha posse e, face às opiniões favoráveis aqui expressas e mais as que estão registadas na contra-capa, penso que podemos perfeitamente, sem dúvidas nenhumas, afirmar:
D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, fundador da Nacionalidade, nasceu em Viseu, em 5 de Agosto de 1109.
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Estive em Viseu, por estes dias e consegui comprar, creio que o 6º dos últimos livros desta edição. Sem pretender ser mais uma voz para alimentar polémicas bairristas, não posso deixar de manifestar o meu regozijo por este facto, dada a minha naturalidade.
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Antes de partir de Leiria para Viseu, de férias (pequeninas mas férias) também tinha revisto o livro abaixo, sobre VIRIATO. Será que a minha alma está a querer regressar às origens?
"Ontem, por momentos, pareceu-me ouvi-lo, mas foi num seu voo raso, que me apercebi dela, da águia, real como ele, o seu grito estridente acordou-me da letargia em que me encontrava mergulhado, por momentos consegui revê-lo! E ouvi-o, acho eu, mas nestes dias já de nada tenho a certeza...!"

Daqueles tempos em que a justiça andou na Terra empunhada por uma espada na mão de um homem, na mão de Viriato...

Talvez valha a pena ler e encher o peito dos ares puros e frios das terras dos montes Hermínios e ganhar novos alentos para não nos deixarmos derrotar!

VIRIATO - O FILHO REBELDE
Sónia Louro
Ed. Occidentalis 2005

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2 comentários:

Tozé Franco disse...

Olá António.
Ai se o D. Afonso Henriques adivinhasse ao estado a que isto ia chegar!
Consta que os barulhos que se têm ouvido na Igreja de Santa Cruz, é ele às voltas no túmulo.
Um abraço.

as-nunes disse...

Não me diga que já se ouvem vozes portuguesas de antanho, zangadas imagino, na Igreja de Santa Cruz!
Já nada me admira!
Com tanto político e candidato a político, pretensamente administradores da coisa pública, que não percebem nada do que é fomentar o verdadeiro orgulho de ser cidadão duma comunidade; em vez de andarem de 4 em 4 anos a fazer pbras à pressa para os pacóvios (que tenham cuidado, que não somos na maioria tão parolos como isso!)deviam era preocuparem-se com as nossas necessidades básicas em vez de andarem a encher os bolsos dos compadres e companhia.
Já andava há tenmpos para ver se encontrava o livro de A.de Almeida Henriques que defende a tese de que D. Afonso Henriques não pode ter nascido senão em Viseu, em 5 de Agosto de 1109.
Estou convencido da força desta tese.
Só lendo o livro e as opiniões de outros historiadores consagrados.

Acabei de fazer um périplo, não mito comprido, pela zona de Viseu, Lamego, Penalva do Castelo, Gouveia, Seia. Venho de lá cansado, parece que andei de espada em punho, daquelas do Viriato e de D. Afonso Henriques, mas acho que venho com a alma revigorada.

Um abraço, Tozé