2008/05/01

TINO, aguarelas onde quer que seja




O Tino, permito-me tratá-lo assim, não o conhecia, é destes lados. Seguia eu no marachão sobranceiro ao Largo do Papa (última foto), na minha missão de fotografar as árvores de Leiria, aleatoriamente, o tempo a passar sobre elas, eis senão quando encontro este amigo. Meti conversa com ele, deixou-me tirar umas fotos. Pelo que depreendi, deixou tudo para se dedicar à pintura, já lá vão uns anos. Não gosta de pintar a não ser com o objecto à vista e não se incomoda com as condições em que tem de trabalhar. A tarde estava ventosa, os papéis onde tem andado a pintar mal os conseguia prender.
Quem és tu, Tino? Deu-me um endereço web onde tinha trabalhos seus expostos mas não o consegui localizar. Pode ser que nos encontremos um dia destes por aí, novamente.
Boa sorte Tino!
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2008/04/29

Pôr do Sol na Nazaré



Ao fim dum espectacular dia de Abril de 2008. Precisamente o já célebre e histórico dia 25 de Abril. A temperatura estava de Verão.
As duas primeiras fotos foram captadas ao nível da marginal central da praia. A última dum dos miradouros da localidade da Pederneira, sobranceira à Nazaré. Um ângulo de visão panorâmica que eu desconhecia. Aliás a localidade da Pederneira tem muito a ver com o próprio lugar do Sítio. Pode ser que um dia destes ainda conte uma das várias versões da sua rica história. É simplesmente fabubosa!...
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2008/04/25

25 ABRIL 2008

(foto de Gui Nunes de Moura- 9 anos)

Há 34 anos cantávamos na rua,:

Uma gaivota voava, voava,

asas de vento,

coração de mar.

Como ela, somos livres,

somos livres de voar.

E as papoilas gritavam livremente os seus hinos de Solidariedade e LIBERDADE, na senda da luta travada ao longo de muitas décadas...
Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.
.
Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

Duas gerações pós 25 de Abril: a que nasceu no próprio ano da Revolução (Que revolução? Que resultados práticos para o povo?: a ilusão do voto, com o qual se perfilaram imediatamente fulgurantes carreiras políticas e, logo a seguir, económico/financeiras?!?); as gerações do pós revolução, algumas que já nem sabem o que é o 25 de Abril, a maioria que não estamos a conseguir sensibilizar para o interesse nacional que poderia advir da sua participação na próxima e necessária reestruturação do sistema político e administrativo do nosso país.

............................................(foto de Gui Nunes de Moura- 9 anos)

A geração dos jovens que fizeram a guerra colonial, arriscaram carreiras pessoais e profissionais a militarem no PS e outros partidos de esquerda, viveram, sofreram, porque acreditaram piamente nos ideais do 25 de Abril. Sempre na sagrada Esperança da melhoria das condições de vida dos Portugueses! Hoje, muitos de nós, andamos desanimados e o Balanço que fazemos destes 34 anos não é nada positivo! Quantos dos que apanharam o comboio em andamento não se serviram dos idealistas, para singrarem a todo o gás no assalto aos lugares de relevo político, económico e social! Lugares que deviam ocupar por tempo limitado aos seus mandatos populares e que se estão a eternizar, na Assembleia da República, nos cargos públicos ocupados pela força do seu partido quando no poder, nas Câmaras Municipais, nas Juntas de Freguesia, nos Governos regionais? Esta situação não é tolerável para quem, ao fim duma carreira profissional, dura, muito trabalho mal remunerado, olha para as suas reformas e conclui que só uns quantos privilegiados do sector público, recebem pensões 6, 7 e muito mais vezes superiores ao salário mínimo nacional. Muitos desses privilegiados com pouco mais de 50 e poucos anos de idade, enquanto que os do regime geral ( os das empresas privadas, algumas que não actualizam salários há meia dúzia de anos, uma vergonha!...) ou esperam pelos 65 anos, independentemente das suas condições físicas e psicológias, ou se querem fazer a opção de anteciparem a pensão a que têm direito porque já descontam há 40 e mais anos (e desgastaram a sua vida nas guerras coloniais, onde está a força das associações dos ex-combatentes?....) para a Segurança Social, esta tem vindo a ser, ano após ano, reduzida, pela aplicação de factores de redução, os mais variados e injustos, em muitos casos.

Viva o 25 de Abril! Não aos oportunismos do 25 de Abril!

27 Abr 2008: Dois dias depois: tenho que admitir que estava muito zangado com os que se infiltraram por dentro do verdadeiro espírito do 25 de Abril e o boicotaram, quase até à sua eliminação completa. Hoje em dia os trabalhadores continuam a ser explorados, salários de miséria e o sistema de solidariedade e segurança social já nem sei para que serve.

Sim, finalmente, temos a liberdade de votar em quem quisermos. Tem-nos valido de alguma coisa, com o rumo que o país tem levado? Onde estão os verdadeiros timoneiros capazes de guiar este povo a bom porto?

Não nos devíamos deixar governar por quem não demonstre ser capaz dum verdadeiro espírito de missão!...

...

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2008/04/23

Dia Internacional do Livro


O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.
Porque não associar este dia à Primavera, às árvores, às aves, à Poesia?
(ampliando-se pode-se ver bem um gaio empoleirado num ramo duma árvore perto da casa do meu irmão Vítor. Outra foto recente dum gaio todo colorido. Também do meu irmão Vítor, em Viseu. Ainda não tive o privilégio de ver um gaio, este ano...aqui por Leiria)
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2008/04/22

PAI, TÔ COM FOME

Acabei de fazer uma visita ao Blogue do Pedro Nelito. Não resisto a repassar...
Pedro, esse problema do desemprego e da fome (muitas vezes envergonhada...) também se passa no meu país. Infelizmente parece que cada vez com mais intensidade.
Ou seja, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres (até os ditos remediados) cada vez mais pobres. Somos cada vez mais a pedir ajuda à AMI.
-
"Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!! "

PAI TÔ COM FOME

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome,pai!!! Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF(Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua... Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...
Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho. 'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

2008/04/20

Artes - intercâmbio entre a Sociedade Civil e a Escola

elos-leiria-concurso-pintura-escultura-colegios.miguel.fatima

(clicar para ver um álbum e os pormenores de cada trabalho pictórico ou escultórico)

O Álbum acima tem em vista dar a conhecer a extraordinária qualidade dos trabalhos apresentados numa exposição no dia 12 passado, na Galeria do Marcelo - Leiria, pelos alunos das ARTES do COLÉGIO DE S. MIGUEL - FÁTIMA, superiormente orientados pelos seus professores e com o incondicional apoio da sua Direcção. Esta exposição foi o corolário duma entusiasmante colaboração entre o ELOS CLUBE DE LEIRIA, que promoveu o concurso e o público em geral. A este repto respondeu, duma forma extraordinariamente interessada, o Curso de Artes do Colégio acima referido, tendo-se apresentado a concurso com 14 obras, sendo 2 de pintura e 12 de escultura em pedra. O resultado aí está à vista. Se esta mostra não for suficiente para convencer os mais cépticos, pode-se ler a ACTA do Júri dos prémios através da qual se pode constatar a opinião unânime dos seus membros no sentido da qualidade superior de todas as obras apresentadas.

Não podem restar dúvidas do interesse manifesto em que a Escola deva adaptar os curriculuns dos seus cursos às exigências da sociedade civil, na mira inadiável de se formarem futuros quadros académicos, artísticos, culturais e empresariais, com conhecimentos e prática do que a realidade das necessidades do homem requer para que se melhore a um ritmo mais intenso a qualidade dos produtos e serviços, de forma a que estes se possam impor, quer no mercado nacional quer no internacional. Só assim se poderá aumentar a tão propalada produtividade, factor essencial para a rentabilidade dos investimentos que se façam ou venham a fazer em Portugal.

Não podemos continuar a lamentar-nos que não temos quadros de todos os níveis capazes de colocar Portugal entre os primeiros da Europa e do Mundo em áreas em que nós temos condições para competir, em pé de igualdade, duma forma global.

2008/04/17

Árvores e passeios, uma convivência difícil

"Foto denúncia
Árvore no meio do passeio impede normal circulação

Na Rua Francisco Marto, entre o Museu da Vida de Cristo e a Rotunda Sul, está uma árvore no meio do passeio que para além de impedir a passagem de uma cadeira de rodas ou um carrinho de bebé, até impede a passagem de um simples peão, alerta um leitor. Na sua opinião, a árvore não deve ser cortada, até porque está ali há muitos anos, mas considera que o muro deve recuar cerca de um metro junto à árvore de forma a permitir que as pessoas possam circular em segurança."
(In notícias de Fátima de 11 de Abril de 2008) - Amabilidade do semanário, que agradeço.
-
Casos como este contam-se aos milhares (com toda a certeza) só no nosso país. Torna-se nítido que: a) a árvore já estava no local e quem planeou a urbanização da zona pouco se incomodou com o traçado do passeio, da rua, da planta da casa, ou tudo ao mesmo tempo; b) a árvore (um plátano, pelo que se pode depreender) foi plantada já depois da estrada aberta, da casa construída e do exíguo passeio feito.
A verdade é esta: se fossemos resolver todos os casos semelhantes usando a solução mais simples, abate da árvore, como tem vindo a acontecer em demasiados casos, muitas e variadas árvores acabariam por desaparecer.
Que fazer, então? Adopta-se a sugestão do leitor ou abate-se a árvore?
Se o dono da casa tiver sensibilidade para a Natureza e para o futuro do ambiente na cidade de Fátima, pois poderia condescender e o problema ficaria resolvido. E seria uma boa solução.
E se o dono da casa não concordar? Alarga-se o passeio, estreitando a rua? Será viável sob o ponto de vista do trânsito automóvel? Chama-se o urbanista e ele que "invente" uma solução alternativa?
Abater a árvore? De modo algum. Quantos anos não terá este plátano? Quantas referências emocionais não terá já gerado, quer para os moradores da área quer para os visitantes de Fátima?
Estamos perante um imbróglio que, tudo leva a crer, terá sido causado por péssimo planeamento urbanístico e ganância. Alargasse-se um pouco mais o passeio, na altura de se ter construído, ou a casa ou a rua e já nada disto aconteceria!
Bom planeamento urbanístico e ambiental do território precisa-se. Urgentemente!

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2008/04/16

Olhar Leiria: Rossio

Jardim Luís de Camões. Porque razão aqueles bancos hão-de ter sido pintados a cor de laranja?!...
Acaba-se de subir as escadas da fonte antiga do Jardim L.C. e pode apreciar-se o espectáculo único dum conjunto de árvores diferentes, já com uns bons anos. A primeira, liquidâmbar, foi ela das que primeiro me seduziram a apreciar o extraordinário ciclo das árvores nos coloridos das suas folhas e no perfil dos seus hábitos. Outras árvores sediadas neste maravilhos recanto de Leiria: ácer falso plátanus (padreiro), do lado esquerdo; uma faia, já a enfeitar-se com o seu vestido gracioso, cor púrpura; liquidâmbar a começar a sua faina de se cobrir de folhas que, ao longo do ano, vão assumindo várias cores, verde tímido, passando pelo vermelho outonal e acabando num amarelo esplendoroso apesar de moribundo; a espreitar por debaixo do padreiro e da faia, pode vislumbrar-se uma acer negundo; retorcida pelo tempo e pela incúria dos homens, mesmo assim apresentando-se em jeito escultórico, aprecie-se a original melia azedarach, neste momento, mostrando as suas belas flores violeta, pequeninas mas em tufos, ao mesmo tempo que ainda nos deixa ver os frutos da época passada (bastante tóxicos quando trincados ou comidos pelo homem; quer-me parecer também que não haverá muitas aves que se atrevam a comê-los, dado que eles lá estão pendurados até cairem. Ver pormenor das folhas, flores e frutos aqui).
Do mesmo local da tomada das fotos anteriores, no Marachão, junto ao liquidâmbar, mesmo ao lado o rio Lis, observe-se a nova estátua do Papa Paulo VI, enquadrada num modernaço visual de zona pedonal e jardim. Em primeiro plano, uma tília. Ao fundo uma silhueta escondida das obras de requalificação do antigo edifício "Garage". nota: tenho várias fotografias destes ângulos. Vou passar a colocar neste blogue, esta mesma sequência, ao longo do ano. Comecemos então a numerar esta sequência como sendo a nº 1/2008-rossio
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2008/04/13

Acordo Ortográfico


Vemos o Prof. Dr. António Gordo no decorrer da sua interessantíssima exposição...

A exposição foi identificada como:

A língua Portuguesa; como defendê-la hoje?; Acordo ortográfico.

Seria interessante que os amigos que por aqui pousem o olhar se fossem manifestando...Tenho que admitir que fiquei muito impressionado com a argumentação a favor da ratificação urgente deste Acordo!...

De qualquer modo, depois de uma conversa com uma professora doutorada da Faculdade de Letras de Coimbra, tomei conhecimento dum texto da Dra. Carmen Gouveia, especialista em Linguística pela mesma Universidade, que expõe, duma forma convicta, muitos e variados argumentos contra o Acordo Ortográfico, em vias de ser ratificado por Portugal. Pode-se ler esse texto aqui.

Como se sabe, tem havido muitas reticências para a ratificação deste acordo, já assinado pelos Governos de vários países Lusófonos, em 1994. As opiniões continuam muito contraditórias, apesar do actual Governo garantir que Portugal vai ratificar o muito badalado Acordo Ortográfico, em breve. Ainda no decorrer deste ano, inicialmente até se falava que poderia ser em Janeiro próximo passado.

-

O Elismo está em júbilo.
O Estado Brasileiro institui o Dia Nacional da Língua PortuguesaO Elismo está em júbilo. Acaba de ser sansionada a Leinúmero 11.310, de 12 de junho de 2006, que institui em todo oterritório nacional brasileiro, o DIA NACIONAL DA LÍNGUA PORTUGUESA,a ser comemorado anualmente no dia 5 de novembro. Esta medida legalvem contribuir na promoção e no respeito à nossa língua, símbolomaior da Lusofonia, no qual estão integrados os oito países de línguaportuguesas e todas as comunidades lusófonas do mundo. O Elos Clubedo Rio de Janeiro associa-se às manifestações de louvor pelaimportante iniciativa.

(Transcrição dum "post" colcocado do blogue do Elos Clube de Nitéroi (Brasil)

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2008/04/12

Operação relâmpago

Durante muito tempo questionei-me sobre o nome destas plantas silvestres, que florescem com estas maravilhosas flores brancas e com um cálice amarelo. Acontece que há muitas variedades, existindo uma extraordinariamente interessante pelo contraste de uma pinta avermelhada nas suas pétalas. Voltarei a escrever sobre a esteva proximamente.

Hoje, de manhã, dei uma volta pelos arredores, na zona da estrada das Cortes - Leiria e fiz uma pequena recolha de plantas, que transplantei no meu jardim. A esperança de que elas peguem com facilidade este ano não é muita. Mas...
1 . 2
3 . 4

1 - Esteva (Cistus laurifolius)
2 - idem
3 - Carvalho (Quercus robur)
4 - Pilriteiro

(Voltarei a falar destas plantas no blogue http://diariodumjardim.blogspot.com )

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2008/04/11

CONVITE - Exposição Escultura e Pintura "Miguel Torga"; Acordo Ortográfico


O Elos Clube de Leiria tem o prazer de convidar V. Ex.ª e família para a inauguração da

............Exposição de Escultura e Pintura "Miguel Torga"

a ter lugar na Galeria do Marcelo, na Rua João Cabral (junto ao Tribunal), em Leiria, no próximo dia 12 de Abril de 2008, pelas 15:30 horas.

Esta exposição é relativa ao concurso de Artes promovido pelo Elos Clube de Leiria. Nesta sessão serão apresentadas as obras vencedoras.

Após a inauguração da respectiva exposição, o Elos Clube de Leiria apresenta uma nova actividade, pelas 17 horas, no Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes, na Av.ª 25 de Abril, Lote 12, r/ch D (em frente ao IPJ):

Lusofonia ao Sábado

O convidado deste primeiro encontro será o Doutor António Gordo: Bacharelato em Filologia Românica, Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas / Estudos Portugueses e Franceses, Mestrado em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com dissertação sobre Vergílio Ferreira e Doutoramento em Línguas e Literaturas Modernas, especialidade de Literatura Portuguesa.

Neste encontro todos os presentes terão a oportunidade de desenvolver algumas ideias sobre a Língua Portuguesa e o tão questionado Acordo Ortográfico.

Elos Clube de Leiria

2008/04/10

DIA DA ÁRVORE

Tílias na margem esquerda do rio Lis.

Plátanos na margem direita

Fotos tiradas de cima da Ponte da Fonte Quente, em Leiria.


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2008/04/07

Serviço cívico pelas árvores...

Hoje, descia a Av. Sá Carneiro, em Leiria, na direcção do Largo da Sé, para almoçar. Como o previsto pelos meteorologistas, fazia bastante vento e chovia. Depois de fazer a curva para a direita reparei que os automóveis que iam à minha frente se desviavam da árvore da foto A e lá prosseguiam a sua marcha imperturbavelmente. Parecia que nada de especial se passava.
Não sou da mesma opinião. Penso que todos nós, cidadãos, temos o dever de contribuir para a preservação do património público. Era o caso desta ameixoeira de jardim, Prunus pissardi. Encostei o carro à berma da estrada e prestei-me a dar uma ajuda no sentido de evitar que a ameixoeira acabasse por ser destruída. A tarefa foi mais complicada do que parecia à primeira vista, até porque não tinha qualquer ferramenta à minha mão. Lá consegui, utilizando as pedras amovíveis colcocadas no separador central, segurar o pau de apoio da árvore. Não sei se esta será a solução definitiva, pelo menos para os próximos dias que se prevêm de fortes chuvadas e ventania.
Vou enviar este post aos serviços da Câmara. Pode ser que alguém lá vá reforçar o meu remedeio, que mais não consegui fazer...
Até viria muito a propósito. O próximo dia 10 é o Dia Mundial da Árvore.
-
O Arbor Day (Dia da Árvore)

O Arbor Day, dia especial dedicado à plantação de árvores, foi instituído a 10 de Abril de 1872 no Estado do Nebraska, nos Estados Unidos da América, tendo a partir de 1885 sido consagrado como feriado estadual.

Esta iniciativa rapidamente se generalizou a outros estados americanos e mais tarde foi também adoptada noutras partes do globo.

Consistia essencialmente na plantação de árvores e acções de propaganda sobre os benefícios da arborização, com grande mobilização de instituições públicas, de organizações agrícolas e de particulares.

As actuais comemorações do Dia Mundial da Floresta e as Festas da Árvore do início do século têm claramente a sua raiz nesta iniciativa americana do Arbor Day.
(In "Naturlink")
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2008/04/06

Tulipa negra

Hoje foi dia de jardinagem. Quero lá saber que seja Domingo, dia de descanso, por tradição. Apeteceu-me dar uma volta a jardinar. Diga-se, em abono da verdade, que muito por sugestão da Zaida. Como ambos gostamos de plantas e de jardins, cá andámos o dia quase todo. Acabei, aliás, por tomar um banho de chuveiro no relvado do jardim. Brrr que a água estava fria, apesar da temperatura do ar estar excelente. Pelo que temos ouvido nos boletins meteorológicos, quem não aproveitou este fim-de-semana, parece que vai ter que voltar ao guarda-chuva e à roupa quente.
Esta tulipa também pretende ser uma manifestação de boas-vindas para a amiga bloguista "
tulipa", que mudou de casa e vai recomeçar agora a partir de Abril. Que os ventos soprem de feição!...

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2008/04/04

Mega requalificação urbanística em Leiria

Destaque do semanário "Região de Leiria" de hoje, dia 4 de Abril de 2008:

Centro comercial abre em 2011 Está decidido o vencedor do concurso que vai construir na cidade um mega-centro comercial, um novo mercado municipal, um pavilhão multiusos, o maior jardim de Leiria, bem como concluir o topo Norte...[+]




1-> 2
3-> 4............ (Imagens insertas no semanário "Região de Leiria" já referido).



1- Concluir o topo Norte do Estádio
2- Área de lazer "casa" com Jardim de Almoínha
3- Arruamentos do centro comercial a céu aberto
4- Centro comercial e mercado
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2008/04/02

Dentro de ti, ó Leiria... Jardins e Árvores...

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Esta pilha de fotos pode ser observada, uma a uma, no vídeo/slide show abaixo.
A carregar em breve...(Vamos lá a ver quando!...)
Entretanto, aqui fica um teste com o "Picasa"


Também se podem seguir os trilhos A e D

2008/04/01

Nampula, Ilha de Moçambique


O Presidente da República Portuguesa, Prof. Aníbal Cavaco Silva, fez recentemente uma visita por mais um dos países da Lusofonia (no sentido universal do termo) e pelo incremento das relações empresariais entre as duas nações, Portugal e Moçambique. (as fotos da montagem são do site da Presidência da Rapública).

Esta viagem fez-me recordar inevitavelmente dois anos da minha vida. Jovem, militar a cumprir o serviço obrigatório, recém-casado.
Em 13 de Junho de 1969 parti de avião para esta zona, em missão de serviço militar. Como era do SAM, consegui ter comigo a minha mulher, Zaida, e a Inês, minha filha, que nasceu em Nampula em 1 de Setembro de 1969.
Passámos uma semana de férias na Ilha de Moçambique. Uma ilha Índica e lindíssima, habitada por pessoas de diversas culturas e religiões...
Até parece que estou a ver o "Boeing 727" da TAP a partir, em 1971, levando a bordo a Zaida e a Inês (menos de 2 anos de idade), eu a ter que ficar mais 3 meses, lavado em lágrimas, já com saudades, naquele momento redobradas...

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