2007/09/30

Quinta do Hespanhol


Há dias fui a um casamento que teve lugar nas instalações da célebre Quinta do Hespanhol, para os lados de Torres Vedras. Todo o cerimonial e banquete esteve excelente, mas não é propriamente este o motivo que me levou a colocar este post.
Não conhecia esta zona e posso dizer que fiquei encantado pelo enquadramento paisagístico, em termos ambientais e, principalmente, das árvores que lá encontrei. Não tive grandes ocasiões de me demorar na tomada de fotografias, pelo que a reportagem não é nada significatica. No entanto, uma árvore deixou-me intrigado, porque não consegui que ninguém me desse informações precisas sobre o seu nome.
Os pormenores mais significativos que consegui fotografar são os que estão expostos nas duas últimas fotos. Consultei vários livros, tais como: Botanica - The illustrated A-Z of over 10.000 garden plants and how to cultivate them (ISBN 3-8331-1253-0, edição de 2004; Árvores de Portugal e Europa - Guia Fapas; Portugal Botânico de A-Z; Árvores e Florestas de Portugal -09- Guia de campo, ed. LPN e outros e também "dias-com-arvores.blogspot.com" e "sombra-verde.blogspot.com".
Lancei aqui, neste blogue, o apelo (*) abaixo transcrito e consegui chegar a esta conclusão: Consultando melhor (após as dicas dos amigos na zona de comentários) o "dias-com-arvores" (), parece-me que cheguei ao nome desta árvore. Será então um pitósporo do género Pittosporum undulatum. (ver comentários).
Esta quinta tem uma longa e interessantísima história, contada com todo o pormenor num desdobrável bem concebido pela empresa, um ramo da própria família, que actualmente detém aquelas instalações.

(*) Apelo inicicial: Não obtive, com garantias mínimas de não errar, dados sobre esta árvore, que me pareceu mais que centenária, ainda que de porte pequeno. Será uma Malus ornamental crab., "Golden Hornet"?

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Creio ser relevante, como fonte inicial de estudo, o seguinte fragmento de texto:
"NOME: Quinta do Hespanhol / Solar dos PerestrellosFREGUESIA: Dois PortosLOCALIZAÇÃO: Junto a Carreiras (Carvoeira)DESCRIÇÃO: Por cima da porta de entrada, um medalhão com a data de 1542 apresenta o instituidor do Morgado, João Lopes Perestrelo, neto de Fillipo Pallastreli, fidalgo italiano. Este veio para Portugal no tempo do Rei D. João I, que lhe doou, entre outras, estas terras que vieram a ser conhecidas como “do espanhol” em virtude do epíteto que o povo concedeu a Pallastreli, identificando a sua língua natal com o castelhano.Uma descendente deste fidalgo veio a ser esposa de Cristóvão Colombo, que também terá passado por esta quinta.Cronologia, segundo a DGEMN: 1333 a 1385 - doação régia das terras a Filipo Pallestrelli, a quando da sua vinda para Portugal; 1513 - os edifícios originais forma destruídos por calamitoso terramoto; 1542 - até à data a posse da terra permaneceu com os donatários, o representante da família, João Lopes Perestrelo, vinculou a propriedade em morgadio do qual foi o primeiro administrador. Reconstrução do solar actual; 1755 - o edifício manuelino desmoronou com o terramoto. Reconstrução do edifício e ampliação do mesmo para dois andares; 1861 - plantação da alameda, existe placa comemorativa com data assinalada, 1940 - construção do jardim no local que corresponderia a parte da antiga horta.ÉPOCA: séc. XVINOME: Quinta do Hespanhol / Solar dos PerestrellosFREGUESIA: Dois PortosLOCALIZAÇÃO: Junto a Carreiras (Carvoeira)DESCRIÇÃO: Por cima da porta de entrada, um medalhão com a data de 1542 apresenta o instituidor do Morgado, João Lopes Perestrelo, neto de Fillipo Pallastreli, fidalgo italiano. Este veio para Portugal no tempo do Rei D. João I, que lhe doou, entre outras, estas terras que vieram a ser conhecidas como “do espanhol” em virtude do epíteto que o povo concedeu a Pallastreli, identificando a sua língua natal com o castelhano.Uma descendente deste fidalgo veio a ser esposa de Cristóvão Colombo, que também terá passado por esta quinta.Cronologia, segundo a DGEMN: 1333 a 1385 - doação régia das terras a Filipo Pallestrelli, a quando da sua vinda para Portugal; 1513 - os edifícios originais forma destruídos por calamitoso terramoto; 1542 - até à data a posse da terra permaneceu com os donatários, o representante da família, João Lopes Perestrelo, vinculou a propriedade em morgadio do qual foi o primeiro administrador. Reconstrução do solar actual; 1755 - o edifício manuelino desmoronou com o terramoto. Reconstrução do edifício e ampliação do mesmo para dois andares; 1861 - plantação da alameda, existe placa comemorativa com data assinalada, 1940 - construção do jardim no local que corresponderia a parte da antiga horta.ÉPOCA: séc. XVI"
in http://www.oestediario.com/oestediario/artigo.asp?cod_artigo=107033
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9 comentários:

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Caro António,


Obrigado, mais uma vez, pelos seus comentários na Sombra.

Vê-se que temos gostos em comum; também gosto muito do Torga e, curiosamente, já tinha utilizado essa mesma citação num texto de Maio passado:
http://sombra-verde.blogspot.com/2007/05/o-poeta-e-rvore.html

Em relação ao seu "desafio" tenho que confessar a minha ignorância; vou fazer alguma investigação mas, à primeira vista, numa análise muito superficial, não me parece que seja uma árvore do género Malus. O fruto e a folha fazem-me lembrar o género Pittosporum mas sem a flor, receio que não consiga chegar a uma conclusão...(sublinho que isto é uma análise muito rápida com base na sua fotografia, sem com isto querer justificar a minha ignorância).
Entretanto, se descobrir alguma coisa, deixarei outro comentário no "Dispersamente".

Um abraço

Paulo disse...

Caro António.

Como sabe, também não sou especialista, mas conheço bem a Pittosporum undulatum e, pelas fotos, parece-me que esta sua árvore é um exemplar desta espécie. É conhecida como árvore-do-incenso.

P.S. Já conseguiu saber mais detalhes sobre os tulipeiros de Leiria?

Um abraço.

CMatos disse...

Caro amigo, também não sou especialista em botânica e muito menos em espécies arbóreas. A não ser aquelas mais curriqueiras... não vou lá.
No entanto, há alguém que de certeza o ajudará. A Pitanga.(Será que é uma pitangueira?)

De qualquer modo boa semana.
E obrigado pela visita.

as-nunes disse...

Caros amigos
Então não é que, se calhar, até tenho esta planta no meu jardim. Como está num vaso e tem cerca de 10 anos não atingiu grandes dimensões (não a vejo como árvore...).
Vou confirmar.
Mas, analisando melhor as fotos e a literatura à mão, com as dicas que me estão a ser dadas, parece não restarem grandes dúvidas que há-de ser a Pittosporum undulatum.
Que Mundo incrível que é o da Botânica!
Muito obrigado pelas ajudas e, cada vez me convenço mais que é verdade aquela máxima que à medida que vamos aprendendo alguma, cada vez sentimos que nada sabemos.
Um abraço
António

al cardoso disse...

Para aprender-mos algo de botanica vale sempre a pena passarmos por aqui, embora para mim haja por ca sempre artigos de interesse em muitas mais areas.
Parabens e forca para continuar a surpreender-nos.

UM abraco amigo do d'Algodres.

guilherme roesler disse...

Antonio,


Um lugar agradabilíssmo, com uma historia interessante, alem de ser muito bonito.

Abraços, Guilherme.

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

António,


De acordo com o que pesquisei, confirmo a minha primeira impressão e
a do Paulo...deverá ser uma árvore do género Pittosporum e, mais especificamente, um exemplar de Pittosporum undulatum Vent.

O seu nome vulgar é árvore-do-incenso (ou pitósporo-ondulado)e pode atingir os 15 m de altura. É originária do Sudoeste da Austrália e, mais importante, é uma espécie INVASORA no nosso país, pelo que se deve evitar a todo o custo a sua propagação.

Este é o meu "diagnóstico"...mas , como não sou "botânico profissional", convinha confirmar com outras fontes...

Sempre ao dispor, um abraço

Pedro

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

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