2010/06/15

Capela das Chãs - Regueira de Pontes - Leiria - NÃO À DEMOLIÇÃO

Petição "Não à demolição da capela da aldeia"        <------  Assine esta petição seguindo o link



(fotos recebidas por e-mail)
Incompreensivelmente, duma forma inadmissível até pelas próprias normas instituídas oficialmente, a Câmara Municipal de Leiria, autorizou a demolição da Capela das Chãs, cujo exterior já tive oportunidade de mostrar em post anterior (aqui). 
O pretexto parece ser a sua substituição por uma igreja nova, já construída, um pouco mais atrás desta capela. Dizem alguns moradores que até nem se importam porque a capela está muito em cima da estrada. 
A minha posição pessoal é frontalmente contra tal atitude. Não sou natural das Chãs, mas trabalhei nesta localidade durante cerca de 30 anos. 
Não percebo como é possível as pessoas e as instituições, Igreja incluída, poderem ser tão insensíveis, a ponto de se deixar demolir um símbolo que acompanhou muitas gerações e que, a actual, não tem o direito de destruir e apagar das memórias futuras de toda uma comunidade. 
A motivação é somente prática? Tem a ver com o facto de a capela estar muito em cima da estrada? Mas quando a estrada actual foi aberta a capela já lá estava há séculos. E quantos monumentos por esse mundo fora não sobrevivem mediante a adaptação de projectos arquitectónicos mais modernos ao património existente?!
COMO É POSSÍVEL, MEU DEUS!...
TANTA INSENSIBILIDADE!
Afinal o que é que pretendemos da vida? O Passado é para apagar da memória dos vindouros?
Vamos desatar a demolir tudo quanto é antigo e simbólico? Tudo quanto os nossos antepassados nos legaram?

Haja senso! O Futuro não se constrói destruindo a Memória colectiva!... 

Petição "Não à demolição da capela da aldeia"        <------  Assine esta petição seguindo o link

NB.: Há que agradecer ao Clube dos Pensadores a sua cooperação com esta iniciativa da PETIÇÃO, colocando o respectivo link na barra lateral do seu blogue. 

9 comentários:

arte por um canudo 2 disse...

QUE FALTA DE SENSIBILIDADE PARA COM O PATRIMÓNIO..É UMA CULTURA DE BAIXO-NIVEL QUE SE VAI APREGOANDO E INCUTINDO NAS PESSOAS.FORÇA ANTÓNIO, NÃO TE CALES E NÃO SEJAS ENGOLIDO POR ESSA CULTURA.GR. ABRAÇO

CBento disse...

Parece-me, porém, que existe alguma falta de informação, antiga rivalidade entre a freguesia e aldeia, medo, vergonha e intimidação o que gera esta incúria. Trata-se de uma situação lamentável e não devemos baixar as armas.
Parabéns pela iniciativa e a sensibilidade.

direitinho disse...

Bom dia
Sei que existem dois grupos diferentes.Uns a favor da nova igreja e outros pela demolição da velha.
Pessoalmente não vejo interesse nem arte na velha capela, porem como relíquia dos nossos antepassados penso que deveria ser conservada e nunca destruída.
Faz parte da história daquela povoação.
Poderiam fazer apenas uma entrada lateral para que a saída não se fizesse directamente para a estrada.
Aproveitariam a entrada principal com um vitral homenageando o povo daquela aldeia.
Aproveitariam o edifício para reuniões e catequese e seria sempre um espaço público a conservar.

Micael Sousa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
as-nunes disse...

Caros amigos

Parece que não restarão dúvidas a muitas pessoas que o Património Cultural e Arquitectónico é para preservar.

Não percebo o porquê de tantas hesitações...indefinições...passar a bola para o lado e para trás!

E o Instituto de Preservação do Património? Aqui já não tem voto na matéria?

Micael Sousa disse...

Pois, mas antes da construção da nova capela o IGESPAR e outras entidades elaboraram pareceres no sentido de não ser património relevante.
O grande erro, na minha opinião, foi aquando da construção da nova Igreja não se ter feito um projecto que a integrasse com a nova, por exemplo como foi feito nos Parceiros.
Assim que se lançou a primeira pedra da nova Igreja deu-se a primeira pancada rumo à demolição da antiga, mas só agora se fala da questão.
Como sempre, em Portugal falta o planeamento...
Não havendo qualquer fundo para fazer a reabilitação, e pelo que sei não há mesmo, resta retirar o espólio importante do interior e demolir...

Viviana disse...

Olá amigo Manuel

Já há muito que por aqui não passava.

A propósito do assunto aqui apresentado, da dita Capela de Chãs, estou totalmente de acordo consigo.

Quase não acreditamos que estas coisas sejam passiveis de acontecer...
Que coisa triste!

Mas,...infelizmente...eu sei que assim é.

Conheço bastantes casos.

Agradeço-lhe o seu grito de alerta.
São necessárias muitas vozes que se unam á sua.

Tanto amor por as coisas de leiria!

E é o Manuel um Beirão!
Também amo Leiria.
Ficou para sempre no meu coração pelos anos que lá vivi.

Desejo-lhe a continuação de um belo dia

Um abraço

viviana

Anónimo disse...

Boas
Tropecei por acaso nesta página destinada à demolição ou não da capela de Chãs. Como resido nesse local pareceu-me por bem deixar aqui um comentário.
É preciso informar que os dados referentes à capela de Chãs não estão de todo aqui referenciados. A capela não é recente mas não é nenhuma antiguidade. De facto, partes da capela foram construídas já na 1ª metade do séc. XX. Esse é um dado incontestável uma vez que uma das partes (sacristia) foi construída por cima do túmulo da minha bisavó que morreu na década de 20. Outro dado importante é que a nível arquitectónico a capela foi avaliada por especialistas contratados pela câmara de Leiria que a consideraram sem interesse à excepção de 2/3 peças que até já foram levadas para a igreja nova. É de salientar também que a capela está literalmente a cair aos bocados o que a nível de segurança é um autêntico perigo. Outro dado importante é que as pessoas que continuamente frequentaram esta capela são aquelas que estão a favor da sua demolição pois a capela não oferecia qualquer tipo de conforto aos que realmente a frequentavam. Muitos dos nossos antepassados nem sequer conheceram a capela como ela está hoje pois foi sendo feita aos poucos. Sinceramente gosto muito da antiga capela mas não podiamos continuar a praticar a nossa fé naquelas condições. Qualquer dia iria haver uma desgraça e depois todos chorariam. Outro dado importante é que a capela vem abaixo mas vai ficar a torre pois essa é de interesse patrimonial.

Obrigado
Bem hajam
TV

as-nunes disse...

Caro amigo TV

Por acaso vim aqui recapitular este tema e deparei com esta sua nota.
É sempre mais uma achega.

De qualquer modo, pode ler-se no "COUSEIRO", ed. da textiverso - 2011, a pp 174 a nota (26) em que se pode inferir que já em 1712 existia ali uma capela, ultimamente conhecida por a Capela de N. Senhora das Necessidades...

Enfim, um caso de lesa-património, mas que, pelos vistos, em tempo, não houve vontade nem engenho de resolver com um projecto em que não fosse necessário destruir o legado dos nossos avós, no que à preservação da nossa história diz respeito.

António Nunes