2011/07/09

PORTUGAL, SIM! Cartazes eleitorais fora de tempo, não!

Jardim Luís de Camões em Leiria. Um mês e uns dias depois das eleições a que este cartaz aludia ainda lá está especado a entaipar o jardim da cidade.
Não há gente disponível (com tanto desempregado?!...) para se retirar este cartaz?
Tudo bem, que temos que dizer e fazer: "PORTUGAL, SIM". No entanto, estou em crer que se a Câmara Municipal de Leiria fosse dominada por um partido diferente, que não o PS, já este painel teria sido removido, muito provavelmente.
Já que os "serviços de campanha" do PS não tomaram a iniciativa de o fazer, como deveria ser a sua obrigação contratual (sim, que só pode ter sido colocado naquele local com autorização específica da autarquia), nesse caso a Câmara (ou a Junta?) deviam retirá-los e apresentar a conta ao Partido. 
Bem me lembro dos tempos áureos das Campanhas Eleitorais nas quais eu cheguei a participar (Ah força e entusiasmo da Juventude!) em que, volta e meia andávamos às turras com a Câmara que os mandava arrancar. Nós, logo a seguir, a colocá-los de novo, muitas vezes no mesmo sítio. Ou seja, uma Câmara ou Junta de Freguesia, têm a obrigação inalienável de zelar pelo Património público da sua jurisdição. Se é só para despachar expediente ou tratar  de assuntos que dão penacho, então teremos que ponderar sobre o interesse em se estar a despender tanto dinheiro público na sua manutenção orgânica!
Cá por mim, penso que nenhuma autarquia deveria autorizar a colocação de cartazes, independentemente do tamanho e finalidade, em locais públicos como o deste caso. Por exemplo, os "placardes" que, frequentemente, são colocados na Praça da República, mesmo nas barbas da Câmara e do Tribunal Judicial, não me parece que sejam locais apropriados para serem instalados. Aí, pelos vistos, é o BE e o PCP, que detêm o direito de superfície. 

Haja decoro e um pouquinho de sensibilidade para o básico, ao menos!


@as-nunes

9 comentários:

Isabel Soares disse...

Olá, amigo.
A "tareia" a quem a merece. Possivelmente, desta vez errou o alvo. Quem deve tirar os cartazes é quem os coloca. Se são do PS, deverá ser o PS. A Câmara, quanto muito deveria era exigir que os retirassem.
Bom fim-de-semana.

as-nunes disse...

Viva, Isabel

Muito bem.
Chamou-me a atenção para uma injustiça e insuficiência do meu texto.
Não pretendia, de modo algum, atacar a Câmara de Leiria. O facto é que já farta termos que ser "bombardeados" com tanta poluição ambiental!

Quanto ao fim-de-semana, parece que o Verão ainda não chegou, ao contrário do que dizia aquela canção do tempo dos antigos e "emocionantes" Festivais da Canção" da RTP para apurar a que iria à Eurovisão, lembra-se?

tulipa disse...

E...quem escreve (fala) assim,
não é Gago!!!

Gostei de ver as habilidades fotográficas do meu Amigo...
...Da varanda, máquina montada no tripé, 3 segundos de exposição... uma visão mágica!

Percebe do assunto, só falta saber qual a velocidade que usou e o ISO.
Mas...acho muito bem usar o tripé, eu não tenho disso...
Fique bem.
Bom Domingo!

Luís Coelho disse...

Dá-lhe...da-lhe que bem merecem...
Andam preocupados com coisas mais importantes(penso eu cá com os meus botões) ou então ainda não se aventuraram a andar a pé pela cidade e ver aquilo que está mal e desarrumado.
Tantas obras, ruas esburacadas durante tanto tempo...........
E dizem que não há dinheiro....

Castanho disse...

Então não é Viseu que é a "Cidade Jardim"?

as-nunes disse...

Tulipa

Sem tripé ou sem que a máquina esteja fixa de outra forma, não há hipótese de fazer uma foto com exposição, como sabe.
Simpatia a sua, falar da minha sapiência nas coisas da fotografia. Quem é que participa e ganha prémios em exposições, quem é?

Espero que esteja tudo a correr bem consigo
Beijinhos
-
Luís
Não há dúvida que o Centro Histórico de Leiria anda há tempo demais em obras. É pena não ter si possível elaborar-se e pôr em prática, um Plano Director devidamente estudado.
A população daquela zona tem sido muito martirizada, já lá vão, uns 15 anos ou mais, seguidos.
O comércio foi-se, a população envelheceu e morreu, restaram os bares e algum pequeno comércio exangue.
O dinheiro de obras em cima de obras, sempre a escorrer!...
-
Castanho

Um meu conterrâneo, sem dúvida que Viseu está uma autêntica cidade jardim. Até as rotundas estão bonitas. Andei por aí há pouco tempo.
Um dia destes tenho que ir passar mais uns dias a Viseu. Visitar com calma, o meu irmão e os meus pais e tios/tias/primos/as.
Onde param os meus antigos amigos?
Por exemplo, o Jorge Borges Campos, o Carlos Alberto, todos na casa dos 64...
Um abraço, espero vir a conhecê-lo, Castanho.

Isabel Soares disse...

Olá, António. Voltei aqui e não resisti à curiosidade de ler os comentários à sua publicação, embora tenha sempre imensa dificuldade com a abertura do seu blog. Já agora, se me permite aqui fica um esclarecimento a propósito. Se há pessoas a quem a rua Tenente Valadim fechada incomodava era a mim, agora , que já não me faz transtorno nenhum (acabaram os ensaios do teatro)já a abriram, mas não posso deixar de explicar ao seu amigo Luís que esta efervescência tardia de obras a merecer o "dá-lhe que bem merecem" está a cair nas costas da pessoa errada. As obras em causa são as do programa Polis, aprovadas e com verbas recebidas pela anterior equipa da CML, se não fossem concluídas TODAS até ao fim deste mês a actual equipa CML teria de devolver todo o dinheiro recebido para as mesmas, dinheiro esse que não sei se terá sido deixado na gaveta pela anterior equipa da CML à espera da conta para ser pago por esta equipa da CML... (lol mesmo muitas vezes lol). Não estou a defender a actual equipa da CML que tem "uma dívida e tanto" em euros à freguesia de Marrazes que quer o dinheiro a que tem direito e está a ver que a hipótese que lhe resta é começar a vender rifas a sortear na lotaria de um sto. qualquer; estou simplesmente a informar sobre um facto verdadeiro de que tenho conhecimento. Antes de "dar porque bem merecem" era o que todos deveríamos fazer, procurar saber o que se passa.
É preciso espírito zen... com tanta efervescência morre-se mais depressa...

carol disse...

Tem toda a razão! também já tinha pensado nisso!
É mais fácil fazer o estardalhaço do que limpar os restos...

as-nunes disse...

Isabel

Sei bem do que está a falar, no que respeita a esperar até ao desespero pelo dinheiro necessário para fazer face a despesas de manutenção e até de investimento numa freguesia.
Quando estive na Junta da Barreira. Mesmo assim, naquele caso, nem tivemos assim tantas razões de queixa como isso!
Desespera-se, sem dúvida. Não só a Junta mas também os fornecedores.

Esta herança do Polis, de facto, acaba por ser pesada. E temos que admitir. A actual Câmara recebeu uma herança bem pesada!
Estádio, obras para não perder os Fundos comunitários, etc.

Enfim, parece que andamos a queimar os "últimos cartuchos" por muito tempo...

Talvez rezando...muito!