Esta zona da cidade de Leiria, nesta altura do ano, é muito bonita, um perfeito picadeiro rodeado de alas de árvores e arbustos e envolto no manto diáfano do próprio rio Lis, agora mais visível e esplendoroso no seu magnífico espelho de água.(1ª foto tirada de cima da Ponte da Fonte Quente).
2008/05/28
Quem seriam eles?
Esta zona da cidade de Leiria, nesta altura do ano, é muito bonita, um perfeito picadeiro rodeado de alas de árvores e arbustos e envolto no manto diáfano do próprio rio Lis, agora mais visível e esplendoroso no seu magnífico espelho de água.(1ª foto tirada de cima da Ponte da Fonte Quente).
2008/05/23
Rua Ramalho Ortigão - Leiria (Um desrespeito à memória dum grande escritor)
-
“Eça de Queirós
De Julho a Setembro de 1870, em colaboração com Ramalho Ortigão, escreve o "Mistério da Estrada de Sintra", que publica em folhetins no "Diário de Noticias".”
Por vezes, ao fazer o percurso diário obrigatório, dos Lourais para Leiria (Largo da Sé), em vez de seguir o habitual itinerário, que me leva a subir até ao Telheiro e lá vou eu, via Cruz da Areia, Largo da República, entrar na Estrada da Marinha Grande (Rua dos Mártires) cortar à direita no caminho para o Castelo de Leiria, em vez de subir, cortar para a direita e descer até ao Largo da Sé; faço a variante de descer, seguir pela Estrada das Cortes até ao centro de Leiria.
Foi o que me aconteceu hoje.
Na zona da Quinta de Vale de Lobos (na Guimarota) de há muito que lá está uma rua, que acaba por ser um beco sem saída, a não ser que se tenha o privilégio de seguir de jipe, que não é o meu caso, nem para tal estou disposto a endividar-me. Durante muito tempo pensava eu que era a entrada da Quinta ou duma parte da quinta e que até seria um caminho privado. Mas não.
Hoje, lembrei-me de lá dar uma olhadela para observar os carvalhos que existem naquela zona e se por lá havia algum Quercus robur. Espanto meu. À entrada tinha sido colocada uma placa toponímica que diz tratar-se da Rua Ramalho Ortigão. Fiquei logo no ar para telefonar para a Junta de freguesia de Leiria para me darem mais elementos da razão daquele topónimo. Em vão. Que andavam em mudanças e tinham toda a papelada encaixotada. Entretanto, a senhora que me atendeu foi adiantando que julgava que foram os moradores (dois ou três, conforme já pude comprovar) que sugeriram esse nome. Telefonei para a Câmara Municipal. Como era dia de meia-ponte, o Snr. Engº não sei quantos não estava, a senhora da secção de toponímia idem, a das actas da Câmara não podia ajudar. Não queria ser ofensivo nem é essa a minha intenção, mas, que diabo, não seria melhor terem fechado a Câmara fazendo a ponte toda?
Cá me hei-de desenrrascar.
A rua é de terra batida. E há lá o Quercus robur, confirmei. Mesmo na berma em declive sobre a rua de terra batida, cheia de regos das fortes correntes de água que por lá passam quando chove forte.
Aqui deixo a reportagem fotográfica, a complementar este escrito, mesmo em cima do joelho.
Aqui está um Quercus Robur, antigo e com rebentos novos. Também encontrei, mesmo na valeta da rua/rego de água, alguns Robur a nascerem das próprias bolotas. Claro que aproveitei para trazer um e algumas bolotas. Sou capaz de fazer uma pequena maternidade destes carvalhos no próximo Outono.
2008/05/22
Feriado Nacional e Municipal
2008/05/17
DEIXEM-NOS VIVER!...
São quase 6 horas da tarde. Lá fora o Largo da Sé, soa a vozes de jovens recém-licenciados. Afeérriaas para todos os gostos consoante o Curso, achei um piadão ao dos de "Educação Física"! O dia tem estado bonito, a convidar a andar a pé, pela cidade, pelo campo, a observar as árvores dos jardins e dos arruamentos e praças de Leiria. A sentir o vento que passa! E as flores e plantas silvestres? Um espectáculo que é uma dor de alma desperdiçar, tantas são as voltas que temos que dar aos papéis e às contas.
Apetecia-me fazer aqui um reparo ao Snr. Ministro das Finanças: O snr. já reparou na quantidade de TOC´s e outros profissionais que, neste fim-de-semana, estarão a trabalhar? A fazer o quê? A preparar as contas para apurar o mais correctamente possível os impostos sobre o rendimento que as pessoas e as empresas terão que pagar com referência às suas actividades profissionais e empresariais durante o ano de 2007. Pensássemos todos nós bem, seria necessária tanta papelada, tanta burocracia, tanta lei e Decreto-lei e Portarias e regulamentos e Decretos regulamentares e ofícios circulares a explicar como é que uma alínea dum artigo duma lei qualquer deve ser aplicada? Claro que não. O nosso país está a ficar empanturrado de tecnocratas, uns até por gosto, outros porque a isso são obrigados pela força das circunstâncias da teia da vida.
Quanto tempo da nossa vida desperdiçada com trabalhos fúteis, desnecessários, improdutivos!...
Houvesse vontade política e a tributação do rendimento seria muito mais facilitada. É que nem os Simplex vêm simplificar grande coisa. Para quê tanta informação? Para brincarmos ao cruzamento das bases de dados umas com as outras? E o cidadão que é apanhado no meio desse fogo cruzado, se não completamente cego, pelo menos muito míope, a quem lhe cativam a conta bancária por meia dízia de cêntimos, a quem lhe penhoram tudo o que tiver em seu nome, à mínima distracção?
Reorganizemos a vida em sociedade! DEIXEM-NOS VIVER!
Hoje, em Leiria
1) Estudantes Universitários a iniciarem os preparativos para a cerimónia da benção das pastas, que vai ter lugar na Sé Catedral de Leiria. Normalmente este Largo da Sé, enche-se literalmente com estudantes e familiares. E, como habitualmente todos os anos, aqui estou eu, no meu escritório a queimar pestanas para que as empresas prestem contas de fim de ano ao Fisco. Mas que fadário!...
2008/05/15
Loteamento de zona verde
No canto inferior esquerdo destaca-se a rudeza da igreja da Misericórdia (construída sobre os escombros duma antiga sinagoga) e na parte superior uma das zonas verdes mais típicas e históricas da cidade, constituída pela área abrangida pela chamada Villa Portela, que tem sido objecto de imensas polémicas entre os proprietários e a Câmara Municipal, desde há mais de um século.
Verdade seja dita que se não fossem os proprietários, há muito que esta zona verde tinha sido transformada em arruamentos, alargamento da Praça do Município e até já lá teria sido construído um edifício público.
Acontece que o "Jornal de Leiria" de hoje noticia, muito simplesmente, a página 6: "Loteamento da Villa Portela aprovado pela câmara". E acrescenta que esse mítico lugar (até pela sua ligação a uma das maiores e mais distintas famílias desta terra, os "Charters d´Azevedo") vai ser transformado num "loteamento de "alta qualidade"". Este projecto foi aprovado por unanimidade e ficará constituído pelos seguintes equipamentos: 1-Edifícios de habitação; 2- Esplanada-miradouro (virada para a zona menos vistosa da Quinta da Portela); 3-Escadaria ; 4-Parque de estacionamento; 5-Praças.
Pela foto pode ficar-se com uma ideia geral do quão importante pulmão da cidade de Leiria é, de facto, esta zona verde, no seu conjunto. Entretanto, um pormenor, pelo menos, desse projecto, refere, como se fosse mais importante mais um alargamento de ruas que a manutenção integral da zona verde: "Os proprietários vão ainda ceder 1.000 m2 da zona verde da Vila Portela, que não será urbanizada, para permitir alargar a Rua Dr. José Jardim (onde fica situada a sede do PSD local) e a Rua Machado dos Santos."
E assim se vão requalificando (economicamente? esteticamente?) algumas das mais carismáticas zonas verdes de Leiria....
-
Para melhor apreciar a beleza e imponência ambiental da parte desta zona virada para a Praça do Município consulte-se (aqui)
2008/05/14
Feira do artesanato em Maputo
Um amigo meu, antigo combatente da Força Aérea, também lá esteve mais ou menos pela mesma altura. Voltou àquele país muito recentemente e tirou as inevitáveis fotografias nestas circunstâncias.
As que vos apresento agora referem-se à feira semanal do artesanato, que se realiza todos os sábados, em Maputo.
Voltarei a este tema de rever Moçambique, 37 anos depois...
2008/05/13
Tempos da Velha Universidade de Coimbra
O meu amigo e grande bloguista, Tozé Franco, escreveu recentemente, um post sobre a história romanesca da Queima das Fitas em Coimbra. E lembrei-me que há um ano mais ou menos lhe falei do choupal de Coimbra, tão badalado em muitos dos fados e baladas desta cidade. Tirei o meu curso no Instituto Comercial do Porto, tendo-o acabado em 1966 (caramba, já lá vão tantos anos!...). Mas a minha experiência de passar pela Universidade de Coimbra, Faculdade de Economia, com uma frequência num anfiteatro mesmo junto à velha cabra, a entrada pela porta de ferro, as minhas idas de Leiria à Faculdade, andava eu com ideias de completar as cadeiras que me faltavam, depois das equivalências do iCP, as Sebentas lidas e gravadas em cassettes, ouvidas vezes sem conta, enquanto andava de carro dum lado para o outro nas minhas lides profissionais, jamais se apagarão das minhas mais ternas recordações. Eu a chegar à sala de aulas e os alunos, muito mais novos que eu, alguns mais distraídos, a pensarem, querem ver que nos mudaram de professor?
Bons tempos! Muito trabalho e muito estudo, mas valeu a experiência de viver a Velha Universidade de Coimbra, como estudante. Tive que desistir da campanha em que me meti. Fiquei com cadeiras do 4º e do 3º anos.
2008/05/10
Árvores de Leiria - Esclarecimento que se impõe

A observação que então anotei não teve qualquer intenção de criticar negativamente o facto da ausência inesperada daquele sítio na internet. É, de facto, uma pena.
Pelo que depreendo, a "Vertigem" é uma associação de jovens e especialmente voltada para jovens. Óptimo! Eu sou um, como se diz na gíria - até me parece mentira mas é a verdade nua e crua - sexagenário. Só que, gosto de intervir com o meu quinhão, no sentido da preservação do ambiente, de colaborar com a organização das comunidades de interesse social, que nos envolvem e nas quais nós, todos nós, nos devemos envolver.
Não se esqueçam, por favor, de fazer as devidas referências às árvores do Adro e do Largo da Sé de Leiria. Que me lembre e julgue saber: tília tormentosa e jacarandá, ambas estas árvores de porte monumental (O jacarandá da foto a começar a florir, no seu expectante azul lilás), padreiros logo a seguir (saudades minhas e de outros dos "acer pseudo-plátanus" que emolduravam, até, o Largo da Sé e albergavam centenas de pássaros, que nos alegravam a vida com o seu chilrear do amanhecer e do anoitecer...abatidos sem explicação pública), olaias, robíneas pseudo-acácia, melia azedarach.
A foto é de há momentos. Fui à janela, fazendo um intervalo no trabalho... Tirei a foto e, mais uma vez, tive ocasião de observar a incrível desarrumação e balbúrdia que vai aqui pelo Largo da Sé. E os bandos descontrolados, de pombos, anafadíssimos, ainda agora super-alimentados por uma senhora que vai propositadamente a uma loja de rações, aqui perto, comprar às sacadas de milho. Todos os dias. Ninguém põe ordem nisto?
2008/05/07
Divulgar o conhecimento
Esta rua de Leiria vai da Avenida Marquês de Pombal ao Largo Rainha Santa Isabel. Henrique Sommer foi o fundador da Empresa de Cimentos Lis, em 1920. Passo por esta rua diariamente, vindo do lado do seminário, desde a Barreira, para levar um neto à Escola Branca, EB1. Curiosamente, a parede pintada de amarelo pertence à Escola Amarela. São assim mesmo conhecidas.
A sua árvore é um lódão-bastardo (Celtis australis). Bonita e portuguesa. (dias-com-arvores)
Nesta Rua e no recreio da Escola Amarela existe esta árvore que, para já, ainda não consegui identificar(*). Estava à espera de obter informações na Net no conhecidíssimo "Atlas das Árvores de Leiria". Acontece que, inesperadamente, o seu acesso ficou reservado. Só com password é que se pode consultar. Não posso concordar com esta atitude abrupta.
Há dois anos comecei a interessar-me pelas árvores e outras plantas de Leiria. Nessa altura apercebi-me que havia este site com informação a este respeito. O seu acesso era restrito. Como andava muito entusiasmado com o tema, lá consegui na Câmara Municipal um CD com toda a informação do site. Entretanto, pouco tempo depois, o "Atlas das Árvores de Leiria" foi aberto livremente ao público e começou a ser muito referenciado como um trabalho a merecer rasgados elogios. Com toda a justiça, digo-o agora, que já ando há dois anos e tal a observar as árvores de Leiria.
Qual a razão de tal atitude, permito-me questionar? O trabalho não foi o resultado duma parceria entre a Câmara Municipal de Leiria e a Associação Vertigem? Porque não mantê-lo de acesso público? É que é, efectivamente, um excelente trabalho de nítido interesse científico e lúdico?
Há coisas que não se percebem facilmente!
-
Só mais uma nota à guisa de pergunta e insistência: será possível ser informado do motivo da discrepância entre o Quercus que está junto à placa alusiva à geminação de Leiria à cidade Alemã de Rheines e o que é referido nessa peça? Pode observar-se esta disparidade no Jardim de Sto. Agostinho.
(*) Ver nota acima. Informação gentilmente cedida pelo blogue dias-com-arvores
2008/05/06
Pederneira/Nazaré - Pelourinho fóssil
Como já o referi num post recente, não conhecia a localidade da Pederneira. Posso testemunhar que a sua excepcional localização e a sua história são dignas de um verdadeiro romance.
2008/05/04
Feira de Leiria
Não, não estamos em Havana. Começou a Feira de Leiria, que se realiza, todos os anos em Maio (já foi noutros meses. Passou para este por causa das chuvas de Março e de Abril...). Curiosamente, nos últimos anos, a maioria dos feirantes de bijouterias e utensílios diversos, é de origem Africana ou Indiana, assim me pareceu).
Esta Associação foi fundada em 1999 e procura, dentro das suas possibilidades, melhorar as condições de vida de animais desprotegidos que são na sua grande maioria cães que foram abandonados pelos próprios donos quando se fartam deles. (mais info)
O dia estava convidativo. Sol e muito calor, a Primavera a convidar ao lazer. A Feira na outra margem do rio...
Se se ampliar a foto pode melhor observar o barco à vela telecomandado por uma pessoa sentada do lado de lá do Açude do Arrabalde, no rio Lis, uma centena de metros antes de se o deixar correr livremente em direcção ao mar (Praia da Vieira de Leiria).
2008/05/01
TINO, aguarelas onde quer que seja
Quem és tu, Tino? Deu-me um endereço web onde tinha trabalhos seus expostos mas não o consegui localizar. Pode ser que nos encontremos um dia destes por aí, novamente.
Boa sorte Tino!