Mais uma exposição nas antigas instalações duma agência (quando as havia espalhadas por todo o país) do Banco de Portugal em Leiria. Aqui funciona o departamento da Cultura da Câmara Municipal de Leiria.
2008/12/06
2008/12/04
Livros para pensar
-
Mesmo a propósito, o autor começa por apresentar uma síntese da vida e obra de ABBÉ PIERRE sob o título: "Um "santo" que era cristão".
Permito-me transcrever o seguinte: ... "...; foi deputado à Assembleia Nacional, onde defendeu o direito de todos, incluindo os imigrantes, a uma habitação digna; lutou contra a proliferação dos "novos pobres". Denunciou, em 1954, a morte, em Paris, de velhos e crianças vitimadas pelo frio, provocando aquilo a que chamou a "insurreição da bondade". ... "Insurgia-se contra o escândalo dos excedentes agrícolas e criava o primeiro banco de alimentos no seu país."
"Legou-nos esta máxima lapidar: "A luta pelo meu pão pode ser materialismo; mas a luta pelo pão dos outros já é espiritualismo".
.
As notícias de hoje voltam a falar de mortes de sem-abrigo em Paris!... Parece que o Governo Francês já disponibilizou meios para ajudar a proteger as pessoas carenciadas. São muitos os assalariados, cujos ordenados não chegam sequer para pagar uma renda de casa.
2008/12/03
2008/12/01
Concerto para Bébés - Leiria
Ontem, no Teatro Miguel Franco, em Leiria. No decorrer do concerto em que actuaram a solista convidada Maria João, ao piano João Farinha, o Alberto e o José nos saxofones, o Nuno no clarinete, o Pedro no acordeão, a Ana, a Isabel e a Cristina cantaram, e a Inesa dançou. O Paulo foi o maestro, mas também cantou e tocou uns instrumentos pequeninos. A pequenada participou activamente e os adultos adoraram.
Ainda aqui venho acrescentar música para acompanhar este post. Iápapáarrr...pssssssssst!...
... Já encontrei a música da Maria João!...
2008/11/29
Ilha de Moçambique - Mesquita 1969
Fiquei a gostar de Moçambique.
Espero bem lá poder voltar, nem que seja só em turismo.
2008/11/25
Dispersamente...com Fernando Pessoa.
(pintura de Norberto Nunes)
Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma.
Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.
Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
Coração de ninguém.
Fernando Pessoa
********
SÓ a Natureza é Divina
Só a Natureza é divina, e ela não é divina....
Se falo dela como de um ente
É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens
Que dá personalidade às cousas,
E impõe nome às cousas.
.
Mas as cousas não têm nome nem personalidade:
Existem, e o céu é grande a terra larga,
E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...
.
Bendito seja eu por tudo quanto sei.
Gozo tudo isso como quem sabe que há o sol.
Fernando Pessoa/Alberto Caeiro
(É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões. Nasceu em 13 de Junho de 1888 e morreu em 30 de Novembro de 1935 em Lisboa.
Está-se a comemrorar o 120º aniversário do seu nascimento com uma conferência na Associação de Turismo de Lisboa).
2008/11/24
Casa dos pintores - Leiria
No passado dia 15 de Novembro, pelas 16 horas, teve lugar na Casa dos Pintores e na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, a terceira sessão do ciclo de conferências sobre arqueologia, subordinada ao título “Casa dos Pintores”. Esta conferência apresentou a “Casa dos Pintores”, como uma experiência de intervenção interdisciplinar de reabilitação urbana no centro histórico de Leiria e teve como oradores Anabela Carvalho, Susana Carvalho, Vânia Carvalho, Sidney Lopes, Vitória Mendes, Filipa Pinhal e Ana Rita Trindade, que constituem a equipa do Município de Leiria ligada à intervenção neste edifício. A Casa dos Pintores é uma referência de arquitectura histórica notável, que se revela de especial importância no conjunto edificado do centro histórico da cidade de Leiria, estando muito presente na memória dos leirienses. Vulgarmente designada “Casa dos Pintores”, devido à grande quantidade de artistas que pintaram a sua fachada, situa-se no coração do antigo centro urbano medieval, tratando-se de uma peça de tipologia singular. (texto adaptado do site da Câmara Municipal de Leiria).
-
Das intervenções dos membros da mesa resultou uma explicação geral dos trabalhos levados a cabo, os quais possibilitaram a descoberta de uma moeda de Zanzibar já do princípio do séc. XX, do fragmento duma pedra tumular, que serviu de material de construção da parede mestra central, com referências ao séc XVI (altura provável da construção inicial) e duma pia de escoamento de águas residuais também do séc. XX, que acabou por ser usada como material de trabalho de restauro enquadrado no estágio duma finalista desta área académica. Também apresentaram a explicação do porquê do interior ter sido substancialmente alterado ao ter sido usado material em vigas de ferro para sustentar a estrutura interna e, ao mesmo tempo, evitar que as paredes originais mestras pudessem, mais tarde, colapsar.
2008/11/21
Porquê?
PORQUÊ?
Porque será que cada sêr persiste
Em sempre vêr as coisas a seu modo
E a mesma coisa para uns é lodo
Que para os outros em prazer consiste?
.
Porque será que para uns é triste
O que p´ra outros é alegre e doudo?
Porque será, porquê, que o mundo todo
Diverge sempre em cada sêr que existe?
.
Porque será que cada olhar que poisa
Vê d´um modo diverso a mesma coisa
E o mesmo som differe em cada voz?
.
Sei lá!…Talvez que o mundo e a própria vida
Não sejam mais que a imagem reflectida
De tudo aquillo que se passa em nós.
.
Ruy Correia Leite
Almanach Bertrand, 1932
2008/11/20
2008/11/19
DEMOCRACIA, ALTO!
Democracia, ALTO!
Agora passam as Reformas, que vão ao pé coxinho...
-
INTERRUPÇÃO TEMPORÁRIA DA DEMOCRACIA?!
(excerto de foto da Net - Sapo)
Vai por aí um grande alarido à volta duma saída infeliz da Dra. Ferreira Leite, Presidente do PSD português, ontem, num almoço com militantes.
Disse a Sra. Dra que nós somos tão teimosos e contestatários, que qualquer Reforma de fundo do nosso sistema de organização política e administrativa da Nação, só terá viabilidade, se nos calarem a boca e nos paralisarem as pernas, pelo menos durante seis meses. Bastaria meio ano.
Muito sinceramente, não posso acreditar que a Sra. estivesse a falar a sério. Acredito piamente que usou este tipo de linguagem como uma mera “forma de expressão”, como vem sustentar, em jeito de solidariedade partidária, o chefe da Madeira, Alberto João, rei e pretenso senhor do nosso jardim no meio do Atlântico Norte.
Uma infelicidade, foi o que foi. A Dra. Manuela Ferreira Leite teve mais um dos seus típicos lapsos linguísticos. Como já vem demonstrando à saciedade, tem muita dificuldade em exprimir por palavras a mensagem que pretende transmitir.
Claro, o PS e restantes partidos concorrentes às próximas corridas eleitorais, não perderam tempo e estão a explorar ao máximo, este lapso. Até já há quem diga que lhe fugiu a boca para a verdade do seu pensamento político.
Os tempos que correm estão muito conturbados, como bem sentimos na pele e, particularmente, nos ouvidos. Estamos a ser bombardeados a toda a hora e instante por notícias desanimadoras quanto ao rumo que a vida do Homem está a seguir. A nível de todo o Planeta.
Não será tempo de focarmos as nossas energias no essencial e desligar-mos o interruptor do acessório?
Coitada da Dra. Ferreira Leite! Coitados de nós, que estamos entregues à bicharada!
É caso para dizer: “Aqui d´El Rey”!
Sem interpretações mal intencionadas, claro está!
2008/11/16
António Aleixo - o livro que me deixou
Todos os segundos Sábados de cada mês realiza-se em Leiria a Feira das Velharias. Todo o género de velharias. Algumas extraordinariamente interessantes, quem sabe portadoras de autênticas histórias de vida, que dariam um estrondoso best-seller dos Romances.
Comprei há dias, numa dessas feiras, "Este livro que vos deixo" de António Aleixo, edição do seu próprio filho Vitalino Martins Aleixo, em 1983. Custou-me 5 Euros.
Apreciei deveras o parágrafo final da Nota Introdutória de Joaquim Magalhães, datada de Fevereiro de 1975: "Crentes que lhe deve ser reservado lugar cimeiro de participante no processo de formação de Portugal novo que todos os portugueses conscientes desejam socialmente menos injusto do que aquele em que o poeta viveu e pensou."
Julgo interessante e oportuno deixar aqui alguns dos seus muitos versos:
.
Eu já não sei o que faça
p´ra juntar algum dinheiro;
se se vendesse a desgraça
já hoje eu era banqueiro.
.
Tu não me emprestas dinheiro
porque não tenho vintém;
mas se to pede um banqueiro
quer vinte, oferece-lhes cem.
.
Um homem quando tem notas,
pode ser perverso e falso:
todos lhe engraxam as botas
- se as não tem, anda descalço.
-
-
obs.: António Aleixo morreu no ano de 1949, com 50 anos, num dia de calendário tal como o de hoje em que vos deixo este post.
2008/11/15
Paz, Futebol, Educação, Pousos - Leiria
Temos que convir que estas acções são extremamente úteis ao normal crescimento dos jovens. Na condição imperiosa de serem acompanhadas pela supervisão dos pais no que respeita ao bom aproveitamento do seu desempenho escolar. Assim as próprias Escolas propriamente ditas funcionem em Paz e sossego!!!... Ao menos o sugerido pelo belíssimo recorte das árvores que bordejam o campo!
2008/11/13
Juros a nosso favor a 8%
Um banco com um nome tão sugestivo nos tempos conturbados que correm (ou estaremos a viver uma cabala global?) oferece juros a 8%?
Em que condições, poderão os mais avisados interpelar? É que já andam por aí bancos a dizer que vão descer drasticamente as taxas de juro dos Depósitos a Prazo, a níveis abaixo dos 4%. A taxa Euribor tem vindo a cair diariamente, pelo que não será de espantar que, de facto, os juros dos Depósitos a Prazo também baixem.
Então como é?
O Zé já anda suficientemente baralhado para o confundirem ainda mais, não será?
Entretanto, há que comer umas castanhinhas assadas, para desanuviar! Estão mesmo ali, no local do costume! Uma dúzia ,2 Euros!...(assim hajam uns trocados no bolso!...)
2008/11/11
TEIMOSIAS!...


EDITORIAl
Manuel Alegre
2008/11/09
Escrever um livro, plantar um liquidâmbar
Em Maio do corrente ano , no dia da freguesia da Barreira - Leiria, este liquidâmbar foi-me oferecido como sinal de reconhecimento pelo livro que eu escrevi e foi editado em 2005, sob o título: "Caminhos entrelaçados na freguesia da Barreira - Leiria". Vários outros autores também foram agraciados com árvores envasadas, pelo mesmo motivo: terem escrito sobre a freguesia da Barreira. Com esse simbólico acto foram distribuídas umas dez árvores, Liquidâmbares e Grevílleas robustas. Que melhor "prenda" me podiam ter oferecido!? Plantei-a no meu jardim, uns metros quadrados à volta de casa.(aqui)
Hoje, o Outono a esvair-se em nostalgias, reparei melhor naquela árvore, recordei-me de como ela estava só com tronco e ramos e era mais pequenina quando me foi entregue a meu cargo. Um palmo, talvez.
Estes meses passados e antes que as folhas caissem todas, fotografei-a. Vejam como as suas folhas são encantadoras, apesar de haver muitos liquidâmbares (a maior parte) que nesta época do ano se preparam para o Inverno sob a cor vermelha característica.
Comecei a escrever o livro em referência nos Lourais-Barreira-Leiria, aos 13 de Junho de 2004, ainda eu mal tinha ouvido falar de blogues. Quase sem dar por isso comecei a escrever, a partir de 23 de Setembro desse mesmo ano, os passos do meu dia-a-dia, os que mais me ligavam à terra que adoptei desde 1993. Quase in extremis lembrei-me de introduzir um capítulo no livro com fragmentos desse meu Diário na Barreira. Lá ficou para sempre. Talvez uma premonição do que viria a acontecer anos depois. Deixar algumas ocorrências da minha vida e do que se ia passando ao meu redor, escritas e publicadas.
Mal eu imaginava que dois anos depois haveria de me entusiasmar pelos blogues, como é o caso presente.
E cá continuo!... Há três anos!...Até quando?...
2008/11/07
Falta de diálogo familiar
Não tive oportunidade de estar presente, como gostaria, mas suscitou-me muito interesse e alguma preocupação o alerta lançado pelo psicólogo Leiriense, João Lázaro, ao concluir que apesar de mais informação, as famílias falam cada vez menos. Até podem comunicar regularmente utilizando a tecnologia, cada vez mais sofisticada, que temos à nossa disposição, mas a verdade é que usam as palavras de viva voz, face a face, cada vez menos.
No âmbito deste tema fundamental, João Lázaro apelou a que não se confunda o acesso à inteligência artificial com o saber trabalhar com a informação daí retirada. E esta constatação está bem à vista, particularmente no meio juvenil e nos adolescentes que, no seu vocabulário estão a utilizar cada vez menos palavras, quantas vezes meras abreviaturas em código que os mais velhos nem conseguem entender. A língua portuguesa tem cerca de 65.000 palavras e o que se constata no dia a dia? Os canais de televisão não usam senão 2.000 palavras e as pessoas comuns, no relacionamento entre si, utilizam um vocabulário que não excede as 700 palavras.
“Uma pessoa só consegue pensar se tiver palavras e se, face a um sentimento mau, não conseguir verbalizar, o mais certo é o pensamento passar a um mau acto”.
Há que regressarmos urgentemente ao humanismo, a começar no relacionamento familiar.
Estamos a correr o risco sério de perdermos a noção de território familiar, o que não vai contribuir em nada para uma vida mais social e feliz, com toda a certeza. Os exemplos negativos resultantes desta perda da noção de comunidade (originada em muito pela deslocação de pessoas para as periferias das cidades) são bem visíveis. Veja-se o que se está a passar com as chamadas urbanizações que nascem como cogumelos nos meios rurais adjacentes às cidades. Os resultados da falta de integração numa comunidade com afinidades criadas por laços familiares e de vivência comum são assustadores.
O papel dos avós na boa harmonia duma família, particularmente na fase em que há filhos de tenra idade, não pode ser relegado para um terceiro plano, como está a acontecer, apesar de já se estar a provar a necessidade da sua participação activa.
Se não arrepiarmos caminho rapidamente as novas tecnologias podem agravar as já, demasiadas vezes, tensas relações na base da pirâmide social: as famílias.
Não podemos olvidar que o “Homem é um ser eminentemente social”…
2008/11/05
Jovens estudantes em Leiria

Reflexão...
2008/11/02
Professores em luta
.
Para quando a resolução da questão entre os Professores e o Ministério da Educação?
.
Assim não é possível que o Ensino em Portugal funcione de forma a preparar as novas gerações a ajudar ao desenvolvimento sustentado deste país!
.
É que a imagem que se está a projectar para a sociedade não abona nada a favor desta classe profissional...
.
-
- Um simples reparo/sugestão: Observe-se que a forma como este cartaz está colocado deixa muito a desejar, não acham?
Já repararam no seu efeito psicológico desastroso?
(junto ao Tribunal Judicial de Leiria)