2011/02/12

Um país por achar neste país.

Hotel Eurosol - Leiria, 197? - um seminário sobre trabalho e sindicalismo. Sou o jovem, de bigode, manga curta cor clara, na mesa, do lado direito. Estava-se a trabalhar na criação da UGT.
Também falou o saudoso Dr. Vasco da Gama Fernandes, com o seu inseparável cigarro, sempre aceso. Lembram-se do Dr. Marcelo Curto? Ei-lo à direita.
Tempos de ideais, de juventude, de esperança no Futuro!... Bons velhos tempos!...
              (Copyright ©as-nunes)


Canto a raiz do espaço na raiz
do tempo. E os passos por andar nos passos
caminhados. Começa o canto onde começo
caminho onde caminhas passo a passo.
E braço a braço meço o espaço dos teus braços:
oitenta e nove mil quilómetros quadrados.
E um país por achar neste país.

Manuel Alegre
o CANTO
e as ARMAS
Poesia nosso tempo, 1970
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6 comentários:

Luís Coelho disse...

Bom dia Amigo

Gosto de tudo quanto aqui trazes, mas estas recordações são muito gratas.
Lá vai tempo em que acreditámos nos sonhos e ajudámos a cuidar das raízes de um país por achar.

Um poema oportuno.

Isa disse...

Algumas pessoas que conheci.
Por quem tenho respeito.
Esperança?
Deixei-as partir há mt.
Politicamente falando.
Deixei de acreditar nos "políticos"
Beijo.
isa.

as-nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
as-nunes disse...

É assim a vida, meus amigos.
Faz hoje, precisamente, 64 anos que a minha Mãe se decidiu a mostrar-me ao Mundo, a este que nós construímos e destruímos, sem norte, à deriva, pode ser que haja um milagre, vamos lá a ver no que é que isto vai dar!

E depois, vêm as desilusões!
Que mundo este, recheado de mentiras e de falsas expectativas.
Ainda bem que passamos pela fase da Juventude e do entusiasmo de que somos capazes de mudar a Vida!
Quão ingénuos fomos, os que já por lá passaram!...
De qualquer modo tenhamos fé que as novas gerações sejam capazes de fazer muito melhor do que nós (eu e os da minha geração) fomos capazes de fazer!

Micael Sousa disse...

Que preciosidades fotográficas. Hoje a mística pode não ser a mesma, mas cá estaremos para voltar a levantar essas bandeiras!

carol disse...

Que tempos belos! Que tempos loucos! Mas não há lugar a desilusões: felizmente que aconteceram esses tempos se não, não teríamos as condições que temos hoje. Por muito mal que estejamos.