Como se pode ver esta cameleira apresenta-se com uma boa envergadura e a sua idade é proveta, mais de 100 anos, com toda a garantia, segundo opiniões de diversas pessoas antigas nomeadamente o meu pai(na foto) com 83 anos.


Não é por falta de receptáculo que o correio deixa de ser entregue no endereço correcto.Se bem me lembro era esta a eira onde a minha avó Maria de Jesus (1883-1971) com a ajuda das suas filhas (Dores, Aurelina,Adélia, Cassilda,Encarnação) e homens que se contratavam ou, simplesmente, ajudavam, malhavam as espigas de milho e outros cereais e leguminosas, cevada e feijão, sei lá que mais. Lembro-me vagamente de ter experimentado um mangual (pode ser que ainda faça um desenho dessa ferramenta tal como me recordo, tantos anos passados...).
O que resta dos "espigueiros" de antigamente (activos até aos anos 70, mais coisa menos coisa), que eram os abrigos e secadores das espigas de milho, depois de desfolhadas. Tinham uma estrutura-base em pedra granítica aparelhada e o entaipamento era feito em finas tábuas de pinho que deixavam passar o ar para que as espigas secassem. Daqui seguiam para a eira para serem malhadas e os grãos secarem. Quantas vezes não se tinha que recolher o grão todo para o palheiro ao lado, por causa da chuva!
Em segundo plano pode observar-se um carvalho (carvalha como se dizia, aliás os meus pais têm um pinhal/carvalhal que se chama "carvalha". Quantas vezes é que já não ardeu nos fogos dos últimos anos!)
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Em próximos posts gostaria de vos mostrar outros aspectos desta freguesia da Beira Alta: comecei pelo Casal (terra onde nasci). De seguida iremos à zona da Igreja Paroquial de Ribafeita, com uma vista panorâmica deslumbrante sobre uma extensão enorme do Rio Vouga. Junto ao portão do cemitério, no seu interior, existe uma cameleira(*) digna de ser propagandeada; tem, seguramente, segundo me garante o meu pai, com 83 de idade, mais de 100 anos...sei lá quantos mais não terá?! Seguiremos para "Covelas" - lembram-se das notas anteriores sobre o Dr. Samuel Maia e o seu livro "Mudança d´Ares", ed. de 1916? - a terra da azeitona, a minha mãe, hoje com 82 anos, bem se lembra dos anos em que andou na apanha da azeitona, a calcorrear aqueles caminhos íngremes e pedregosos, sempre com o serpentear agreste do Vouga lá bem no fundo dos montes! Iremos à Lufinha ver a sua capela e o coreto inaugurado há pouco tempo. Passaremos por Gumiei, cuja Escola Primária frequentei, ainda que por poucos meses. Lembro-me bem da cana que o professor Américo tinha sempre à mão! Gumiei é uma aldeia com grandes tradições, muitos vestígios de casas senhoriais, agora votadas praticamente ao abandono! Requer uma reportagem especial em tempo oportuno!
(*) Tenho fotos para mostrar. Redescobri outra acácia, no Casal, nas traseiras do casario do Eirô (meio-do-povo), que terá a mesma idade!?...
O tempo anda assim a modos que esquisito. Dizemos e também constatamos nós. Ora faz sol a rodos. Ora chove. Ora desce a temperatura. Ora sobe a temperatura. 
O Rossio, ou seja a Praça da República, em Viseu, hoje, aí pelas 3 e meia da tarde. Nos meus tempos de menino e moço, fartei-me de correr e saltar por estes lados, hoje vi-o muito despido, algo desconfortável. A temperatura até estava agradável atendendo a que tinha chegado de Leiria.
Vim ao enterro do meu tio e padrinho, Serafim, 80 anos. Daqui seguimos para o Casal de onde o cortejo fúnebre seguia até ao cemitério de Ribafeita, sede da freguesia. E lembrei-me, como se fosse hoje, dos tempos do folar que o meu padrinho me dava, depois de cumpridos os ritos que mandava a tradição: deite-me a sua benção, meu padrinho; Deus te abençoe, meu rapaz. E lá vinha aquela nota mágica de 20 paus...
Adeus padrinho, descansa em paz!...
(clicar em cima da imagem para ampliar)
Comemora-se hoje o "dia Mundial do Teatro". Arte tão antiga que se perde na memória dos tempos!Os pinos de ferro galvanizado do Largo da Sé, em Leiria, grandes amigos que eles são dos bate-chapas e das fábricas de tinta para automóveis!
É certo que a ideia é desmotivar as pessoas a andar de automóvel nesta zona, mas a alternativa, que seria motivá-las a frequentá-la em passeios a pé, está a ser conseguida? Está patente que não e que não se antevê uma luzita que seja ao fundo do túnel para animar o Centro Histórico de Leiria, durante o dia. O comércio bem se queixa e luta com bastantes dificuldades! Não se pode estacionar, diz que. Mas só durante o dia, que à noite, para o pessoal ir para os bares e cervejarias vale tudo!
Vá-se lá entender isto. Para trabalhar ou nos portamos segundo as posturas municipais de trânsito ou levamos com a respectiva multa (a não ser que se pague com língua de palmo o estacionamento, privado e camarário, com polícia privativa e tudo); já para a folia da noite, fecha-se os olhos, faz-de-conta que não há regras...
É assim a vida?!
Como é que esta florzinha (?!) consegue resistir num recanto citadino onde passam carros constantemente e as pessoas se movimentam, num remoinho permanente e saltitante entre a calçada da rua e o passeio?...
Largo Paio Guterres, ou Largo do Gato Preto, ex-Largo de S. João, Leiria, hoje.
Leiria, 10 de Abril de 1940
Tenho, inclusivamente, uma significativa reportagem fotográfica(*) sobre a zona requalificada recentemente, da ponte dos Caniços, em Leiria. Aliás, nessa zona está também a ser recuperado, no âmbito do Programa Polis, o primeiro Moínho de Papel que existiu em Portugal. A sua inauguração está prevista para dentro de alguns meses. A propósito, estive presente, na passada Sexta-Feira, nas instalações do antigo Banco de Portugal, na sessão de abertura da exposição "Água com Humor" - úma boa síntese do V PortoCartoon, que recebeu de todo o mundo autênticos rios de humor, disse, na oportunidade, Luís Humberto Marcos, director do Museu Nacional da Imprensa. Na troca de informações que se seguiu com a Presidente da Câmara Municipal de Leiria, ficou apalavrada a possibilidade muito real de se vir a estabelecer em Leiria um núcleo museológico com um espaço de exposições para o Museu da Imprensa. O que não será nada de espantar, dado que Leiria, em conjunto com Faro, foram as primeiras do País dotadas de tipografias (ver).
Há quem argumente que as árvores dentro do Castelo de Leiria, estão a destoar, que não será aquele um habitat apropriado a tantas e frondosas árvores. Ainda que se possa admitir que aquela área do Castelo teria sido, em tempos recuados, uma zona de cabeço árido, sinto em mim um doce enlevo quando olho para aquele excepcional ponto de referência de Leiria e vejo todo aquele arvoredo, matizado de várias cores, sob o encantamento do cantar de aves de todas as espécies, desde o pintassilgo, passando pelo melro e pelo rouxinol. Uma moldura da Natureza a alindar ainda mais o ex-libris desta cidade. ... ............................ ...
Um contributo singelo do "Dispersamente"...
Aos Poetas de todo o lado:
Leiam o CONVITE e REGULAMENTO da I Antologia de Poetas Lusófonos!
Logo a seguir lançou-se em voo na direcção dum pinhal ali perto...talvez desconfiada daquela coisa que lhe estava a apontar...
da tulipa e da aranha...
Já ao cair deste dia de Domingo, andávamos, eu e o meu neto Gui, a jogar à bola no relvado (pequenino mas com jeito serve para dar uns toques...) quando reparei neste pormenor. Alto e para o jogo!... Fui buscar a máquina e aqui está o resultado...esperei um bocadinho para a aranha se mexer e... apanhei-a na objectiva!
desta flor minúscula no meio do pinhal...a tentar passar despercebida!
Bom dia, Carolina!
O teu pai já te nos apresentou em foto. Estás linda!
O Mundo a que estás a chegar vejo-o, neste momento, como estas flores de orquídea, que acabei de fotografar!
Vamos a caminho para te ver ao vivo!
Sê bem-vinda! Que sejas muuuiito FELIZ!...

O meu pai, Daniel, faz hoje 83 anos de vida. Nesta altura deveria ter uns 23 anos, digo eu!
Telefonei-lhe hoje, de manhã. Atendeu-me do Hospital S. Teotónio em Viseu. Assustei-me. Estava lá a visitar um irmão mais novo, 80 anos, o meu padrinho Serafim. Parece que está com problemas respiratórios, espero que não seja nada de grave. A ver se no próximo Sábado conseguirei estar com o meu "velhote" (o mesmo já dizem de mim, os meus filhos). Esta semana está a ser assim a modos que agitada. Também está por aí a "aparecer" a Carolina, ja está a atrasar-se, pelos vistos. Bem, é mais dia menos dia...
É assim a vida!

Ainda haverá quem se lembra daquele coreto? Pois eu lembro-me dum coreto neste jardim, por volta dos anos 60. Mas não estava naquele local, localizava-se bastante mais para a direita, no meio do jardim de então, com outra configuração, muitas árvores, uma alameda central cheia de tílias, parece que estou a sentir o seu cheirinho, principalmente daquelas duas que foram derrubadas há uns meses atrás**. Porque é que decidiram eliminar o coreto?! Na altura não me lembro de alguém ter dado essas satisfações à população, cuja também não se terá dado conta, na época, do quão importante são para as gerações vindouras, todos os vestígios que nós possamos deixar, para lhes explicar como vivíamos, pontos importantes na viagem do progresso e do desenvolvimento económico e social das comunidades.
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* Alda Sales Machado Gonçalves, Ed. Junta de Freguesia de Leiria, 2005
** Se se quiser matar saudades dessas tílias pode consultar-se "dentro de ti ó Leiria"
18036-070905-974960-88
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