2019/02/25
Ao meu mestre
Comentário que deixei no blogue de Carlos Lopes Pires
à espera
que o cansaço
me vencesse…
adalmeidanunes
24fev2019
Hoje é domingo
consegui dormir
até ser acordado
primeiro pelo sol
logo depois pelo meu gato
os gatos são
talvez
os maiores psicólogos do universo
por isso hoje
o meu gato
deixou-me dormir até ao sol
durante o dia
foi ter comigo ao quintal
algumas vezes
e olhou-me no suor
voltou para casa
silencioso e dolente
enroscou-se ao calor do sol...
consegui dormir
até ser acordado
primeiro pelo sol
logo depois pelo meu gato
os gatos são
talvez
os maiores psicólogos do universo
por isso hoje
o meu gato
deixou-me dormir até ao sol
durante o dia
foi ter comigo ao quintal
algumas vezes
e olhou-me no suor
voltou para casa
silencioso e dolente
enroscou-se ao calor do sol...
à espera
que o cansaço
me vencesse…
adalmeidanunes
24fev2019
2019/02/17
Olhai e ouçam
Por alturas da publicação dum vídeo com pinturas, poema e música
de Salanga, Carlos Lopes Pires e Pedro Jordão. (*)
Olhai e ouçam
ouçam a música de piano
que da inspiração do mundo
e da inteligência
dum monge da nossa irmandade
surtiu com tanto esplendor
e a poesia de outro irmão
tudo junto e harmonizado
louvemos o resultado
de todo este labor irmanado
sem esquecer outro irmão
que não sendo monge
da nossa congregação
reparem que da sua mão
também brota santidade
olhai os fragmentos do átomo
e o resultado do seu movimento
perpétuo...
a DA
11fev19-Lourais-Barreira
(*) https://www.facebook.com/613447628761736/videos/2277315232591224/?t=13
ou https://youtu.be/S5Ww_wDYSXY
Mais um treze de fevereiro
Mais um treze de fevereiro
parece-me estar
numa roleta russa
numa roleta russa
o pensamento flui
num rio incerto
ora envolto em nevoeiro
ora serpenteando
ao sabor da orografia do terreno
num rio incerto
ora envolto em nevoeiro
ora serpenteando
ao sabor da orografia do terreno
inevitavelmente
com o mar na mira
mas nunca como alvo final
com o mar na mira
mas nunca como alvo final
e o tempo vai e vem
com o pensamento
a tentar driblar a memória
com o pensamento
a tentar driblar a memória
sem sucesso
mais um 13 de fevereiro começa
e já são muitos muitos
mas podem vir mais
.............................
e já são muitos muitos
mas podem vir mais
.............................
a DA
13Fev19
A janela daquele quarto
a janela do meu quarto
corriam os anos sessenta
já do século próximo passado
corriam os anos sessenta
já do século próximo passado
hoje reparei nela
ei-la que está em recuperação
tão inanimada que estava
tão inanimada que estava
meio século.
sobreviventes daqueles anos
mágicos
míticos
mágicos
míticos
esta passagem do tempo
mais ou menos longa
tudo nos vai subtrair
mais ou menos longa
tudo nos vai subtrair
há que usufruir da vida
livrar a mente do medo
livrar a mente do medo
aDA
16fev19-Leiria
16fev19-Leiria
2019/02/06
n+1 o dia nasceu cheio
O dia nasceu cheio
de cor e sombras
muitas sombras
culpa do sol
as poli-oliveiras
do meu vizinho
lá estão
expectantes
seguindo sem descanso
o movimento
do sol da chuva do vento
e dos pássaros
enquanto isso
os cientistas
espantam-se
a nossa galáxia
está diferente
coisa incrível e nunca vista
oh e nós
confusos
perplexos
em constantes
cá se vai indo
a DA
6jan19
2019/01/31
Bálsamo
é um bálsamo
ler poemas
que nos dizem muito
sabendo nós
contudo
que muito mais haverá a dizer
e é esta sensação indizível
que nos obriga a pensar
que o que nós somos
não sabemos
o que saber
o que fazer
para conseguirmos
entender
o quê e quem somos
não sabemos
saberemos ¿¡
a DA
jan19
(Talvez se possa melhor entender o que se passa consultando https://cmlopires.blogspot.com/ )
Interrogações
Interrogações interrogações
Olho o tempo que faz
e o que não vejo
deixa-me
cada dia que passa
mais perplexo.
Deus do Universo
quem és Tu
que não te consigo ver¿
Diz-se
que Tu e o Universo
se sobrepõem
com rigor cósmico
E nós¿
O ambiente natural
e todos os seres humanos
como nos harmonizamos¿
a DA
jan19 a findar
- O Grupo dos 4=CINCO tem sido uma fonte inspiradora para a forma como venho reaprendendo a Poesia.
Aquelas trocas de ´e-mails` e os muitos livros lançados - particularmente os da poesia de Carlos Lopes Pires - têm-me motivado sobremaneira no modo de encarar a Poesia, Deus e/ou o Universo. Obrigado, amigos.
2019/01/29
António Olaio - Next Stop is yersterday - galeria de Arte - Banco de Portugal - 26 JAN > 13 ABR 2019
28 de Janeiro de 2019. Fui visitar a exposição de António Olaio.
Escrevi no Livro de Visitas que iria fazer referência a este facto neste meu blogue. A verdade é que continuo com este gosto de deixar aqui notas de algumas ocorrências no meu percurso de vida.
Ultimamente não tenho sido nada assíduo mas sempre que tenho ocasião, aqui estou.
-
António Olaio, 1963, Lubango, Angola.
Vive em Coimbra.
Licenciado pela Escola de Belas Artes do Porto em 1987.
Doutorado pela Universidade de Coimbra em 2000. Professor no Curso de Arquitectura e Director do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Investigador do Centro de Estudos Sociais. As suas performances dos anos 80 levaram-no àmúsica, num percurso onde a utilização de vários meios (pintura, desenho, vídeo, música) decorre duma forte relação com a performance.
-
http://antonioolaio.com/
Algumas fotos da exposição:
DIAL B FOR BIRDS
DIAL R FOR RED
FORGETTONG POLLY
A escadaria que dá acesso ao 1º andar da Galeria de Arte - Banco de Portugal em Leiria (galeria.bportugal@cm-leiria.pt )
Escrevi no Livro de Visitas que iria fazer referência a este facto neste meu blogue. A verdade é que continuo com este gosto de deixar aqui notas de algumas ocorrências no meu percurso de vida.
Ultimamente não tenho sido nada assíduo mas sempre que tenho ocasião, aqui estou.
-
António Olaio, 1963, Lubango, Angola.
Vive em Coimbra.
Licenciado pela Escola de Belas Artes do Porto em 1987.
Doutorado pela Universidade de Coimbra em 2000. Professor no Curso de Arquitectura e Director do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Investigador do Centro de Estudos Sociais. As suas performances dos anos 80 levaram-no àmúsica, num percurso onde a utilização de vários meios (pintura, desenho, vídeo, música) decorre duma forte relação com a performance.
-
http://antonioolaio.com/
Algumas fotos da exposição:
DIAL B FOR BIRDS
DIAL R FOR RED
![]() |
BROADCASTING MY SONGS £3 |
FORGETTONG POLLY
A escadaria que dá acesso ao 1º andar da Galeria de Arte - Banco de Portugal em Leiria (galeria.bportugal@cm-leiria.pt )
2019/01/15
Será que ainda haverá um dia em que darei à estampa um livro de poesia?
Antes de mais. O que entendo por Poesia? O que é que cada um de nós entende que deve ser invocado como sendo poesia, no sentido de usar palavras para transmitir algo que nos toca no mais íntimo do que julgamos ser?
Será impossível estabelecer normas para se escrever Poesia?
Ou a Poesia é algo que não se define, que se transmite pelas mais inesperadas e inusitadas formas?!
Que Poesia é tentar pensar o universo, cada um de nós como sendo o próprio universo, como fazendo parte do Todo pressentindo que não é Nada?!
-
O frio da memória
Inverno de gelo
A madrugada apressa-se
a entrar pelo dia
O frio lá fora
Invoco a memória
Porquê para quê
Não sei
A madrugada lá vai
Num percurso sinuoso
Cheio de apelos
A memórias de tantas coisas
Tempos dobados
em instantâneos difusos
O tempo continua a correr
Para onde
Por que caminho
Não sei
É melhor assim
Talvez amanhã seja outro dia
a DA
14jan18 - 4 horas
Lourais - Barreira - Leiria
2019/01/11
o sol irradia vida
em luz embrulhada em frio
correm dias de pensar
divagações intermináveis
interrogações
interrogações
e ouvem-se sons
vozes canções
lançadas no cosmos
por quem como
continuamos sem saber
continuamos à deriva
sem rumo
o azul do infinito
sem uma referência definida
quanto mais longe
julgamos ser
mais longe estamos

antónio nunes
aDA - 9jan19
---
(em jeito de conversa de amigos. Carlos Lopes Pires tinha escrito e enviado a alguns amigos um poema por alturas do 4º aniversário da morte de sua mãe)
2019/01/02
Possivelmente
possivelmente
tempos de solstício de inverno
dias quedos e ledos
que possivelmente estão a contrariar
uma possível ordem cósmica
possivelmente
estamos em mudança
em vias de nos transformarmos
em algo que só se pressente
quando conseguimos
boiar na corrente
que continuamente nos transporta
para sítios inimagináveis
mas que talvez estejam
e que só quando lá estivermos
possivelmente encontraremos
tudo o que julgávamos perdido
possivelmente
a DA
31dez2018
-
Caros amigos, que esta passagem para o calendário de mais um ano,
vos seja muito favorável.
(ensaio dum comentário/resposta a um poema de Carlos Lopes Pires
por altura da passagem de ano de 2018/19. Troca de correspondência por emeile)
2018/12/28
Oa amigos e eu em transe
Os amigos escrevem coisas
De encantar os nossos sentidos
Em tempo de sugestão
De Paz e sossego
Quiçá entrecortado
Por inefável música planetária
Que acabamos de escutar
Em transe
É que Deus está em transe
E com ele parece que o homem
Também
Recuperado da respiração
Sempre quero agradecer
Os bons augúrios dos amigos
A estação está a receber
100x100
E responde com olás
Uma luz amovível
Por alguém
Pelo poder vindo de além
Onde?! Quem?!
Chama por nós
Incessantemente
Nós é que não a conseguimos ver
Por detrás da sua mancha escura
Façamos esse esforço
Deus não nos pode odiar
Sim ou Não?!
a d'Almeida
19dezembro2018
(original por email para amigos da irmandade X)
2018/12/23
ÀS vezes também chove
Às vezes também chove
A chuva aí tem andado
a fazer côrregos rápidos
nas valetas da minha rua
e com ela levando as bolotas
que aqueles dois sobreiros
vizinhos de baixo
vão largando ao seu destino
o negro em cinzento das nuvens
predomina na paisagem
e remete-nos para o negrume
das vidas sem norte
que sorte, que sorte
o homem e a sua desumanidade
afinal seremos mesmo uma parte do Caos ¿¡
A DAlmeida
Dez18(antes do Natal)
2018/12/22
Poesia sobre desenhos da Alice
A ninha neta Alice, 5 anos, veio mostrar-me os desenhos da gata Ema e da cadelita Tina.
Estão muito lindos. Disse eu.
E estão.
Digo.
Estão muito lindos. Disse eu.
E estão.
Digo.
Serão horas de dormir
Interrompi a leitura de umas coisas
do poeta Ron Padgett.
Interrompi a leitura de umas coisas
do poeta Ron Padgett.
Afinal há coincidências.
Estava a ler
"Os animais e a arte".
"Os animais e a arte".
Veio-me à ideia de que há dias
fotografei dois ensaios pictóricos
da minha neta mais nova
cinco anos, a Alice.
da minha neta mais nova
cinco anos, a Alice.
Mostrou-mos e perguntou:
Qual é o mais bonito?
Tratava-se duma cadelita e uma gata:
A Tina e a Ema
muito queridos entre a família.
muito queridos entre a família.
Respondi-lhe: cada um à sua maneira
estão os dois muito bonitos.
estão os dois muito bonitos.
Trocámos muitos beijinhos
e sorrisos.
e sorrisos.
É Natal.
2018/12/17
Bolotas da minha rua
Bolotas da minha rua
O passeio da minha rua
coberto de bolotas
Aquele sobreiro
virado a nascente
altaneiro
Mais abaixo
o rio Lis
serpenteante
Quatro horas da madrugada
noite desassossegada
Que somos nós
senão o movimento
de partículas ínfimas
do universo!?
Para lá do tempo
parece que ainda aqui os sinto
Ouço o tissitar
dos estorninhos
alinhados nos fios eléctricos
enquanto a tarde
vai mudando as cores do dia
Algum sossego
finalmente
A vida a correr
.
Vou dormir, que estou cansado, adoentado, já passou...
por ora ...
(um comentário que deixei algures num blogue ou num e-mail do «Grupo dos Quatro=5»).
2018/12/09
O pissitar do estorninho
Lembrei-me de sugerir que o nosso mui querido e santo RuiOPascoal(*) pudesse tirar alguma inspiração deste home madevídeo.
Um estorninho é capaz de dar um bom quadro.
Abço santificado em Có-Có
que ele nos abençõe com a sua Graça até ao fim da nossa vida
(Cf. Livro quase no prelo.
2018/12/04
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